NAS ASAS ESPECIAL | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 - 0:05Nas asas

NAS ASAS ESPECIAL

dimitri2SÃO PAULO (quem diria) – Eu empre digo: nunca apague um e-mail sem ao menos dar uma olhadinha no corpo da mensagem. O mesmo vale para cartas e folhetos de promoção das Casas Bahia. Acabo de receber um correio eletrônico de um vereador de Osasco que teria como destino certo o lixo da história. Mas felizmente abri o dito cujo.

Porque ele me revelou a história de Dimitri Sensaud de Lavaud, responsável pelo primeiro voo na América do Sul, que completará 100 anos no comecinho do ano que vem. E foi, vejam vocês, em Osasco, cidade da Grande São Paulo que até a década de 60 era um bairro da capital e, hoje, é uma das maiores cidades do Estado.

De Lavaud, de quem, graças à minha ignorância, eu nunca tinha ouvido falar, é talvez a figura mais ilustre de Osasco. A mensagem do vereador conta que ele era espanhol de Valladolid, filho de um francês com uma russa. Reproduzo:

Filho do comendador francês Evaristhe Sensaud de Lavaud com a russa Alexandrine Bognoff, Dimitri nasceu em 14 de setembro de 1882. Após viver em vários países da Europa, onde aprendeu a falar russo, inglês, francês, espanhol, grego, italiano e português, Dimitri veio para o Brasil aos 15 anos e estabeleceu-se em Osasco.

Em sociedade com Antônio Agu, fundador de Osasco, seu pai montou uma olaria, que pouco tempo depois se tornou a Companhia Cerâmica de Osasco (HERVY), que produzia tubos de cerâmica. Em 1912, já morando no chalé que hoje abriga o Museu, e pai de três crianças, construiu a primeira máquina para fabricar tubos por centrifugação e, desta vez, patenteou seu invento nos Estados Unidos e Canadá. Esta descoberta revolucionou a industria de produção de tubos, proporcionando a produção em larga escala.

Em reconhecimento ao seu papel como inventor e difusor de conhecimento através de suas publicações, Dimitri  recebeu em 1925 um renomado prêmio da Academia de Ciências de Paris. Quatro anos depois causou furor na capital francesa ao anunciar a invenção de um veículo inteiramente desenhado e fabricado por ele com transmissão automática (câmbio automático), permitindo que o volante pudesse mover-se para cima em quatro graduações,voltando para baixo na mesma sequência.

Já em 1946, inventou a Eletric Drive (embreagem elétrica). No ano seguinte sofreu um segundo infarte e faleceu, terminando uma grande trajetória de vida curtida principalmente no Brasil, país onde se naturalizou aos 21 anos. Em Osasco, seu pioneirismo está representado em duas asas no brasão da cidade e em rua que abriga o “Espaço Cultural Grande Otelo”, além do próprio Museu.

dimitri3Como se nota, não era um zezinho qualquer como eu, por exemplo. Inventor, engenheiro, pioneiro. E botou um avião para voar nos céus de Osasco em 1910, avião que ele mesmo construiu em casa aos 28 anos de idade, cujos detalhes técnicos estão no blog Cultura Aeronáutica, um deleite para quem gosta de aviação.

O primeiro voo da América do Sul aconteceu às 5h50 de 7 de janeiro de 1910 diante da casa que hoje abriga o Museu de Osasco mencionado no texto acima. O vereador de cuja caixa postal partiu o e-mail que recebi se chama Sebastião Bognar. Não sei de qual partido é. Ele propõe uma espécie de “ano do centenário” em Osasco em 2010, o que acho muito pertinente. Afinal, se é verdade verdadeira que Santos Dumont inventou o avião (os irmãos Wright eram uns picaretas, fizeram um estilingue gigante, nada mais), é também verdade verdadeira que o primeiro avião construído no Brasil saiu de Osasco, da cabeça de um engenheiro com nome russo, espanhol de nascimento, francês de nacionalidade e brasileiro por adoção. Merece festa e lembrança.

52 comentários

  1. O livro “1910 – O Primeiro Voo do Brasil” será lançado este mês (junho de 2010), pela editora Aleph (São Paulo).

    Na revista IstoÉ desta semana há uma matéria sobre o livro: http://migre.me/OsY7

  2. José Luiz Alves de Oliveira disse:

    Realmente Dimitri vooou em Osasco, infelizmente há rarissimas imagens, pois não se preocuparam com a questão da História, conheci o Robert, filho de Dimitri, que me relatou fatos interessantSe. ATUALMENTE ESTOU RECIANDO O VÔO EM PINTURA Á ÓLEO.

  3. Susana Alexandria disse:

    A editora Aleph, de São Paulo, irá lançar um livro contando a história desse primeiro voo, escrito por mim e pelo jornalista Salvador Nogueira. “1910 – O Primeiro Voo do Brasil” deverá ser lançado no final de abril ou início de maio de 2010.

  4. José Luiz Alves de Oliveira disse:

    Tive a grata satisfação de conhecer o filho de Dimitri pessoalmente em 1991. E em 1994 escrevi o roteiro para um vídeo contando a história do vôo…

  5. Bruxo Cigano disse:

    as lembranças de homenagiar um osasquence..pelo feito na história é sem dúvida um orgulho para todos não só osasquences como exemplo para muitos que acham ou chamam de idiótas o povo brasileiro…pelo menos é assi os latinos americanos vistos na terra do tiu San…

  6. edileusa malfetti disse:

    Caros amigos de Osasco, São Paulo e brasileiros em geral , em relevância a essa figura tão importante da nossa história em setembro/2009, foi enviado a Secretaria de Cultura o Projeto “Nas asas do São Paulo, 100 anos do primeiro vôo da América do Sul”, recebida pela Srª Secretária de Cultura Helena Ferrari e por ela aprovada, a exposição fotográfica e documental será aberta ao público do dia 08/01/2010 á 16/02/2010, das 09:00 ás 16:00 horas, entrada franca (em caso de grupos com mais de 10 visitantes) agendar pelo telefone 011-3654-3108 com:
    Equipe do Museu Dimitri Sensaud de Lavaud
    AV. Dos Autonomistas, 4001
    Jardim Alvorada
    Osaasco São Paulo
    Edileusa/Renata/Conceição
    e-mail: museu.osasco@hotmail.com
    e-mail: dsl100anosvooams@gmail.com

  7. Egon Kniggendorf Jr. disse:

    Caro FG,
    Não se deprecie rapaz…. até nós visinhos de Osasco que somos e moradores dela em vários períodos de nossas vidas, pouco sabemos desse trecho da história.
    Eu particularmente sei um pouco mais, por sempre ter sido curioso e um pouco mais metido que o ideal. Mas este Museu, é um lindo casarão, e que fica no alto de uma colina.
    Bem à sua frente desce uma das principais avenidas de Osasco, a Avenida João Batista. Diz a lenda que foi por ela que Sansaud despinguelou ladeira abaixo com sua invenção.
    Hoje está um pouco mais bem cuidado o “Museu”… mas sempre foi meio que abandonado e pouco cuidado.
    Mas é isso… Osasco e Flavio Gomes, são Cultura!!

  8. regi nat rock disse:

    Acho fascinante essa polêmica toda a respeito de quem fez ou descobriu o que.
    E vale para a maioria das descobertas importantes.
    O que cumpre ressaltar é que a 120 anos atrás, mal e mal se sabia o que acontecia do outro lado da cidade, o que dizer então do outro lado do mundo.
    A grande verdade é que existia um concurso já a alguns anos para quem apresentasse uma engenhoca voadora. Dumont, os Wrigts e mais um montão sabiam disso e cada um, ‘na sua’ perseguia a solução. A diferença é que os irmãos estavam atrás de grana e o Dumont era bilionário . Dizia-se na época que “fulano era rico como um brasileiro” já que apoiado no café e hoje se fala dos “principes das arábias boiando no petróleo…” O ironico é que varias invenções ou descobertas científicas ocorreram quase simultaneamente, eventos esses bem documentados e sempre alguém leva a medalha por ser o primeiro ou então o segundo na fila leva, se for mais esperto e marqueteiro…
    Portanto, se sabia que, cedo ou tarde, alguém gritaria “eureka” e apresentaria a formidável solução ao mundo, a despeito de muitos considerarem a empreitada impossível. fazer o quê? tem gente até hoje que não acredita na ida do homem a Lua , pô!. e lá se vão 30 anos com TV e tudo o mais.
    No espirito proposto do concurso , valia quem voasse por meios próprios o que Dumont cumpriu. Os Wrigts utilizaram um artificio (se é que sabiam) e também conseguiram.
    Utilizando um jargão futebolistico tão querido a uns e outros, diria que Dumont fez um gol legítimo e os irmãos fizeram um com a mão mas o juiz não viu… ou, com o espirito do blog, um venceu uma prova limpamente e o outro usou o regulamento só pra atrapalhar um cadinho, dando um totó sem querer querendo, sabe como é, coisas de corrida…
    Ao fim e a cabo, quem se saiu bem somos nós que utilizamos o avião como um taxi, caminho aberto por esses malucos voadores.
    Por esses critérios e mais outras razões elejo o Dumont como o “Pai”.

    Sem patriotada.

  9. Microempresario disse:

    Nosso complexo de vira-lata faz que sejamos incompetentes até para falar mal dos outros: Santos Dumont foi um grande inventor, com inegáveis méritos, tanto em relação aos dirigíveis, quantos aos aviões, principalmente com o Demoiselle, como já disseram aqui.

    Mas nossos brazucas preferem rebaixar Santos Dumont reduzindo-o a uma disputa tola sobre “primeiro vôo”, e ficam repetindo tolices sobre algo que só ouviram falar, que é a história dos irmãos Wright. Parecem papagaios repetindo “catapulta, catapulta, catapulta”.

    O primeiro avião dos irmãos Wright decolava apoiado em um trilho e com uma catapulta para o impulso inicial. (Aliás, o F-14 decola dos porta-aviões assim. Não deve ser um avião, pelos critérios brazucas). No ano seguinte, 1904, o Flyer II fez vôos mais longos e que apareceram na imprensa. Em 1905, um ano antes do 14-bis voar 60 metros em linha reta, o Flyer III fez um vôo de 39 km, estabelecendo um recorde que durou até 1908.

    • rubem rodriguez gonzalez disse:

      Amigo a sua comparação do F-14 com o Flyer dos irmão cara de pau é no mínimo infeliz, a catapulta é usada em todos os porta-aviões e serve para burlar uma equação de velocidade x distância que se faz necessária para erguer uma aeronave, se o Flyer tivesse uma pista de 2000 km jamais alçaria vôo e o F14 com aproximadamente 1.400 mts de pista alça vôo. O que ocorre no porta aviões é a estilingada para burlar essa relação.
      Quanto a o Flyer III ter voado 39 km um ano antes do 14 bis nem eu nem ninguém que eu conheço do meio aeronautico jamais ouviu falar, até porque seria um acontecimento sem precedentes que seria cercado de toda a pompa e circustancia merecida – haja visto que o 14 bis teve o mais retumbante sucesso na capital mundial da cultura por sair do chão míseros 60 metros…..- Ou terá sido outro vôo secreto a quem ninguém teve acesso?

  10. Edilson Vieira disse:

    Prá mim, o grande feito de Dummont não foi exatamente o 14 BIS, que foi pioneiro mas era muito precário em termos de operação. A grande sacada foi o Demoiselle, concebido menos de um ano depois. Era nada menos que o antecessor dos ultraleves de hoje. Era pequeno, leve e ágil (110 kg numa estrutura de bambu e motor de 35 HP). O Deimoselle era tão eficiente que Dummont muitas vezes substituíu o automovel pelo seu brinquedo voador para se deslocar sobre Paris e cidades próximas. Mais uma vez ele não fez questão de patentear seu invento e já em 1910, cópias do Deimoselle eram vendidas como kits para se montar em casa. Foi uma febre, inclusive nos Estados Unidos.

  11. Leonardo disse:

    Morei em Osasco por toda a minha vida e nunca tinha ouvido falar nisso, que relaxo o cara não conhece nem a história da cidade onde mora…. mas fiquei feliz pq a cidade só aparece na mídia na página policial ou qdo tem enchente…. Apóio a idéia.

    E esse Bognar é do PSDB e foi secretário de meio ambiente da cidade.

  12. Carlos A. Torres disse:

    Flavio,
    De lavaud tem mais de 40 patentes de invenções, uma delas, junto com o brasileiro Fernando Arens, é a do tubo de ferro fundido centrifugado, processo até hoje utilizado por todos os fabricantes mundiais de tubos de ferro fundido.
    No Brasil, a familia Barbará criou uma metalurgica que utilizou o processo. A empresa foi vendida para o grupo frances Saint Gobain – onde trabalho e segue fabricando os tubos por esse processo na Usina de Barra Mansa – RJ.

  13. Sem patriotada, trata-se de uma grande campanha de mkt que os americanos fazem de seus inventores. Ainda hoje eles trabalham dessa forma, levando para a America todos os louros de quaisquer inventos no mundo, simplesmente pagando para que os inventores registrem na America ou se naturalizem,por dinheiro, como americanos.
    Santos Dumont foi o primeiro homem a voar numa máquina que se deslocou do chão, voou e aterrisou pelos seus próprios meios. Isto é um fato histórico reconhecido no planeta e por toda a comunidade aeronáutica.
    Ele foi um cidadão do mundo, criou uma máquina e publicou o manual de construção nos principais jornais da época, sem patenteá-lo por que assim o quis. Achava , que seu invento era para a humanidade usufruir.
    Os americanos, são uma fraude nesta “corrida” para saber quem voou primeiro, pois ninguem viu, ninguem filmou, ninguem fotografou, a história é falsa, inventada ,pura mentira para ganhar dinheiro. E els falam desses dois picaretas como se fossem os reais inventores. Não são, nunca serão e a verdade está registrada por filmagens históricas, que o próprio Santos Dumont pagou de seu bolso para serem produzidas e não deixar dúvidas . Não há discussão a esse respeito. É só isso.

    • Marcio Borges disse:

      O primeiro esta em um museu na capital dos EUA pra qualquer estudioso ver,plantas do mesmo são encontradas na net ou seja pode ser reconstruído assim como 14BIS então por todos as réplicas do 14Bis voaram (ele faz curvas sim só que num raio que não seria prático mas fazia) e uma réplica dos irmãos NUNCA voou? as que tentaram com motores varias vezes mais potentes se mostraram incontroláveis o motor original quando reconstruído não duraria um vôo sequer …ainda assim os americanos dizem que isso só prova a genialidade dos irmãos…nós brasileiros ainda temos que aprender muito sobre marqueting …

    • edileusa malfetti disse:

      Caros amigos de Osasco, São Paulo e brasileiros em geral , em relevância a essa figura tão importante da nossa história em setembro/2009, foi enviado a Secretaria de Cultura o Projeto “Nas asas do São Paulo, 100 anos do primeiro vôo da América do Sul”, recebida pela Srª Secretária de Cultura Helena Ferrari e por ela aprovada, a exposição fotográfica e documental será aberta ao público do dia 08/01/2010 á 16/02/2010, das 09:00 ás 16:00 horas, entrada franca (em caso de grupos com mais de 10 visitantes) agendar pelo telefone 011-3654-3108 com:
      Equipe do Museu Dimitri Sensaud de Lavaud
      AV. Dos Autonomistas, 4001
      Jardim Alvorada
      Osaasco São Paulo
      Edileusa/Renata/Conceição

  14. Rodolfo Gaspar disse:

    Flavinho, nasci em Osasco e estou voltando a morar na cidade agora. Já havia escutado algo sobre Lavaud, inclusive conheço a ladeira que ele pegava embalo e o muro graffitado. Mas não sabia que ele foi tudo isso.
    Parabéns à você por não descartar o email do Bognar, que por sua vez soube pelos meus avós que é um cara bacana. Não sei o que ele faz para cidade, se é bom ou ruim. Por isso parabéns, também, ao Bognar.
    Acho que a nossa história recente deveria ser mais valorizada. Quem já conhecia sobre Lavaud? Quem conhece sobre 32 (a revolução)? Quem sabe o significado das cores do estado de SP?
    Passamos anos na escola aprendendo que “Cabral descobriu o Brasil”, que o nome do nosso continente é homenagem à Américo Vespúcio”. E coisas como essa podemos passar a vida inteira sem saber.
    Osasco deveria dar mais importância à Dimitri Sensaud de Lavaud. Creio que ele está para Osasco assim como Santos Dumont está para o Brasil.
    Obs.: Aposto que achou ainda mais interessante quando soube que ele tem sangue russo, hein!? rs

  15. Alexandre Zamariolli disse:

    Curiosidade automobilística: quando a Citroën estava desenvolvendo o Traction Avant (1934-1955), cogitou empregar nele uma transmissão automática concebida exatamente por Monsieur Sensaud de Lavaud. Só que eles não conseguiram desenvolver o conceito em tempo hábil e, por isso, o Traction saiu com câmbio mecânico de três marchas.

  16. regi nat rock disse:

    Soube vagamente do Lavaud quando tinha uns 15 anos e era escoteiro do Ar. Essa informação sumiu nas brumas do tempo em minha memória e foi resgatada por seu post.
    Não que quisessemos tipo uma aula histórica; foi somente um comentario superficial a respeito de um industrial maluco que havia construído uma avioneta no fundo da fabrica e que havia se esborrachado…Como se vê, um comentário a brasileira. Coisas de país vira lata.
    E agora essa aí.
    Parabéns ao vereador e parabéns a voce que postou. Certamente muitos (eu incluso) vou dar um jeitinho de dar uma passada por lá, e render minhas homenagens a mais um doido de pedra que sonhou, acreditou e fêz.
    Coisa para os ungidos pelos Deuses apenas.

    Qto a polemica Dumont x Wrigt creio que a soma de experimentos deixava indefinido quem seria o “primeirão”
    Um optou pelo estilingão que, bem ou mal, funcionou e fez tudo no maior segredo.
    Já, Dumont, demorou um pouco mais, mas fez tudo as claras e, até por isso, assumindo o risco do fiasco, merece ser chamado o Pai da Aviação, sem nenhuma patriotada.

    Ótimo post Flavio.

  17. Renato disse:

    Caramba, eu gosto de aviação, tenho alguns livros, já fui vidrado em Flight Simulator, leio revistas… Mas eu nunca tinha ouvido esta história!! Muito bacana!!

  18. Aqui em Osasco a história está contada em forma de grafite nos muros da R. João Batista. Ela fica bem de frente para o que era a casa do Lavaud, hoje o Museu de Osasco. Essa rua é uma “ladeirona”, e foi onde o gênio em questão “pegou embalo” para o avião dele decolar.
    Até onde eu sei, esse avião foi montado em um galpão da Adamas, uma indústria de papéis aqui de Osasco onde trabalhei por alguns anos.

  19. Assis disse:

    Ptz, eu morei 10 anos ao lado deste museu, e desci a pé muuuuuitas vezes a pirambeira que o kra usava para pegar impulso … fico imaginando trazer o brinquedo d volta rsrs …
    Osasquerosos, tendes orgulho ! ;)

  20. FIAT Group disse:

    Brazil 2 x 1 USA..Santos Dumont e Dimitri contra os Wrigh..Mas o que importa mesmo é que inventaram ou aperfeissoaram algo genial, o avião ou acft para quem é do meio.

  21. rubem rodriguez gonzalez disse:

    Flávio, peço a gentileza de me enviar um diploma de ignorante e estúpido, pois apesar de ser aficcionado por tudo que voa também não sabia nada dessa história, sou uma besta quadrada presunçosa!!!!!!

    Poer outro lado também tenho verdadeira antipatia sobre aqueles patifes americanos dos irmãos Wright, sempre disse para todos que do jeito que eles voaram até pedras as pedras voavam desde a antiguidade quando eram lançadas de catapultas, a fovor da pedras temos o fato de que sempre voaram na presença de testemunhas…….

    O vôo dos irmãos Wright está para a aaeronautica assim como o hexa está para o Flamengo, ambos nunca existiram, não podem ser comprovados mas viraram um verdade obedecendo a máxima de Goebbels, o ministro da propaganda nazista:

    “UMA MENTIRA REPETIDA A EXAUSTÃO ACABA SE TORNANDO UMA VERDADE”

    • Bugre disse:

      Este e um dos comentários mais inteligentes do ano. Muito bom!

    • YPVS disse:

      Caro Rubem, tb fico impressionado com minha ignorância. Leio bastante sobre aviação, adoro o assunto e não sabia dessa história. Mais recentemente, li um pouco mais sobre as pesquisas que vinham sendo feitas no fim do século XIX, início do XX e logicamente muito se fala em Wright e Dumont. Acho que os Wright não catapultaram o avião, apenas usaram um trilho pra dar direção. Pelo que li foram mesmo os primeiros. Mas, essa história é difícil…

    • Mario Mesquita disse:

      Ê, seu Rubem então todo mundo é burro aqui. Naõ seja tão severo consigo. O detalhe sobre o voo dos Wright e de Dumont é que o do brasileiro atendeu a exigencia de decolar e manter um voo com seus proprios meios. Exclui-se claro, trilhos, catapultas, pular de um precipicio, etc…

      E não esqueçam do Padre Bartolomeu de Gusmão, pioneiro no voo com balões no seculo 17.

      PS: eu acredito no hexa do Flamengo. E sou Fluminense…

    • Nilton Lopes disse:

      Não existe “um” inventor ou pai da aviação, o 14Bis decolava pelos próprios meios mas não manobrava, só voava reto, já o Flyer criado pouco antes, era catapultado porem suas asas tinham um esquema de torção que o permitia fazer curvas.
      Acredito que o importante nessa história é o que está no livro “Asas da loucura”, biografia de Santos Dumont, de Paul Hoffman, ele diz que o importante não foi quem inventou primeiro mas sim a intenção, os irmãos Wrigth esconderam seus vôos, lutaram por patentes, imaginaram vender para as forças armadas, Santos Dumont “dava” seus projetos a quem quisesse fazer seus aviões, não fez patentes, gratificava-se apenas em saber que havia construido um aparelho capaz de diminuir distâncias e aproximar os povos.

    • rubem rodriguez gonzalez disse:

      Mário também sou tricolor e o fato de se acreditar em um titulo do Flamengo é uma questão Goebbelsana, em 87 o Flamengo não compareceua campo para a semifinal contra o Sport no sistema de rodízio olimpico formulado pela CBF que salvo em contrário é quem organiza e é a única entidade no Brasil que responde a FIFA pelo futebol, portanto o não comparecimento a campo resultou na derrota por WO , isso é fato não importa o quanto esperneiem os Flamenguistas ou quanto foi injusto o critério, isso é fato e virou história, até hoje me pergunto por que raios o Flamengo foi campeâo brasileiro em 1987 e em 1988 quem disputou a libertadores foi o Sport Recife…..
      Quanto aos irmãos Wright eles tiveram o mérito de construir uma pedra direcional, e vôo sigiloso é igual a corrida de submarino em noite sem lua, você tem que acreditar no resultado….. Eu mesmo essa semana inventei um objeto para se ver através das paredes, só meu irmão que viu mas vocês podem acreditar que é verdade, estou apenas esperando a hora certa para divulgar o projeto inteiro e é claro patentea-lo……..

      Não é a toa que em inglês GOD e GOLD são palavras tão parecidas na grafia e tão diferentes em suas definições, mas o uso cotidiano faz com que os ianques confundam grafia com objetivo

      P.S. O meu invento é uma janela, mas não espalhem ok?

  22. Marcelo Sanazar disse:

    O povo de Osasco, conhece bem e valoriza muito essa história.

  23. Caraca , essa eu não tinha a menor idéia . Muito bom o texto e a história .

  24. GERALDO CASSELLI JÚNIOR disse:

    Nunca ouvi falar ! Parece até uma forma de reciprocidade : um brasileiro fazendo o primeiro vôo em Paris e um francês fazendo o primeiro por esses lados , quem diria , em Osasco . Muito louco !!!

  25. Claudio "coruja" Drummond disse:

    Blog é cultura!
    Assim como você, caro Gomes, eu também não havia ouvido coisa alguma sobre o “brasileiro” Dimitri.
    Como sabemos pouco sobre a história criativa de nosso país, não?!
    Obrigado a você e ao vereador Sebastião Bognar, por esta grande informação e, na primeira oportunidade, estarei visitando o museu.
    Grande abraço

  26. Edilson Vieira disse:

    Putz! Nunca tinha ouvido falar nesse cara. Sensacional! Na verdade, lendo a biografia de Santos Dummont “Nas Asas da Loucura” do repórter americano Paul Hofman, descobre-se que o inicio do século 20 foi certamente o mais inspirador para as grandes invenções da humanidade. Tanto que se Santos Dummont não tivesse realizado seu feito logo, teria sido batido em questão de poucas semanas ou dias por outros aviadores-inventores, sobretudo europeus. Como diz o Flávio, os Irmão Wright inventaram mesmo foi um estilingue gigante e, pior – não havia nenhuma testemunha para provar que o vôo tripulado que eles dizem ter feito aconteceu antes do realizado por Dummont. Aliás, no livro, fica patente o desconforto do autor em admitir isso. Aliás, ele não admite, deixa implícito. Quanto a De Lavaud, esse cara também merece ser reconhecido na história da aviação brasileira!

  27. Rogério Magalhães disse:

    Caraca, quanta História escondida por aí e que, de repente, aparece para nos encantar… claro que fato assim merece repercussão, até em tempos que exaltar o espírito empreendedor brasuca que não tem nos deixado sucumbir às crises atuais econômicas é a tônica…

  28. YPVS disse:

    Santos Dumont não inventou o avião e os Wright não eram picaretas.
    Os três fizeram parte de um continuum. Santos Dumont, genial e abastado, criava, dava soluções e não patenteava nada. Era, alem de gênio, um bon vivant. Os Wright por outro lado, patenteavam tudo e faziam tudo as escondidas. Mas é fato que voaram antes… Existem outros igualmente importantes, mas não estavam nos EUA nem muito menos em Paris.

    • rrnunes2002 disse:

      Concordo com o continuum, mas fato foi que quando os irmãos finalmente resolveram mostrar seus inventos ao mundo, dezenas de pioneiros já estavam criando aeronaves por toda a europa. Por ganância (ou incompetência técnica) não chegaram a tempo de influenciar os primeiros anos da aviação como fez Dumont, por exemplo.

      Nem mesmo ao exército americano, que eles queriam vender um contrato, eles fizeram uma demonstração de voo.

  29. Sanzio disse:

    Mais um dos grandes heróis Brasileiros esquecidos, assim como João Ribeiro de Barros, daqui de Jaú que fez a primeira travessia intercontinental num avião e ninguém fora de Jaú sequer ouviu falar.
    O feito do camarada Dimitri merece não só reconhecimento em Osasco como também nacional. Pena que falta vontade não só do governo como também da mídia. Triste.,

  30. Ivan Violin disse:

    Flavio parabéns pela postagem. Lendo seu blog todos os dias fazemos um ´´passeio´´ pelos diversos ramos da Cultura. abs. Ivan

  31. Ricardo Bigliazzi disse:

    Sou um apaixonado pela aviação e também não conhecia esta historia.

    Sou favoravel a comemoração do Centenário do 1o. voo no Brasil.

    Santos Dumont foi um genio… se tivesse nascido nos Estados Unidos acredito que o nome do modulo espacial que desceu na Lua não seria “Eagle”… seria “Dumont”.

    Segue o jogo…

    Abraços

    Imperador.

  32. Edson Del Rio disse:

    Flávio: torna-se importante ressaltar que a tal aeronave construída em 1910 em Osasco é o avião nacional com o maior índice de nacionalização já fabricado no Brasil. Índice de nacionalização era um coeficiente utilizado na década de setenta na chamada política de substituição de importações utilizada pelo governo militar. Observe que os automóveis nacionais tinham um alto índice de nacionalização (praticamente 100%) e o EMB110 (Bandeirante) fabricado pela EMBRAER na época tinha um nível de nacionalização muito baixo (praticamente zero). Ainda hoje, os nossos automóveis são relativamente bem nacionalizados quanto à sua fabricação e produção. Entretanto, quanto ao projeto e desenvolvimento é simplesmente muito pouco o investimento feito pelas empresas do setor. Nossos engenheiros automobilísticos são utilizados na produção e administração e o projeto e desenvolvimento, simplesmente, são importados. Situação completamente oposta ao setor aeronáutico, que, inclusive, investe pesado nas Universidades públicas brasileiras.

  33. Mario Mesquita disse:

    Em tempo: O vereador é do PSDB.

  34. Mario Mesquita disse:

    Essa estória dos irmãos Wright causa polemica até nos EUA. Eles dizem que fizeram seu voo em 1903, mas sem testemunhas, mui estranho. Muitos testavam aeroplanos, Santos Dumont tem ao seu favor fazer o primeiro voo homologado. Isso é fato. Outro detalhe é os Wright conseguiram patentear seu aparelho e ganharam dinheiro com isso. Dumont nunca patenteou nada que criou, tanto que o Demoiselle foi copiado e serviu de modelo para os primeiros aviões. Fora outros inventos desse genio, Alberto Santos-Dumont. Dizem que torcia pro Fluminense, li em algum lugar. Bom gosto ele tinha…

  35. Viscondi disse:

    Caro Gomes,

    Antes de mais nada, feliz natal.

    Neste fim de semana ocorreu em Brasilia um evento com carros antigos, cujo ponto alto foi uma prova de regularidade no autódromo.

    Não sei se você ficou sabendo disso, mas tem uma matéria no Correio Brasiliense de domingo e outra no de segunda-feira.

    Deixo o link para você.
    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/21/cidades,i=162185/CARROS+ANTIGOS+VAO+A+PISTA+E+MOSTRAM+FORCA.shtml

    Um abraço.

  36. Eduardo Gouvea disse:

    Muito legal esse post. Visitando o próprio museu eu tive conhecimento dessas informações, mas não com esse riqueza de detalhes.

    Para quem se interessar, o Museu fica na Avenida dos Autonomistas.

  37. Valdeci Sousa disse:

    Sou apaixonado por aviação, e como você Flávio não conhecia essa história, legal perceber a cada dia como o Brasil influência certos cerébros por ai, como de Lavaud, kasinski e tantos outros. Gostei muito do seu texto entusiasmado!

    Abraços

  38. Apenas para acrescentar: trata-se de uma réplica

  39. Apenas para corrigir: trata-se de uma réplica

  40. Caro Flávio,

    A aeronave em questão encontra-se no Museu Asas de Um Sonho da TAM, em São Carlos. Eu a fotografei no ano passado:

    http://www.airliners.net/photo/Aeronave-Sao-Paulo/1514634/L/

    Um abraço!

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