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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 - 20:29Museus & coleções, Nas asas

NAS ASAS

Foto Diego Vara/RBS (reprodução)

SÃO PAULO (que tristeza…) – Agora é o da Varig que corre risco. Fica num hangar do aeroporto Salgado Filho e está fechado desde 2006. O acervo pode ir a leilão para pagar dívidas trabalhistas. A reportagem do “Zero Hora” está aqui. Com aquele tom gaudério que os do Sul não percebem que não desperta nenhuma inveja dos que vivem acima de Erechim. É apenas caricato — esse negócio de “orgulho dos gaúchos”, “importância para nosso Estado” etc.

Não dá para não lembrar do texto publicado outro dia, acho que no site mesmo do “Zero Hora” (logo depois tirado do ar, porque desta vez foi ridículo demais), em que o coitado do repórter teve de achar um gaúcho que estivesse no cinema em que um doido entrou atirando na estreia do último filme do Batman. Foi em Aurora, no Colorado.

Não havia nenhum, pelo jeito, e ele acabou achando um gaúcho que viu o filme na mesma hora. Mas em outra cidade! Foi das coisas mais engraçadas que vi na vida. Meus amigos jornalistas lá de baixo dizem que essa é a norma do jornal: aconteça o que acontecer no mundo, é preciso encontrar um gaúcho para falar sobre o assunto, ou que tenha sido protagonista de algum jeito. Quando Bin Laden derrubou as torres gêmeas, por exemplo, a pergunta era: quantos gaúchos morreram? Se não tinha nenhum, quantos quase morreram (tipo: estavam em Nova York naquela hora)? Na falta desses, que se descobrisse se os aviões tinham alguma peça fabricada no Rio Grande do Sul, ou se um dia eles sobrevoaram Porto Alegre. Ou se tinha alguém com a camisa do Grêmio passando pela calçada. Qualquer coisa! Parece brincadeira, mas não é.

Isso à parte, o museu, pela descrição, é importantíssimo. Há uma possibilidade de a PUC tomar conta do acervo. Para mim, a Gol, que comprou a Varig (a parte “boa”, algo que jamais vou compreender), é que devia se responsabilizar por isso. Tomara que as autoridades façam alguma coisa. Chega de jogar a memória no lixo.

182 comentários

  1. Osvaldo Coelho disse:

    Parem de gostar de bagaço! Este bagulho ja foi tarde demais e nem deveria estar no museu. Deveira ser somente usado como mau exemplo de companhia aerea. Voces viram a United esta semana? Aquilo e como a Varig operava.

  2. Grahl disse:

    Gostaria de ver este merda de Flávio visitando o sul, aliás meu e mail está vai junto, avise que vamos te preparar uma recepção.

  3. Grahl disse:

    Bosta de blog, seu autor é o típico professorzinho que acha que sabe alguma coisa, Gaúcho tem que ser bairrista mesmo, difícil é cearense ser bairrista.

    • Flavio Gomes disse:

      Por que você usa chapéu de aba larga?

    • Jose Reinaldo disse:

      Sou mineiro, antes de mais nada, mas porque cearense não pode ter orgulho do Ceará? Sinceramente meu QI, que deve ter uma qualificação bem abaixo do seu, não entendeu. Se for preconceito contra os nordestinos, você é um coitado. Se for porque só os gaúchos tem do que se gabar, mais coitado ainda. Se você se acha mais qualificado que o “professorzinho”, como você disse, deixe de lado a prepotência e diga algo aproveitável. Seu gaúcho.

  4. Chico Rulez! disse:

    Gaúcho tem duas frustrações:
    -Não ter nascido cavalo
    -Não ter nascido avião da Varig

  5. Alisson Freitas disse:

    Nao entendo porque o gaúcho tem uma autoestima tão baixa.

  6. José Brabham disse:

    A VARIG não era apenas orgulho do RS, mas de todo o Brasil. Quem voou pela VARIG nas linhas internacionis e/ou usuou suas lojas em Paris, NY ou Tóquio como “embaixadas informais”, principalmente nos anos 70, sabe muito bem o que eu estou falando. Os gaúchos têm muita razão em ter orgulho dela.

    • Osvaldo Coelho disse:

      Gracas a Deus aquilo faliu. Aquilo foi o exemplo do Brasil caipora. Lembro’me uma vez que o aviao vindo de NY parou em Recife para deixar um ministro do governo da ditadura. Tratav a mistrada bem e o passageiro como cachorro. Geriam a companhia para o empregado e nao como um negocio.

  7. Mano Lima disse:

    Ele só tá testando a audiência dele no RS… Parem de ler esse blog metido a besta, até porque não dá espaço algum ao automobilismo regional. Se é pra ler algo de F1, tem dezenas de sites mais qualificados que “uarmáps” e etc.

    Valorizem os sites e blogs que divulgam os campeonatos regionais: Marcas e Pilotos, Copa Fusca, Fórmula 1.6, Gaúcho de Endurance e Copa Classic.

    Digitem “Automobilismo Gaúcho” no Google e libertem-se.

  8. Walter-POA disse:

    Olá

    Bah, pela boa peleia, estou mandando um site tri legal para que se possa fazer uma viagem por Porto Alegre e os que não a conhecem poderão ter uma idéia.

    Abraço a todos

    Mesmo para quem conhece é bom de ver…

    Este é daqueles sites para enviar para os amigos distantes, para terem uma idéia do que é Porto Alegre

    http://www.auroraimagens.com.br/tour/portoalegre/

    http://www.auroraimagens.com.br/tour/portoalegre/

  9. Rossa disse:

    Manchete do A “Zero Hora” em 21/12/2012:
    “O Rio Grande vai acabar!”

  10. Burrinho Batiquebra disse:

    Grandes merdas ter orgulho da VARIG também. Orgulho de uma empresa falimentar? É como comemorar a “Revolução” Farroupilha. Sim, até o nome já está errado: Revolução é algo que obtém sucesso, algo que muda alguma coisa. No caso da Farroupilha, os revoltados perderam. E feio. Também sou contra comemorar o 9 de Julho, em São Paulo. Comemorar o que? Uma derrota humilhante para as forças militares do Ditador-Anão?

    A Votorantim é uma empresa paulista cujos ativos, em comparação aos da VARIG em seu auge, fariam a aviadora rio-grandense parecer mais um carrinho de pipoca em termos de capacidade financeira. E mesmo assim, não tenho orgulho nenhum dessa porra. E nem do 9 de julho. É bom se questionar sempre sobre tradições, conceitos pré-moldados e entregues de bandeija. Na maior parte das vezes, estas tradições não se sustentam, são ridículas.

  11. vitão disse:

    morei em Bento Gonçalves, e admiro muitas qualidades do povo, mas esse excesso gaucho centrismo é meio deprimente. Certa vez precisavamos produzir uma peça de reposição para uma máquina, e o engenheiro disse que levaria meses, porque a retifica da prestadora de serviço não tinha capacidade de usinar a peça. No ato disse que poderiamos procurar fora do estado e que em SP tinha certeza que encontraria uma ferramentaria com equipamento adequado. O cara começou a babar, teve uma convulsão ( é sério) e caiu no chão. Na cabeça dele era impossível conceber que a peça fosse feita fora do RS com qualidade , preço e timing adequado. Mandei o cara embora e mandei fazer a peça em SP.
    Isto me lembra uam piada, em que um paulista perguntou se gaucho é tudo macho, e ele respondeu : Claro tchê, gaucho é tudo macho !
    O paulista emendou : pois é SP é metade macho e metade mulher e a gente se dá muito bem…..

  12. Chico Luz disse:

    Gente, não reclamem! Tem um povo mais bairrista que o gaucho.

    O paraense ganha de 150 a 0!

    Faz mais de 1 mês que o Alan Fontelles ganhou a medalha de ouro em Londres e até hoje ainda sai matéria sobre ele nos jornais, fora a propaganda do governo.
    Isso pq o cara nem mora mais no Pará!

  13. Gus disse:

    Varig é orgulho nacional, e não apenas gaúcho, essa seria a retificação perfeita para a matéria.

    Mas dívida trabalhista é dívida trabalhista né? Têm gente do outro lado, malgrado o precioso metal (e não estou sendo irônico) histórico que também precisaria de cuidados….

    Quanto essa matéria do cinema da ZH, é realmente uma baita bola fora!

  14. Flodoardo disse:

    Caro Flávio, quando tratas de assuntos ligados ao automobilismo és um cronista de agradável leitura, mas quando resolves entrar em outras searas, sociologia ou quem sabe antropologia, deixas a desejar. Nós gaúchos prezamos nossas tradições, sim tradições, hábitos e costumes, e não fazemos isto para impressionar paulistas. Fazemos porque gostamos. Creia Flavio, existe vida além do umbigo paulista.

    • Flavio Gomes disse:

      Repito a pergunta: é uma larga e secular tradição gaúcha fazer matérias como as que o “Zero Hora” faz? Porque é disso que falo no texto, nada mais.

      • proletariors disse:

        zerohora é prima-irmã da veja e cia(globo, folhadesãopaulo;( !!!

      • Andersson Catani disse:

        Respondendo: é uma larga tradição da Zero Hora. Não dos gaúchos. E, ao contrário do “compatriota” ali em cima, a maioria de nos ridiculariza esse tipo de jornalismo praticado aqui. Tem até um portal de humor aqui no sul que é uma sátira do Zero Hora. Acessa aí: http://www.obairrista.com.br

      • Andersson Catani disse:

        Ah, é http://www.obairrista.com

        Qualquer gauchice que se preze não pode ter o .br

      • Ubaldir Jr. disse:

        Olha, eu sou descendente de gaúchos, tenho até carinho por Porto Alegre, a qual considero minha segunda cidade. Ainda tenho familiares por lá. Mas sinceramente, o bairrismo gaúcho é de matar. Minha avó (que Deus a tenha) era um exemplo perfeito disso. Só prestava o que estava no “Sul”. Até engolia o que tinha até o Paraná. Mas daí pra cima, dizia que não existia nada. Dizia que o Sul “carregava o Brasil nas costas”. Pra ela só os gaúchos é que trabalhavam nesse Brasil afora. E dizia tudo isso sem notar. Era tipo uma coisa normal pra ela, assim como para boa parte da gauchada.
        Eu vivi isso de perto minha infância e adolescência inteira. O que o Flávio disse é a mais pura verdade. Os gaúchos são um povo maravilhoso, cheios de qualidades, aprazíveis e muito educados na maior parte do tempo. Mas quando se entra nessa seara do bairrismo, encontramos uma característica que beira o insuportável em boa parte das vezes.
        Eu sou goiano. Sendo muito pragmático, quem sempre foi a locomotiva do Brasil foi o estado de São Paulo. E nem por isso nunca vi um paulista se vangloriando disso exigindo a separação do resto do País.
        As marcas da revolução Farroupilha foram muito fortes nesse povo. Em finais dos anos 70 e 80 era muito comum decalques em carros por lá com alusão à separação da região Sul do restante do Brasil. Coisa do tipo “separação já – o Sul é meu País” bombavam. Tinha até nome a danada da nação: República dos Pampas.
        Mas, no fundo isso faz parte de um País com dimensões continentais como o nosso. Diferenças culturais muito grandes acabam resultando em certas distorções como essas. É o preço a se pagar por vivermos em uma nação de dimensões continentais, acho eu.

      • Paulo V disse:

        Existiu um estúpido político (daqueles que só conseguem espaço em partidos nanicos e, portanto, são nanicos também), que propôs a separação da Cidade de São Paulo do restante do País…
        Faz tempo…
        Só não sabia explicar como iríamos sobreviver sem a Mão de Obra dos outros estados. Não importa qual a formação do Trabalhador (Técnico, Faculdade, Nível Médio), não podemos sobreviver sem os Trabalhadores que chegam de outros lugares!
        Parece piada essa ideia…

  15. Sandro Auzani disse:

    Falando da Varig. Concordo com aqueles que dizem que o negôcio foi muito obscuro conduzido por um dos “Chefões do governo Lula”, que hoje é réu no julgamento do mensalão e está se justificando a todos que não deixará o país se for condenado (acredite se quiser).
    Como todos dizem aqui no RS “a Zero” as vezes exagera mas acho que ela não é mais bairrista que qualquer outro grande jornal do RJ ou de SP. Todos puxam o assado pro seu lado e tem algumas passagens bem folclóricas para serem contadas.
    Aqui no RS isso é tão folclórico que até existem piadas relacionadas com este excesso de gauchismo da ZH inclusive a criação do site http://www.obairrista.com (sem .br) que faz sátira deste jeito de fazer jornalismo.

  16. cd4 disse:

    genial!!!
    uma dos melhores fatos de ser gaúcho é gozar com o gaúcho…
    faz parte do ser gaúcho..
    o resto sao firulas deste estado com tantos imigrantes.
    sério mesmo é fazer Tarumã com pé embaixo..
    ainda mais de “fusca”

  17. Rodrigo Abreu disse:

    Meu pai foi Torneiro Mecânico da Varig de 77 a 79, quando eu nasci. Ele conta que adorava trabalhar lá, ganhava acima da média, os benefícios eram ótimos, as oficinas eram limpas, organizadas e rolava um ambiente muito bacana, todo mundo fazia um bom trabalho ao natural, um ambiente de “qualidade total” sem forçar nada…

    Trabalhar na Varig marcava a vida das pessoas, diferente de hoje que entra um diretor novo e manda você e seus anos de experiência pras cucuias como se você fosse um número…

  18. LOIR ITALO DE OLIVEIRA FILHO disse:

    EU PERDI UM CARGO PÚBLICO POR DIZER NO FACEBOOK QUE A SEMANA FARROUPILHA ERA UMA BABAQUICE. PORÉM, CONTINUO ACHANDO ISTO.
    P.S. SEMPRE ESCREVE EM MAIÚSCULO(TB ACHO BABAQUICE A HISTÓRIA DE SE ACHAR QUE ALGUÉM ESTÁ GRITANDO QDO ESCREVE ASSIM)

  19. Chico Luz disse:

    para quem disse que a notícia aquela do GAÚCHO QUE VIU O FILME DO BATMAN EM OUTRA CIDADE EM OUTRO ESTADO EM OUTRO HORÁRIO tinha saído no Bairrista, um beijo:

    http://gauchonazh.tumblr.com/image/27674982913

    orgulho gaúcho é o maior símbolo de bovinismo mental da gente dessa terra. E é esse tipo de demência que faz com que todos falem “ahhh a Varig era gaúcha” e ninguém cobre nada de governo algum para encampar o Museu e transformá-lo em um centro de referência, como merecia ser.

  20. Théo do Palavrão disse:

    A VARIG (Vários Alemães Reunidos Iludindo os Gaúchos) enche os gaúchos de orgulho?
    Então tá bom…

  21. Marcelo disse:

    Gostei da resposta do blogueiro ao leitor Flavio Colorado:
    “Queridinho, eu escrevo sobre o que quiser. Se não gosta, não leia.”
    É isso aí, é nosso direito deixar de ler o blog.
    Até mais ver!

  22. André Micheloto disse:

    É louvável ter orgulho de certas coisas, e patético ter de outras.

    O gaúcho transita entre os dois o tempo todo.

  23. Thiago disse:

    Isso do Zero Hora procurar gaúcho em tudo quanto é notícia existe mesmo. Tanto é que o site do bairrista faz piada sobre o assunto. E é bem engraçado aliás. A gauchada do blog anda muito estressada, não se pode falar nada do RS que já acham que estão desrespeitando as tradições não sei mais o que… PS: Sou gaúcho de São Leopoldo, abraços!

  24. Matheus Simon disse:

    Comentário infeliz, um jornalista querendo ganhar nome desvalorizando um povo, que tem muito orgulho de onde vive.

    • Flavio Gomes disse:

      Um “povo”? É etnia?

      • Matheus Simon disse:

        Considero povos pessoas que nascem em certo lugares, assim pelo menos eu trato, povo gaúcho, povo minero, e assim vai, nada relacionado com etnia e nada pessoal. Faz uns 2 meses que estou morando na Alemanha, com um grupo de brasileiros vindos das mais diversas partes do Brasil. E eles tem o mesmo comportamento que o Sr. teve nessa crônica, muitas vezes zombam, não conseguem compreender o orgulho que nós temos. Mas é algo de se compreender, me lembro que uma vez quando eu era bem novo, meu pai e eu, fomos ver um desfile Farroupilha (20 de setembro), e ele me disse : ” Isso tu nao vai ver em nenhum lugar do Brasil “, só agora eu entendo o que ele quis dizer…
        Por mais que não tenha gostado do conteúdo da sua crônica, achei interessante o ponto que você abordou isso, foi muito bem escrito. Devo reconhecer que seu trabalho, mesmo fugindo completamente do assunto pretendido, foi bem abordado, mas deveria ter titulo trocado. Sobre o site “o bairrista” ele é um site de humor, que lida com o orgulho gaúcho, é apenas uma sátira, um site de comédia. Assim como muitos lêem o blog ” testosterona”
        Sobre o assunto pretendido inicialmente, a falência da Varig, foi um prejuizo para todo o povo brasileiro, pois ela levava o nome do Brasil adiante, ja ouvi de muitos, que ela foi a melhor empresa de aviação do mundo… outro dia conversei com um amigo, que trabalha no hangar da antiga Varig que foi comprado pela TAP no aeroporto salgado filho, sobre a falta de investimento, que antes era abundante. Imagina se o Brasil tivesse a Varig em alta e mais a TAM, quantos empregos teriam sido salvos, temos que concordar mesmo o Sr. não sendo gaúcho, que o Brasil tem porte para sustentar as duas, e uma falência poderia ter sido evitada, mesmo que hoje nós estamos muito bem servidos com a TAM… Sobre o museu eu acho uma furada, ja aconteceu na ULBRA algo parecido com o museu dos automovéis, o qual quase levou a faculdade á falência. Se quiser apresentar pro publico os modelos, terá que reformar eles, e isso custa dinheiro. Na minha opinião esse projeto não deveria ser realizado por uma faculdade, e sim por um grupo de empresários…

  25. Tom SemFreio disse:

    Essa da Santa Ceia foi boa…mas o pessoal está confundindo as coisas. O jornal é uma piada, não o povo gaúcho. Quanto a “parte boa” que sobrou da finada, eram as concessões das linhas domésticas e internacionais, principalmente estas últimas, que são difíceis de se obter, uma vez que implica na aprovação e acordos entre as esferas diplomáticas dos países envolvidos. A GOL ficou também com alguns aviões, como os Boeing’s 767′s. Mas no geral, foi um acordo obscuro, muito confuso, onde a GOL pensou se dar bem, mas depois quebrou a cara com as linhas internacionais e fechou tudo. Óbvio que quem mais se deu mal, foram os ex-funcionários e vários pequenos credores, a “parte ruim”. Como sempre. Quanto ao pobre DC-3 e o museu, sem retaguarda financeira muito robusta e constante, não sobrevivem. O Museu Asas de Um Sonho, da TAM que o diga. E tem um DC-3 sendo restaurado lá.

  26. João Alberto Muller disse:

    Caro Flávio.
    Como você já deve ter notado a esta altura, seu comentário sobre o bairrismo gaúcho rendeu mais comentários do que o lamentável descaso com a história da Varig. Não vou entrar nesta discussão, mesmo me orgulhando de ser gaúcho e ao mesmo tempo descendente do povo alemão, que veio buscar vida melhor aqui e ajudou a fazer o RS um dos melhores lugares para se viver no Brasil. Mas, como jornalista, quero reforçar algo que já apareceu num comentário anterior. Talvez por conhecer pouco o que ocorre aqui, você acabou caindo no erro de não entender que aquela notícia do gaúcho no cinema do tiroteio era uma piada infeliz, publicada no site obairrista.com. Tive o prazer de viajar algumas vezes pela Varig e sei que você certamente também o fez e sabe o quanto era companhia orgulhava não apenas o RS mas tbm todo o Brasil pela qualidade que levava a outras fronteiras. Lamento que hoje poucos saibam reconhecer isto.

    • Flavio Gomes disse:

      Não era, não. Aquilo foi publicado no site do “Zero Hora”, mas foi tão ridículo que poucos minutos depois tiraram do ar. Conheço o repórter que fez. O coitado, óbvio, não achou nenhum gaúcho que estivesse na mesma sala de cinema em que o doido entrou atirando. Mas cumpriu sua pauta com outro gaúcho que estava no cinema na mesma hora, mas em Nova Jersey, acho. A coisa teve repercussão imediata nas mídias sociais e, por isso, tiraram do ar.

  27. Paulo disse:

    Nem precisa ir muito longe pra ver bairrismo declarado. Basta ler o Diário do Grande ABC, aqui do lado. As reportagens de Santo André, São Bernardo e São Caetano eles põem no caderno “Mundo”.

  28. Bernardo disse:

    Acho que cada um na sua. Nosso espírito gaudério pode não (e nem deve) despertar amores do resto do Brasil, assim como gostar de carro velho de republiquetas soviéticas e torcer para Portuguesa, time de uma pseudo colonia Portuguesa, país que muitos idolatram mas que só nos deixou os piores dos nossos problemas (burocracia), também não desperta nenhum interesse além do portão do Canindé. Engraçado é ver um cara que gosta tanto de coisas muito peculiares e que eu já vi defender tradições no futebol e tradições no automobilismo na tv, vir aqui e criticar quem defende as suas tradições. Legal mesmo é ser paulista, não ter tradição, não saber da onde veio, não saber o hino do seu estado, isso sim é bem legal. Aliás, é esse tipo de gente que quando vai para o exterior se apaixona pelas culturas regionais da Itália, França, Alemanha, Espanha (a cidade e o time do Barcelona, que todo mundo ama e idolatra seus feitos na época da ditadura espanhola, nem é bairrista também né?!).

  29. Wart disse:

    Empresas jornalísticas gaúchas à parte, dá uma tristeza ver este belo acervo assim. Principalmente o DC-3, onde quando criança a gente podia sentar na cabine e ser o melhor piloto do mundo… putz. Sacanagem.

  30. Carlos disse:

    Sou gaúcho e tb acho idiota essa coisa da valorização da cultura gaúcha – o tom que dão aos assuntos relacionados ao estado só contribuem para o atraso do Rio Grande, cada vez mais..
    Há tempos “nossas façanhas”não servem mais de modelo a ninguém…
    Só me incomoda mais a valorização que se dá a cultura de outros lugares do país…

  31. Mauricio Henkel disse:

    Só mais uma contribuição:
    Não teve nenhum gaúcho na crucificação de Cristo, mas os pregos eram da Gerdau.
    Sou gaúcho, me orgulho muito, mas adoro uma piada bem feita.
    Abraços, Flávio

  32. Alexey Karpov disse:

    Negócio é o seguinte, quanto ao “Orgulho de Ser Gaúcho”, bem, sou gaúcho, amo essa terra, e minha capital, mas tem muita coisa de que não me orgulho. Coisas como o preconceito racial que aqui onde moro ainda é muito grande. Mas tem coisas engraçadas por aqui como os causos e a maneira de falar e se expressar de quem realmente é do interior. E claro que quando disto é feito uma caricatura, aí fica mais engraçado ainda. Uma mostra disso pode se ver neste áudio de uma piada contada no ar, na rádio Pop-Rock à quase dez anos com Arthur de Faria interpretando de forma caricata um galdério dono de um bolicho (um bar pra quem não sabe). Vale a pena conferir neste link do youtube: http://youtu.be/aEeWXnRxNY4

  33. Fernando disse:

    O chupa cabra.

    Vc já deve ter visto. Mas se não viu, perca uns minutos…

    http://www.flightradar24.com/

  34. Luiz Guimarães disse:

    Por falar em bairrismo, alguém já notou que nos jogos do brasileirão em Porto Alegre, é tocado o hino do Estado após o hino Nacional? E que aquele é mais aplaudido que este?

  35. Sam de Mattos disse:

    Esqueça o tão decantado Orgulho Gaúcho, sobre a VARIG. A VARIG ela e deve ainda ser um ORGULHO NACIONAL. É inconcebível que uma firma fuleira como a GOL pode absorver a Varig. Alias não a absorveu. Somente lançou mão de Suas linhas, das melhores aeronaves, e propriedade Intelectual. O resto deixou ao leu: Os trabalhadores, as responsabilidades sindicais, as aposentadorias, e agora o museu da Pioneira. Ao diabo com essa GOL fuleira. É GOL feito com a mão do Maradona, e gol de impedimento. Para o inferno com essa linha área miserável que nem as minhas Milhas Smiles acumuladas na VARIG, não honrou, malgrado insistentes pedidos. A historia do afundamento da VARIG foi causado pela sua longevidade e talvez por ter sido forçada a dar “colher de chá” a Milicos. Por isso ela foi duramente penalizada e muito em breve devera sair um livro elucidado essa faceta da a punição da Pioneira por bandidos e oportunistas. Que se dane a GOL. Fosse eu Macumbeiro, estaria fazendo Casa de Caboclo para ela também dobrar as suas asas: ASAS DE ABUTRES.

  36. LucioSp disse:

    Acho bacana este lance do “orgulho gaúcho”. Quanto aos aviões ‘e uma pena terem ficado tanto tempo sem conservação….

  37. JP disse:

    O gaúcho tem um orgulho um tanto exacerbado da sua terra.
    O paulista acha que sua terra é tudo. Menos Brasil.
    Acho que o bairrismo do sul é o menos pior.

  38. Emerson disse:

    Peraí Gomes, o que é isso? Qual o motivo pra ter escrito um texto tão carregado de preconceito? Por acaso todo mineiro é caipira, todo carioca é malandro, todo baiano é preguiçoso e todo paulista é gay? Manera aí, “ô meu”, pisou feio na bola, hem…

  39. MarceloPOA disse:

    Olha… a ideia não causar inveja. Mas parece que ela está no ar

  40. Burrinho Batiquebra disse:

    Eu acho muito engraçado ver um bando de loiros azuis, quase todos descendentes de europeus, glorificando o famigerado “passado gaúcho”. Ora, a esmagadora maioria da população do RS sequer é descendente dos legítimos gaúchos dos pampas, figuras cuja cultura e modus-vivendi não tem absolutamente nada a ver com seus ancestrais europeus!

    A absorção de elementos culturais totalmente periféricos, como o modo de vestir e a bebida, não religa em absolutamente nada aqueles descentendes de alemães, italianos e poloneses com seu passado de bota e bombacha. É apenas a enaltação de um passado que não lhes pertence. Os avós, bisavós e tarataravós dos orgulhosos gaúchos de hoje estavam a uns 8.000 km de distância das estâncias, passando fome em algum canto da europa pós 2ª WW.

    Sem contar aquela frescura de cantar o “hino do estado” em jogos de futebol.

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