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quarta-feira, 21 de dezembro de 2005 - 16:59F-1

Discutam à vontade – II

O velho Max disparou seu novo pacotão para reduzir os custos da F-1. Pelo que entendi, vai insistir na asa bipartida para 2008. E continua sua cruzada contra o controle das montadoras.

Em geral, simpatizo com as idéias de Mosley. Mas desconfio que os acontecimentos estão atropelando o cidadão. Ele queria proteger as equipes independentes, elas sumiram.

Do que mais gostei? Pneus slick, finalmente.

23 comentários

  1. Aff disse:

    Fabio RC: a saida da Michelin nao eh nem por causa de dinheiro da Bridgestone, e sim por conflitos da empresa com Max Mosley e sua turma e pela ideia fixa dele de ter fornecedor unico a partir de 2008. Tanto q a Bridgestone ja ameaca sair da F1 tb em 2008. O valor de marketing gerado por ser o fornecedor unico eh mt menor do q por ser o melhor fornecedor, ou o fornecedor do campeao. A Michelin, apesar do vexame em Indy, esta saindo na hora certa, ja q eh dificil a Bridgestone superar ela nesse ano – sai com imagem de vencedora.

  2. Fabio RC disse:

    Bem, acho que aqui todos concordam que deveria haver maior estabilidade nas regras do campeonato. Dos demais items, gosto dos slick e da asa bipartida, mas odeio as restriçoes a pneus e motores. Também nao gosto para nada dessa estória de fornecedor único de pneus, me parece mais lógico entao padronizar logo tudo, motores, cambio, chassis.. Certamente tio Mosley tá ganhando uma graninha da Bridgestone nessa questao, nao acredito que ele faça isso só de “implicância” com a Michelin. Sobre excesso de tecnologia… humm… eu tenho uma opiniao que parece meio contraditória a princípio. Eu gostaria muitíssimo que pudéssemos ver a criatividade de engenheiros e técnicos correndo solta de novo. Tipo carro com 3 ou 4 eixos, efeito asa (que depois foi imitado por demais equipes), etc. Por outro lado, há um excesso de tecnologia: marcha automática (incluindo memória para cada curva!), controle de largada (e a habilidade do piloto, onde fica?), etc. Resumindo, gostaria que fosse liberada a evoluçao tecnológica da F1 desde que nao fosse uma tecnologia que influisse no desempenho dos pilotos e, sim, no dos carros. Fui claro? :-)

    Abçs

  3. Rangel disse:

    Imagina como seria a vida de equipes pequenas ou médias “relativamente falando”, o fato de ter de se adequar a regulamento entrando ano e saindo ano, em vez de ter de se fabricar um carro totalmente novo, poderiam se concentrar em melhorias de projetos nada mais, não acredito que regulamentos sólidos favoreçam quem está ganhando, pelo contrário, evolui muito mais quem tem deficiências do que quem tem um projeto próximo da perfeição.

  4. Eduardo S SP disse:

    A estabilidade das regras deveria ser item pontual e fixo no regulamento, deveria estabelecer pacotes de regulamento, fixos, mudando apenas a cada 5 anos

    Se isso tivesse sido feito a 3 anos atrás, em 2002, mantendo o regulamente daquele ano, os gastos não teriam ulrapassado os 280m. (valor gasto pela Scuderia naquele ano) e alcançado os 400m. gastos pelas maiores no ultimo ano

  5. PedroJungbluth disse:

    Aff

    gostei do que você falou. Mas a estabilidade de regras que o povo está pedindo trás sim maiores diferenças entre as equipes sim, já que item consquistado é tudo.

  6. Aff disse:

    A volta dos slicks eh realmente mt boa; o controle padrao p/ motor e cambio justificavel; as asas bipartidas, apesar de terrivelmente feias, sao por um bom motivo; e o comercio de carros pode diminuir os custos para equipes serem competitivas (mas nao para serem vencedoras).
    Porem, restricoes tecnologias nunca vao diminuir o custo da F1. Qual equipe vai decidir gastar menos voluntariamente? Enquanto as equipes tiverem dinheiro, vao gasta-lo em pesquisas – restritas ou nao. O que vai acontecer eh q, com tantas restricoes, eh bem provavel q fique ainda mais caro ganhar cada decimo de segundo. Com menos restricoes, valoriza-se a criatividade e a inovacao, principios da F1. Proibir inovacoes tecnologicas vai contra esses principios.
    Alem disso, essas restricoes diminuem o interesse de um publico que adora ver o que as equipes vao criar para cada temporada, e como as outras vao responder.

  7. Kiko disse:

    O retorno dos pneus Slicks, largos como os dos anos 80 é ótimo…
    Mas o mais interessante na minha opinião é o mercado livre de carros.
    A formula 1 de hoje é muito hermética, dentro de suas estrategias de marketing. Posso ser crucifiacado aqui, mas eu gostava mesmo era de ver os carros dos aventureiros andando com os cachorros grandes, Onyx, Scuderia Italia, 30 carros num fim de semana… Hoje em dia não se pode dizer que com a elitização das equipes, o nível dos pilotos tenha subido também…
    O livre comércio dos carros vai trazer um monte de gente (até 24 carros, infelizmente) interessada em brincar na F-1… Que é muito mais legal do que o CEO da montadora tal explicando sobre a estrategia de marketing que envolve a F-1… sonolento, pra dizer o minimo…

  8. Adrian Newey disse:

    Exigir mais durabilidade de motor e câmbio é *estimular*, não prejudicar, a tecnologia. (É muito mais difícil, concordam, projetar um W16 de Bugatti Veyron, cujos 1000 CV tem de durar 100 mil km, do que
    um motor de F-1). Esse ponto é bom.

    A eletrônica padronizada também é positiva, pois torna mais difícil projetar um motor campeão (chance para os projetistas mostrarem seu talento).

    A venda de chassis é inócua –apenas uma ou duas equipes medíocres comprarão carro “usado”.

    Fornecedor único de pneus é péssimo, um desastre. Mas a Michelin tinha de ser banida (e não há outros fabricantes em condições).

    Sobra a asa bipartida, o tempo dirá.

  9. Hélio Filho disse:

    O Sucrilhos sempre com bons comentários. Também acho que, enquanto houver competição e dinheiro, sempre vão achar um lugar pra gastar.
    Acho que foi no GPTotal (o ótimo Gepeto) que li que, numa competição de turismo todos deveriam usar rigorosamente os mesmos carros, com componentes originais de fábrica; mas havia um piloto que era também dono de concessionária, então ele testava rigorosamente as peças de fábrica pra pegar as que fossem mais iguais entre si e mais se adequassem ao padrão. Mesmo entre carros “iguais”, SEMPRE HÁ UMA DIFERENÇA, SEMPRE HÁ ONDE GASTAR MAIS.

  10. Eduardo S SP disse:

    Rangel
    Faz sentido o que voce escreveu, pois se tivessem mantido o regulamento de 2002, e de 2003 em diante permitido a compra de carros por outras equipes, certamente os gastos não teriam ultrapassado a marca dos 250m. por ano, pois as equipes apenas evoluiriam sobre as mesmas bases, não precisriam mudar o carro todo ano a cada mudança de regulamento

  11. Rangel disse:

    De tudo isso gosto da volta dos Slicks e das ultrapassagens.
    O resto é pura bobagem sem sentido, F1 é tecnologia, se querem cortar custos reduzam os testes privados e façam corridas somente na Europa, Pesquisas demandam rios de dinheiro e isso é impossível de se conter, a não ser que se criem regras duradouras para que a cada ano as equipes tenham cada vez menos o que acrescentar, se o regulamento continuar mudando to ano, as equipes vão continuar gastando os tubos para se adequar e permanecer competitivas.

  12. Eduardo S SP disse:

    Um ponto a se considerar, F1 é tecnologia, quem não tem condições para se manter por lá, que saia e ponto final

    Querem mesmo transformar em categoria norte americana onde se nivelam por biaxo limita-se tudo e todos e proibe se toda e qualquer inovação tecnologica

  13. Matheus disse:

    Os slicks e a asa bipartida tudo bem, eu apoio. Mas cambio pra quatro corridas e motor pra três, esses caras tão é doidos, e reduzir velocidade por causa da segurança eu também ac ho bobeira, porque a Fórmula 1 ja está bem segura, se ficar mais devagar vira GP2 ou pior.

  14. PedroJungbluth disse:

    uma outra coisa é essa limitação de componentes… Quanto % dos gastos das equipes é com construção, e quanto é com desenvolvimento laboratorial???

    Os motores, por exemplo, tudo bem, hoje gastamos 5 motores por equipe a cada 2 corridas.. Mas quantos motores são construidos para bancadas de dinamômetro?
    Um motor deve custar na sua construção uns 100 mil dólares, se tudo isso. Mas o desenvolvimento para chegar nessa montagem é que custa os milhões que o Mosley finge não ver, ou é burro demais para entender.

  15. PedroJungbluth disse:

    Mais uma prova que o Mosley ficou gagá à muito tempo…

    O que é uma tecnologia? Aposto que nem o imbecil sabe definir.

    E ele ainda veio com o papo que o problema da F1 não é administrativo… Acho que a carapuça serviu.

    O problema do custo da F1 é muito menos técnico do que administrativo…

  16. antonio augusto purr disse:

    não entendi este papo de tecnologia nova valendo pr 1 ano…
    alguém poderia me citar uns 2 ou 3 exemplos recentes de tecnologias que seriam banidas ? Será coisas tipo a caixa termica da ferrari esquentar pneus ? .
    Outra : que papo é este de 5,75% da gasolina ser de fontes naturais ? a gasosa já não tem de ser ‘comercial’ , ou seja , ela já não é ‘de rua’ (mesmo que especial ) ?

  17. Um dia chego lá! disse:

    Se for pra ter tudo esse monte de corte… que venha então a categoria rival das montadoras sem cortes de grana… queremos tecnologia! bahhh

  18. Sucrilhos disse:

    Não entendi… Alguém me explica como é que isso vai cortar custos na F-1? Enquanto houver um lugarzinho onde se possa pesquisar mais, eles vão gastar rios de dinheiro nisso. Se até na GP2, que os carros são iguais, tem equipe que domina, como é que um pacotão vai equilibrar as coisas e cortar custos?
    E já pensou, poder mudar a aerodinâmica só duas vezes por ano? E se uma equipe faz um carro muito melhor que as outras no começo do ano, fica monótono!

  19. Leandro Angelo disse:

    Gostei:
    1) Slick
    2) Troca e Venda de chassis entre equipes

    Não goste:
    De todo o resto…se for para avacalhar, coloca os caras para andar de GP2

  20. Marcelo disse:

    Só tomar cuidado em não cortar custos e transformar a F1 em uma Fórmula Clio ou Corsa. F1 é tecnologia! Motor para 3 corridas e câmbio para 4 ???!!! .. piada !

  21. Lintz disse:

    Se ele quer limitar os custos pq não manda embora as montaras e as transforma em fornecedoras da F1? Especifiquem os carros e as equipes compram as peças e montam. Cada uma vai melhorando o que puder dentro do regulamento.

  22. Bola disse:

    Isso tudo é meio perigoso. Essas regras para limitar novas tecnologias são complicadas. Fica meio arbitrário definir o que é a tecnologia nova que deve ser abolida. Sem falar no perigo de ferir a imagem de tecnologia e inovação da F1

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