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segunda-feira, 14 de maio de 2012 - 18:35F-1

¡PATRIA, SOCIALISMO O MUERTE!

SÃO PAULO (sensacional) – Eu abomino, via de regra, a mistura de patriotismo com esporte. Neste mundo mercantilista que estimula o individualismo e tem como cláusulas pétreas aquelas que fazem parte das sagradas Leis de Mercado, este deus invisível e inatacácel, a maioria das manifestações patrióticas que partem de atletas resvala na demagogia barata.

Patriotismo de verdade não é só aquela babaquice de levantar a bandeira do país para fazer média. Num país como o Brasil, então, o verdadeiro amor à pátria é algo quase extinto, porque talvez nunca tenha havido na nossa história um real sentimento de pátria, de unidade, de querer o bem para todos, sem exceção.

Sejamos sinceros. Um dos esportes nacionais do brasileiro, principalmente o de classe média, é malhar o próprio país, falar mal de tudo e de todos, jogar a culpa de nossas mazelas nos outros, cuidar do próprio umbigo, para dizer só de vez em quando que adora o Brasil, que não existe lugar no mundo como esta terra abençoada etc. E isso, em geral, se diz no Carnaval e nas Copas do Mundo. Ou quando se está terminando uma viagem à Disney ou à Europa, ah, que saudade daquele feijãozinho, de um churrasquinho, de uma brahminha…

Patriotismo de Copa do Mundo em mim não cola, e é esse o que se pratica no Brasil. Portanto, desprezo e ignoro. Não é à toa que entre atletas de países desenvolvidos essas manifestações são bem mais raras, eles sabem separar bem as coisas, compreendem que suas vitórias são, na maioria das vezes, individuais, pessoais, particulares, nada têm a ver com remotos projetos de pátria que foram elaborados ao longo de séculos e estão hoje consolidados, e que cada um trate de fazer o melhor para que as coisas continuem funcionando bem.

Essa coisa sentimentalóide é própria de países mais pobres, que aflora nos raros sucessos que essas nações conseguem lograr diante dos mais fortes e poderosos. Compreensível, pois. Mas, ainda assim, via de regra, acho que a mistura esporte-patriotismo deve ser evitada sempre que possível.

Minhas convicções, no entanto, derretem quando vejo atletas cubanos, jamaicanos, africanos em geral, ou ainda das pequenas repúblicas da ex-URSS, ou da América Central, ou da América do Sul, se emocionarem verdade quando conquistam alguma coisa. Afinal, é a vitória sobre o poderoso, o explorador, o colonizador, o opressor, sim, o discurso é meio panfletário, mas é assim mesmo que são as coisas: os pequenos veem os grandes como seus algozes.

Digo tudo isso para justificar minha emoção ao ver o vídeo acima, enviado pelo impagável Dú Cardim. É de setembro de 2010, quando Maldonado corria na GP2.

Pensem o que quiserem. Mas, para mim, Pastor é um revolucionário autêntico, verdadeiro e sincero. Por isso foi tão legal vê-lo ganhar uma corrida de F-1.

PS: e apesar de tudo, todos notaram que Maldonado era o equilíbrio em pessoa no pódio de Barcelona, sem nenhuma reação extremada, sem estrebuchar em lágrimas. Sem misturar as coisas, como deve ser. Há palcos e palcos para manifestar patriotismo. O do vídeo acima é um deles, uma cerimônia em seu país, para celebrar a política esportiva do Estado. Na Espanha, Maldonado estava feliz por poder devolver à Venezuela (leia-se PDVSA) aquilo que ela deu a ele. Mas sabia, igualmente, o tamanho de seus próprios méritos. E que o pódio de um GP de F-1 não é um palanque. Eu, no seu lugar, subiria de boina vermelha…

260 comentários

  1. Macabeu disse:

    É jornalista, uma coisa voce deve agradecer ao capitalismo, a imprensa livre na qual você trabalha. Essa sua subserviência as múmias de esquerda é indício para uma pesquisa nosológica. Os seus professores de Política ao invés de ministrar a nobre ciência ensinaram-lhe algum tipo de bruxaria Hegeliana. Você é jovem, espero que tenha tempo de curar-se dessa pneumopatologia. Não confunda ideais com ética jornalistica. Comece pelo Max Weber.

  2. Fabio disse:

    Patriotismo está fora de sintonia. Não existe mais pátria alguma. Isso é passado. Um contra o outro. Vamos vencê-los. Vamos superá-los. Um oprimido, outro opressor. Isso é passado. E , supondo que ainda existisse, eu nunca seria patriota no Brasil, não gosto de quem joga lixo na rua, não gosto de quem anda de moto com aquela porra de escapamento mexido , fora da legislação e barulhento, não gosto daquela porcaria do futebol atual, não gosto da destruição e poluição da natureza, não gosto de flanelinha, não gosto de cotas racias para universidades, nao gosto de quantidade insuficiente de vagas para ensino fundamental ( e qualidade péssima nas quantidades que existem), nao gosto de quem é assaltado e ainda tem que pagar imposto, nao gosto de pagar imposto e correr muitos e muitos riscos de ser assaltado por falta de segurança, de organização e de coerência, não gosto de deputados se julgando em CPI, legisladores deviam fazer leis inteligentes e nao julgar atitudes e procedimentos escusos, para isso serve a polícia e receita federal. Aliás, a receita federal funciona bem em nossa Pátria. Aqui tem muita coisa boa sim, mas ser patriota é passado, principalmente ser patriota brasileiro.

  3. Atenágoras Souza Silva disse:

    Se o “Pátria, Socialismo, ou morte” dele foram sinceros, em vez de ser mero agradecimento ao patrocinador estatal e ao presidente, fico muito emocionado, pois este seria o primeiro piloto socialista que eu vi na minha vida.
    De agora em diante, eu sou Maldonado desde criancinha!

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

  4. Lucas W disse:

    Legal mesmo invadir países, matar civis, pilhar sua riqueza, destruir a história etc. E para isso, gastar bilhões e mais bilhões de dólares em um mundo cheio de desigualdades geradas pela falta de dinheiro. Para no final justificar tudo matando 3 ou 4 alvos oficiais deixando para traz milhares de civis mortos. E tudo isso financiado com dinheiro público.
    Para uma boa fatia dos que comentam aqui, tudo isso é justificável se você falar inglês, fornecer produtos “baratos” e de “boa qualidade”, ser limpinho e cheiroso, ter armas nucleares sempre apontadas para seus inimigos, não ter “cara de índio” ou de “árabe” e claro fabricar dólares. E tudo isso banhado com um “in god’s name”.

  5. Rafael De Araujo disse:

    Perfeito!
    Elevar o automobilismo do país é mais do que lógico, uma vez que sua principal riqueza natural é o petróleo. E realmente estamos vendo vários pilotos venezuelanos pelejando em diversas categorias pelo mundo. Maldonado é só o exemplo de maior sucesso. E que belo exemplo. Como socialista, torço por ele.
    Enquanto isso o Senna continua camelando nas últimas filas. Como brasileiro, torço por ele também, mas não está valendo o dinheiro investido. Maldonado está. Parabéns à PDVSA, investiu bem.
    E parabéns ao Maldonado, o sucesso não subiu à cabeça, continua com seus ideias socialistas e guia muito.

  6. John McClane disse:

    Adoro chegar em casa pra abrir o blog do FG e ler sobre F-1. Mas adoro mais ainda as discussões sobre ditadura, Chavez etc. Os comentários e as réplicas açucaradas do FG acabam com depressão, mau humor e me fazem chegar à conclusão que F-1 é muito mais legal e deve ser levada bem mais a sério que política. Qualquer coisa é mais séria que política. A morte do Elio de Angelis, por ex. Li que ele e o Senna quase chegaram às vias de fato, isso é verdade?

  7. Mauricio Henkel disse:

    Grande Flávio
    Sou fanático pelo seu blog pelo conteúdo automobilístico e não pelos seus princípios políticos. Eu não concordo com eles. Na verdade não concordo com nenhum extremo em política. Nem americanos, nem cubanos, nem revista Veja nem Isto É ou Época ou da Mônica ou dos Super Heróis Marvel. É verdade que me divirto muito com seus comentários soviéticos e um dia quero ter um Lada.
    Eu consigo conviver muito bem com pessoas que tem pensamentos diferentes dos meus.
    Agora …… defender este discurso ensaiadinho com direito a cola do Maldonado ….. é brabo !!!!!!!!!!!!!
    Abraços e continue assim. Sigo fiel ao seu blog, no que se refere a automobilismo!
    Mauricio

  8. andré frej disse:

    Viva la revolucion bolivariana !
    Viva la revolucion venezuelana !
    Viva Hugo Chavez !
    FG, abstraia os comentários daqueles que repetem inadvertidamente o discurso ideológico das elites dominantes, propagadas pela mídia golpista brasileira.

  9. ederval disse:

    hahahaha piloto de F1 socialista hahahaha no final da temporada vai dividir os pontos com o Bruno Senna hahahaha

  10. Arthur Luz disse:

    Sou bem ruim coma as palavras, mas mesmo assim…
    Pátria, é aquela que te acolhe, te bate, te dá comida, te dá a vida. Igualzinho ao teu pai. Uns trocam de pai de 4 em 4, 5 em 5 anos, sei lá. Outras tem seus pais pra vida toda, sejam bons ou maus.
    Com os nossos pais temos a nossa educação e nosso amor por eles, amor incondicional, sejam as “condições” capitalistas, socialistas, monarquistas, anarquistas ou o sei-la-o-que-istas. Amar a pátria independe de tudo, não depende da seleção de futebol e do deputado que “dá festa”. Amar teu pai é abraçá-lo mesmo sabendo que ele não sente o mesmo por você. Pai, pátria… misturei tudo. Mas não é tudo a mesma coisa?

    abraço FG

  11. Ricardo Bigliazzi disse:

    Politica no esporte é sempre uma merda… e misturar preferencias politicas é pior ainda.

    O que voce falaria dos dois pugilistas Cubanos (nos Jogos Pan Americanos do Rio) que desertaram da delegação Cubana e foram sumariamente deportados para Cuba sem ao menos terem a chance de serem julgados e maneira correta no Brasil???

    Seria uma decisão baseada na amizade dos paises ou de preferencias politicas???? Esses cubanos tiveram o mesmo tratamento do Assassino Cesare Battisti que teve a sua deportação negada pelo Brasil???

    Por isso que para mim esporte não deve ser misturado com politica… o que falar então da Seleção de Futebol do Brasil na Copa de 70???

    Abraços

    Imperador

  12. Ricardo Bigliazzi disse:

    O Maldonado era tudo o que o Kassab queria… rs rs rs.

    Para mim tanto faz a bandeira… o credo… a raça… e o partido politico… o que me emociona é a vitoria do individuo e da equipe.

    Que o povo Venezuelano volte a ter dias de alegria com 100% de liberdade.

    Segue o jogo.

    Imperador.

  13. fabricio disse:

    O Flávio não entende a diferença entre patriotismo e patriotada. Seu texto definiu bem o que é patriotismo. Mas o vídeo não passa de uma patriotada. Na Venezuela, como em Cuba, o país serve ao partido e o partido serve ao caudilho. O vídeo não trata de amor pela Venezuela. Apenas do amor de Chavez por ele mesmo. Deprimente.

  14. Andre disse:

    Esse texto mostrou tanta coerência que… deixa pra lá… Cara acho que você escreveu esse texto com umas Pit Svetloe – Пит ou Okhota (Oxota) Krepkoe na cabeça.

  15. Burrinho Batiquebra disse:

    Desculpe o dono do espaço por este off-topic, mas precisava escrever isso.

    O Maldonado foi espetacular e o carro da Williams é bom. Ponto. Mas deixando a questão esportiva e técnica de lado, chama a atenção a clivagem ideológica que tomou conta dos brasileiros que opinam na internet. Virou uma espécie de Fla x Flu ideológico, dois conjuntos de pensamento que absolutamente não se tocam e que são, infelizmente, superficiais.

    Os à esquerda classificam os opostos como jumentos de classe média devoradores da Veja. Os à direita se apressam em taxar os opostos como petistas fanáticos defensores de ditaduras comunistas. Não conseguem ver as matizes de cinza entre as correntes, apenas o preto e o branco. E o pior é que essa disputa é carregada pela impessoalidade da Internet. Muitos de nós já não vêem o interlocutor como um ser humano mas apenas como um avatar ao qual atribuímos as características mais odiáveis e que gostaríamos de eliminar da face da Terra.

    O pior é que da para apostar que a maioria não lê nem mesmo a Veja ou a Carta Capital Não lêem nem jornal. Apenas formaram suas opiniões com base nos ridículos Reinaldo Azevedo e Paulo Henrique Amorim et caterva e repetem os jargões para tentar destruir o avatar adversário.

    Sei que conselho geralmente não presta para nada, mas seria bom tentar entender os porquês o “outro lado” pensa diferente de você. Política não é tão simples como parece. Eu leio não apenas a Veja, mas a Carta Capital, a Caros Amigos (uma revista obscura que raramente chega às bancas, editada por um dos melhores cronistas políticos que escrevem em Português chamado José Arbex Jr.) e inúmeros blogs opinativos na Internet. Nenhuma doutrina político-econômica, por definição, é errada, errado é o que as pessoas fazem com elas. Chega de maniqueísmo, porra…

    • Maurício Freitas disse:

      Concordo plenamente. A patrulha ideológica é a pior coisa que pode existir.
      Rotular é mais fácil que argumentar, denegrir o interlocutor é mais eficiente que ponderar.
      No Estados Unidos do macartismo, qualquer idéia tendente ao social era comunismo. Na União Soviética, qualquer argumento liberal era coisa de porco capitalista.
      Estamos voltando a essa mediocridade? E pior, sendo inocentes úteis.
      Senhores, leiam George Orwell antes de partir na defesa intransigente de governantes de quaisquer matizes.

    • Zalex disse:

      Porra Burrinho, sua participação nessa zorra que virou este post foi ótima!
      Não sei o que você estava fazendo na F1, e agora na F-Indy, seu lugar é aqui, esclarecendo essa cambada de lemmings.

    • Diego Queiroz disse:

      Falou tudo, parabéns.

      • Enko disse:

        o burrinho não matou a pau, matou a coice, (brincadeira cara), voce está certíssimo em seu ponto de vista, tomara que muitos que leram seu comentário tenham entendido o sentido dele

  16. Henrique A. J. disse:

    pelo menos você é coerente, pelo menos.

  17. É melhor ler O Boto do Reno.

    Esse texto está muito confuso. Pra uns pode tudo, para outros não. Passou do ponto.

  18. Fabio Mexicano Godoy disse:

    Entendo. Patriotismo de verdade é aquele dos atletas que defendem os governos dos países que você gosta. O resto é demagogia…

    Não custa lembrar que muitos cubanos (e que amam de verdade seu país!) usam o esporte para escapar do regime ditatorial da ilha caribenha. Patriotismo não tem nada a ver com o governo. Saudar um presidente não é patriotismo.

  19. J.T. KH disse:

    Eu me considero um cara informado: leio a Veja toda semana, assisto Jornal Nacional todos os dias e Vejo Faustão e Fantástico aos domingos. Se o Galvão falou que o Senna é um herói nacional, então esta é uma verdade inquestionável e ponto.

  20. Fabio0800 disse:

    Ja que os ânimos aqui estao exaltados e informacao demais faz mal para algumas cabecinhas. Recomendo a leitura da Veja para relaxar e rir um pouquinho.
    Abracos

  21. Jairo Fernando disse:

    Na final de vôlei de praia, entre Brasil e EUA, Olimpíadas de Pequim, 2008, torci bastante para os pouco conhecidos Márcio e Fábio Luiz. Eles perderam, ficando com a medalha de prata. Eu falava comigo mesmo que valeu, os norteamericanos jogaram para caramba, não dava mesmo, mas foi muito bom, pois eles traziam mais uma medalha para o Brasil. E não é que um dos dois, ao ser entrevistado pela rede globo, RECLAMA? Diz que ele estava satisfeito com a medalha de prata, mas sabia que no Brasil ninguém dava o devido valor ao que eles tinham conquistado, pois no Brasil só consideravam o primeiro lugar e que, com certeza, não tinha ninguém comemorando a prata. Putaqpariu!! Eu estava acordado de madrugada para assistir ao jogo deles e o cara me vem com essa?
    Por essa e por outras é que muitos atletas não conseguem o reconhecimento de diversos torcedores. Não dão valor às próprias conquistas.

    Talvez aprendam alguma coisa com o Maldonado.

  22. Renato Campestrini disse:

    Foi legal assistir a primeira vitória do Maldonado.

    Uma vitória merecida e conquistada com competência. Que venham outras.

    Só falta agora o Kimi vencer uma. Está chegando perto!

    É uma pena, mas a cada dia vejo mais próximo um grid sem a presença de um piloto brasileiro.

  23. Mauricio disse:

    Detesto e não apoio nada que vem de extremas. Não importa se de direita ou de esquerda. Execro o ufanismo besta e retardado tanto do EUA como o da Venezuela. Tem um músico cubano (estilo tecno/Industrial) que definiu bem quem é Chávez: Señor Peligro.

    Porém seu comentário vem bem a calhar a respeito das diferenças que existiram entre Senna e Piquet e que tornaram um o herói nacional e o outro o piloto mais azedo. Exatamente o que trata o seu comentário.

    Senna tratava a vitória como algo patriótico. Carregava a bandeira. Cantava o hino, mostrava suor e lagrimas… Puro drama.

    Piquet vibrava sim, mas dava bananas para a imprensa e sequer se importava em cantar o hino nacional na comemoração. Era uma vitória dele.

    Ambos foram grandes pilotos, o melhor que este pais já teve depois de Emerson. Não coloco nenhum deles a a frente do outro. Cada um teve o seu momento e merecem o nosso respeito.

    Respeito esse que devemos ter por este jovem que acaba de me surpreender com uma vitória perfeita. Vitória de grande piloto. Parabéns ao Perez.

  24. Francisco Libânio disse:

    Pode-se, sim, ser patriota num momento de vitória pessoal. Não precisa chorar, erguer bandeira e o caralho a quatro. Basta lembrar que na época da DITADURA (essa, sim, uma ditadura. Em Cuba e na Venezuela pode-se votar ou referendar quem está no poder, o que não acontecia aqui – já que pra vocês voto e democracia são sinônimos) cantava-se o hino nacional antes das aulas. Isso é ser patriota? De forma alguma, mas ajuda a incutir conhecimento cívico (o que falta) e certo respeito a um símbolo nacional. Posso cantar o huno nacional no banheiro e com a mão no peito. Minha merda não sairá verde e amarela por causa disso.

    De mais a mais, me admira gente reclamando e exigindo patriotismo. Devem ser muito patriotas ao chamarem trabalhador braçal de baiano ou paraíba e ter um orgulho cívico ao falar que São Paulo é a locomotiva do Brasil e outras bobagens quetais.

    Sou paulista porque nasci nesse Estado, mas me orgulho da várias facetas culturais que esse país tem como m envergonho de várias tantas outras. Essas zagallices de que tudo que é brasileiro é bom é a maior bobagem que existe. Mas se referir ao país como Bananão ou Bananolândia como faz a classe média é burrice igual.

    Em tempo fica a dúvida que jamais será respondida. Será que fossem Senna e Piquet, ao invés de paulista e carioca, maranhense e acreano, haveria essa mesma adoração patriótica que lhes dão? Os mesmos que se sentem orgulhosos por serem brasileiros como o paulista Ayrton Senna são os mesmos que metem o malho no filho do Brasil (e orgulhosamente pernambucano) Luiz Inácio.

    Pensem.

  25. Ghk disse:

    Quero ver se ele deixar de ser pagante e se tornar pago, em milhões de libras, se continua com esse amor todo pela patria. Isso é um grande “se”. Até Rubens e Felipe já venceram corridas com autoridade e hoje são essas merdas ai.
    Esse tipo de post é o diferencial desse blog, os comentários dos leitores e as respostas do autor são de alto teor cômico, irônico e sarcástico. Sou fã desse FG, mas não consigo levar ele a sério. É pura comédia.

    • Bispo Maldonado disse:

      É verdade… Se fizer sucesso, talvez ele dê uma banana à bandeira da Venezuela e se naturalize, sei lá, suíço. Lembrando que os tchecos Martina Navratilova e Ivan Lendl se naturalizaram e passaram a competir sob a bandeira dos EUA (para ficar em exemplos ex-comunistas).

  26. Henrique Júnior disse:

    É incrível, não se pode misturar patriotismo com esporte, mas se pode levantar a bandeira de um regime comunista, falou o Flavio Gomes, tricampeão de F1, Jornalista conceituado na geladeira da ESPN que mantêm um blog pra se sentir por cima. Detalhe: funcionário de uma tv onde a matriz é americana, vem vomitar essas coisas, é digno de pena. Vou sugerir a redação da ESPN um novo programa “SEM LIMITE” com você como ancora, entrevistando a você mesmo.

  27. Daniel disse:

    ahahaha me divirto com esse povo….
    “Esquerda & direita, direitos & deveres,
    Os 3 patetas, os 3 poderes
    Ascensão & queda, são dois lados da mesma moeda
    Tudo é igual quando se pensa
    Em como tudo poderia ser
    Há tão pouca diferença e há tanta coisa a fazer”…

    Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo
    Mas não há mais muito tempo pra sonhar

  28. Aguri disse:

    Já pensou em se mudar do Brasil? Deveria ir embora daqui,Brasil não é lugar pra você…Aliaz,qual a diferença entre patriotismo e “pachequismo” quando o assunto é esporte?

    • @oanticritico disse:

      Patriotismo é um sentimento nobre de orgulho de sua nação, preferencialmente socialista, e de seus compatriotas – desde que vocês não sejam brasileiros

      Pachequismo é escrever um post igualzinho a esse do Flávio Gomes, mas sobre um piloto brasileiro, preferencialmente chamado Barrichello ou Senna, no palanque de algum político brasileiro sem ideais esquerdistas

    • Fabiano Lacerda disse:

      Sendo compatriota de um tapado como o Aguri,a vontade de ir embora até que deve ser boa,mesmo. rs

  29. roxxon valdez disse:

    Flávio, adoro seus comentários mas hoje eu não concordo com vc. sugerir que a vitória do maldonado foi sobre os colonizadores…me fez rir. quem são mesmo esses colonizadores? frank williams? o pool de empresas que apoia a escuderia????? o eclestone talvez… a venezuela e seus petróleo não é tb um dos colonizadores atuais? daqueles que se piscar querem ganhar petrodólares em cima dos paises pobres????? não existem mais esses inocentes no mundo.

  30. Joseh disse:

    “Sejamos sinceros. Um dos esportes nacionais do brasileiro, principalmente o de classe média, é malhar o próprio país, falar mal de tudo e de todos, jogar a culpa de nossas mazelas nos outros, cuidar do próprio umbigo, para dizer só de vez em quando que adora o Brasil”

    Só isto já bastava em seu post, mas Flávio, poucos, muito poucos serão sinceros a este ponto… e mais, quanto à unidade de nossa nação, pergunta aqui no Sul o que o povo acha de criar uma nação própria?…. Melhor não perguntar não, pode dar cadeia isto aí…

  31. Paulo Henrique disse:

    Flávio, vc é o tipo de cara que joga a merda no ventilador e fica em frente ao mesmo!putz

  32. Regis Ferreira disse:

    É muito engraçado esse o discurso de como tal país é pobre e se gasta dinheiro com coisas desnecessárias e tudo mais… Como se o fato da nossa economia, atualmente, ser forte nos fazer um país rico. Nossa população na faixa da miséria e maior do que em Cuba e talvez igual a da Venezuela, mas não tenho dados sobre isso. A crítica a Ditadura, governos de esquerda e de tendência socialista é ingenua, pois quem disse que somos livres para escolher? A dominação somente não mais se da pela força e sim com muita vaselina. Ao menos nesses países as coisas ficam claras como são e sabemos contra quem ou a favor de quem nós vamos lutar. No nosso país ninguém toma posição, todo muito tem medo de ser rejeitado, uma coisa que na política é compreensível, pois os mesmo querem se eleger por salários, ganhar dinheiro, apesar de ser errado, mas que na vida vai sendo adotada por muitos chegando ao ponto de aprisionar as pessoas. Quero ser amado, popular, querido… Não fazemos o q queremos quase nunca e essa é verdade. Vivemos numa “ditabranda”.

  33. Pereira disse:

    Flávio, opinião é algo pessoal. E as pessoas parecem esquecer disso. E às vezes também tenho a impressão que você não é tolerante às opiniões contrárias às suas.

    Quanto ao texto: Eu acho que um atleta misturar patriotismo com suas conquistas é válido, desde que seja coerente e, principalmente, sincero. O problema são os camaradas que sacodem a bandeira para virarem ídolos.

    E outra opinião: malhar o país não é o esporte principal somente da classe média. Eu viajo muito a trabalho, e de ônibus. Durante minhas esperas nas rodoviárias, eu tenho contato com pessoas de baixa renda. Invariavelmente quando o assunto não é futebol, fala-se sobre a corrupção do país, da impunidade e de como “nos estados unidos não aconteceria uma coisas dessas”.

    Para finalizar, tenho uma pergunta, já que sabemos da natureza da revista Veja: qual seria o Jornal/revista confiável da imprensa brasileira que você recomendaria?

  34. Burrinho Batiquebra disse:

    Faltou distribuir os louros com mais equanimidade: o piloto bolivariano conseguiu o brilhante feito graças à engenharia inglesa (Williams), aos tradicionais propulsores franceses (Renault ), à inventividade japonesa (rodas e partes da suspensão Ray) e também sobra uma fatia para os malditos ianques, que desenvolvem o sistema de simulação e de coleta de dados da telemetria (ISI e Microsoft).

    Como se vê, nenhuma revolução se faz sozinho.

  35. Claudio Vicente Jr disse:

    Resumindo então, patriotismo no esporte pode, mas só se for “de la Revolución”… rsrsrs

  36. Carlos disse:

    Uma pena Flávio, mas parece que a maior parte dos teus leitores só se informa pela Globo ou pela Veja!
    Direitosos de merda!

    • Manfred W. disse:

      Quem se informa pela Veja e pela Globo não pode ser de Direita nem de Esquerda,é um cara sem direção nenhuma,que acredita que vão plantar uma árvore de Boi-Tomate na casa do BBB….

  37. Zalex disse:

    Fantástico!! Emocionante!!
    Em todos os aspectos…

  38. Danilo disse:

    Um cara que dá gosto de ver comemorando suas vitórias de forma patriótica é o tenista Novak Djokovic.

  39. Wandelcro do Bier disse:

    Gomes,
    puta madre mia, que merda é essa desses comentários reaças? isso é tudo consequencia da vejabandida? o povo realmente esta tao alienado assim??
    MERDA

  40. Alex disse:

    Também abomino essa patriotada esportiva conveniente e mercantilista que impera no Brasil há tempos, capitaneada principalmente pela maior rede de tv. Mas não vejo diferença nenhuma das manifestações baratas em outros países de terceiro mundo. Infeliz desse blogueiro e outros incautos que operam a mágica de achar que o patriotismo venezuelano é autêntico, tipo Davi contra Golias. Não é. Tem sempre o interesse de alguma rede de tv, grupo empresarial ou ditador. Cá como lá, é tudo bobagem. Se existe alguma exceção, não é a Venezuela, com certeza. E seria até engraçado se vidas não fossem ceifadas para manter tanta farça. Aliás, espero ainda estar vivo para ver o fim de todas as pátrias, bandeiras, barreiras, hinos e outras infantilidades. O mundo inteiro é uma única família.

  41. Ricardo Arcuri disse:

    Nao me leve a mal Flavio, mas por isso que digo: Graças a deus que vc nao é o presidente do mundo…

  42. franklin disse:

    Como medico posso afirmar e garantir, que se alguem fica doente na pobre venezuela, tem tratamento muito mais adequado no que no rico e democratico Brasil.
    e se nada te anima de um governo ditador/militar, fica doente pra ver, se não for um problema renal, teras que vender um de teus rins pra pagar a conta amigo, que vai ser cara, nessa hora, sugiro a vc ir pra venezuela…

  43. Antonio disse:

    Nelson Rodrigues explica Flavio Gomes

    por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo ”

    Ainda segundo Rodrigues,
    “ o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima

  44. Minoru disse:

    Calma Flavio!

    O que mais me impressiona é como as pessoas chegam na casa dos outros e querem impor os seus pontos de vista… a educação que me foi dada foi sempre a de respeitar o chão em que estava pisando, mesmo discordando da opinião do dono.

    Outra coisa que os leitores de Veja e afins se esquecem é que Chaves foi eleito em eleições democráticas (porque se não fosse assim os USA já teriam intervido) e que se a Assembléia é dominada por ele se deve ao fato de que a “oposição” se retirou da eleição anterior, dando espaço para o status quo atual o que foi um erro estratégico crasso.

    E em se falando de oposição, não se deve esquecer do fato que tudo que está por aí é consequencia direta dos atos desta mesma oposição elitista, pois se ela não tivesse dado o golpe para derrubá-lo, é quase certo que ele não estaria por aí hoje… em resumo, o dito “monstro” é cria deles mesmos!

    • Minoru disse:

      Esquecí de dizer que fui assinante da “Óia” desde 1985 e nos últimos 15 anos o que me segurava – além do fato de querer saber o que a direita do país conspirava – era a Vejinha, mas nos últimos dois anos até essa degringolou e cancelei a assinatura porém infelizmente continuei recebendo a revista por quase um ano de graça e fiquei sabendo que eles fazem isso apenas para justificar os números de “vendagem” perante seus anunciantes.
      Até nisso ela não é séria!

      • Minoru disse:

        Flavio, quando me refiro a você ter calma, é em relação a essas antas que chegam escrevendo qualquer coisa e não em relação à sua pessoa, OK?

      • Minoru disse:

        Por que cidadão, não gostou ou não entendeu o que eu escreví?

      • Enko disse:

        minoru, voce esqueceu de mencionar, eleições democráticas e manipuladas.
        o victor civita não está conseguindo dormir com o cancelamento de sua assinatura. todo mundo tem direito de ler o que quiser. voces criticam tanto os leitores da revista, mas não,dão alternativa para os leitores, quais a revistas e jornais que voces sugerem?
        bando de alienados.

  45. Mauro Kondo disse:

    Dizem que Chavéz ligou para cumprimentar o Maldonado: “Parabéns Ovelha. Quer dizer, Pastor”

    Sobre o título do post: entre a pátria que o pariu e o socialismo, eu fico com la muerte.

  46. Ernesto Longhi disse:

    Não havia tido a oportunidade de passar por aqui ainda. Confesso que fiquei arrepiado. Independente de que lado se está, Maldonado mostrou que é um cara inteligente por mostrar RECONHECIMENTO pelo país que o apoia e respeito ao seu lider como quem respeita um pai. Nunca vi o Ayrton Senna, numa coletiva depois de dizer que ama o Brasil, proferir palavras tão sinceras ao lider do país (dava uma babadinha nos ovos do Collor, mas deixa pra lá). E a parte do pódio que mais me deixou puto foi o GB dizendo “oh, que rapaz comedido controlado, o caralho a 4″. Sim, o que ele esperava? Que o Maldonado pegasse uma moça no caminho pra lá e fosse dançando Salsa?

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