STREET CAR: O QUE É ISSO? | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 - 19:04Automobilismo brasileiro

STREET CAR: O QUE É ISSO?

SÃO PAULO (ai, ai, ai…) – Não sei direito, para dizer a verdade. A FASP colocou no ar em seu site o regulamento de uma nova categoria que não foi apresentada a ninguém, apenas despencou no mundo digital sem muito alarde e eu só soube dela através do blogueiro Eric Drukovich. As regras estão aqui. Pelo que entendi, é um campeonato aberto a qualquer tipo de carro de rua, desde que seja fabricado a partir de 1995, tenha santantônio, cinto de quatro pontos, motor de 4 cilindros, duas ou quatro portas, sem turbo, com mecânica e carroceria originais, rodas e pneus nas medidas de fábrica. Pick ups, vans, conversíveis e furgões estão proibidos. No mais, vale qualquer coisa. Qualquer Palio, Gol, Corolla, Civic, Astra, Vectra, Focus, literalmente tudo.

Pode participar qualquer um que tenha carteira de motorista, ou que tenha feito curso de pilotagem. Ex-pilotos são admitidos, desde que não tenham competido oficialmente nos últimos dez anos. É obrigatório uso de macacão e capacete homologados.

Serão dez provas durante o ano, de sete voltas cada uma (a última terá dez voltas). O grid será definido por sorteio.

O que parece a vocês? Uma nova “Estreantes & Novatos”? OK, isso funcionou nos anos 60, estimulou a formação de pilotos, mas eram outros tempos. Fuscas, Gordinis e DKWs, com todo respeito, não ofereciam grande perigo a ninguém.

Agora, fazer isso em 2009… Pensem bem: uma categoria aberta a qualquer carro, numa época em que boa parte deles passa dos 180 km/h, mesmo os de baixa cilindrada. Pelo regulamento, pode-se colocar na pista um Audi A3, por exemplo, na mão de um cabra que não tem a menor noção de pilotagem. É um carro rápido, que chega a 200 km/h, mas não está dimensionado para corrida. A suspensão é mole, é pesado, se o cara entrar errado no S do Senna, vai capotar e se arrebentar.

OK, sou a favor de automobilismo de custo baixo e massificado. Só que colocar carros de rua na pista sem mais nem menos não é exatamente o que eu chamo de automobilismo. Isso aí não vai formar piloto algum. Vai, sim, satisfazer o desejo de quem quer acelerar em Interlagos e está disposto a pagar 300 reais (o preço da inscrição) para dar sete voltas, numa razão de R$ 10/km, além de detonar seu possante, porque pista detona, mesmo. Isso, para mim, é estimular o racha na pista. Ótimo, melhor que nas ruas. Só que perigoso demais, na opinião deste que vos fala.

Não gosto da ideia, não. Para dizer a verdade, acho uma grande cagada. E arriscada. Em outras palavras, e em português claríssimo: vai dar merda.

Quero saber a opinião de vocês, agora.  

125 comentários

  1. Fabio Tust disse:

    Eu estou lendo os comentarios ainda, por isso posso repetir o que alguém falou, mas …
    Acho que a FASP viu a grande quantidade de “track days” que foram feitas no Brasil no ano de 2008 e resolveu criar uma categoria para ganhar dinheiro com essa turma.
    Eu acho alguns track days bem legais (não tem ultrapassagem em curva, os modelos de carros são bem divididos, poucos carros na pista), mas tem algumas que já são uma espécie de corrida livre e inclusive já aconteceram algumas merdas.
    Minha opinião é que vai estar cheio de rachadores e que vai sair gente machucada.

  2. André Mello disse:

    Eu sou piloto da categoria de carros antigos, piloto um chevette que tinha o motor original e agora esta sendo preparado com um motor AP.

    O chevette é c;aro foi todo preparado para andar na pista e andar na pista é bem diferente de acelerar na rua.

    Concordo com o Flavio e acho que vai dar merda com certeza, eu tenho um A3 turbo com 210 cavalos e com certeza se eu entrar no S como entro com o chevette(guardadas as devidas proporções em potencia de motor) vou parar lá na avenida interlagos, ainda mais se não tiver nenhuma experiencia de pista.

    Polemicas a parte é esperar pra ver, mas meu feeling também me diz que isso não vai acabar bem.

  3. Cupim de Ferro disse:

    Como tem gente que fala besteiras….

    Estive lendo alguns comentários e cheguei a conclusão que tem muita gente com a cabeça no lugar.Autódramo é lugar de carros de corrida(leia-se) suspensão,pneus com calibragem correta….etc.

    Isso não vai dar certo pelo simples motivo de que quando o cidadão entra lá(principalmente os “pilotos” de rua) acham que são o Ayrton Senna. Na regularidade dos 1000km, estava junto com o Zé Ricardo e tivemos que entrar com o safety para tirar dois babacas que estavam com um palio e um voyage que simplismente iam acabar se machucando. O do palio conseguiu quase encher o guard-rail da segunda perna do “S” e quase nos acertou.

    Nos 500Km de 2006 um carinha com um corsa GSI capotou no “SOL” (olha onde ele conseguiu), em 2007 ele foi la de novo e dessa vez encheu o muro do lago.

    Um outro ai encima, disse que deu 238KM/H com um audi A3 aspirado…..quanta bosta.

    Em resumo, a grande maioria desses caras não estão preparados para entrar numa pista.

    Abraços

  4. Luiz Guima disse:

    O Marazzi fazia isso com os alunos dele, se não me engano, no mesmo programa que tinha a Turismo 5000.
    Ele mesmo dava a bandeirada!
    E olha que tinha cara que andava de Monza, Santana, Opala, Maverick etc. E sem santo antonio! Acho a idéia legal. Só precisa ser lapidada.

  5. Eric disse:

    Ao Thiago Sabino.
    Esatmos comentando um post para novatos na pista.Carros de turismo!!!!!

    Vc cita um formula com AP 2.0…..acha que vai ser o que????Olha a relação peso potencia de um carro desses…..é muito mais rápido do que um carro de turismo.

    Começa daí,eu não sou cabaço não,vc não me conhece,tenho 31 anos de idade e ando de kart talvez o tempo que vc tem de vida.

    E outra,não tenho Audi A3.Não mexo com drogas.

  6. Enrico Araújo disse:

    Pra quem não conhece, eventos com carro de rua SEM santo antônio e pilotos amadores é uma prática bastante comum na Europa e nos EUA. Já no Brasil, conheço desde 1999 e já vi passar por grandes autódromo como os do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Curitiba, por exemplo.

    Falando de segurança, nesses eventos, no período de 1999 até 2009 (lá se foram 10 anos), nunca soube e não existe nenhum registro de motorista morto ou com sequelas graves de algum tipo de incidente. Será que esse resultado representa alguma eficácia no que diz respeito a segurança, principalmente por se tratar de eventos com pilotos amadores?

    Sobre a segurança em autódromo de carros antigos comparado aos carros atuais, é lamentável ler isso de um formador de opinião. Tentando traçar algum paralelo, talvez você esteja se referindo a velocidade que o DKW atinge, o que não é suficiente para classificá-lo com mais seguro do que os carros atuais.

    Sobre a idéia da FASP, é boa, mas acho um pouco caro R$ 300 por uma corrida de 7 voltas. É um início, muito bom! Só espero que isso não tenha a ‘agenda oculta’ de inviabilizar os track days.

    Antes de esbanjarem toda vsa. sabedoria e ficarem colocando merda em suas bocas (pois tem muita gente dizendo que vai dar merda), procurem se informar a respeito, pois estão completamente equivocados a respeito.

    Tags: TRACK DAY, TIME TRIAL.

  7. Luiz Eduardo disse:

    Concordo com o Águia e o Ceregatti. Aos outros que parem de agourar, pois vão acabar fazendo os caras desistirem da idéia.

  8. Thiago Sabino disse:

    Ao Eric

    É isso aí meu chapa, falei mesmo de colocar Fórmulas com motor AP2.0 sim. Podia ter se dado ao trabalho de me citar, e não como uma entidade impessoal.

    O automobilismo brasileiro se encontra na UTI que está, porque não temos mais formação de pilotos de monopostos. Houve um processo de “truck-turismização”, que matou simplesmente toda e qualquer categoria de monoposto…..e, ta aí! Os últimos dos moicanos , aqueles ainda resquícios da F-Chevrolet, da F-Ford, da moribunda F-3 sulamericana, é que ainda dão a ultima fumacinha do que representava uma outrora superioridade brasileira. Onde havia um brasileiro numa competição de monopostos, era sinônimo de chances de vitória.

    Hoje em dia? Hoje em dia, estamos muito mais preocupados em colocar gente pra correr cá pra dentro. A galera tá citando aí que nos anos 70, existia o Festival do Ronco, coisa e tal, etc. Mas havia também o incentivo pras categorias formadoras de pilotos como a F-Vê e Super-Vê. Sem contar F-Ford…E sim, aí existiam Divisão 1 , Divisão 3, ou seja, tinha de tudo. Hoje em dia, acabou cara! Depois dessa geração aí quem vai correr lá na Europa? Depois do Massa, acabou cara! Vai colocar alguém que corre de turismo?

    A gente não tem a Formula-SP? Porque não fortalecê-la?

    Pensar primeiro se você pode colocar o teu Audi na pista, antes do que realmente toca a formação de pilotos de competição é um pouco complicado.

    Mas enfim, como disseram aí em cima: Toca o pau, vamo ver o que que dá. O Passatão#50 tá aí na memória de muita gente boa.

  9. Cerberosph disse:

    Boa ideia mais devia só ser permitido carros 1.0 originais. Se ainda for perigoso bota 400 kg de lastro. Lógico que tem que ter gaiola e demais itens de segurança

  10. Pedro Jungbluth disse:

    Bem, seria de bom tom altura reduzida e pneus maiores que os originais, mas acho que o principal está em vistorias e fiscalização rigorosa mesmo, senão avacalha.

  11. Pedro Jungbluth disse:

    Tem Audi A3 com motor aspirado de 125 cv… E baratinho…

  12. Lucas Albuquerque disse:

    Cara, tenho que perder a mania de só escrever quando dicordo de você, Mr. FG.

    Eu tenho certeza de que os carros de hoje são muito mais seguros que os da superclassic. Acho que não ia sobrar muita coisa naquele quase acidente envolvendo um fiat 147 (?) e um passat. Se fosse um focus batendo num punto era bem provável que os danos aos pilotos fossem bem menores. Que seja um gol num pálio, acho que seria menos ruim de qualquer jeito.

    Creio que os pilotos serão selecionados pelo custo de se colocar os itens de segurança citados. Afinal usar todo dia um carro desses pra se ir ao trabalho não deve ser nada confortável.

    Gosto da iniciativa. Tomara que vá pra frente por que eu fiquei com muita vontade de correr. Mas infelizmente ainda não tenho grana se quer pra comprar um capacete. Mas isto é questão de tempo!

  13. Mayara disse:

    Eu gostei da idéia. Não acho que vai dar tanto problema.

  14. chu911 disse:

    Em resposta ao comentário do amigo que se auto entitula “burros”, precisa de muito mais do que cinto de 4 pontos, santoantonio e capacete.
    Precisa de preparo.
    Todos sabemos que a carteira de habilitação, CNH, habilita mas não prepara ninguem para enfrentar as ruas, quem dirá as pistas.
    Provavelmente o Sr. nunca andou em Interlagos, e se andou fi num desses eventos como o da 4 rodas.
    Mas na hora que o conta giros vai lá em cima, o freio esquenta, o pneu derrete, a coisa é diferente.
    Entrar em curva de autodromo não é como contornar a praça perto de casa… uma bobeada e ela literalmente te joga longe.
    Já tentou entrar no S do Senna freando de 200 km/h um pouquinho fora do ponto ? É só ver o que acontece na Porsche Cup, na Trofeo Maserati… Muro !
    Não estou falando isso pra concordar com o Flavio, a quem admiro sim o trabalho, mas discordo em várias situações… A começar pelo meu carro de dia a dia, um Corolla.
    A questão é bom senso.
    Com certeza a grande maioria que aqui discorda, ve o lado do tesao de andar em um autodromo como a razao de concordar com o formato da categoria. Andar em Interlagos é um tesão sim… prazer inigualável. Mas precisa de bom senso… Nao basta confiar em si só… E os outros que estao la ? que podem te acertar a porta sem dó porque nao sabiam a manha da pilotagem ?
    E dizer que é “melhor andar na pista do que na rua” é uma incoerencia sem tamanho.
    Se nao pode andar rapido na rua, nao pode e pronto.
    Agora pra tudo o que nao pode tem que achar um paleativo ???

  15. Wolf disse:

    Em suma:

    ” Me inscrevo aonde ??? “

  16. antonio disse:

    quando escrevi ‘muita gente quer ver mesmo é pancada’ referia-me ao publico, obviamente .

  17. antonio disse:

    Acho que teremos umas merdas sim .
    E qual o problema ? A merda em si ? Quem é que vai se preparar para entrar num troço destes ( santantonio, cinto etc dá um trabalhão pra ajeitar …) pra ‘entrar’ no carro da frente na primeira curva ?
    Concordo com metade do pessoal aí de cima – e discordo da outra metade – sobre se hoje é mais ou menos perigoso que antigamente . Velocidade X segurança estrutural do carro e do autódromo . Sei não ….
    O que sei é que se eu pudesse faria de tudo pra correr .
    E iria ficar p. da vida se os ‘donos do parquinho’ pressionassem as ‘autoridades’ para que me impedissem de correr alegando a minha própria segurança .
    E pra dizer a verdade, numa corrida de automóveis muita gente quer ver mesmo é pancada ….
    Muito mais perigoso era ser gladiador romano ( nem todos eram escravos …) , e talvez por isto mesmo era um sucesso de público.

    Tomara que a categoria vingue !

  18. Victor disse:

    Não é so o Joaquim que pegou 238 com um A3, meu Uno Mille dá 240 km/h no final da reta oposta. Mandei fazer o velocímetro na VDO da Sto Amaro, começa em 100.
    Um Omega Stock Paulista chega no máximo a 230 na freada do S e no final da reta oposta. Isso com uns 400 cavalos mais ou menos e pesando 900Kg e sendo carro de ponta.
    Tem cada uma.

  19. Eric disse:

    Joaquim Souza:

    Se você deu 238 km/h com um A3 Aspirado em interlagos,você é meu herói.

    Estou falando lá de dentro do autódromo PO#$@!!!!!!!

  20. Luciano disse:

    “Sai do meu parquino” é ótima. Se tem alguém com capacidade civil e criminal plena disposto a bancar o carro e o equipamento, fez um curso de pilotagem homologado, assistiu uma palestra sobre segurança e sobre o regulamento antes do evento, assinou um termo de responsabilidade, passou na vistoria, viu que tem estrutura de segurança no local, não pode por quê? Antigamente era como? Mais seguro? Acho que se ocorrer nas condições que citei teria grandes chances de ser uma nova categoria de novatos de sucesso.

  21. Luizcroberto disse:

    Caro FG, não consigo ver tanta merda conforme várias opiniões.

    O risco existe tanto quanto ao salto de paraquedas (sem hifem?) vai da cabeça de cada um tanto quanto o trânsito que enfrentamos.

    Sou a favor desde que sejam responsáveis tanto os organizadores quanto os competidores.

    Minha memória não é mais aquela brastemp mas lembrei ter lido algo a respeito e achei esta matéria que não foi há tanto tempo assim:
    http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2007/08/31/quando-automobilismo-era-automobilismo/

    Discordando da maioria, sou a favor pelo que temos de verdade, ATÉ O MOMENTO.

    Abraços
    Luiz

    RESPOSTA DO FG:

    Essa história é de 1980. Outros tempos. Como disse, acho os carros de hoje muito perigosos, pela velocidade que atingem. E acho que se isso sair, é preciso controlar bem os carros e os pilotos.

  22. Julio disse:

    Quer discorda não corre, que concorda corre, simples assim.
    Eu concordo, vou aumentar a apólice do seguro de vida, sei que vou fazer merda.

    Abraço

  23. Paulo César disse:

    Sou da seguinte filosofia :

    Pergunte aos candidatos a ” piloto de street car ”

    1) Sabe ler ?

    2) Sabe escrever ?

    3) Sabe fazer as 4 operações matemáticas ?

    Se sabe tudo, sabe raciocinar o risco !

    QUER BEBER VENENO ? PROBLEMA SEU !!!!!

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