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domingo, 3 de fevereiro de 2013 - 18:35Indústria automobilística

GENTE PRA QUÊ?

SÃO PAULO (esquisitíssimo) – Tem 15 minutos e nenhuma palavra. Mas impressiona. Quem não tem ideia de como é fabricado um carro hoje deve ver este vídeo da BMW. De vez em quando aparecem algumas pessoas para apertar um parafuso ou colocar um emblema. Mas a sensação que se tem é que elas são totalmente dispensáveis. Quem faz robôs capazes de aplicar pontos de solda ou passar cola na moldura do vidro com tanta precisão certamente sabe como programar outro para colocar um emblema.

Claro que nada se compara ao processo de fabricação de um Trabi, com um monte de gente colocando a mão na massa e fazendo do carro mais espetacular do mundo uma obra humana. Veja abaixo e compare.

46 comentários

  1. FIELDS disse:

    Muito bom os “martelinhos de ouro” fazendo os ajustes de porta e o cabeludo ajustando o capô. As nossas carroças ainda são feitas assim por aqui

  2. Rene Santos disse:

    Ahhh, ta explicado por quê o mesmo carro é mais barato na Europa do que no Brasil, lá as fábricas não precisam de tantos funcionários, baixo índice de defeitos, pois boa parte da fabricação é automatizada. E aqui no Brasil as fábricas são todas como antigamente não é? O quê? Só a fábrica da Kombi não tem os robôs? Então porquê raios continuamos pagando tanto? Tem algo errado nessa equação.

  3. Cardoso Filho disse:

    Me diverti muito com a fabrica dos Trabis. Homens altamente capacitados no jeitinho que dizemos por aqui , bem brasileiro. Queria ver o robô alinhar uma porta . Ia queimar o módulo. Tive uma variant que entrava água quando chovia ( quase um palmo do lado do acompanhante). Um pequeno furo no assoalho e problema resolvido. A água entrava e saia.
    Vou mandar um curriculum para a Trabant.

  4. Renato disse:

    Flávio,
    veja esta linha do 2CV que curiosa que é: http://www.youtube.com/watch?v=jU70ekyF25E

  5. Conde disse:

    Eu gostaria muito de acompanhar o “meu” BMW sendo feito e depois sair rodando dali .
    Precisão milimétrica desses robos que ás vezes parencem seres humanos desproporcionais ,

  6. John McClane disse:

    A galera vê um video da BMW alemã e delira, pensando que a linha de produção das montadoras aqui no Brasil é igual, e o Controle de Qualidade também. Depois dá chilique quando tem recall do disco de freio do carro que comprou em 248 vezes…

  7. Giovanni disse:

    Automação sem um estudo bem aprofundado sobre os prós e contras é o inicío da crise de desemprego.

  8. Fred disse:

    O pessoal do ajuste fino da trabant deveria trabalhar na Renault aqui da AL (Argentina e Brasil); Nunca vi carros tão desalinhados (pior só os chineses mesmo). Até o Fluence, que é top, é super desalinhado. Eu tive Symbol que era piada de tão torto; Um amigo tem um Sandero que enfia o dedo inteiro no vão da porta. Aposto que o pessoal da Trabant botava todos na linha na hora, kkkkkkkk
    Flávio, pelo que vi esses dias atrás numa reportagem parece que a linha de produção da kombi aqui no Brasil ainda é no estilo da Trabant; O pessoal ajusta o eixo traseiro na marreta e as soldas são quase todas manuais; E não tem folga não, trabalham sem parar pois tem fila de espera!.

  9. Marcio Baleki disse:

    Flavio este processo da BMW e muito parecido com o que e’ usado nas plantas da VW anchieta e de Curitiba, anchieta sofreu uma gramde reformulacao no comeco dos anos 2000 para chegada do projeto pq24 ou a plataforma que deu origem na epoca ao Polo Hatch e ao Sedan, depois ao Fox, e a de Curitiba de de quando foi construida para produzir Audis e Golfs, hoje a maior parte das montadores segue o mesmo principio, mas o que foi mostrado principalmente na montagem final foi somente a parte automatizada, agora pintura e armacao da carroceria, nao trabalha muita gente mais como antigamente. Trabalho na Palnta da VW em Chattanooga Tn, fazemos o passat para o mercado americano, e agredito que esta e uma das que eu vi mais automatizacao e mesmo assim temos muitas pessoas trabalhando proximo ao veiculo, mais otimo video para as pessoas verem como os robores trabalham e como se precisa de gente capacitada para trabalhar com eles, cada ponto de solda e registrado pataque se houver uma falha esse carro ou possa ser identificado e tirado tdo processo normal. Acredito que as pessoas que quizerem ficar no ramo automotivo tem que se especializar o maximo mesmo que for somente para montar partes no veiculo.

  10. Anderson disse:

    Será que a fabrica brasileira da BMW vai ser desse jeito.

    Eu aposto que NÃO e os carros serão caros como o de costume, com os grandes lucros das montadores instaladas aqui no Brasil. A desculpa vai ser a de sempre o CUSTO BRASIL.

  11. Antonio disse:

    O fdp do bigode pelo jeito não tinha geladeira na casa dele.

  12. Sérgio Guerra disse:

    O pessoal da BMW tem muito o que aprender com os trabiqueiros !!

  13. Leonardo disse:

    Já visitei a fábrica da BMW em Munique e posso dizer que é impressionante. Tinha um canto, na planta de soldagem, que ficam todos os robôs que estão em manutenção, tinham uns 50 desses braços giganges num espaço de uma quadra de basquete. Se eles quisessem se rebelar contra os humanos, fudeu.

    A parte da montagem (mostrado a partir dos 8min) ainda envolve muita, muita gente (mais do que o video passa a impressão), pelo menos mais do que eu esperava após ver o grau de automação da estamparia / soldagem / pintura. Mas imagino que seja assim em qualquer fábrica…

  14. Ernesto Longhi disse:

    As regulagens de capôs e portas eram o máximo na URSS…

    • Flavio Gomes disse:

      Não é na URSS.

    • Ulisses disse:

      Aqui na VW de Taubaté também.
      No final dos anos oitenta, tinha um negão estilo “UFC” no final da linha de montagem, “alinhando” portas e capôs de Gols e Voyages. Funcionava uai … rsrsrsssss, … saíam de lá e rodavam 400.000 km com aqueles motores APs indestrutíveis.
      Tenho um Voyage desse aí, comprado zero, 410.000 km sem abrir o motor, nem “queima óleo”, meu carro de uso diário a exatos 20 anos! Inegociável!

      • John McClane disse:

        Renault 21 2.2L 92/93, banheirão mesmo. Ninguém te pega na estrada com esse carro se você souber dirigir. Aprontei várias com ele, era do meu pai e ficou pra mim. Ele me dizia “isso é automóvel, o resto é carro”. Tá inteirinho na garagem. Mudei a documentação pra PG quando vieram com a putaria do Controlar, e dou uma voltinha na Mallet todo domingo.

  15. Gustavo Medeiros Claudino disse:

    A pura Skynet em Ação.

  16. Alessandro ciotta Goulart disse:

    eles deviam vender para os robôs!!!!!!!!!!!!

  17. edkaefer disse:

    os paineis laterais e o teto sao colados? Entendi direito?

  18. Nicolas disse:

    O canal National Geographic, de tempos em temos, em seu programa Megafactories, mostra o ‘processo’ de criação e fabricação de diversos carros e afins. Essa semana foi sobre a Ferrari FF, bem bacana. No youtube deve ter um monte desses programas, caso alguém se interesse.

  19. Sanzio disse:

    Achei interessante os “ajustes finos” feitos nos Trabis…

    Quanto à BMW, fico imaginando o quanto não custa essas máquinas trabalhando e, a falha em uma, interrompe toda uma linha de montagem. Não deve ser das manutenções mais fáceis, pois as máquinas parecem ter uma precisão cirúrgica.
    No fim das contas, não deve sair muito mais barato que um trabalhador humano. A única vantagem é poder desligar se não tiver serviço e não precisar pagar os salários nesse período.

  20. John McClane disse:

    FG, sou engenheiro e trabalho com automação de processos. Estou trabalhando em um projeto para automatizar corte de chapas metálicas, dispensando a figura do soldador (e com isso seu salário, encargos sociais e todo o mais). Gostemos ou não, temos que lidar com uma demanda, cada vez maior por parte das empresas, por corte de custos e maximização de lucros. Mesmo que isso acarrete perda de qualidade, contanto que não seja percebida pelo consumidor. Empresário ou gerente de qualidade algum vai admitir isso, mas é fato. Um exemplo disso é o requinte que certos carros antigos tinham em comparação a monstruosidades como o Camaro atual (putz, que alívio saber que não sou o único que acha esse carro horroroso!). E há também os fabricantes artesanais (de carros e motos inclusive), cuja qualidade é incomparavelmente superior a qualquer coisa industrial.

    Gosto muito de uma frase do Woody Allen: “Meu pai trabalhava numa fábrica. Aí, um dia ele foi substituído por uma maquininha deste tamaninho que fazia tudo o que ele fazia, só que mais rápido e mais vezes”.

    • Levi Davet disse:

      Na verdade, onde o homem é necessário, o homem ainda é uma melhor opção do que as máquinas. O problema é que a produção em larga escala ficaria demorada demais com humanos.

    • Victor disse:

      Estou com um projeto parecido com o seu, só que o meu é para automatizar o automatizador( e com isso seu salário, encargos sociais e todo mais), prevejo ganhos incríveis.

    • Alexandre disse:

      John, você é engenheiro e não estou capacitado para questionamentos mais profundos, mas não consigo imaginar, como leigo, como um ser humano pode ser mais preciso do que uma máquina em alguns processos de produção. Como um ser humano pode fazer uma solda, colagem ou pintura, por exemplo, com a mesma precisão e confiabilidade de uma máquina? É claro que estou falando de máquinas de boa qualidade. Penso que preferir um processo de produção tipo “Trabant”, onde seres humanos ajeitam portas e tampas de porta malas e moptor, usando ferramentas como marreta e o próprio pé, ao processo de produção de uma BMW é coisa de gente que prefere um “bolachão” ao CD ou vídeo analógico de 8mm ao invés de um DVD ou blue-ray. Não é só uma questão de diminuir custos (é claro que existe e sempre existirá), mas é uma questão de qualidade, pura e simples. Prefiro um carro soldado e montado por uma máquina a um carro ajeitado na porrada, por um operário insatisfeito com o salário.

      Com relação à mão de obra, hoje os mais capacitados não estão chutando portas para ajeitá-las, estão projetando e montando máquinas para fazerem uma montagem perfeita, sem chutes e marretadas. É apenas uma visão diferente para o uso das capacidades produtivas do ser humano.

      • John McClane disse:

        A questão não é a precisão em si, Alexandre. Claro que uma máquina é muito mais precisa que nós. É o tempo gasto para chegar até ela, e isso envolve n fatores. Não é simples como parece.

      • Fabio disse:

        Uma máquina é mais precisa do que um ser humano? Se fosse assim não existiriam mais cirurgiões cardíacos.

      • John McClane disse:

        Além disso, você está vendo a linha de produção da BMW alemã. Vá ver uma linha de produção brasileira, o padrão brasileiro de qualidade… alguém falou do Sandero aí atrás. Assino embaixo. Acabei de passar o meu pra frente. Poucas vezes vi um carro tão mal-acabado, e olha que sempre gostei da Renault. Linha de produção quase toda automatizada, Alexandre.

      • John McClane disse:

        P.S.: Um vinil soa 1.000.000 de vezes melhor que um CD ou um Mp3, que é uma espécie de colcha de retalhos sonoros.

  21. luiz caco disse:

    Camarada! Uma maquina desta não da defeito nunca. E o medo de voltar para a oficina…

  22. Petrus Portilho disse:

    Flavio, realmente é fantastico a mecanização, e todas essas fases que a BMW mostra são comuns em quase todas as montadoras. Porém o video só mostra os processos automatizados mais comuns, as montagens como a do interior do carro e finalização não são mostrados e é onde hoje o fator Humano é fundamental e as maquinas “ainda” não conseguem fazer com a mesma qualidade.
    Abs

  23. iRineu disse:

    Não vi ninguém usando as coxas no vídeo dos ajustes finais na fábrica do Trabant. Então a qualidade só pode estar garantida.

  24. Mateus Daitx disse:

    A automação das linhas de produção é uma “faca de vários gumes”: a mesmo tempo em que se ganha um pouco de escala de produção, tira trabalhadores de atividades insalubres (pintura) e pode melhorar alguns pontos (como a solda) é uma das maiores responsáveis pelo grande indíce de “recalls” dos automóveis, já que um mínimo erro é reproduzido incessantemente e demora muito tempo para ser descoberto, aí já se produziram muitas unidades e a descoberta do problema quase sempre se dá aonde não deveria, com os consumidores. Isso só mostra que o controle de qualidade das montadoras (e de muitas fornecedoras) é péssimo.

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