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segunda-feira, 3 de agosto de 2009 - 17:21Automobilismo brasileiro

OUTRO HEVE (1)

SÃO PAULO (por onde andaria?) – Motivado pela foto de anteontem no HEVE do Ferreirinha, recebi este simpaticíssimo e-mail do blogueiro Carlos Eduardo Szépkúthy. Vejam que legal:

“Vi o post em seu blog sobre o protótipo HEVE e encontrei esta foto nos arquivos de meu pai. Ele teve um HEVE, este da foto. Dentro do carro é ele e mais alguém que não faço idéia de quem seja. A foto é de janeiro de 1981 em frente à minha antiga casa em São Bernardo do Campo. Vou perguntar pra ele qual a história deste carro e mando pra você… O que posso adiantar é que antes de colocar o carro para correr, minha mãe perturbou tanto que ele acabou vendendo o carro…”

Acho um barato rastrear esses carros. Vamos tentar? Quanto à história, Carlos, coloque aqui mesmo nos comentários, para dividir com a blogaiada. E diga ao seu pai que ele é a cara do Boesel!

23 comentários

  1. Antonio barboza disse:

    Meu ex patrão Paulo Roberto riello mecânico de alfa Romeo em Santo André. As vezes ia levar o Sérgio para o hospital após este acidente .o
    PAULÃO CONHECIA BEM Á MARCA ALFA ROMEU. A OFICINA ERA NA RUA DOS CAPUCHINHOS NA VILA GUIOMAR

  2. 3 = 6 disse:

    quem andou de divisao 4,e era de santo andre, ‘e o valdeban ribeiro.
    so nao sei se andou de heve.

  3. Silvio Zamprogna disse:

    Prezado Flavio.

    Ao ver a foto do Heve, enviada por Calos Eduardo Szépkúthy, fiquei surpreso ao rever este carro.

    Vamos à história, pelo menos parte dela.

    Este era um Heve P4 com motor Volkswagem 2.0. Era pilotado pelo piloto carioca Newton Pereira, conhecido como Newtão,

    Meu irmão, Sérgio Eduardo Zamprogna, estava iniciando mais uma de suas aventuras, participando de corridas após ter feito a escolinha de pilotagem do Pedro Vítor DeLamare (o cara dos Opalas azuis patrocinado pelas lojas Eletroradiobrás) graduando-se como PC – Piloto de Competição.

    Começou com um Puma, que levava o número 27 (esse número era de uma das “alfinhas” da turma do Piero Gancia, não sei se por descuido, ou desinteresse dos “alfistas”, mas meu irmão acabou usando esse número…). Isso lá pelos idos de 1973/74.

    Depois de umas duas ou três corridas com o Puma, meu irmão comprou o Heve do Newtão.

    O dinheiro era curto, o “PAI trocinador” bancava as despesas do jeito que dava… Originalmente esse carro era todo preto, meu irmão pintou de vermelho a parte central do carro (a parte amarela na foto, e o preto continuou onde, na foto, é azul. Nossa! Foi pintado com aquelas tintas em latinhas de spray… na garagem de casa em Mauá – SP. Os números, brancos, foram recortados em Contact e colados… se chovesse já viu!)

    Foram umas duas provas somente, o Sérgio realmente levava jeito para a coisa… Já estava começando a chamar a atenção dos outros pilotos.

    Num sábado, à noite, meu irmão, um primo e um vizinho voltavam para casa, e foram fechados por um caminhão carregado de tambores vazios. Logo em frente o caminhão parou em um semáforo (que ficava na saída da Cofap) e meu irmão, bestamente – sangue italiano, foi tomar satisfações com o motorista. Após subir naquele degrau ao lado da porta do caminhão, o motorista arrancou e meu irmão pulou, escorregou e foi atingido pelas rodas traseiras do veículo. Elas passaram por cima das pernas, pouco abaixo do quadril, resultando na quebra do fêmur da perna direita e esmagamento da perna esquerda.

    Foram dois anos de estaleiro, com complicações sérias oriundas do desenvolvimento de uma grande infecção, por barbeiragem na cirurgia de colocação do pino no fêmur quebrado.

    Quando esta situação se revelou, por indicação de conhecidos, procuramos o Dr. Sergio Bruschini, que resolveu convocar uma junta médica para opinarem a respeito da solução do caso. Sem exceção, optaram pela amputação da perna infeccionada.

    O Dr. Sergio Bruschini, após muito pensar, resolveu não efetuar a amputação e comunicou à família sua decisão e as conseqüências possíveis. Foi uma boa briga, e meu irmão mantém as duas pernas até hoje.

    O Hospital São Luiz foi o escolhido (na verdade foi uma exigência do Dr. Sergio) para as cirurgias reparadoras. E aí teve momentos hilários.

    O dinheiro era curto, apertamos os cintos de todas as maneiras. E o Heve começou a ser vendido aos pedaços… Eu levava as peças, vendidas, para o hospital, onde eram retiradas pelos compradores: um comando de válvulas aqui, uma bomba d’água ali, outra de óleo… e assim foi.

    Em casa só ficaram o chassi tubular e a carenagem… que foram vendidos para o Sr. Roberto Battisttuzzo dono do estacionamento Mundial Automóveis.

    Ele pintou o carro de amarelo e azul, pintou o nome do estacionamento (que aparece na foto) colocou um motor Volkswagem sem preparação, e o deixava exposto em sua loja na Avenida Alfredo Flaquer , 564 – Centro – Santo André – SP, a loja está ali até hoje. Isso durante o dia… à noite saíam com o carro para dar umas voltas na via rebaixada da Av. Perimetral que havia sido inaugurada pouco tempo atrás.

    Depois disso não sei mais o que ocorreu com o carro, pelo jeito foi vendido para o pai do Carlos Eduardo.

    Não tenho fotos e nenhuma recordação material desta época. Foram tempos difíceis, e não deixaram saudades. Nem contato com meu irmão tenho mais, não sei por onde ele anda…

    Espero ter colaborado um pouco com a história deste Heve P4.

    Abraços.

    Silvio Zamprogna.

    RESPOSTA DO FG:

    Silvio, é uma grande (e triste) história. Mas é, sem dúvida, História com H maiúsculo.

  4. Rodrigo Duarte disse:

    hehehe
    Eu ia dizer que ele era parecido com o Piquet-pai mais jovem. Mas parece o Boesel também. Aliás, esse Boesel engana demais, ele tem 50 anos e não aparenta isso de jeito nenhum.

  5. Paulo Renato disse:

    Janeiro de 1981. Mês e ano em que eu nasci.

    Bacana ver as fotos e tentar imaginar como eram aqueles tempos, aquela atmosfera, os carros, os aviôes, os programas de TV, os gibis…

    Sou um saudosista nato. Tonto até. Tenho saudades de tempos em que eu nem era vivo ainda.

    Valeu pela imagem.

    Abraços.

  6. Joaquim disse:

    Heve P5, ano 1972, motorização original VW boxer a ar. Somente cinco foram construídos pelo Herculano e Antonio Ferreirinha. Só existe sabidamente um sobrevivente no Museu do Automobilismo de Passo Fundo, o qual tive a felicidade se ser um dos poucos neste país a pilotar um Heve, no circuito de Guaporé, juntamente com o Eric, Belair, Caique e Paulo Aidar, em janeiro deste ano.

    Quanto ao sr. Pedro Eduardo Szepkuthy lamento a perda. O sr. deixou escapar uma preciosidade. Coisas da vida…

  7. Roberto Martinez disse:

    Tá com cara de ser o bairo Nova Petrópolis. Sou de SBC, mas infelizmente não conheço esse carro.
    Talvez o Ceréga se habilite, pois é do pedaço e carro de corridas é com ele mesmo.

  8. Marilia Compagnoni Martins disse:

    é o Massa, nada de Boesel ou Alonso

    e mulher não muda só de CPF não… muda de nome, endereço e cor de cabelo.

    hahaha (2h47am – po FG, hj-ontem vc tava inspirado pra postar no blog! Não acabo de ler!)

  9. hugo disse:

    O Carlos Eduardo é filho do Massa.

  10. No inicio de 1980 um amigo localizou este prototipo Heve em Santo Andre servindo de Out Door para a loja de automoveis Mundial.Percebendo que se tratava de um Divisao 4,imediatamente entrou em negociacao com o proprietario e o adquiriu,levando-o para a oficina do Renatinho em Rudge Ramos,a qual era frequentada pelos “rachadores” mais ativos do ABC na epoca.O carro ficou por la por uns meses ate que eu o comprei para usar a sua mecanica em um Fusca classe B de Novatos.A ideia era de monta-lo novamente apos a participacao no campenato daquele ano,coisa que acabou nao acontecendo e a carcaca do Heve ficou por um bom tempo guaradada em nossa garagem.nessa altura eu ja estava casado e minha primeira filha ja havia nascido,o que motivou os protestos de minha esposa para que eu me livrasse do prototipo.Tantos foram os protestos que acabei mandando o que sobrou do carro embora e fiquei com a mecanica que tenho ate hoje.O arrependimento foi quase imediato e bate ate hoje,aida bem que nao mata…

  11. Rafael disse:

    E a Brasília lá atrás, sem placa, estalando de nova? Que beleza devia ser tirar uma dessas novinha na concessionária…

  12. Opa Berno City, gostaria de saber mais sobre esta historia

  13. Lucio disse:

    Eric,

    Valeu pela informação,

    abs

  14. JP disse:

    Sou mais o Corcelzão branco, ao fundo.
    E as ruas de paralelepípedo?
    Saudades…

  15. Eric disse:

    Lucio…eram motores VW Boxer a ar.

  16. Cowboy disse:

    São Bernado? Que beleza! Qual o a localização?
    Perto do Baetão?

  17. Mario Mesquita disse:

    Graças a mãe do Carlos, podemos ter perdido mais um campeão de F1… Pelo menos o maridão ela salvou…

    Eu sei como é isso. Meu primeiro casamento afundou tambem por causa de motos e carros antigos. Faz parte, a segunda patroa já é mais amistosa a ideia….

    No fim mulher é tudo igual, só muda o CPF.

    Valeu.

  18. Carol disse:

    O pai do Carlos Eduardo é a cara é do Alonso!

  19. Lucio disse:

    Alguém saberia dizer qual a motorização destes carros?

    Abs

  20. Anderson disse:

    Mundial automóveis existe até hj, com o (praticamente) mesmo telefone http://migre.me/4Chi

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