FOTO DO DIA | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008 - 16:18Automobilismo brasileiro, DKW & cia.

FOTO DO DIA

SÃO PAULO (túnel do tempo) – Interlagos 1966? Não, Sul de Minas, 2008. Jan Balder e Crispim. E o Malzoni, muito provavelmente aquele Malzoni que o Jan guiou nas Mil Milhas de 1966 ao lado do Emerson, aquele Malzoni que o Crispim montou nas oficinas da Vemag e que acha que é ele, mesmo. Quem fez a foto foi o Jason Vôngoli, acho. E o Crispa deve estar explicando, pela milionésima vez, o que aconteceu num dos pistões nas voltas finais daquela corrida que esse carrinho ia ganhar. Afinal, era o Jan que estava ao volante na hora da bandeirada.

É a melhor história de corrida que já ouvi.

34 comentários

  1. Guilherme Augusto disse:

    Essa história tive o previlegio de ouvir pessoalmente contada pelo proprio Jan Balder., continue assim você é uma lenda viva.

  2. Jovino disse:

    É, esta história da troca de velas com o motor em funcionamento foi bastante discutida no blog do saloma a uns tempos atrás. Agora, imagina o filme que não deve ter passado na cabeça dos dois quando estiviram de frente com aquele malzoni das mil milhas, com o capô aberto, mesmo com toda a lenda acerca do que aconteceu ou não com o carro.
    Jovino

  3. Rogério Magalhães disse:

    Essa foto tem muita História com H maiúsculo…

  4. Roberto Martinez disse:

    O verdadeiro “tunel do Tempo!”.
    Muito boa sugestão do Alfredo Gehre, juntar com uma boa foto da época e expor no museu do Trevisan com algum carro relacionado ao assunto ou marca.
    O Trevisan gostará da idéia. (o conheci nas Mil Milhas de 2005, quando meu parceiro de prova, Almir Donato, me apresentou a ele enquanto conversavam sobre um Polar raro ou o chassi Aldee nº1).

  5. Gabriel 3 cilindros disse:

    Essa foto é The Best, os dois juntos em uma só, a sabedoria com a técnica excelente, grandes pessoas que tenho a oportunidade de ver todo ano e que vão marcar muito na historia , grande Jan e grande Crispim…

  6. Gustavo Stricagnolo disse:

    Gomes, verdade, essa sua resposta foi o que ouvi dele também. No último churrasco do Fukuda eu e meu pai conversamos com o Crispim e ele mencinou que o coletor de admissão que tinha uma parte de borracha (era de borracha para diminuir a vibração do carburardor e assim diminuir bolhas na cuba) deu ar falso, que diminiui o vácuo e junto com isso a quantidade de gasolina e óleo que iam para dentro do cilindro, então o carro passou a funcionar com 2 cilindros e com o tempo um pistão veio a derreter. Na esperança de ganhar a corrida o Crispim ainda trocou a vela com o motor funcionando, mecinou que o bicho ficou redondo e saiu dos boxes, porém quando entrou na reta oposta já estava falhando novamente, e o final todo mundo já sabe.

  7. drmarcos disse:

    Conheço os dois, do tempo que frequentava a oficina autorizada VEMAG que o “Marinho” (Mário César de Camargo Filho – tio do “Cacáio”) tinha com o Milton Masteguin na Av. Santo Amaro, que hoje ficaria em frente a FMU. Lá sempre estavam o Chico Lameirão, Carol Figueiredo, Bruno Barracano, Luiz Pereira Bueno, Bird Clemente, Ciro Cayres, Marivaldo Fernandes, os irmãos Fittipaldi e o “Môco” praticamente de “calças curtas” como eu, Jorge Letry, Victor Lossaco, Walter Travalini, Anísio Campos, o “Toco” e o Jaime Silva, Jean Balder e muitos outros que a esta hora não me recordo. Isto foi na década de 60. Bons tempos, muitas rizadas!

  8. Alfredo Gehre disse:

    Esta Foto deveria ir também ao museu de Passo Fundo-RS,com o Trevisan…
    Junto com as fotos da época,que devem certamente fazer parte do acervo e estarem junto com os DKW’s…
    Com data atual-real : “42 anos depois…”!
    AG

  9. Jason disse:

    A foto é realmente de minha modesta autoria.

    No momento do flagrante, a discussão era exatamente essa: Crispim jurava que era pistão, Jan sustentava era só condensador… (ou vice-versa?)

    Hilário e emocionante – História ao vivo!

  10. disse:

    Jóca, Crispim falou, FG escutou, vamos enfiar a viola no saco e sair de fininho hahaah.
    A Casa caiu.

  11. André, o Amaral disse:

    Interessantíssima a história (ou, estória, como outrora) da agonia na última volta, últimas, curvas…
    Valeu, Ceregatti, o povo agradece!

  12. disse:

    Jóca, O FG deve ter tomado um choque, trocou cilindro que parou com pistão ahha.
    Ceréga, daqui 100 anos, esses dois vão estar discutindo ainda.
    O incrivel é toda vez que os vejo digo. Taí 2 que não envelhecem!

    RESPOSTA DO FG

    Foi um pistão. Por culpa de um coletor de borracha. Começou a soltar limalha. Que foi na vela. E ferrou tudo. Quem contou foi o Crispim. Que estava lá. O resto é cascata.

  13. Antonio José disse:

    Essa foto tem valor inestimável, pois reune dois ‘monstros’ do automobilismo Brasileiro, ao lado de um dos maiores mitos sobre rodas já construídos neste país. O mais interessante é que os três demonstram estar em plena atividade, que parece ser eterna.

  14. Faz um vídeo da explicação e coloca no ar…

  15. 914 GT Sunoco disse:

    Em termos de automobilismo histórico brasileiro, esta é a foto do ano! Quantas histórias, ou, como diria o Rei, quantas emoções!

  16. disse:

    A FOTO! Só isso!
    Preciso achar uma aqui inédita, deles chorando com o Émerson. Daqui uns dias se passam 42 anos.
    Depois de Mil Milhas, os 3 primeiros com 201 voltas e em 4o. o Norman com 200 voltas.
    O Camilo e 3 Malzoni atrás.

  17. CLAUDIO MAIA disse:

    NOSSA LEMBRO TAMBEM DA BMW QUE O JAN BALDER CORTOU A CAPOTA TODA POIS UM PARABRIZA DE PLASTICO MÍNIMO E E PAU NA MAQUINA POIS UM SANTO A NTONIO E GANHOU UM MONTE DE CORRIDAS UMAS MIL MILHAS TAMBEMS E NAO ME ENGANO COM ELA O BRASIL´´E ASSIM APARECE UNS CARROS E SOBRAM NAS CORIDAS IGUAL A ALFA P33 DO MARIVALDO E O MOCO, OU A FERRARI 146 QUE EU CORRI NO RIO E GANHEI OS 400 KILOMETROS DA GAVEA ….MAS ISSO É BOBAGEM FALAR QUE TODO MUNDO LEMBRA NINGUEM ESQUECE , É COMO O PRIMEIRO SUTÃ

  18. Joaquim disse:

    Ôpa, que história de pistão é essa?

    Se for a respeito das Mil Milhas de 66 não teve nada a ver com pistão e sim com um reles condensador pifado que, obviamente, fez o carro trabalhar em dois cilindros nas cinco voltas finais quando estava na liderança.
    Outra lenda é que o Crispim trocou as velas com o motor em funcionamento. Pura lenda, num motor com no mínimo uns 10:5 de taxa de compressão qualquer engraçadinho que se metesse a tal tarefa terminaria com umas duas velas cravadas na testa, além dos inevitáveis choques . Já com os cabos, a história é diferente, se non é vero é ben trovato…
    Mas sobrevive como mais uma lenda do automobilismo romântico dos anos 60, assim como aquela que rezava que trocavam de motores DKW no meio da noite, perto do Lago.
    O Balder repete esta história no seu livro, coisa que o Crispim desmente a toda hora sempre que indagado.
    Mas deixemos o FG contar a história, senão perde a graça….

  19. Eduardo Guimarães disse:

    Poucos sabem irritar seus leitores como FG…por favor, conte logo a tal história.

  20. Al Unser Jr. disse:

    putz numa primeira olhada pensei que fosse alguma sátira do Dr. Estoque, aquele “expert” que vcs bem conhecem jajaja

  21. Claudio Ceregatti disse:

    Pra quem tá pedindo a história, completa e com fotos é só ir no site da Obvio!
    http://www.obvio.ind.br
    O link direto:
    http://www.obvio.ind.br/As%20mil%20milhas%20de%201966%20-%20equipe%20Vemag.htm

  22. Claudio Ceregatti disse:

    Foto duca, 42 anos depois.
    Os caras, o carro, tudo. Até o cenário verde atrás tem a ver com os barrancos e matos do Templo.
    Estranha é essa capa-de-chefe-de-seção que Jan Balder veste. Onde arrumou essa vestimenta com quatro argolas?
    Quanto à história… Dava um filme. Será que o Salles topa? Do(s) ramos(s) ele é…
    Título: “Infinito”.
    O Salles filma em branco e preto, o Itaú-Unibanco financia, o FG faz o roteiro, o Seixas cede Interlagos, O Jan, Emerson, Crispim, Bird et caterva ensinam os caminhos, a torcida da Lusa do Canindé faz a figuração e eu faço o papel do Camilão. Até pinto o cabelo. E arregaço a Carretera 18, original.

  23. zé clemente disse:

    Eles deveriam ter guardado esse pistão porque afinal de contas depois de meros 40 anos continuam falando do bendito. Dá para dizer que esse é o pistão da vida deles.
    Se eu conheço bem o Omelete ele deve ter dito em seguida a milhonésima-ésima explicação do Crispim: – Não, não, não foi bem assim…
    E começa a estória de novo.
    Sem dúvida nenhuma é o pistão mais famoso que eu conheço.
    Mas cá entre nós eu deixaria essa estória (que eu tmabem já ouvi várias vezes do Omelete) como está porque ela tem um certo charme. Coisa do tipo mistério romantico.

  24. Sergio SP disse:

    É aquela velha história, “se” não existe e eles não ganharam a corrida.

  25. André, o Amaral disse:

    Olha, a gente tem que respeitar os caras e eu dou fé ao fato narrado porquê era problema de pistão, mas se fosse superaquecimento, ou qualuqer problema com o retorno do óleo eu já ia achar que era história de pescador….

    Sem sacanagem, agora, qual é a história que o menino aqui não sabe? (Sabe, como é, cheguei ao mundo há parcos 28 anos, ainda não deu tempo de atualizar tudo o que perdi…)

  26. Lincoln disse:

    Desculpe minha ignorância, mas conte logo essa história aí, que agora fiquei com uma curiosidade tamanha !!!!
    Também quero, também quero !!!!!!

  27. Carlos A. Coelho disse:

    É !! Agora vai ter que contar.

    Abs.

    Carlos

  28. Nilton disse:

    Compartilha com a gente Gomes.

  29. Jackie (Futura Fã do # 69) disse:

    Cada explicação é uma emoção !!
    Adoro o Crispim, pessoa do bem e amigo querido !!

  30. Fabio Mantovani disse:

    Conta pra gente.

  31. Arthur Cerri disse:

    Flavio!
    Escreve uma história dessas qualquer hora!

  32. Eric disse:

    Imagina o que sai daí em termos de história….vixe…..

    Pergunta:
    Esses carrinhos não poderiam ser pintados por dentro do capô também?
    Ficaria mais bonito…ou originalmente era assim???

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