TERRA PROIBIDA | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011 - 13:24Futebol

TERRA PROIBIDA

SÃO PAULO (deu) - Ontem o governador de SP, Geraldo Alckmin, vetou o projeto de lei que liberava a volta das bandeiras aos estádios de futebol.

Em 1995, elas foram proibidas. Aconteceu uma briga monumental num jogo de juniores entre Palmeiras e São Paulo no Pacaembu e um rapaz foi morto a pauladas.

Não foi um mastro de bandeira que matou o rapaz. O estádio estava em obras e os irresponsáveis do governo de SP (que cuida da PM) e da Prefeitura (dona do Pacaembu) não se tocaram que aquilo era um arsenal gratuito à disposição de duas torcidas rivais e violentas. Em jogo sem cobrança de ingresso entre esses dois times, colocar suas organizadas dentro de um estádio cheio de entulho e material de construção deveria levar todas as autoridades à cadeia.

Mas o que foi feito? Proibiram as bandeiras. Faz 16 anos.

Quem tem hoje menos de 20 nunca frequentou um estádio em SP com bandeiras. Os estádios de SP são de uma tristeza atroz. Tudo é proibido. É proibido pintar o rosto. É proibido levar cornetas e rádios de pilha. Instrumentos de sopro, das velhas bandinhas, não entram. O prefeito acabou com as barraquinhas com sanduíches de pernil. Cerveja não pode, também.

Aliás, ontem eu fiz uma listinha de coisas que os sucessivos governos estadual e municipal andaram impondo em SP nos últimos tempos.

Não pode fumar em bar. Há uma perseguição às barracas de pastel nas feiras. Radares controlam nossas vidas: não fez a inspeção veicular? O radar te fotografa. Pegou um congestionamento e ficou preso no trânsito no horário do seu rodízio? O radar te fotografa. Às 11h a maioria dos botecos fecha suas cozinhas, porque à 1h reina o silêncio e o estado de sítio. Luminosos de néon desapareceram. Não pode usar celular dentro de banco. Não pode usar sacola plástica em supermercado. Não pode isso, não pode aquilo. Já não sei mais o que pode e o que não pode.

Mas fiquemos nos estádios e nas bandeiras.

Frequento estádios há 40 anos. Nos últimos 20, para arredondar, as torcidas uniformizadas viraram gangues. Marcam brigas pela internet, se pegam nas estações de metrô e nos terminais de ônibus. Nunca ninguém morreu atingido por um bambu ou por um cano de PVC dentro de um estádio. Mas as bandeiras se transformaram nas grandes vilãs. Proibimo-las, e a paz reinará no futebol.

Não há briga dentro de estádio. Quem já sentou a bunda numa arquibancada sabe disso. As brigas acontecem fora, e são anunciadas, agendadas com dia, hora e local. Mas as autoridades de segurança, incompetentes e preguiçosas, se abstêm de evitar que ocorram. Não prendem ninguém, morrem de medo. Proíbem as bandeiras, é mais fácil. Há 16 anos não temos mortes causadas por bandeiras, é capaz de dizer um desses. O governador Alckmin, talvez.

Meus filhos, que frequentam estádios, nunca viram bandeiras em SP. Quando assistem a jogos de outros Estados e países pela TV, acham tudo lindo. Ficaram felizes da vida quando eu disse que um projeto para liberar as bandeiras tinha passado na Assembleia. Perguntam todo dia quando vão poder levar bandeiras ao Canindé. Faltava só o governador sancionar a lei. E o cara veta o projeto por questões de segurança. Não tem a mais remota ideia do que está falando e fazendo, mas fala e faz. Tira a cor e a alegria dos estádios, e que se foda. Não discute a questão, não ouve ninguém, não tem o menor contato com a realidade. Incapaz de prover segurança à população, joga nas bandeiras a responsabilidade por sua incapacidade. Não há, repito, problema algum dentro de estádio de futebol. Faz tempo. Hoje as torcidas são separadas, há limite de ingressos para visitantes, as merdas todas acontecem bem longe e nada têm a ver com o futebol em si, com os jogos, com os eventos. De novo: são gangues conhecidas e identificadas, é só ir atrás, prender, processar, julgar.

Mas isso dá um trabalho… Então, proíbem as bandeiras.

Essa gente, como disse um amigo, está precisando de um banho de povo.

117 comentários

  1. Cristiano Rodrigues disse:

    Perfeitas palavras..

    analisando pelo lado de quem seria ou quem é responsavel pela segurança dentro ou fora dos estadios, posso dar um exemplo claro de falta de vontade por parte da pm em criar um plano de segurança ou algo do tipo ,
    proximo sabado derby campineiro Ponte Preta x Guarani .. a pm conseguiu junto ao ministerio publico banir a entrada de 5 mil torcedores para o jogo.. sendo assim apenas 1400 poderam acompanhar a partida.. ai fica a pergunta , nao seria mais facil e pratico a pm junto a outras autoridades identificar possiveis baderneiros ? nao ! mais facil banir a presença para espetaculo que pode ter seu dias contados..

  2. Eder disse:

    Esse governador não faz nada mesmo, já são mais de 50 caixas eletronicos estouradas em SP e até agora ninguém se coçou para ouvir o secretario de seguranca. Seguindo a lógica vão proibir o dinheiro.

  3. Chico disse:

    Como não pode rádio de pilha?

    Qual é o problema do rádio de pilha?

    Inacreditável!

  4. jugger disse:

    Voce vive em Berlim, ou qualquer outro lugar com gente civilizada neste mundo?
    Pois é, onde vivem um bando de incultos, quase barbaros, tem que ser assim mesmo, proibe-se tudo…
    Não tenho grana para mudar de pais, nem esperança que isso aqui mude sem uma grande tragédia, uma guerra, terremoto, tsunami. Só grandes mudanças para criar uma identidade nacional e o senso de civilidade necessario.
    Infelizmente esse povinho bunda, da qual faço/fazemos parte, não merece respeito.

  5. Gabriel Colombi disse:

    Aqui em SC é igualzinho…não pode nem papel picado no estádio

  6. Carlos Santista disse:

    Só não proibiram o povo de pagar os impostos.

  7. Carlos Eduardo Galvão disse:

    Não acho nenhum absurdo essa proibição. O que pode ser feito para tentar evitar violência dentro do estádio, é válido… apesar de achar legal as bandeiras nos estádios de futebol…, ninguém vai morrer porque não tem uma merda de uma bandeira dentro de um estádio.
    Talvez quando alguém do PT assuma o governo de São Paulo isso mude.

  8. JP disse:

    Incompetência do governo de SP ou incompetência nossa, enquanto seres humanos, enquanto cidadãos?
    Somos uns merdas inúteis: gastam-se milhões com campanhas para que não briguemos nos estádios, para não morrermos no trânisto, para aprendermos a escovar os dentes, para não jogarmos lixo nas ruas, nos rios, nas plataformas de metrô, para dar lugar aos idosos nos coletivos, para viver…
    Infelizmete essas proibições são necessárias.

  9. Augusto disse:

    Quanto a esse negócio de proibição, há dois anos fui ao Pacaembu e um idiota de um policial militar revistou a minha mochila e me fez jogar fora um jornal Lance que tinha. Quando o questionei, me disse que não podia entrar nada que fosse inflamável. O imbecil, ao notar minha perplexidade, quase me fez jogar fora as apostilas da faculdade. E o curioso é que a poucos metros, os cambistas faziam a festa e a Gaviões entrava com o bandeirão.

    Desculpa o linguajar, mas não é foda?

    Abraço
    regthorpe.blogspot.com

  10. guinter disse:

    Agora só falta ele proirbir os 200 cavalos ou mais dos BMW e Porches, etc, porquê são eles que estão matando muita gente e inocentar as mulas que estão atrás dos volantes cheios de wodka e energético. A lei prende os cavalos, mas nunca as mulas. brs

  11. disse:

    Mas a porcaria da Bud vai poder vender nos estádios durante a copa.

  12. Fernando Gilliatt disse:

    Numa ocasião fui ao estádio depois de sair da aula e tinha um livro mochila. Nao pude entrar com o livro pois, segundo o PM que me revistou, poderia usar o livro para agredir alguém ou arremessá-lo no gramado!!!

  13. Ronald Simões disse:

    A idéia é transformar o estádio de futebol num teatro. Assim como fizeram no campeonato inglês. E muitas pessoas acham o máximo!

  14. Ronald Simões disse:

    No Rio proibiram os sinalizadores. Nunca teve problema com eles. Mas diziam que a fumaça atrapalhava a transmissão e fazia mal a saúde.

  15. Ayrton Soeiro de Faria disse:

    Flavio, todas essas medidas que restringem a livre manifestação são atos totalitários e servem somente para esconder a incompetência da policia e da Secretaria de Segurança Pública deste Estado de S.P. Não nos esqueçamos que o Sr. Promotor de Justiça, sem saber na verdade o que é justiça, só se manifesta quando a imprensa o pressiona e de maneira autoritária, fruto de uma educação baseada em ensinos da Ditadura.

  16. Joaq disse:

    As brigas acontecem dentro dos estadios, sim senhor! Temos imagens disse em diversos locais do Brasil e do mundo. Se hoje em SP esta mais civilizado pode ser que as medidas restritivas tenha algum efeito, nao?
    Como voce mesmo disse, as organizadas viraram gangues, portanto, nao seria inteligente permitir a entrada de objetos que pussem servir como armas na mao de gangsters, certo?
    E, se nao houve ate agora alguem morto por causa de cano de PVC, por que esperar que haja o primeiro caso para se tormar alguma medida?
    Acho que a prefeitura de SP esta corretissima em colocar em primeiro lugar a seguranca publica com medidas de atenuacao de riscos causados pela violencia urbana. Ou, do contrario, as cores que voce quer de volta nos estadios podem ficar manchadas de sangue.

    • Luiz Fernando disse:

      Você com certeza é um desses como esse governador de merda, que nunca sentou a bunda no cimento de arquibancada nenhuma, e fala sem saber de nada.
      Torcedorzinho de Pay Per View, continue em casa e não se meta em assunto que não conhece.

    • FELIPE disse:

      mais um fora da realidade e de opiniões pré formadas.

      mais um babaca de nosso mundinho tão mediocre.

      flavio gomes, parabens, ainda há pessoas acima da mediocridade em sp.

      abraço.

    • Danilo A. disse:

      Torcedor de TV detected.

    • Deschamps disse:

      Pelo nível de agressividade e arrogância na resposta de dois aí em baixo (babaca, governador de merda, sentou bunda no cimento, torcedorzinho de Pay Per View e por aí vai) percebe-se o porque dos governos tomarem certas medida que, a primeira vista, parecem antipáticas. Quem não tem a capacidade de respeitar opiniões contrárias às suas e/ou tratá-las de uma forma respeitosa, tem grandes chances de se tornar um torcedor agressivo nos estádios da vida. Infelizmente.

  17. JT disse:

    Proibir – ou não – bandeiras nos estádios, não altera o que vai no bolso do contribuinte.

    Indignado com os governantes eu fico quando oferecem mais de 400 milhões de reais de isenção fiscal para o Corínthians construir seu estádio para a Copa. O paulista torcedor da Lusa, Verdão, Tricolor e Peixe vai arcar tanto quanto o torcedor do Timão, para realizar o sonho de alguns…

    Uma coisa é proibir bandeiras no Morumbi ou Pacaembu. Outra, bem diferente, é proibir o Pacaembu e o Morumbi na Copa.

    Mas tem um porém: para protestar contra a corrupção dos políticos as bandeiras estão liberadas!

    - Quem se habilita?

  18. João Victor disse:

    Em Curitiba também proibiram tudo, não pode papel higiênico (proibiram esse ano) proibiram o green hell que a torcida do Coxa fazia em 2009, não pode sinalizadores, nem piscas, nem soltar fumaça de extintor, tudo que a torcida do coxa fazia não pode mais, o engraçado que os vândalos que invadiram o campo em 2009 continuam indo aos jogos, todo mundo na torcida sabe quem são, a diretoria sabe quem é e tem vários que continuam até sócios do clube

    No Brasil é assim prendem somente os ladrões de galinha

  19. Felipe S. disse:

    Flávio,

    A coisa é bem por aí mesmo.

    Sabado, agora, teremos o derby aqui em Campinas.

    Alegando “questões de segurança”, a PM exigiu que a CBF restringisse a carga de ingressos destinada a torcida da Ponte Preta. O total destinado a ela é de 5% da capacidade total do estádio. Montante este muito inferior, por exemplo, aos anos anteriores, em que quase 5.000 ingressos eram destinados àquela torcida, sem que, no entanto, qualquer confusão ocorresse no interior do estádio.

    A justificativa, pasme, tem nuances curiosas: pediu-se a redução da carga porque ela própria, PM, não teria condições de garantir a segurança se o número fosse superior a este. É como se o órgão de segurança pública reconhecesse que… NÃO TEM COMPETÊNCIA SUFICIENTE PARA GARANTIR A SEGURANÇA! É um absurdo imenso!

    Isso combina bem com o velho costume brasileiro de se imputar responsabilidades a quem não a merece. É o caso das bandeiras. É o caso dos radinhos de pilha, das bebidas alcoolicas, das caras pintadas… Mas o que a PM faz quando vê um torcedor fumando um baseado em plena arquibancada durante o jogo? Acredito, ainda, ser muito mais fácil entrar com uma bombinha de mil dentro do sapato do que agredir outrem com um PVC… e não se vê bombas explodindo durante os jogos.

    De fato, a distância entre o mármore do senado e a areia do coliseu impõe essas distorções incompreensíveis a qualquer cidadão de inteligência mediana.

    • Danilo A. disse:

      Valeu. Eu ia falar sobre a ridícula decisão da PM/CBF para a torcida da Ponte nesse próximo dérbi, mas você já falou tudo.

      Vou a todo jogo no Majestoso e não perco um dérbi no galinheiro, mas por causa dessa babaquice da PM fiquei sem ingresso.

      Espere para ver. Desconfio que a medida veio para ficar: adeus aos dérbis de duas torcidas.

      Não gostaria de ver uma torcidinha mirradinha do Guarani, no Majestoso, por imposição da PM. É interessante ter um grande número da torcida adversária visitante. Alimenta a rivalidade e dá sabor ao jogo.

      O futebol de SP está se tornando cada vez mais asséptico. Credo.

  20. Andre Tetsuo Utiyke disse:

    Belo texto Flávio Gomes. Hj em São Paulo vivemos uma “ditadura democrática” com o PSDB, DEM e agora PSD. E se o PT vier vai piorar. Tamo ferrado de todo jeito. Conhece alguém que morreu comendo um sanduíche de pernil? E cerveja eu levo todos os jogos que vou no Pacaembu ver meu Corinthians. Abraços

  21. Wellington Cunha disse:

    O veto foi para atender um pedido da PM, que não quer ter trabalho. Ai nesta historia tem um monte de coisa errada: 1 – A mania brasileira (sim, coisas assim acontecem no Brasil inteiro, não é exclusividade de SP) de combater o sintoma e não a doença. É a história do cara que pega a mulher no sofa com outro, arrasta pra fora e bota fogo. No sofá!. 2 – A incapacidade do Estado de fazer com que as leis básicas sejam cumpridas. (já que não conseguimos fiscalizar, identificar e punir um eventual agressor, que se proíba). 3 – A PM que não deveria fazer segurança de evento privado (o evento é privado, a segurança deveria ser idem, até porque a PM não é preparada para isto).

  22. Sérgio Cabala disse:

    Me lembro daquela antológica vez, em que numa quadra de escola,
    o nosso bom governador tirou o sapato para chutar uma bola.

    Agora com relação a escandalos de corrupção, só para citar uma dos mais
    recentes, tem o do comercio de emendas na assembléia legislativa do estado de São Paulo..
    Prefeitos, vereadores e deputados recebem uma mesada para apoiarem emendas do
    interesse tucano.
    Isso não é um mensalão ?
    Por que a mídia não se esmera em noticiar o fato, como fez no ”maior escandalo de corrupção da história da republica”, no governo Lula?
    Adorável o moralismo seletivo.

  23. Matias Pinto disse:

    Flávio,

    Matou a pau! Ontem na modernosa Arena Barueri os ACAB’s me proibiram de entrar com uma “perigosíssima” lapiseira (sou arte-educador e estava indo direto do trabalho) o que me custou 15 minutos entre discussão e achar um bar na região para “muquiar” minha mochila…

    Tucanistão, ame-o ou deixe-o…

  24. Ivan disse:

    Sem noção mesmo as providencias que são tomadas pelo governo, mas não se pode esquecer quem são os primeiros culpados, os próprios torcedores, o povo, que briga sim nos estádios, e desde sempre, é raro ir a um jogo e não ver alguma briga. Já a polícia, coitada da polícia, se encostar em alguém está lascada. Foi no que deu a grande evolução da nossa legislação “progressista humanista”, imobilidade da polícia e do judiciário. Obviamente isto só acontece em São Paulo….

  25. Carlos disse:

    Faltou dizer que proibiram a gente de frequentar o Bahamas também!!

  26. João disse:

    Preciso, FG. Parabéns e obrigado. Um abraço.

  27. Marcelo Kiilian disse:

    Flávio, belo texto…

    Concordo com vc, o espetáculo perdeu a graça, até 1995 eu estava no estádio toda quarta e domingo, torcedor organizado e por incrível que pareça, NUNCA me meti em confusão, dentro ou fora do estádio.

    Infelizmente muitos acham que como estão em grupo são os “maiorais”, na verdade um bando de imbecis que por causa de uma cor diferente de camisa acha que o outro deve apanhar, ficar sem camisa etc….

    Estive no Morumbi com 104 mil pessoas, e no pacaembú com 60 mil.. hoje falo para o meu filho, que torce para um time diferente do meu, que não é mais como antigamente, que aquilo sim que fazíamos era festa, agora estádio em São Paulo está pobre. Acho que até posso dizer pobre de festa e pobre de espírito, pois os “espíritos de porcos” que estão lá só querem saber de arrumar confusão.

    Forte abraço

    • igor disse:

      nao esta se referindo a torcida do palmeiras nao ne ” espirito de porco” rsrsrsr….seria facil resolver a situacao quando acontecer o que aconteceu entre sao paulo e palmeiras em 95. Deixa as torcidas invadirem o campo, cerca-se o mesmo com policiais sendo proibida a saida ou fuga de qualquer torcedor que invadiu o campo por vontade propria ate que se matem todos. Obviamente restara um unico sobrevivente ( barbaro ), esse devera ser preso e jogado no xilindro. Com isso as cadeias nao ficariam superlotadas.

  28. Celso Diniz disse:

    É uma pena ver pessoas dando opiniões, quando não frequentam partidas de futebol. É como disseram, você vai ao campo para torcer e não assistir (como fomos acostumados com 16 cameras). Assista o replay em casa, você verá a diferença.
    Em um campo você tem sensações totalmente diferentes do que assistir na frente da tv. Lá tem o chato xingando o jogador, o outro cornetando o juiz (esqueci agora tem que falar árbitro) tem o cara comprando sorvete na sua frente, etc. Mais você tem o calor humano, a emoção, de repente você abraçando um desconhecido porque foi gol do seu time, etc.
    Tem familia sim, vá a um jogo no Canindé e veja o avô com o netinho, o garoto com a namorada, o casal assistindo com seus filhos e etc. Eu mesmo vou desde criança, no início com o meu avô e agora vou com os meus filhos (25 e 22 anos) desde que eles eram pequenos. Espero ir com os meus netos.
    E vou assistir jogos da série A . Vamos subir Lusa!!!

  29. Gabriel O'Neill disse:

    Sou um felizardo mesmo, tenho a honra de torcer para um dos times mais charmosos do mundo, tenho junto comigo uma torcida que realmente sabe fazer festa nos estadios, uma torcida que nos ultimos 5 anos andou inovando e transformando.

    Obrigado Fluminense.

    Comecei a ir ao estadio tinha 10 anos, e desde então foram muitos pelo Brazil e pelo mundo. Vi uma das festas mais bonitas na final da libertadores de 2008 chorei na entrada do time em campo e chorei na saida. Desistir NUNCA!!!

    Não dá para imaginar a torcida do Flu sem bandeira… É estranho ir ao Pacaembu e Morumbi sem poder levar a minha bandeira… A minha bandeira junto com a camisa do meu time fazem parte da minha identidade.

    Abraços e vejo voces no domingo no Canindé (vai ser a primeira vez!).

  30. Ronald Wolff disse:

    A informação que vi em um canal de TV, não me lembro qual, é que não liberaram até agora as bandeiras novamente em SP porque acham que pode-se transportar dentro dos mastros, armas brancas…..é uma pena, pois só em SP é proibido. No Rio de Janeiro, é muito lindo ver as bandeiras tremulando antes de se iniciar os jogos, assim como é muito legal ver as charangas, ou as bandinhas nos estádios de Recife. E nunca, nada aconteceu de mal nisso.

  31. Anderson disse:

    Geraldo nunca foi a um estádio. Se um cara quer brigar, não vai usar uma “vara” maior que da Isinbayeva. É inviável. Tenho asco daquelas bandeiras fétidas e encardidas que passam por cima da cabeça dos torcedores.

  32. heraclito disse:

    Verdade seja dita, o psdb está acabando com são paulo, e nós paulistanos se resignamos.

  33. Vinicius disse:

    Sou Juventino e no último final de semana fui ver Juventus x Red Bull pela Copa Paulista na Javari.

    A torcida organizada do Juventus preparou uma bonita festa – levaram instrumentos musicais (tambores e pratos) e bobinas de papel pra jogar no campo.

    O jogo começou, a torcida arremessou as bobinas e fez uma grande festa, tocando músicas pra incentivar a equipe (e, como faz parte do jogo, xingando o adversário).

    Mas o pessoal do “Clube-Empresa” não gostou da pressão da torcida…

    Chamaram a PM que, nenhuma base legal, entrou na arquibancada, agredindo os torcedores, arrancou os instrumentos musicais, levou um monte de gente pra delegacia e fez a maior confusão… porque cometemos o crime “hediondo” de jogar papel no campo, e essa “arma mortal” atingiu o goleiro do Red Bull. Pra quem nunca viu, a torcida do Juventus e composta por adolescentes, crianças e senhores de idade moradores da Mooca que não querem arrumar confusão – a bagunça é só na arquibancada, uma festa pro futebol e não pra agredir ninguém.

    Enfim… enquanto isso, alguém dirigindo um carro superesportivo mata um trabalhador e nada acontece. Ê vida moderna.

  34. José Brabham disse:

    Realmente é triste que uma geração inteira de crianças paulistas seja privada da curtição de agitar a bandeira de seu time na hora de um gol; ou de se agarrar à bandeira para aliviar a tensão na hora de um pênalti; ou de cobrir a cabeça com a bandeira na hora do desespero; ou de sair de estádio orgulhosamente enrolada na bandeira depois de uma vitória épica…

    Quem escreve essas leis nunca foi a um estádio torcer pelo seu time.

  35. Leonardo disse:

    Eu acho chato quando você fala como se esses problemas fossem exclusivos da desadministração tucano-democrata de SP. Não lembro de críticas mordazes como essa na época da Marta prefeita. Nunca vi críticas à destruição do traçado antigo de Interlagos, que começou na gestão da Erundina. Parece mais um daqueles jornalistas da turma que mistura a orientação política – à qual todos têm direito – à informação e estragam tudo.

    É idiota a proibição? Claro que é. Mas como manter preso um hooligan brasileiro se ele é beneficiado por um sistema judiciário feito para beneficiar mensaleiros, empreiteiros, tucanalhas, “guerrilheiros” e afins?

    A vigilância pode ser estadual, mas o cumprimento das leis pode esbarrar em desvios burocráticos muito convenientes a alguns poderosos.

    Curiosamente nunca li aqui um comentário sobre a grana que está sendo desperdiçada na Copa e na Olimpíada, mas vi um patrulhamento digníssimo em relação ao dinheiro que a prefeitura de SP gastou na Indy. Por que duas medidas para o mesmo peso?

  36. Guilherme disse:

    Tenho 28 anos. Comecei a frequentar estádios com meu pai ainda bem novo. Meu primeiro jogo foi um Corinthians 3 x 1 Lusa no Morumbi, em 1991.

    E lembro muito bem das bandeiras nos estádios. Lembro que pensava em pedir para agitar uma, mas a força que o meu tamanho jamais deixaria. Era lindo demais.

    Lembro que cada torcida tinha seu ritual. A do Corinthians entrava sempre horas antes do jogo e todas as bandeiras ficavam paradas. Pouco antes do jogo, elas eram agitadas. A do Santos entrava pouco antes dos jogos. As rampas do Morumbi e a praça Charles Muller vinham “procissões” de bandeirões.

    Era lindo.

    Infelizmente, o futebol virou essa coisa chata. Algumas torcidas ainda tentam usar a criatividade, com bandeirões, balões, faixas, mas jamais será a mesma coisa.

    Triste….

  37. Marcelo disse:

    “Eu não tenho pena…”

    Isso é fácil de resolver:

    Matou por qualquer motivo banal, vc morre, pena de morte no ato, na mesma semana.
    Matou por acidente, dependendo como foi…multa, cadeia pesada sem benefícios!
    Causou ferimento a outra pessoa(bandeirada na cabeça), vai levar também, fora multa pesada, mais cadeira dura.

    Estuprou filho(a), esposa, etc… de alguém, ,vai levar babuzada no rabo, multa, mais cadeia e trabalhos forçados!

    E por aí vai…”batedor” de carteira, corta a mão dele, fez de novo…corta a outra mão, quando ele for limpar a bunda vai se lembrar da cagada que fez ao próximo. Vai andar com a bunda suja para o resto da vida, e bem feito!

    Agora, e a boa bontade para fazer isso e defender o trabalhador bom e honesto?

    A tendência é piorar, vivemos dias de selvageria, esse “país” é uma verdadeira selva…

    …será que na Alemanha é assim?

  38. Raphael disse:

    Zeno;
    se vc nunca foi a um estádio de futebol e nem pretende ir, tu nao tem moral nenhuma para comentar aqui.

  39. Fernando disse:

    Aqui no Rio ao menos ainda se pode bandeiras. Se o Fluminense fosse um clube paulista, certamente o pó de arroz estaria banido.

    Acho que começo a entender a simpatia do Flavio Gomes pelo Vasco da Gama, além da também tradição lusitana, e Vasco e Lusa terem compartilhado ao menos, que eu me lembre de cabeça, um ídolo (o saudoso Dener).

    Ir a São januário ainda guarda essas tradições. Não se pode beber no interior do estádio, mas fora são as casas das pessoas e ninguém pode proibi-las de beber com seus “convidados” em sua própria casa.

    Ah, e tem bandeiras. Muitas. Bandeiras, caravelas… Isso nós temos. E, ao contrário do que afirmaram, o dono da bandeira sempre tem a noção que as pessoas querem ver o jogo, e ela só é agitada quando a bola não está rolando. Nunca me senti incomodado por nenhuma delas no estádio. Fazem parte da tradição, e lá devem ficar.

    • Pablo Vilarnovo disse:

      Fernando – Mas há de convir que a coisa aqui no Rio de Janeiro mudou de uns 10, 15 anos prá cá. Antes disso o cenário era muito parecido com o de SP. Houve época também que as bandeiras também foram proibidas, mas houve um acordo entre a PM e as organizadas e a coisa melhorou. Só que o ambiente geral dos estádios no Rio começou a melhorar mesmo quando algunas novas torcidas organizadas surgiram e outras mudaram seu perfil. Começou com o Botafogo. As próprias músicas deixaram de ser hostis, pregando a violência para se tornarem músicas enaltecendo o amor ao time. No Flamengo, meu time de coração, a torcida que melhor representa isso é a Urubuzada, sei que também existe uma torcida no mesmo perfil no Fluminense e no Vasco.

      Então a coisa toda mudou não pelas autoridades mas do próprio torcedor. Hoje um jogo de futebol no Rio é muitíssimo mais seguro do que era decadas atrás. Logicamente descontando as falhas de organização e os bandidos travestidos de torcedor que sempre existirão.

      Há muito mais crianças, mulheres, famílias inteiras frequentandos os estádios no Rio do que anteriormente.

      Mas isso partiu da arquibancada e não do governo. E é assim mesmo. Falta em SP a criação de torcidas organizadas com esse propósito: de torcer.

  40. ferreira disse:

    ESTES BABACAS QUE FICAM NO PODER , ACREDITO QUE NUNCA FORAM EM UM CAMPO DE FUTEBOL .
    NUNCA TIVERAM A OPORTUNIDADE ( FODAMSE ELES ) DE TORCER EM UMA ARQUIBANCADA

    • Edmilson Fidelis disse:

      Mas o Alckimin não estava num camarote da Vila Belmiro torcendo para o Santos na final da Libertadores?

      É assim que eles vêm as coisas: de camarote.

      Qualquer coisa que façam não irá interferir em seus confortos.

      As decisões que tomam têm outras motivações.

  41. Rafael Chinini disse:

    ah e outra coisa!
    pelo que sei, bandeira pode, o que não pode é MASTRO

  42. Junior disse:

    As organizadas deviam se importar com isso ai. Mas, preferem linxar jogador, ameaçar dirigente de morte, achar que são donos dos clubes….

  43. Mario Neto disse:

    Parabéns pelo texto. Só quem vai aos estádios sabe o que realmente acontece.
    A culpa também são das pessoas que somente vão “na boa” nos estádios e reclamam disto tudo que faz falta

  44. Sandro disse:

    É a maioria pagando pela minoria sempre! Uma pena, pois acredito que seja um caminho sem volta.

  45. Rafael Chinini disse:

    não da pra concordar com 100% do que se proibiu, nem discordar.

    “Disciplina é liberdade”…o povo faz cagada, tem que ficar proibindo.

    concordo, o governo tb não da segurança suficiente. por isso que como diz amigo meu, ir em estádio hoje em dia é ser chamado de trouxa! pra polícia que faz a segurança, todo mundo que ta lá é bandido! se vc for assaltado, vier flanelinha te encher o saco, alguma briga, a polícia olha pra vc e pensa “tb, vc veio pra um estádio, quem mandou?! pq nao ficou em casa? ta aqui é bandido bem feito”.

    quer um banho de povo? fiquem em casa, e fodam se os estádios e jogos…

  46. Dino Dragone disse:

    Dessa vez vc se superou. Parabéns!

  47. Marcelo Trindade disse:

    Banho de povo? Tá bom.
    Tomara que pelo menos seja de povo civilizado.

  48. celio ferreira disse:

    Liberar as bandeiras sim, porem inspecionar para os rojões escondidos nos canos
    não entrem nos estádios. Eu aconselho a não ir em estádios, pois hoje em dia, não
    é lugar para familia. enquanto tiver torcidas uniformizadas, que entram com entradas
    pagas pelos clubes, só para bagunçar o ambiente, pois as brigas acontecem no entorno do
    estádio, aí a segirança é zero.

    • Leandro Mariano disse:

      Como assim estádio num é lugar de família? Tenho lembranças muito boas do meu pai na arquibancada do Morumbi. Aprendi muita coisa lá. Se vc fosse a um estádio veria que tem várias famílias, inclusive com crianças.

      As torcidas organizadas são gangues e devem ser tratadas como tal. Mas o estádio não é delas. É das pessoas, do povo.

      As leis deveriam ser para prender os marginais das organizadas. Não pra proibir as pessoas de torcerem pro seu time de coração. O foda é que quem faz as leis nunca sentou numa arquibancada e não sabe como é torcer de verdade.

  49. Zeno disse:

    Nunca fui a um estadio ver jogo de futebol, nem pretendo ir…, mas se fosse não gostaria de ter uma bandeira atrapalhando minha visão…., bahhh perda de tempo ler isso…

    • vinicius disse:

      Zeno, me desculpe mas o dia que você for a um estádio vai descobrir que quem quer visão do campo têm mais é que ficar em casa mesmo pois lá o que vale é torcer.
      Fazer festa, se.divertir

    • Rafa disse:

      Realmente é uma baita perda de tempo ler sobre assuntos referentes a estádios de futebol se você não pretende frequentá-los. E uma perda, maior ainda, comentar o referido texto.

      E o pior é sentir-se na condição de opinar sobre o assunto, “mas se eu fosse…”. Uma opinião sem valor, se você não reúne as características para ser um frequentador de estádios, porque que interessa essa opinião??

      Outro dia vi uns judeus rindo de uma piada sobre judeus. E outros: “se eu fosse judeu, me sentiria ofendido. Isso não pode e blá blá blá.” Me pareceu tão absurdo quanto o comentário acima.

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