PIQUET, 20 | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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segunda-feira, 7 de maio de 2012 - 19:27Indy, IRL, ChampCar...

PIQUET, 20

SÃO PAULO (sumiram todos?) – Foi num 7 de maio, em 1992, que Nelson Piquet sofreu o mais pavoroso acidente de sua vida, num treino em Indianápolis. Tricampeão do mundo, Nelson não conseguiu equipe para seguir na F-1 ao final de 1991, quando a Benetton optou por não renovar seu contrato. Ele também não se esforçou muito. Briatore apaixonara-se por Schumacher, com razão, e Piquet percebeu que seu tempo ali tinha terminado.

Mas ele resolveu, a partir daí, realizar algumas vontades pessoais. Não vou dizer “sonhos” porque Piquet não é muito chegado a essas coisas melosas. Estava a fim de correr em Indianápolis e Le Mans antes de parar de vez. E foi para os EUA. Assinou um contratinho com a Menard aconselhado por Eddie Cheever, seu brother. Deram uma Lola-Buick na sua mão e lá foi Nelsão andar no oval. Até estampar o muro de frente num treino a 340 km/h.

O muro moeu os pés de Piquet. Ele quase ficou aleijado, quase morreu, quase tudo. Foi um drama desgraçado, mas jamais tratado com tom de tragédia nacional no Brasil, ao menos como seria se o personagem fosse outro. Não, não preciso fazer rodeios. Estou falando de como seria a cobertura da imprensa e a comoção popular se o acidentado fosse Senna e não ele. E por que essa comparação? Porque eram, os dois, os maiores nomes do esporte brasileiro em 1991, no más. Dois tricampeões, vitoriosos, excepcionais pilotos. Só que um era o queridinho da mídia. O outro cagava para a mídia.

Piquet deu sua primeira entrevista no hospital ao Reginaldo Leme, a quem chamou para falar. Não era para o “Fantástico” ou para o Faustão. Era para o Regi, a quem ele conhecia havia décadas, um amigo, um cara da mesma época, da mesma geração. Não foi uma matéria em tom choroso, pelo que me lembro. Feia, até, no visual — um quarto de hospital em Indianápolis sem grandes luxos, fundo pastel, a parede do quarto, e nada de uma produção caprichada com luzes indiretas, trilha musical e vídeos de apoio dos amigos com gente vertendo lágrimas de jacaré.

Piquet arrebentou os pés numa porrada monumental e foi sobre isso que falou. E um ano depois, de muletas, estava lá em Indianápolis de novo para realizar o sonho. Ou: para matar uma vontade pessoal. Nada de sonhos.

Cobri essas duas corridas, a de 1992 e a de 1993. No acidente, no entanto, não estava nos EUA ainda. Foi numa daquelas sessões de treinos livres que só têm cobertura da imprensa local, início dos trabalhos para as 500. Em 1993, cheguei a Indianápolis uma semana antes da prova e todos os dias ia ao autódromo para fazer minhas matérias. Quando encontrei o Nelson pela primeira vez foi muito legal, numa mesinha com guarda-sol num gramado, ao lado do motorhome da Menard. Estávamos em poucos jornalistas, três ou quatro, no máximo. Sentamos para falar merda, como sempre, porque com Piquet era difícil fazer entrevista, ainda mais com ele quarentão, cagando mais ainda para a mídia. Então a gente sentava e ficava falando merda.

A recuperação foi dolorosa e difícil, sofrida, uma batalha dos diabos, não é qualquer um que faria o que ele fez. Mas Piquet nem tocava no assunto, não transformava nada em uma epopeia, era prático e objetivo. Corro de carro, é perigoso, bati, me arrebentei, posso optar por ser um velho amargo que reclama da vida, ou por me recuperar e tocar o barco. Não arrotava nenhum discurso pautado pela superação, pela força de vontade, pela perseguição de um sonho, pela perseverança, pelo desejo de levar as cores do Brasil ao mundo e mostrar que não desistimos nunca.

Muito pelo contrário. O que poderia ter sido uma longa matéria sobre tudo isso, a superação, a força de vontade e o caralho a quatro, virou um festival de bizarrices e piadas sobre si próprio. Foi nesse dia que ele contou como fazia para comprar tênis e sapatos, por exemplo. Como um pé ficou maior que o outro, ele disse que pedia na loja vários pares iguais de números diferentes, via qual cabia em qual pé, misturava tudo, colocava os dois que serviam numa caixa e levava embora. A loja descobriria dias depois que tinha vendido um pé 39 e outro 42, e ele se mijava de rir contando essas coisas. Porra, os caras só se fodem quando vão vender sapato pra mim!

Aí havia uma miniatura do carrinho de 1992, esse aí da foto, em cima da mesa, e ele e me deu. Nem é o Piquet no cockpit, o capacete é do Al Unser, mas não tinham feito a miniatura com o capacete certo. Ou, se tinham, ele não tinha nem visto, não era algo com que se importava. Nem eu, claro, aceitei feliz da vida o presente e levei para casa. O carro de 1993 já era diferente, vermelhão, bonito, patrocínio da Arisco.

No dia da corrida, fui para o grid e fiquei lá do lado do carro do Nelson esperando ele chegar para a largada, para ver se dizia alguma coisa, e ele foi chegando sozinho, de muletas, sem ninguém para ajudá-lo. Quando se aproximou e me viu disse alguma bobagem qualquer, pediu para que eu segurasse as muletas para entrar no caro, tirou o boné que vestia e jogou na minha mão. Fica com isso aí, baixinho, e achei demais, óbvio, coloquei o boné, os mecânicos chegaram, desejei boa sorte, voltei para a minúscula sala de imprensa e lá deixei o boné junto com minhas coisas.

Piquet abandonou no início e roubaram meu boné. Fiquei emputecido e fui até a garagem da Menard, corrida rolando lá fora, e quando cheguei o Nelson estava todo feliz, tinha conseguido largar, deu algumas voltas, matou a vontade, fiz umas perguntinhas, ele respondeu, e no fim, meio envergonhado, contei que tinham roubado o boné. Ele me xingou de burro, retardado, débil mental, tirou o que estava usando e me deu de novo.

Guardo o carrinho e o boné com carinho, foi uma cobertura bacana, Piquet foi legal comigo, e assim foi.

Hoje faz 20 anos daquele acidente e pouca gente lembrou, exceção feita a sites especializados como o Grande Prêmio (o material está aqui). Não recebi nenhum e-mail me cobrando para escrever sobre o assunto, como na semana passada, nos 18 anos da morte de Ayrton — aliás, só escrevo hoje sobre o acidente porque é número redondo, 20 anos e tal.

OK, ele não morreu no acidente, mas essa indiferença à efeméride nos diz muito sobre a relação fã-ídolo no Brasil.

447 comentários

  1. Sempre fui e serei Piquet. Ensinou a F1 a ser interessante. Mas os caras tem medo e escondem o que ele criou para a categoria. Ser verdadeiro num mundo de mentiras tem seu preço. PIQUET.

  2. Leandro disse:

    Olha Flavio ,acompanho Formula 1 desde 1983 quando Piquet vençeu o segundo título mundial correndo pela brabhan ,vi 2 dos seus 3 títulos e considero Piquet um dos genios que eu vi na Formula 1 e acho que á nivel de Brasil talvez não haverá ninguem ao seu nivel na Formula 1 .
    Na Benneton Piquet estava em final de carreira e Schumacher já mostrava muito talento , enfim quanto ao acidente de Piquet na Indy foi um dos mais tenebrosos que eu já vi e para a delirioo dos amantes da Formula 1 nada de mais grave aconteçeu á Nelsão .

  3. Renato Lírio disse:

    Olá!
    Acompanho Formula 1 desde que tenho noção de vida e fico feliz de ter tido a honra de ter visto Piquet correr e não só Senna. Não tem como dizer quem era melhor mas sim que eram grandes pilotos. Piquet sempre teve problema com temperamento e a mídia não gostava dele talvez por isso ele não era o queridinho rs e nem queria ser, ele queria era ganhar, chegar ao pódio (ele nunca abriria na linha de chegada para outro passar rs). Seria muita injustiça dizer que Prost, Lauda, Lafitti, Senna, Piquet e tantos outros foram melhores uns que os outros, só saberiamos se colocassemos eles com o mesmo carro e na mesma idade ou época, mas isso é impossível. Bom pra quem não gosta de Piquet e ama Senna provavelmente é por causa daquela magnifica ultrapassagem de 86 na Hungria. Não precisa gostar mas simplesmente respeitar pois até o próprio Senna respeitava rs.
    Sinto falta desses caras que corriam para ganhar a corrida e não se contentavam em estar ali só para competir, bons tempos.

  4. Luis Alberto disse:

    Piquet era difícil com a imprensa, mas o Senna era pior, se bem que com a globo ele era acessível, acredito que a boa imagem do Piquet junto ao seu público (minoritário) tem haver com suas excentricidades, com sua língua afiada, com seu palavrões, com suas fofocas e intrigas, olha o Émerson pessoa certinha, humilde, ninguém fala dele, já o Senna e o Piquet é aquela rivalidade…gosto de pessoas como o Piquet, mas o Senna pra mim foi muito mais piloto baseado no que o Prost falou…Mansell também disse que Senna era bem melhor, aliás eu não conheço ninguém da F1 que seja mecânico ou técnico que diga que Piquet era melhor que Senna, até o Bernie Eclestone e o Gordon que eram amigos íntimos do Piquet diz que o Senna era melhor…mas torço pro Piquet por que gosto de pessoas diferentes que primeiro falam e depois pensam…O Senna pensa muito antes de falar, parece um robô, já Piquet é um pré-adolescente.

    • WASHINGTON disse:

      MANSELL FALAR A FAVOR DO PIQUET??? KKKKKK, DEVE SER UTOPIA PURA… O ÚNICO BRASILEIRO QUE, NUMA EQUIPE INGLESA COM PILOTO INGLÊS NÃO BAIXOU AS CALÇAS PRA NINGUÉM, MUITO PELO CONTRÁRIO… ESSA HISTÓRIA É MAIS VELHA QUE ANDAR PRA FRENTE E NÃO VOU REPETI-LA… MAS O LEÃO COM TODOS OS PRIVILÉGIOS NÃO CONSEGUIU SUPERAR A MALANDRAGEM E O PROFISSIONALISMO DO CARA QUE MAIS ENSINOU A ELE COMO SER COMPETITIVO O ANO INTEIRO…

      • André disse:

        Mansell privilégio? Puxa o inglês não tinha carro reserva…só o Piquet tinha, por isto o Piquet tinha vantagens na regulagem do carro, já que ele em 5 ou 6 volta fazendo pequenas regulagens ia do carro titular ao reserva nos treinos de 1 hora reservado aos carros…Mansell não tinha tempo e por isto que dependia de informações do Piquet, durante a entrevista em Porto Alegre, o Mansell disse na frente do Piquet que ele era malandro e que dava informações erradas para o diretor técnico, prejudicando a equipe, tudo isto prejudicou muito Mansell, sem contar outras coisas…o Mansell disse que jamais aceitará ser n2, o Piquet também alega que proibiram o uso da suspensão ativa depois de Monza, só que ele esquece que a susp. ativa da Williams só funcionava em pisos muito liso como França (que não foi usada pela Williams) e Monza (foi usada pelo Piquet, porque no contrato de n1 só ele podia usar), a suspensão ativa da Williams só ficou boa em 1992 graças aos engenheiros Newey e principalmente Patty Lowe, e agora ficam dizendo que o Mansell tinha privilégios, durante a entrevista eu vi que o Mansell estava falando a verdade…e o Piquet ficou bem quietinho…

      • Sidney disse:

        Eu percebi sinceridade no Mansell nesta mesma entrevista e muita insegurança do Piquet.

  5. Leandro disse:

    Oi Flavio tudo bem ? Eu começei á acompanhar Formula 1 quando eu tinha 4 anos de idade assistindo corridas com o meu pai , desde 1983 quando Piquet gannhou o segundo título mundial correndo pela Brabhan ,assisti a 2 dos 3 títulos de Piquet e para mim foi um dos 4 genios que eu vi na Formula 1 .
    Piquet foi um dos maiores genios que eu vi pilotar e acho difiçil o Brasil ter alguem ao seu nível na Formula 1 ,isso já diz tudo .Grande abraço

  6. Fernando Bernardo disse:

    Piquet foi um piloto muito mais COMPLETO que Senna !. Foi ele quem ajudou a Benetton, ex-Toleman, a deixar de ser equipe pequena para se tornar média-grande, sem ser subordinada diretamente à montadoras !. Piquet sabia acertar o carro !. É bom lembrar que Senna, quando pegou um Williams-Renault cabaçinho, não conseguiu marcar sequer um pontinho !. Além de encontrar a…morte !.
    PILOTO para mim, é quem SABE preparar o carro, além de correr !. Piquet, até mecânico era, se fosse necessário !.

    • Marcos disse:

      Piquet disse em 1987 que a Lotus só não foi campeã em em 1986 e 1987 por que Senna era muito inexperiente, principalmente nos acertos do carro, só que em 1988 os Lotus, sob o comando de Piquet, decaíram tanto com “os acertos” do Piquet que significou o fim da Lotus por falta de patrocínio, o engenheiro Gerard disse que Piquet não sabia acertar o carro, mas não acredito que hoje em dia um piloto de F1 não saiba acertar o carro, porque com a telemetria e com a informática os engenheiros de pista é que vão ajustar o carro, mas reconheço que na década de 70 até meados da década de 80 a figura do acertador era importante, hoje em dia o importante do piloto é ser rápido e constante. Quanto ao fato do Senna não ter feito nenhum ponto com as Williams até a terceira prova, todo mundo sabe porque, os Beneton e a Ferrari ( e mais tarde a Mclaren) estavam usando um controle de tração que era proibido no regulamento de 1994, isto hoje inclusive é confirmado pelo próprio Schumacher, a vantagem do controle de tração era economia de combustível, maior durabilidade de motor e principalmente economia de pneus traseiros. A FIA descobriu o truque porque as Williams gastavam 50% mais pneus que as Beneton, nas imagens de helicopteros os Beneton não pativam… a Mclaren confessou tudo e todos foram obrigados a tirar o controle de tração, mas não sofreram punição pra não estragar o campeonato, mas o correto seria tirar todas as vitórias do Schumy, o colega de equipe dele o Jo Vestapem também confessou que o Schumy usava controle de tração, e a partir da metade do campeonato as Williams começaram a andar forte e dominar a Beneton, o Schumy sem o truque começou a quebrar em quase todas as corridas…Não sou Piquetista nem Sennista, só falo a verdade. Por isto que os jornais da época acusam o Schumy de ser um dos responsáveis pela morte do Senna, porque ele teve que correr atrás de um carro irregular.

      • Rafael disse:

        Nossa, quanta bobagem.

      • Mariana disse:

        Então Schumacher é responsável pela morte de Senna porque tinha um carro mais rápido??

        Olha, irregular ou regular, correr atrás é correr atrás. Dito isto, por que ninguém morreu por correr atrás de Schumacher em 2002 ou 2004, anos em que ele corria com carros regulares mas bem mais superiores que o de 1994 mesmo no período irregular??

        Como já disse o Rafael, quanta bobagem, tsc tsc.

      • WASHINGTON disse:

        A LOTUS DE 86/87 ERA MUITO SUPERIOR A DE 88 (DEVERIA SER O ACERTO DO NAKAGIMA KKK)… SEM CONTAR QUE O MELHOR CARRO 86/87 DEIXOU DE SER COINCIDENTEMENTE EM 88… PQ, HEIM?!?!?!

      • felipe disse:

        Você é maluco o melhor carro de 86/87 (Williams) usava um motor Honda turbo, aliás um motor muito superior a todos os outros motores da F1, ele era espetacular no ítem consumo, os outros motores eram inferiores incluindo o Lotus 87 que usava uma especificação mais baixa da Honda (Lotus/87 honda RA 166E que desenvolvia 40 cavalos a menos que os da Williams/87 RA 167E) a própria Lotus era proibida por contrato de usar em 1987 de usar motores de classificação, em 1988 as Williams decaíram muito porque ficaram sem motor e tiveram que recorrer a um motor Judd que tinha só 600 cavalos contra 675 dos Honda e 660 da Ferrari. Já a queda da Lotus/88 que foi forte em 86 e 87, não sei o que ocorreu…mas não acredito que a culpa seja do Piquet embora as incríveis diferença de tempo do Nakajima para o Senna, chega a ser de 3 segundo por volta em média, já Piquet a diferença dele para o Nakajima é de apenas 1 segundo por volta, se você não acreditar entre no site statf1….acredito que a queda da Lotus se deve a mudança no chassis e que o Piquet não conseguiu acertar o carro, porque a estrutura da Lotus é muito fraca perto das gigantes Ferrari, Mclaren e Williams. Sei que você não vai gostar mas Piquet e Senna foram disparados os melhores pilotos daquela época, só na década de 90 surgiram dois ótimos pilotos que foram o Hakkinen e principalmente o Schumy, estes eram do nível do Prost e do Senna. Por que será que fizeram uma lavagem cerebral no Brasil induzindo que o Piquet foi igual ou melhor que o Senna, na Argentina fizeram isto lá se diz que o Maradona foi melhor que o Pelé.
        Autosport 1) Senna 2) Schumacher 3) Fangio 4) Prost 5) Clark.
        BBB 1) Senna 2) Fangio 3) Clark 4) Schumacher 5) Prost
        The Sun 1) Schumacher 2) Prost 3) Senna 4) Fangio 5) Clark
        Daily mail 1) Schumacher 2) Senna 3) Fangio 4) Prost 5 Clark

        Tenho muito mais revista especializados e todos colocam o Senna entre os 5 e todas, sem exceção colocam o Piquet entre o décimo e o vigésimo.

        Na minha opinião Senna não foi o melhor do mundo, mas foi muito superior ao Piquet. Isto é fato.

      • Roberto Santana disse:

        O Piquet quando pegou a Lotus em 88 a primeira coisa que ele fez foi desinfetar o carro, já que tinha sido usado pelo Senna, mais tarde a descoberta que o carro tinha um chassis muito mole que não aceitava acertos, Piquet tentou usar o chassis de 1987, mas sem a suspensão ativa, mas ele era pior que o chassis de 1988, mais tarde eles trouxeram o Frank Dernie que fez um chassis de boa qualidade o de 1989, mas o motor Judd faltava 60 cavalos e aí o fracasso, mas o Piquet não foi bem porque ele não gosta muito de pistas travadas ou molhadas, ele dizia que quem gosta de água é pato, acredito que o Senna ou Schumacher numa pista travada ou molhada incomodaria, como ocorreu com o Mclaren de 1993 que usava o motor ford HBE7 que tinha 30 cavalos a menos que o Ford HBA8 da Benetton, e 80 cavalos a menos que os Renault da Williams e 85 cavalos a menos que os Ferrari V12, mesmo assim o Senna venceu 5 provas e foi vice-campeão, o próprio Senna com 150 cavalos a menos foi bem de Toleman-Hart, em pistas com esta característica, o negócio do Piquet é pista de alta velocidade, por isto o Piquet tinha que ter pego um motor mais forte como o Lamborghini V12 que foi oferecido ao Piquet um motor de apenas 140 kgs, e tinha só 30 cvs a menos que os Honda V10 de 1989, e tinha quase a potência dos Renault é claro que eu estou falando em 1989, por que depois o Renault cresceu muito e em 1992 já era o melhor motor da categoria, mas o Piquet tem um trauma dos V12 quando a Brabham tinha dois carros correndo, um com o Alfa V12 e outro com o Ford V8, e o Ford era melhor, mas porque naquela época não tinha ligas tão leves e a cilindrada era 3,0l contra 3,5l. O Nélson só é bom com motores muito potentes como foram com os BMW que de 1982 até 1986 tinham mais cavalo do que qualquer outro motor, o próprio Honda em 1986 não era tão potente quanto o BMW, mas como era econômico em condições de corrida era bem mais potente que o BMW que estava sofrendo com o novo regulamento de 195 litros de combustível, em 1987 o BMW caiu fora e virou Megatron, aí o Honda tomou conta e em 1988 mais ainda, se o Piquet tivesse o Lotus-Lamborghini desenvolvido por ele chegaria em terceiro lugar fácil por que a Chrysler disse que investiria forte se tivesse um piloto forte como o Piquet.

      • Lázaro disse:

        Marcos eu estava na Itália e vi as Manchetes dos jornais Italianos acusando o Schumacher de usar um controle de tracão, mas a culpa dos problemas do Williams 94 é aerodinâmica, com o carro FW16 era baseado nos de 1993 e eles foram obrigados pelo regulamento a tirar a suspensão ativa e o controle de tração e como se sabe a aerodinâmica do FW16 não se adaptou a suspensão convencional, o carro ficou muito alto, com problema de distribuição de peso, só no meio da temporada quando estreiou o FW16B com uma aerodinâmica mais adaptada as regras atuais é que a Williams reagiu, ajudado também pelos cavalos a mais do Renault. Minha opinião se a Benetton usava um controle de tração eu acredito que sim, por que o Briatore confessou que não sabia que era proibido “aquele soft”, além disto os dois pilotos da Benetton o Vestapen e o de teste uns 15 anos depois confirmaram que só o Benetton do Schumy tinha este controle e que ele e o piloto de testes não tinham acesso, eles escondiam tudo. Hoje vários mecânicos da Benetton confirmam o tal controle de tração, sou Piquetista, porque gosto do jeito debochado dele, mas sou obrigado a reconhecer a habilidade do Ayrton, eu sou que nem São Tomé… hoje acredito também naquela história maluca que o Senna venceu o GP do Brasil com apenas a sexta marcha, na época alguns jornais de SP diziam que era mentira, baseado em Piquet, só que depois que eu vi onboard uma camêra FUJI mostrando o Senna sem troca as marchas fui obrigado a acreditar, tá no Youtube. Por isto que eu gosto da Inglaterra, lá o povo entende muito de F1, aqui no Brasil o pessoal é meio analfabeto em esporte-motor, o brasileiro entende é de carnaval, Marcos por acaso você não é inglês?

      • Agnaldo disse:

        Marcos vc tem um pouco de razão, mas o responsável pelo uso do controle de tração se chama Briatore, aquele mesmo que sacaneou o Moreno, o filho do Piquet, que comprou de forma irregular a Ligier (donos de F1 não podem ter 2 equipe, neste caso ele usou um laranja), ele também conseguiu colocar o Schumacher na F1, sem correr em protótipos, o que é proibido na F1 ele conseguiu dar a superlicença pro alemão e outros crimes financeiros na África, Europa e EUA, tem países que ele é proibido de entrar. Quanto ao Piquet ter ido mal na Lotus, é porque ele não queria enfrentar um piloto de ponta, no caso Mansell na Williams e Prost na Mclaren, achou que teria mais chance na Lotus, mas a Lotus era um equipe muito pobre, com muitas dívidas (do Colin Chapman), Mansell correu lá 5 anos e não fez nada, só uma pole, já o Senna em 3 anos de Lotus, também não foi bem, exceto nos treinos e algumas pistas travadas e molhadas. O próprio Senna declarou em 1988 que só tinha 4 equipes com boa estrutura na F1 a Mclaren, Ferrari, Williams e Benetton.

    • Sergio disse:

      A Toleman em 1984 era um transportadora de caminhões, que tinha uma verba bem pequena da Candy e da Segafredo…usando motores Hart de 600 cavalos, em 1985 continuo pobre..com o mesmo esquema, mas em 1986 a Benetton comprou a Toleman e o orçamento triplicou, eles conseguiram com isto comprar os motores BMW, que desenvolvia mais de 850 cavalos em corridas..O carro era muito rápido, mas quebrava muito porque a estrutura da Benetton 1986 era igual a estrutura da Toleman de 1985. Em 1987 começou o crescimento da Benetton com a associação da Ford, a Ford além de dar seu motor gratuitamente, colocava mais 20 milhões de dólares na equipe anualmente, uma fortuna para época…as instalações americanas da Ford foram colocadas a disposição da Benetton, o crescimento foi fantástico..pena que o motor Ford turbo não era bom (estava no 1° ano), Em 1988 muitos chegaram a considerar que o motor Ford turbo em 1988 com pressão de 2,5 bar era potencialmente o melhor, um dos que disse isto se chama Nelson Piquet e o outro o Gordon Murray, por causa do baixo peso deste motor, mas a Ford resolveu acreditar no velho V8 aspirado…mas a equipe continuou a crescer…em 1989 usou o moderno Ford HB, em 1990 e 1991 veio Piquet e os patrocínios da Camel… a Benetton empatava em orçamento com a Willimas e perdia por pouco para a Ferrari e Mclaren…Resumo o crescimento da Toleman, se deve principalmente ao dinheiro da Benetton e da Ford..independente da genialidade do Rory Byrne, do Piquet ou do Schumacher.

  7. Michel Rost disse:

    Brilhante texto, Flavio!!! Valeu d+++!!!

  8. miniero disse:

    Outros tempos – Piquet dando carona para 3 pilotos.

    http://youtu.be/fzstBMGhEjE

  9. Stork disse:

    É por isso que eu sempre gostei do Nelson Piquet, um cara que nem queria saber de jornalistas cheio de frescuras, ele falava o que achava. O cara era bom e não se fazia de vítima. Boa matéria Gomes, parabéns.

  10. Eddy disse:

    Ahhh ta com razao mesmo.

    Esse povo “mimimi” nao sabe fala outra coisa senao “ahhh voce ta assim pq ele nao deu entrevista, nhé nhe´”…

    Porque nao se mudam pra Indonesia.

    Quando eu era criança, o senna era o meu pai bonitinho, guti guti e tals. O piquet era meu tio fanfarrao, que bebia nas festas de natal, fazia a gente rir e se divertia muito conosco porque podia falar o que quisesse…. tenderam?

    Ah, da licença… viu….

  11. Roberto disse:

    Ja ficou brega esse negocio do Flavio Gomes tentando desmistificar o idolo!
    Eu sempre torci mais para o Piquet do que para o Senna. Porém Senna foi e sempre será meu idolo, e ponto final. Acho impressionante e adimiravel a historia do automobilista Piquet, e a forma que o profissional Piquet trabalha. E da mesma forma, adimiro o Senna.
    Em troca do que se tenta arranhar a historia de um, em favor de outro?
    Nunca esquecerei como comecei a admirar o Piquet. Em uma corrida (Spa eu acho), durante uma paralização, esse cara é filmado dormindo e enfiando o dedo no nariz e depois coloca esse dedo de novo na boca.
    E do outro lado, quando Senna ganhou uma corrida um dia apos a seleção ser desclassificada da copa, e empunhar a bandeirinha do Brasil.
    Não foi o Galvão Bueno, nem Globo e nem Veja, que fizeram com que eu gostasse de um, e o outro fosse meu idolo.
    Acho que assim foi com todo mundo. Então ano que vem, no 10 de maio, simplesmente não escreva nada e não comente, se realmente não o gosta de fazer, como ficou claro na materia.
    Voçê é “OBRIGADO” a dizer algo a respeito? Tenho certeza que não! Então não diga!
    Como todos sabem, todos tem o o lado bom e o lado ruim. Assim é com o Alonso, Kimi, Schumacher, Hamilton, Button, Vetel, Senna e Piquet.
    Cara mais chato.

  12. Antonio Carlos Prando disse:

    Piquet = Piquet
    Sena = Sena
    Emerson = Emerson
    Outros = Outros, sem comparar, cada um cada um, em suas epocas e seus problemas, facilidades para ninguem, principalmente por serem Sulamericanos em uma categoria de automobilismo puramente Europeia.

  13. abelardo disse:

    Você nunca digeriu bem ele não ter te dado uma entrevista não é? E fica com essa de que ele só foi o que foi por causa da mídia. O que você esquece é que ele não era disparado o mais querido por muita gente aqui, mas no mundo todo. Que eu saiba, ele nunca precisou usar um tanquinho de água que ele esvaziava durante a corrida. Ser parcial faz parte da vida, o duro é que você se coloca como jornalista, mas náo consegue a isenção que a profissão exige. O tempo mostrou que alguns campeões só conseguiram números estratosféricos com carro muito superior. Senna teve carro muito superior em apenas dois anos, mas mesmo assim conseguiu fazer muita coisa. E é por isso que ele é queridinho. Vocês piquesistas só se pegam naquela ultrapassagem por fora, ele com uma Willinas e Senna com uma Lotus que virava e mexia quebrava…

  14. Plínio Machado disse:

    Flávio, concordo com vc a respeito de que, caso fosse o Senna, a cobertura seria mais dramática e heróica mas faço algumas ressalvas, claro, opiniões minhas.
    Primeiro, o Piquet nao renovou com a Benetton nao porque o briatore se apaixonou pelo Schummi mas sim porque o Piquet viu que o projeto do V12 da ford nao iria dar em nada.Lembra do teste em 1991 em que o V12 foi so 1km/h mais rápido do que o v8 em Monza? pois,é, foi ele, piquet quem mandou eles as favas.Segundo, piareta cheira picareta, o piquet nao iria se dar ao,luxo de se rebaixar e fazer as safadezas do briatore, que achou em schumacher o comparsa ideal.Por fim, mesmo achando que o tratamento entre senna e piquet seria diferente por parte da imprensa, os dois foram os maiores pilotos, juntamente com Prost, que a F1 já viu.Muito, mas muito melhores do que os que vieram depois.

  15. jairo disse:

    Concordo, inteiramente com a visão do FG se o acidente fosse o “Senão” seria a maior choradeira , e virava uma novela e passar no faustão. São por coisas assim que admiroo Nelsão! As vezes fala de mais e diz demais,.. mais é o cara! E FG mandou muito bem!

  16. João de Oliveira disse:

    Quer dizer que nem os que torcem para Piquet, os piquezistas, cobraram uma nota sobre os 20 anos do acidente?
    Colocar os 18 anos da morte de Senna num post sobre o acidente de Piquet é apenas sensacionalismo, pois você deveria era apenas reclamar com os piquezistas.

  17. Henrique Reis disse:

    OK, ele não morreu no acidente, mas essa indiferença à efeméride nos diz muito sobre a relação fã-ídolo no Brasil. [2]

  18. Bocage disse:

    Não sei o que é mais divertido: alguns comentários histéricos ou as patadas do Gomes.

    Me divirto aqui.

  19. Harry disse:

    Oi FG
    Adorei seu post sobre o melhor piloto de F1 que o Brasil já teve;
    Obrigado
    @blogdoharry

  20. André Bona disse:

    Eu acho que Senna foi o primeiro piloto realmente profissional na F1. Prost era um intermediário entre o que os caras eram antes e o profissionalismo de Senna. Piquet era o ápice do amadorismo.

    Quando digo amadorismo, digo no sentido de amador, de amar. De fazer por fazer, pelo desejo de fazer. De curtir. Não tenho a sensação de que, antes de Senna, os pilotos corriam pelo sucesso profissional. Parece-me que corriam pelo prazer de correr e pelo desejo de vencer, pela vitória em si, mas nada.

    Se vc pensar bem, um cara como Piquet com sua atitude até negligente muitas vezes com a própria carreira, relação com imprensa e etc, ter sido tri, é muito foda. Se ele fosse um puta profissional obcecado, teria vencido 6.

    Mas até nas decisões de ir pra uma equipe ou outra, ele sempre transpareceu que seu desejo era o ponto mais forte de suas decisões. Mesmo que estivesse perdendo a oportundiade de ir para um time que o faria campeão.

    A saída da Williams é um exemplo disso. O fato de NUNCa ter fechado com Ferrari ou Mclaren é outro.

    Há, na minha ótica, muita genialidade na carreira e Piquet. E extremo profissionalismo na de Senna. Acho que até a cor da cueca de Senna era planejada. Essa é a sensação que dá.

  21. Evamdro Lopês disse:

    Fg. Tu escreve muito, muito bem..( %aralho, nunca consegui isso )

  22. Renato Diniz disse:

    Muito bom o texto, mas agora eu to com medo da estreia do Rubinho. Sério mesmo!

  23. Fabiana Santiago disse:

    Cara eu concordo com muitas coisas que voce comenta aqui,outras não,absolutamente normal.
    O que eu acho e que não se trata de magoa,isso e ridiciculo,so que parece que voce meio culpa o Senna por essa diferença,eu não sei a origem dessa adoração embora eu seja uma das que adora e relembra todos os anos o aniversario de morte,mais o Piquet tem um jeito meio foda-se pra tudo e o Senna era diferente e uma questão de personalidade apenas.

  24. Tom disse:

    Te acompanho há muitos anos em muitas coisas compartilho suas ideias outras não,mas este texto deixou claro que voce tem uma magoa enorme com o Senna.Uma observaçao Senna e Piquet,sao de geraçoões proximas ,mas Piquet depois da Tamburelo não foi o mesmo, em 92 saiu por baixo da F1 ,estava lento e levando pau de um novato ,uma coisa normal de acontecer devido ao acidente.O Piquet era um otimo piloto mas para mim tinha dificuldades enormes em pista de rua e na chuva,coisas que o Airton era melhor ,o que Piquet levava vantagem era um concetraçao melhor ,Senna estava mais para Vileneuve arriscava as vezes desnecessario.A corrida que esta no post acima mostra como Piquet era limitado na chuva disputando o titulo ele não conseguiu aproximar e muito menos aproximar do Vileneuve sem bico e olha que a Brabham era melhor do que a Ferrari em 81.

    • Flavio Gomes disse:

      Mágoa? Puta que pariu, vocês são todos malucos?

    • Mauricio Alves disse:

      Esse falou muita merda…

      Flávio, como você aguenta???

    • André Bona disse:

      Brabham era melhor que Ferrari? Amigo, dos 3 titulos de Piquet, os 2 primeiros, ele venceu SEM QUE FOSSE com o carro campeão de construtores do mesmo ano. Em 81 Brabham foi a 2a. equipe em construtores. Em 83 foi a 3a. Se vc buscar, por exemplo, de 1980 pra cá (30 anos) verá que poucas vezes, uns 20% do total dos campeões, fez isso: ser campeão sem ser campeão de construtores. E Piquet fez duas vezes.

      • beto disse:

        Isto que você diz é um absurdo o título de construtores não é tão importante quanto o de pilotos, o Briatore disse certa vez que nos seus carros ele sempre escolhe um piloto de ponta, já o outro tem que ser inferior no mínimo 1,0 segundo por volta a este piloto de ponta, isto evita conflitos, a autofagia de um piloto roubar pontos do colega, porque carros iguais, com pilotos de desempenho semelhante gera briga, isto aconteceu muito na Wiiliams, Mclaren e Ferrari, por que estas equipes costumam ter pilotos n 2 fortes, esta brigas nunca aconteceram com Brabham, Benetton e Renault do Briatore (a Renault turbo da decada de 80 dava muita briga) o Briatore, o Piquet da Brabham , o Senna da Lotus, o Schumacher escolhiam os seus pilotos n 2, E concordo com o Tom quando ele diz que os Brabham V8 Ford eram superiores aos Ferrari, o motivo é a cilindrada 3,0 litros é altamente prejudicial ao motores V12, A Brabham tinham u carro um com motor Alfa V12, um motor famoso na época, porque tinha sido campeão no esporte-protótipo e altamente desenvolvido ele tinham o motor mais potente da época, ganhava até dos V12 Ferrari, mas os Brabham eram um fracasso, mesmo com 525 cavalos, bastou botar o “fraco” Ford mas eficiente, porque era pequeno e econômico, só com a troca de motor, em tempo recorde de 6 semanas, os Brabham ganharam 1,1 segundo em condições de corrida de tanque cheio. A fraca Brabham se tornou competitiva com o V8. Pois bem a Ferrari também fez testes simulados em Maranelo substituindo o seu V12 por um Ford V8 e o resultado foi parecido, o carro melhorou muiro, mas a Ferrari, por causa da tradição e teimosia do Comendador não quis largar o seu potente, porem grandalhão V12. A Ferrari só voltou a ser grande quando morreu o comendador e a partir daí 1996 largou o V12, partindo para motores menores aí voltou a ser forte. Os V12 são motores perdedores, que eu me lembre só ganharam em 1991 com o Senna (e olha que o V10 da Renault além de econômico tinha 740 cavalos contra 720 do Honda V12) também ganharam na década de 70 uns 2 campeonatos com o Lauda.

    • Roberto Andrade disse:

      Essas viúvas são mesmo malucas né Flávio?????

      Tom, não é mágoa nada, o Flavio já disse o que é:

      “aquele acidente redundou numa ruptura grande na minha miúda existência, mudou o rumo da minha carreira e da minha vida, e talvez por isso até hoje alimento uma certa antipatia por Senna. Não gosto que se metam na minha vida, é isso.”

      http://grandepremio.ig.com.br/colunas/diariosdeviagem/2003/04/18/mogli_imola_senna_4715269.html

    • Roberto Andrade disse:

      Tom, você esta rendondamente enganado!!!!! Mágoa nada cara, você não sabe das coisas!!!!!!!!!!!!!! flavio foi MUITO prejudicado pelo Senna, e sabe o cachorro que o seu “santo” era!!!!!!!!!!

      Ele escreveu sobre isso num texto em 2003!!!!!!

      “aquele acidente redundou numa ruptura grande na minha miúda existência, mudou o rumo da minha carreira e da minha vida, e talvez por isso até hoje alimento uma certa antipatia por Senna. Não gosto que se metam na minha vida, é isso.”

      Portanto, mais respeito ao tremendo profissional que Flávio Gomes é!!!!!!

      • Harry disse:

        Olás
        A minha colega corredora de rua Alessandra Alves postou que Senna era duas caras. Sorrisos largos para a Globoe para os demais o limbo!
        Harry

      • Roberto Andrade disse:

        Isso mesmo, Harry!!!!!!!!!! Já estamos fartos de saber das histórias VERDADEIRAS –que são as que não aparecem!!!!!!– sobre esse ‘homem bom e maravilhoso’ que era o senna, um cara que prejudica os outros até na morte!!!!!!!!!!!!!!!!!

      • Enko disse:

        conter para nós simples mortais, onde o senna prejudicou o flavio com a sua morte, sua besta.
        eu li o livro e sei o que voce comentou com esse trecho, coleque-o na integra e não apenas o que voce quer passar com negativismo.
        voce n/ão estava fazendo falta, mas bem vindo, não vai comentar mais com seus chiliques? ai… flavinho…. o senna te prejudicou….. se fosse o shummy….. isso nunca iria acontecer. façam-me o favor.

      • Roberto Andrade disse:

        mas é verdade, o flavio foi demitido por causa do senna!!!!!!!!!!!!!!!!

      • Roberto Andrade disse:

        falei pra vocês!!!!!!!!!!! obrigado pelo esclarecimento flavinho!!!!!!!! e muita força pro nosso schumy!!!!!!!

  25. JC Simonassi disse:

    FG

    Tenho até hj um recorte do jornal com uma foto tirada de frente com o carro que ainda “rolando” pela pista logo após a pancada … A foto impressiona porque a viseira do capacete está aberta e parece que subiu como se fosse quase arrancado da cabeça (deve ter sido mesmo). Fiquei puto na época .. triste, pois sabia que ali acabava qualquer esperança do Piquet voltar a correr pra valer. Sou fã do cara até hj … porque, como vc muito bem escreveu, era um cara sem frescura … sentava a bunda no carro guiava o fino, ganhava o que podia e saia na dele … o melhor piloto que já vi !!!

    Abraço
    Simão

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