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terça-feira, 13 de março de 2012 - 14:58Automobilismo internacional

A RESPOSTA DO EMERSON

SÃO PAULO (todos os lados) – A empresa de Emerson Fittipaldi divulgou nota hoje sobre o bafafá de ontem relativo à aprovação, pelo Ministério do Esporte, de projeto de patrocínio para seu neto que permite a captação de R$ 1 milhão na forma de renúncia fiscal. Segue, e depois eu volto.

Em relação à reportagem recente na imprensa sobre a Lei de Incentivo ao Esporte e o piloto Pietro Fittipaldi, é preciso esclarecer alguns fatos.

O Ministério do Esporte, através da Lei de Incentivo ao Esporte, autorizou a captação de verba para patrocinar o piloto Pietro Fittipaldi, de apenas 15 anos, que ganhou o campeonato no seu primeiro ano como profissional em uma categoria de acesso da NASCAR. Tudo dentro da mais absoluta legalidade e das melhores práticas. O mecanismo desta lei, é importante frisar, não leva recursos públicos ao beneficiário. Emprega o direito adquirido pelas empresas brasileiras de utilizar parte do imposto de renda devido para apoiar projetos esportivos.

Captar patrocínios num campeonato como os de acesso à NASCAR é tarefa dificílima, uma vez que as corridas não têm cobertura da imprensa ou são transmitidas pela TV. Até o momento, a carreira de Pietro foi financiada pela família e por um grupo de pequenos patrocínios. Nesta nova etapa profissional, contudo, os custos são significativamente maiores que os de 2011. E, neste cenário, os recursos da família se tornam escassos. Por estas razões, utilizou-se o mecanismo de captação através da Lei de Incentivo ao Esporte.

O investimento na carreira de Pietro também tem como objetivo divulgar a trajetória de um brasileiro, inspirando e abrindo uma nova porta para jovens talentos. Afinal, é muito importante que o Brasil tenha representantes em outras categorias do automobilismo mundial.

Além disso, é importante ressaltar a importância econômica do automobilismo mundial, desde o kart até a Fórmula 1. Esta cadeia é responsável por uma enorme geração de empregos, sustentando milhares de famílias, no Brasil e no restante do mundo. Não é à toa que vemos países como Venezuela, Índia e Malásia e outros tantos com programas de ajuda a jovens pilotos, do primeiro degrau da carreira até a F-1 ou F-Indy, utilizando inclusive dinheiro do próprio governo.

Os pilotos do Brasil, nos últimos 40 anos, ganharam respeito e admiração em todo o planeta. Hoje, o talento de um piloto brasileiro é celebrado no exterior tanto quanto o de nossos jogadores de futebol. E Pietro, que já é reconhecido como uma grande promessa, vai continuar em sua carreira brilhante, para levar o Brasil ao ponto mais alto do pódio.

Em tempo: Pietro tem passaporte brasileiro e em suas vitórias exibe orgulhosamente a bandeira do Brasil.

EF Marketing e Comunicação Ltda.

Na boa, os argumentos são mequetrefes. Essa história de “cadeia responsável por geração de empregos” até serviria para disfarçar a coisa, mas é bom lembrar que o menino corre nos EUA e não creio que vá empregar tantos cidadãos brasileiros assim numa equipe de Nascar. Mas como eu disse ontem, Emerson tem todo o direito de apresentar um projeto, uma vez que a lei vale para todos. Não deveria, porque com o nome que tem poderia sair no mercado atrás de patrocínios, ponto. Mas preferiu se escorar nessa mamata que o ministério deveria vetar, como expliquei ontem, mas não veta porque projetos tecnicamente bem apresentados sempre são aprovados — não há a menor preocupação social dos membros da comissão que aprova; se houvesse, mandariam os Fittipaldi passearem, assim como tantos outros.

Melhor fez o Galvão Bueno, que percebeu que ficaria mal recorrer a renúncia fiscal através de uma ONG para financiar uma escola de pilotos. Decidiu não levar o projeto adiante. Não deveria nem tê-lo apresentado, mas pelo menos se tocou.

111 comentários

  1. Fernando disse:

    No país do futebol de m****, para o automobilismo ninguém aprova nem apoia porcaria nenhuma. Mas idiotas patéticos como este do início tem milhões! Não sabe nem por onde a galinha mija e vem dizer que é melhor arrecadar o imposto. Ele não deve saber pra onde realmente vai o dinheiro do “cria esperança”, dos baixíssimos salários destes jogadores de futebol, de de todo tipo de propaganda do consumismo em geral… enfim, esse país de bosta não tem jeito MESMO!

  2. Paulo Uzêda disse:

    Flavio ,

    Eu prefiro que o imposto de renda seja revertido para esportistas do que ficar na mão de politicos corruptos, existe uma lei que permite isso , então prefiro pagar impostos para esportistas. Nao vou ter beneficio nenhum pagando para o governo, nada de assistência medica descente , nada de ensino publico descente ……e etc……….

    • The Ogre disse:

      Paulo,

      nem te conheço, mas acho que é totalmente compreensível a sua revolta com os políticos no Brasil. Mas não é transformando grana de impostos em patrocínio (principalmente em patrocínio para o neto do Emerson) que algum dia essa realidade vai mudar. Se a grana dos impostos é desviada por políticos, a culpa não é só deles, é de quem os elege também e não cobra deles uma atuação “descente”, como você diz, com um s a mais. Esses patrocínios deveriam ser para quem, de outra forma, não teria como continuar no esporte, para os mais carentes, não para quem já é multimilionário como o Emerson e o Galvão. E o imposto não é pago ao esportista, como você diz. É feito através de renúncia fiscal, uma grana que deixa de ir para o caixa do povo para ir para a caixinha de alguns. Com base no seu raciocínio, a solução para os desvios de dinheiro público é deixar de pagar impostos, já que, assim, não haveria dinheiro para os maus políticos desviarem.
      Que me perdoe o Emmo, que até hoje nunca havia merecido uma crítica minha, mas isso foi de uma cara-de-pau sem tamanho. Do Galvão eu nem falo. Pelo menos ele se tocou e enfiou a viola no saco.

      Um abraço e desculpe o mau jeito. É que eu sou um ogro, mesmo.

  3. Marcelim disse:

    Quero morar em Mônaco e disputar os campeonatos de bolinha de gude do principado. Preciso de um milhãozinho de dólares para despesas básicas através de incentivos. Posso?

  4. LUCAS BRITO DE SIQUEIRA disse:

    VERGONHOSO ISSO! UMA LENDA DO ESPORTE, UM HOMEM CONSAGRADO E DO CALIBRE QUE TEM COMO ESPORTISTA ALTAMENTE PRESTIGIADO COMO EMERSON FITTIPALDI SE SUBMETER A ISSO? VERGONHOSO PORQUE SEU NETO É CIDADÃO BRASILEIRO VISTO QUE ELE NASCEU E FOI EDUCADO NOS EUA E OUTRA TODOS OS PILOTOS SÃO DE CLASSE ALTA NE MÉDIA ALTA SÃO E SIM AAAAAAAAALLLLLTA, OU SEJA, SE QUERER PAGAM DO PRÓPRIO BOLSO OU COM O PRESTIGIO DO EMERSON CORRE ATRAS E PATROCINADORES DA AREA PRIVADA MAIS NÃO ESTE CIDADÃO QUE COM TODA CERTEZA PERDEU TODA A MINHA ADMIRAÇÃO SE SUBMETE A ISSO NA BOA SÓ DIGO UMA COISA PARA FINALIZAR, SE O NETO DELE GANHAR UM TITULO DA NASCAR O QUE ACHO MUITO POUCO PROVAVEL OU SEQUER UM VITORIA MAGRINHA QUE SEJA SÓ UMA PESSOA VAI COMEMORAR E ESSA PESSOA SE CHAMA GALVÃO BUENO PORQUE NO MAIS SERÁ UMA VITORIA DA VERGONHA DE UM ESPORTISTA QUE UM DIA TINHA MINHA ADMIRAÇÃO E HOJE SÓ TERÁ O MEU LAMENTO E DECEPÇÃO POR UMA ATITUDE COVARDE DE FINANCIAR UM NETO QUE NEM BRASILEIRO É E SIM UM CIDADÃO E NÃO ADIANTA ERGUER A BANDEIRA NÃO PORQUE ISSO ATÉ UM EUROPEU SIMPATIZANTE COM O BRASIL PODE FAZE-LO.

  5. andre luiz soares da costa disse:

    e brincadeira os caras tem dinheiro porque tem o povo em suas costas apoiando comprando produtos anunciados por eles e vem depois tirar dinheiro ainda do povo,,, Emerson fitipaldi esta muito errado, com o dinheiro que o neto dele esta levando se faz muitas quadras de esporte, salas de aula, (garanto se tiver espaço aparesse muitos professores para dar aula de graça, aulas esssas de reforço escolar), e no caso do Emerson temos ainda os senores Ronadl fenomeno e Bebeto saindo em apoio ao bandido senhor Ricardo teixeira da CBF, ESTA DE PARABENS FLAVIO GOMES DE DENUNCIAR ESTE TIPO DE COISA,,, ESTAMOS ALERTA.

  6. Sou Pacheco, mexe e vê se aguenta!!! disse:

    No meu ponto de vista ( ponto de vista meu, entendam! ), o maior culpado nisso tudo é o governo que disponibiliza esse tipo de incentivo. A culpa dos Fittipaldi é acima de tudo moral, pois se num país a maioria das cidades distantes não têm sequer sistema de esgoto e suas crianças vão a pé pras suas escolas percorrendo quilômetros em estradas de terra, alguma coisa está errada. A maior virtude uma nação próspera é o conhecimento e a cultura de seu povo. Acho que mecanismo idêntico deveria priorizar a educação em primeiro lugar, que bom não seria se grandes corporações financiassem construções e mantenimento de instituições de ensino em troca de isenção parcial no fisco? Hospitais de atendimento popular “patrocinados” pela iniciativa privada, não seria uma má ideia. Já que o governo não tem vontade nem competência para fazê-lo, que incentive quem o faça, oras! coloca aqui um link de uma matéria na Exame, onde um empresário está sendo processado pelo estado, porquê ao pagar os estudos de seus funcionários, a verba empregada para isso foi considerada como beneficio agragado aos salários e portanto ele deveria ter recolhido impostos sobre a mesma. É um verdadeiro escândalo, como vocês poderão verificar ao lerem. Eis o link http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0619/noticias/sou-um-fora-da-lei-m0049688

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