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quinta-feira, 10 de maio de 2012 - 17:35Automobilismo brasileiro

DIRETO DO SUL

SÃO PAULO (lindos, os quadradinhos) – Recebo e-mail do impagável Paulo McCoy Lava, guardião da história do automobilismo gaúcho (e da Ford no Brasil).

Estou trabalhando em (mais um!) livro e encontrei, em meu arquivo, uma foto do Escort #27 da dupla José Roque Bresolin-Antônio Gilberto Ody, sendo que este último, junto do Alan Magalhães e de Victor Steyer, coordenava, aqui no Rio Grande do Sul, o saudoso Campeonato Regional de Turismo. Mas, o motivo da foto: após seus tópicos sobre o Gilles e a Ferrari #27, pensei em repassar a imagem, já que a dupla homenageava o canadense (carro vermelho, numeral 27… e até um patrocinador ‘oriundi’, no caso, a Fila).

Esses carros, no RS, será que estão guardados em algum canto? E vocês aí do Sul, o que lembram desses anos loucos?

21 comentários

  1. Jailson clarindo disse:

    como cometei, sob escort quero acrecentar que é motor cht alcool eu não tenho o que reclamar viajo cempre que posso é só elogio estou satifeito

  2. reinaldo disse:

    ola amigos voces sabem onbde posso localizar fotos de um scort desta epoaca ai numero 52 , piloto wilian se nao me engano ….. preciso de fotos estou com este carro restaurando ….. abraços 014 97961718

  3. Legal rever isso aqui, só o Paulo Lava mesmo para aprontar dessas, ele me avisou há pouco e vim conferir. Em 1983 eu ainda trabalhava na área de competições da Ford e coordenava a equipe oficial de fábrica e fui convidado pelo Beto Ody – empresário do ramo calçadista – a ajudar na montagem de um regional de marcas que ele idealizou. Dei dicas, escrevi o regulamento e o campeonato começou. Dei muita ênfase à promoção e atenção ao público, que aumentava cada vez mais. Eu me dividia entre SP (Ford) e RS. A coisa foi ficando séria e no final do 84, com a entrada do Greco na Ford, a área de competições foi desativada e eu seria remanejado para a contabilidade. Jamais, eu queria gasolina! Optei por me mudar para Porto Alegre e levar o Regional a sério. O regulamento era inteligente e equilibrava as quatro marcas da época. Escort, Uno/Oggi, Chevette e Gol/Passat andavam juntos e os preparadores e pilotos eram ouvidos e atendidos em prol do evento. Equipes profissionais se formaram e o campeonato ganhou corpo, ficando maior que o Brasileiro – Copa Shell que quando ía ao RS pedia que alguns carros do regional alinhassem para fazer grid. Grandes times, como o Melitta do Nene Fornari/Hoerlle, Atlantic do Waldir Buneder/José Francisco Bammann, o VW do Sbróglio/Regis Schuch, Ody/Steyer, Castrinho, entre vários. No Regional chegamos a largar com 43 carros, ficando os 17 primeiros dentro do mesmo segundo do pole. Tínhamos transmissão pela TV, presença nos jornais, rádios e programas esportivos. O Regional virou uma febre e empresas como a Atlantic, Pepsi e Firestone o patrocinavam. Eu já estava tratando com o pessoal do Paraná e Goiás que queriam adotar o mesmo pacote, seria a primeira franquia de automobilismo do Brasil. Porém, um grupo de invejosos começou a fazer um motim contra minha pessoa, acusando-me de má administração, de ‘roubar os gaúchos’ e contestar tudo. Eram dois os que encabeçavam o movimento, por sinal, os mesmo que estão sempre por trás de mocimentos que não deram em nada ou que poderiam reverter alguma coisa pessoal a eles. Um deles era presidente da associação gaúcha de pilotos de Fórmula Ford e na cara dura, quando eu ainda trabalhava na Ford, pediu vantagens pessoais, pedindo para que eu não contasse aos pilotos. Mas depois de acusações vazias e cisões, simplesmente fechei a porta e entreguei as chaves do Regional para eles. Hoje não faria isso, mas eram outros tempos. O Regional começou a definhar aí, perdeu patrocínios, espaço na mídia e voltou a ser um simples torneio regional. Os clubes – AGA e ACRGS – deixaram de ganhar o que ganhavam antes. Paraná e Goiás desistiram da empreitada, uma pena.
    Como eu precisava trabalhar, criei o Racing Day, que juntava no mesmo dia corridas de Opala, Fusca, Motovelocidade (RD350) e recriei a Fórmula Ford gaúcha que felizmente está lá até hoje. Conseguimos apoio da Ford e o evento se transformou num enorme sucesso, até que comecei a acompanhar a Fórmula 1 e dividia o tempo com a Europa. Ficou difícil e foi quando voltei ao Brasil para criar a F3 Sul-americana em 1988. Foram tempos legais. A título de informação, nunca houve um caso – na minha época pelo menos – de piloto sair sem cinto, quem fez o desenvolvimento do motor CHT no Berta foi o Alex Dias Ribeiro, não o Greco e ele chegou a 136 cv com carburador original e nunca a fábrica alterou as medidas de monobloco do carro, na verdade nunca ouvi nada sobre isso. Abraços a quem leva o esporte na esportiva!

  4. Marcus Simões disse:

    Esses carros de Turismo da década de 1980 eram muito legais. Os Stock tb até aparecerem aqueles modelos carenados parecendo disco voador.

  5. Carlos Trivellato disse:

    Patrocinador “oriundo”.

  6. Peter Losch disse:

    Adoro estes Escorts quadradinhos. O primeiro XR3 tinha um charme que nenhum outro conseguiu ter. Já disse que gosto da Ford, apesar de nunca ter tido um…

  7. Abdel disse:

    Lembro bem deste carro e dos pilotos. Assisti várias corridas e o “bicho papão” do Campeonato Regional de Turismo em meados dos 80 (86 se não me engano) era o Passat azul com patrocínio da Ipiranga dos pilotos Valdir Buneder e Anor Friedrich, que se sagrou campeão neste ano.
    Aliás, outros grandes pilotos participaram deste campeonato, entre eles Antônio Miguel (Nêne) Fornari em dupla com Ivan Hoerle no Fiat Uno 99 com patrocínio da Mellita. Este carro está no museu do Paulo Trevisan em Passo Fundo.
    Bons tempos que não voltam mais.
    Apesar de que temos um campeonato de marcas aqui que “dá de pau” nos campeonatos nacionais. Tem Uno, Corsa, Celta, Gol, Ka (vencedor da última prova) entre outros em grandes disputas.

  8. Luis Fernando disse:

    Quando morei no RS, me lembro de andar por Caxias do Sul e Farroupilha e ver vários carros de competição em agências (que por lá chama-se garagem), e em oficinas. Eu tenho um amigo que tem um opala guardado em Farroupilha. Na cidade de São Marcos, onde morei, tem alguns carros (fusca, passat, opala, DKW e fiat) e até caminhão da Ftruck, tudo guardado com colecionadores.

  9. elemar rudolfo altermann disse:

    epoca de muita saudade iamos nos dois autobramos na epoca hoje temos quatro nao faltando um bom churrasco

  10. elemar rudolfo altermann disse:

    era uma epoca de ouro não perdiamos uma prova nos autodramos aqui no RS tambem não poderia faltar um bom churasco

  11. Daniel Bronzatti disse:

    Sem dúvida os quadradinhos são os mais belos entre os que foram feitos aqui. Este da foto é da 3a geração na Europa e 1a no Brasil, sendo o mais alinhado em termos de equipamentos e acabamento com os europeus. Sou suspeito pra falar, tenho dois destes na garagem, em um deles voce já deu algumas voltinhas, lembra? O Escort correu em pistas de todo o Brasil no marcas e pilotos, inclusive com equipe oficial Greco-Ford, que em 85 faturou o caneco para a dupla Lian Duarte e Fábio Greco. Boa época onde o fabricante precisava mostrar na pista que seu produto era bom – Vença no domingo e venda na segunda.

  12. Mauricio Gomes Canzian disse:

    Coisa linda de ver esse Escort MK3 deve tar com o ótimo motor CHT, nada nada deve tá com uns 100 cv, lembrando que os ultimos XR3 CHT tinha 86 cv, peraí que vou ali babar no meu XR3…

    • Tales Ramalho disse:

      Realmente lindo carrinho de corrida. Eu era moleque na época do lançamento do Escort no Brasil. Como sempre os “carros mundiais” são os melhores que aparecem no mercado nacional. O carro era modelo recente na Europa. Gostaria muito de ter as revistas da época com as matérias sobre o “novo carro”. A revista Motor 3 era nota dez.

    • Burrinho Batiquebra disse:

      Na época da Autolatina os XR3 vinham com motor do Gol GTi 8V (AP 122 hp), confere? Os CHT eram uma vergonha.

      • Daniel Bronzatti disse:

        Os ultimos XR3, conhecidos como MK5, eram equipados com AP 2.0 de até 122cv na versão Alcool. Sobre o CHT, porque vergonha?

      • PabloRocha' disse:

        vergonha nada…o motorzinho CHT max 1.6 daquela época dá um pau em qualquer outro de mesma cilindrada de hoje em dia. aliás os Escorts perderam a graça quando começaram a usar os ap’s.

    • joao cesar disse:

      O “segredo” dos XR3 de competição era a carroceria alargada na propria fabrica e o comando de valvulas com ordem de explosão diferente da ordem original de fabrica. Diz a lenda que esse comando foi desenvolvido pelo Berta a pedido do Grecco.

  13. Joca disse:

    Não me recordo deste carro, nos anos 80 tinha o campeonato Regional de Turismo com provas de até 3 horas de duração. Aos finais de semana no mínimo dois por mês tinha o Rancing Day, as primeiras baterias começam as 8 h 30 e as ultimas as 17 horas, A primeira era os Opalas após a Copa Fiat e Copa Fusca, chegava alinhar na Copa Fusca cerca de 30 a 35 carros e depois o regional de Turismo. O regional de Turismo começou a perder força por causa da segurança, na troca de pilotos muitos saíam do Boxe sem cinto e conforme as voltas afivelavam até que ….aconteceu e depois passou a ser endurance com a chegada dos Aldee e na seqüência os protótipos.
    Grandes pilotos da época ainda correm de protótipos na endurance.
    O ultimo carro de fábrica a ganhar às 12 horas de Tarumã se não me engano foi um Escort, mas quem sabe tudo é o Sanco no seu Blog.
    Ainda tenho um Voyage ano 1991, desta época.
    Bons tempos.

  14. Endrigo de Castro disse:

    Demais!

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