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domingo, 11 de setembro de 2011 - 16:31F-1, Gira mondo

NINE-ELEVEN (2)

SÃO PAULO – Os ataques de 11 de setembro aconteceram numa terça-feira. Na quarta, embarquei para Milão para cobrir o GP da Itália em Monza. Claro que o clima era de comoção e tal. A Ferrari correu sem inscrições de patrocinadores e com o bico preto em sinal de luto. Depois da prova, Schumacher contou a um amigo que não iria ao pódio de jeito nenhum naquele fim de semana. Terminou em quarto.

No dia 14, sexta, escrevi a coluna abaixo. Devo ter voltado ao assunto alguns dias depois, porque a corrida seguinte era nos EUA. E, lá, dá para imaginar como estava o ambiente. De novo, não é nenhuma pensata, nada de muito profundo. É apenas um breve registro de como a F-1 encarou aqueles dias estranhos e trágicos.

SILÊNCIO INÚTIL

Daqui a alguns anos, até o fim de nossas vidas, todos teremos alguma história para contar sobre o 11 de setembro de 2001. Aqueles que têm amigos nos EUA, aqueles que acompanharam tudo pela TV ao vivo sem acreditar no que viam, aqueles que doaram sangue para as vítimas, os que mandaram dinheiro pela internet, os que participaram das correntes para a localização de pessoas desaparecidas em Nova York ou Washington.

Nos EUA, como primeira determinação a uma população desorientada e assustada, o presidente mandou todo mundo ir rezar na sexta-feira. Politicamente corretíssimo, conclamou seu povo a se dirigir a igrejas, sinagogas e mesquitas. O que significa que, daqui a alguns anos, quase todas as pessoas nos EUA poderão acrescentar a seus currículos “rezei na igreja presbiteriana tal três dias depois da explosão do World Trade Center”, ao lado de “fiz quatro home-runs nas quartas-de-final da liga amadora de beisebol de Nebraska”. Americanos gostam dessas coisas, se sentem participantes e ativos e importantes ao registrar para a posteridade qualquer porcaria sem importância que tenham feito na vida.

Exceto pela vigília televisiva de terça-feira, terei pouco a contar aos que por ventura estiverem dispostos a me ouvir um dia. Minha participação global nos episódios desta semana limitou-se a respeitar um minuto de silêncio ontem em Monza, e quase não consegui. Quando faltavam 20 segundos para o meio-dia, estava fazendo um boletim ao vivo para a rádio que por muito pouco não maculou o momento. Seria um pária se o fizesse, a julgar pelos olhares que me foram dirigidos por colegas estrangeiros.

Ter respeitado um minuto de silêncio em Monza não chega a ser nenhuma façanha. Percebi, sim, o peso desse silêncio no autódromo, sítio normalmente muito barulhento. Notei algumas expressões de verdadeira consternação, como procurei, igualmente, compreender e enxergar alguma sinceridade na decisão da Ferrari de pintar o bico de seus carros de preto e eliminar de suas máquinas as inscrições de patrocinadores, deixando apenas o vermelho visível. Mas foi só. Nenhuma emoção arrebatadora tomou conta de mim, um insensível.

Numa metáfora besta, eu poderia aqui dizer que esse vermelho é o vermelho do sangue que os EUA ocultam do mundo, negando-se a mostrar e a contar seus mortos. Não sei se é proposital, censura ou auto-censura, talvez uma forma de não chocar ainda mais um país de gente puritana em sua maioria, que ainda vive sob uma certa aura de inocência, inocência que já acabou faz tempo. Mas resisto à tentação de ligar o vermelho de um carro ao sangue das vítimas.Em português muito claro, seria uma babaquice sem tamanho.

Pensei em “Silêncio dos inocentes” como título para esta coluna, outra analogia boba, para aproveitar o nome de um filme. Seríamos todos nós, os que mantiveram silêncio por um minuto nesta tarde de sexta-feira na Europa, os inocentes a quem terroristas sanguinários atacaram e mutilaram. Mas, por mais que me esforce, não consigo me sentir inocente em momento algum.

A culpa está estampada no rosto de cada ser humano deste planeta, exceto no das crianças que não têm a menor idéia da roubada em que se meteram ao nascer. Olho no espelho e enxergo mais um culpado. Meu minuto de silêncio em Monza não serviu para coisa nenhuma.

51 comentários

  1. Carlos disse:

    Mais uma coisa e não falo mais nisso:

    Procurando na internet se encontram reproduções de fotos do Enola Gay da época dos atentados de Hiroshima e Nagasaky. O detalhe é que estas fotos são fotos autografadas, isto mesmo, a tripulação do avião que foi usado para acionar uma arma de destruição em massa autografou fotografias, assim como fazem os astros pop, estrelas de cinema e esportistas famosos.

    Os chefes de campos de concentração nazistas onde se cometeram barbaridades foram caçados como criminosos de guerra por décadas após o fim do conflito, mas o comandante do avião que jogou a bomba atômica (uma arma de destruição em massa, não é?) foi condecorado e continuou sua carreira militar nos EUA.

    Pior do que o inimigo declarado é o inimigo dissimulado que se finge de amigão do peito e defensor da liberdade. O que diferencia Hiroshima de Guernica é apenas a quantidade de vítimas e as consequências até para gerações futuras. A postura do Estado EUA em relação a ditaduras, direitos humanos, democracias, ditadores e fanáticos tem dois pesos e duas medidas, por isso tinham que queimar os arquivos Bin Laden e Saddam Hussein. Tudo que os poderosos que realmente mandam nos EUA não queriam é que se armasse um tribunal internacional isento pra julgar estes dois porque eles poderiam expor os podres de sua relação com aquele país.

    Como disse, o 11/09 é encrenca deles por conta da conduta que tem tido ao longo das décadas. Foi uma barbaridade, mas foi fruto da mente de um bando de fanáticos; Hiroshima e Nagasaky foram atos de barbaridade praticados por um estado que se diz defensor dos direitos humanos para impedir que a URSS chegasse pelo outro lado, derrubasse o Imperador e estendesse seus braços até ali.

    As crianças de Hiroshima e Nagasaky que viraram pó em segundos tiveram alguma coisa a ver com os ataques a Pearl Harbor, uma base militar?

  2. Celso Guzella disse:

    WTC ? Maior ritual satânico de todos os tempos.Jogada da Iluminati .Ataque de falsa bandeira com intuito de justificar as invasões no Oriente Médio e assim roubar petróleo.

  3. Eduardo-Sc disse:

    Sempre lia os diários de viagem e os artigos do Edgard…putz lá se vão dez anos…

  4. adelson travassos disse:

    a relação entre o 11 de setembro de 1973 no chile, e o americano, não acredito q possa ser apenas “coincidência”. não acredito em coincidências, me parece mais ação e reação, q são leis divinas, o famoso Karma, todos nos experimentamos tais leis, em nossos dia a dia, gostei do texto do gomes…

  5. andré frej disse:

    Vejamos se aproveitando essa comoção relativa aos dez anos do desmoronamento das torres gêmeas, se na Assembleia da ONU – que se iniciará na próxima sexta-feira – EUA e Israel aceitarão finalmente a criação do Estado Palestino.
    Quem acredita ? Eu não.

    • galileu disse:

      eu tambem não andré, o que os judeus fazem contra os palestinos é tão cruel quanto o que o nazismo fez contra eles.
      é a famosa guerra do estilingue contra o tanque de guerra.
      existe um livro chamado Holocausto, judeu ou alemão, desmistifica muita coisa q

    • galileu disse:

      comp.letando, esse cara vive dizendo que eu repito comentários que nunca fiz.
      desmistifica muita coisa que falaram ou escreveram sobre o tema, inclusive com fotos.
      não sou nazista e nem apoio esse movimento, apenas li muito sobre o assunto.

  6. Henrique Yan disse:

    Assisti um filme muito bom sobre homens bomba e suicídas, onde a frase qua mais me chocou foi a do homem se justificando antes do atentado.

    “Como pode o invasor ser considerado vítima?”

  7. Marcelo disse:

    11 de setembro ficará marcado para o resto de minha vida!

    Foi o dia que Michael virou SCHUMACHER em Monza, eu me lembro como se fosse ontem…rs

    Sabe o que é muito legal nessa volta do “véio” a F1? É que dessa fez o filho do Schummy pode ver as proezas do pai, nos tempos de Ferrari ele era muito pequeno, agora já deve entender bem as corridas. Imagina como ele deve ter curtido as corridas do pai no Canadá,. Bélgica e Itália! Imagina a festa que as duas crianças(Schumacher tem uma filha também, mais nova) devem fazer quando ficam com o pai após as corridas!

    “Eeeeee paiiiiii “deu” no Hamilton de novo, tá virando freguês, deu aula ao inglês de como se deve defender uma posição”

    Só o isso já vale a volta do alemão…rs

  8. Jonas disse:

    Cardoso Filho,

    Até a hora que essa violência for contra vc, aí vc vai achar legal a vida cinza!

  9. Conrado Andrade disse:

    Meu problema com esse assunto, veio quando vi um documentário chamado “ZEITGEIST”.

    Eu, hoje, com certeza, olho diferente pro mundo.

  10. @jonesbegol disse:

    Bem melhor que o texto das baratas, Flavio.

  11. Carlos disse:

    Em primeiro lugar é preciso dizer que foi uma tragédia, que a morte de inocentes foi lamentável, uma estupidez, mas não posso deixar de dizer que esta conversa de 11/09 já me deu no s***. Não aguento ligar nas globonews da vida e ver um bando de colonizados se desmanchando em indignação por causa da tregédia que se abateu sobre a metrópole. Imagino o tamanho da comoção que os atentados de Hiroshima e Nagasaky teriam provocado no mundo se tivessem sido transmitidos ao vivo pela TV. Morreram 3000 inocentes no atentado do WTC? Quantos inocentes -crianças, mulheres e idosos- os EUA já mataram em suas operações militares ou apoio a regimes autoritários desde que ajudaram a instalação da ditadura somozista na Nicaraguá, lá pelos 1930 e alguma coisa?

    Não deixo de lamentar as vítimas inocentes, também fiquei chocado com as imagens, mas também não posso deixar de mencionar mais um dos célebres filmes-provocação de Michael Moore em que ele mostra americanos que ficaram gravemente enfermos depois de terem trabalhado nos escombros do WTC e não receberam apoio nenhum do Tio Sam para cuidar de sua saúde.

    11/09 é coisa “deles”, não me venham empurrar goela abaixo a encrenca em que eles se meteram por conta de sua política externa que define as ditaduras e fanaticos em dois tipos: os que são a favor e os que são contra os EUA. Enquanto Saddam Hussein era a favor, beleza; enquanto Bin Laden servia aos propósitos do Tio Sam, beleza, mas na hora em que mudaram de idéia…

    Alguém sabe se algum governante dos EUA pediu desculpas ao mundo por Hiroshima e Nagasaky?

    • Flavio disse:

      Morei quase 20 anos no Japão. Respeito e muito o povo japonês. Mas se quer imputar culpa aos americanos pelas bombas em Hiroshima e Nagasaki, então impute aos japoneses as milhares de mortes na China e Coréia que os japoneses cometeram. Já ouviu falar da Guerra de Nankin?
      No mundo não há inocentes, o erro é de nós humanos em geral, espécie ignorante e egoísta.
      Os EUA não tiveram que pedir perdão pelas bombas assim como os japoneses não pediram perdão por Pearl Harbour ou por Nankin…
      E não entendo a raiva que a maioria dos brasileiros tem pelos americanos. Os japoneses são um povo vencido pelos americanos, tiveram que ceder diversos territórios no Japão para os EUA fincarem bases, e essas bases, a maioria, ainda existem. Caças americanos saem a toda hora para patrulhas e treinamento. Há japoneses que não gostam, mas fazer o que… perderam a guerra, tiveram que engolir.
      E você pensa que no Japão as pessoas odeiam os americanos? Não! Não odeiam…
      E a vida segue em frente

    • Carlos disse:

      Mas vem cá: os americanos não eram os mocinhos? porque eles agiram de maneira tão deplorável quanto os nazistas e o eixo? quanto tempo e dinheiro Hitler gastava pra exterminar a mesma quantidade de seres humanos que os EUA exterminaram em segundos, com duas bombas? O problema é que a história é sempre escrita pelos vencedores e também são eles que montam tribunais e decidem quem são os criminosos de guerra.

  12. Mozart disse:

    Só não concordo com essa estória de maior atentado terrorista da história.
    E o agosto de 1945 ? 2 bombas atomicas cairam na cabeça de 250 mil pessoas (civís !!)
    Tudo bem que não foi nos Estados Unidos, mas o piloto do Enola gay foi condecorado como herói !

  13. Hector disse:

    Perguntem à um chileno de 60 anos o que representa 11 de setembro para ele, e o que eles pensam dos americanos, de Nixon e Kissinger.

  14. Luiz disse:

    É, mas ainda pairam no ar, muitas dúvidas sobre a veracidade dos fatos, de quem foi realmente o causador, essas teorias de conspiração às vezes são terrivelmente verossímeis, e não dá pra estranhar a cara do Bush quando recebe a notícia ao pé do ouvido.Tudo o que acontece nos EUA, é rondado de mistério:Morte de Kennedy, morte de Marilyn Monroe, caso Roswell, Morte de Elvis, homem na Lua…E se o Pluto é um cachorro, o Pateta é o quê?

  15. rafael disse:

    Só pra constar. Eu também fiz um minuto de silêncio, mas não para as “vítimas” do WTC, mas sim para todas as crianças Afegas mortas pelos Americanos.

  16. Roberto Andrade disse:

    Nossa, Flávio, me emocionei!!!!!!!! você sempre trazendo novidade sobre o NOSSO REI, Schumy!!!!!!!!!!!!! eu não sabia dessa do pódio, cara, que coisa linda!!!!!!!!!!!! E depois as viúvas ainda reclamam!!!!!!!!!!!!!!!! Schumacher é um EXEMPLO DE OMBRIDADE E CARÁTER, o cara que SE RECUSOU a subir ao pódio em SOLIDARIEDADE às vítimas dos atentados!!!!!!!!!!

    Me diga, que outro piloto teve atitude tão nobre comparada a esta??????? Senna??????

    JAMAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  17. Oliveira disse:

    Enquanto isso, 6 e 8 de agosto de 1945 seguem esquecidos…

  18. Joseh disse:

    Que Deus perdoe quem praticou o “ato” de 11/09, em todos os aspectos, mas não dá pra ficar tapando o sol com a peneira. Vamo deixar a hipocrisia de lado, se alguém quer se lamentar por algo que seja por isso: “Uma década de guerra deixou total de 33.877 no país asiático (Afeganistão); no Iraque, também invadido por EUA, mais de 151 mil morreram”
    Nestes países as pessoas não são humanas?!?! Ah tá, lá não tem CNN pra criar programinha sensacionalista…

  19. Tom disse:

    Engraçado o alemão,não iria ao podio ,mas quando sua mãe morreu,estava tranquilo no campeonato e correu e subiu ao podio com cara de pastel,não deveria gostar muito da mãe

  20. Davi Ribeiro disse:

    Acho interessante que o ponto de vista de todas as violências – sejam elas contra ou a favor dos EUA – é sempre a fazvor do povo americano.
    Não que a morte de mais de 3000 americanos neste atentado tenha sido irrelevante. Mas, ninguém fala de quantos vietnamitas, coreanos, iraquianos, afegãos, paquistaneses foram mortos em nome da vingança americana, ou de seus interesses econômicos.
    A imprensa não mostrou, e dificilmente algum dia vai mostrar o sofrimento desses povos de uma forma minimamente comparável às matérias feitas sobre este atentado. E olhe que o sofrimento desse povo é contínuo…

  21. HERMANN disse:

    Imaginem o tamanho das piscinas que teriam que ser feitas em Hiroshima e Nagasaki, em Bagdá, no Afeganistão, na Coréia,,, e por ai vai…. Mas na verdade temos é que lamentar por todos os cidadãos, crianças, enfim nos inocentes, que morreram nessas catástrofes realizadas pelos homens.. nessa estupidez insana que é a guerra, o poder.

  22. John Newtown disse:

    Indeed, “blind sided” instance of opinion.

    Dois textinhos mequetrefes numa coleção de ótimos textos do FG.
    E parei por aqui pra não falar besteira.

  23. tevez disse:

    Gomes….

    11 de setembro por aqui perto também deixou lembraças horriveis..

    Foi 11 de Setembro de 1973 que fizeram aquela barbaridade no Chile, golpe de estado e queda do Allende que iniciou una carnificina por lá também….

  24. Rafael Chinini disse:

    é engraçado ver essas homenagens e respeitos a vítimas de alguma fatalidade…mas ninguém pensa nisso quando estamos TODOS vivos.
    Esse ano fiz esse discurso no meu aniversário…todo ano chamo muita gente, sempre vários não vem, dao desculpa, estão muito ocupados etc..etc…
    aposto que se eu morresse, todos dariam um jeito de ir ao meu velório, pq não o fazem quando é pra se comemorar e festejar?

  25. Valmir Passos disse:

    Olha, fui estarrecedor, um choque para o mundo todo. Mas acho que já chega de tanto falarmos disso. A imprensa local falou dessa celebração dos 10 anos do ataque durante a semana toda, durante toda a programação. Realmente um saco. Não é preciso isso para lembrar e respeitar a memória daqueles que se foram naquele dia, nem de suas famílias.

  26. JT disse:

    Há dez anos morria o arquiteto e professor Toninho, então prefeito de Campinas. O 11 de Setembro eclipsou o assassinato na mídia. O curioso é que o crime nunca foi esclarecido e Toninho, mesmo sendo um franco petista, teve seu nome esquecido quase que por completo no próprio partido. Fica aqui o registro.

    Já a comparação sobre rezar numa igreja presbiteriana a “qualquer porcaria feita” foi triste. Não sou presbiteriano, mas espero em breve poder rezar num templo que está sendo construído na minha cidade, cujo projeto me deu a satisfação de ser o autor. Certos trabalhos a gente faz praticamente de graça, por acreditar nas pessoas em torno dele.

  27. Cardoso Filho disse:

    Os americanos sempre fizeram guerra no país dos outros. Acho que essa foi a primeira vez que sofreram ataque em casa.
    A raça humana só vai melhorar quando conseguirem identificar e erradicar qual é o o gene do mal, do ódio, da vingança, da avareza , da traição, da inveja, da crueldade e tantos outros destruidores da paz..

    • Cleiton Pessoa disse:

      Daí o mundo fica sem graça…. munda em plena paz ou paz plena? Eu, particularmente não quero. No dia que isso acontecer (impossível) metade do mundo fica desempregado. Juiz pra q? Policial pra q? Advogado pra q? e isso em uma reação em cadeia…todo mundo vai ser bom e honesto (acredita mesmo em fada madrinha?).
      A graça da vida está em enxergar e conviver com as divergências entre as pessoas…. é claro que ninguém quer tomar um tiro na cara, sofrer algum tipo de violência ou que uma bomba caia sobre sua casa com sua família dentro, mas sem o conflito, seja ele de qualquer natureza, a vida fica monótona e cinza. Acredito que todos morreria de depressão, se suicidando.
      O ser humano é mau por natureza (fifty/fifty ok?), só que ele é educado para conviver em sociedade, dai doma seus maus. É aquele lance chamado, balança do universo, vida/morte, mau/bom, morte/vida, água/fogo.. etc etc… um não sobrevive sem o outro.

    • Cardoso Filho disse:

      Você acha sem graça a vida sem violência. Eu não.

    • Cleiton Pessoa disse:

      Cardoso, entendo perfeitamente teu ponto de vista, mas o que quero dizer sinceramente, é que eu conheço pouquíssimas pessoas que nunca tiveram desavenças na vida, que nunca brigaram seja por uma bola de futebol, seja por uma namorada ou um arranhão no seu carro. A questão é natural, o ser humano é assim por natureza, uns querem paz, outros não… simples. Eu adoraria que todo jornal passasse somente notícias como, nasce mais um filho de dona amélia, governo abaixa taxa de juros, IPVA é abolido para todos os carros, motoboys de SP ganham o prêmio anual “Responsabilidade no trânsito” e por ai vai, não me lembro de ler notícias maravilhosas em sites ou jornais, talvez por isso frequente esse blog, que fala de notícias que nos levam a outras situações. abraços.

    • galileu disse:

      continuo lançando a campanha;
      guerra deveria se resolver no ring de box entre os dirigentes dos paises inimigos, não sacrificaria o povo e gasria-se menos dinheiro.

  28. pece disse:

    Estupidez. Ignorância. Indecência.
    In other words: “blind sided” instance of opinion.

  29. Orlando Salomone disse:

    Dentro de cada ser humano convivem o bem e o mal. Cabe a cada um escolher a qual deles alimentar.

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