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terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 14:42F-1

MAIS ÁSIA, MENOS PAIXÃO

SÃO PAULO (é primavera) – Bom, já é tempo de retomar o ritmo do blog, depois de um fim de semana de corrida e um início de escândalos. Ontem, junto com o veredito do caso Cingapura, a FIA divulgou o calendário para 2010. Serão 19 etapas, com a grande novidade de uma corrida na Coreia do Sul, em circuito ainda a ser construído. Há anos se fala dessa prova para 2010. Cumpriram, apesar do silêncio dos últimos tempos.

De 19, oito na Europa, o que dá 42% do total. E oito na Ásia, considerando o GP da Turquia, cujo autódromo fica do lado asiático de Istambul. São duas na América (Brasil e Canadá, ainda a confirmar) e outra na Oceania (Austrália).

É muita Ásia para o meu caminhãozinho. A F-1 vive a era dos países pagantes, não mais dos pilotos pagantes. Corridas em lugares que não têm a menor tradição em automobilismo, eventos corporativos, que só servem para encher as burras de Ecclestone (e Tilke, o arquiteto de todos os autódromos).

Não sou contra pistas novas, são sempre legais, desafiadoras, novidades etc e tal. Mas é sacanagem ver países como Portugal, Argentina, México, França e até Estados Unidos sem GPs, para a inclusão de lavanderias como Bahrein, Abu Dhabi e Cingapura, ou monstrengos de arquibancadas vazias como Xangai e Sepang.

Nesses países, não há paixão por F-1. Há negócios, apenas.

56 comentários

  1. Paulo disse:

    Concordo plenamente FG. Metade do campeonato realizado em países sem a menor tradição, em autodromos do Tilke, fica muito difícil. Sem o GP de casa aos poucos os amantes do automobilismo perdem o interesse pela F1e procuram acompanhar outras modalidades que estejam mais acessíveis. Quem prestou um pouco de atenção, pode perceber que mesmo o público japonês sendo fanático por F1, e a prova tendo sido transferida para Suzuka, o autodromo estava com parte significativa das arquibancadas vazias.

  2. Carlos B disse:

    Um aspecto: a pista de Portimão não teve nem um rabisco do Tilke. Foi tudo projectado por engenheiros e arquitectos portugueses

  3. Daniel disse:

    Acertou em cheio Gomes. Assisti a duas corridas de MotoGP no Estoril e foi simplesmente maravilhoso, é uma pista fantástica. Autódromos como Monza e Spa vivem lembrando a gente que, independentemente das inovações tecnológicas dos carros, boas corridas dependem quase que exclusivamente de boas pistas. Saudades do Hermanos Rodriguez e da incrível Peraltada, onde Mansell realizou uma das maiores ultrapassagens de todos os temos sobre o Berger (http://www.youtube.com/watch?v=V2g1yrGputA). Também gostaria de ver a F1 em Laguna Seca (apenas para vê-los fazendo a Cork Screw).

  4. MSM disse:

    Concordo totalmente com vc, FG. Sair da Europa para ir correr nesses países inexpressivos é de uma imbecilidade tamanha. A ganância por dinheiro é tão grande, que preferem acabar com a tradição para dar lugar a especulação financeira.
    OBS. Além dos países que você citou, voltaria com o GP da Austria (achava aquela pista rápida e num lugar bonito pra caramba).

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