DETROIT | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sexta-feira, 19 de julho de 2013 - 1:12Indústria automobilística

DETROIT

SÃO PAULO (fria) – Não consigo compreender direito como uma cidade pode ir à falência. Mas parece que Detroit foi. A capital do automóvel vem perdendo população há anos, com o fechamento de fábricas e a crise econômica que a atingiu em cheio. A dívida da cidade é de 18 bilhões de obamas.

Detroit é hoje uma cidade fantasma. Vejam  estas fotos do “Daily Mail”. Como pode? Temos blogueiros em Detroit? Se temos, vocês podem nos contar como é a vida aí?

detroitfalida

Foto: Daily Mail

81 comentários

  1. Beatriz disse:

    Boa Tarde !

    Eu preciso fazer a analise Swot da Detroit, me ajude por favor

  2. Daniel disse:

    Morei e trabalhei 2 anos nos EUA, como trabalhava na industria automotiva, viajava frequentemente a Detroit, sem duvida uma das cidades menos ricas e belas que vi nos EUA, embora muito bonita e agradavel, como todo e estado de Michigan que cruzava de ponta a ponta, uma viagem agradabilissima!

    Dois de meus principais cientes estavam em Detroit. Visitava frequentemente a FORD, lembro-me bem do espanto que tive ao entrar pela primeira vez na engenharia de produtos, um imenso salao, dividido em baias quadradas, com uma quantidade incontavel de engenheiros (talvez seja esse um dos motivos da situacao atual dessa marca), brincavamos que tinha um engenheiro para cada parafuso do carro, mais um especialista em apertar e outro em desapertar esse parafuso. Nao tive a oportunidade de conhecer a area fabril, mas a imponencia dos predios da FORD e outras montadoras impressiona. Fico imaginando com era aquilo ha uns 30 anos….

  3. Douglas Sousa disse:

    O estado de Michigan (onde Detroit esta) sempre teve problemas e elas estao ligadas que as montadoras e sempre a baixa instrução do estado…..uma pena….

  4. Rodrigo Mota disse:

    o problema é que os sindicatos andaram ficando tão importantes que sufocam qualquer investimento.

    ok. direitos dos trabalhadores são importantes sim, MAS se os empresários só tiverem deveres eles vão contratar cada vez menos.

    acho que o governo deveria colocar regras claras mas permitindo que os empregados das empresas possam negociar individualmente ou em grupo diretamente com seus patrões, dentro de limites estabelecidos é claro para que não vire uma bagunça…

    os Sindicatos nasceram com um propósito de serem representações mas com o passar do tempo alguns deles se tornaram cada vez mais partidos políticos do que representantes dos trabalhadores. você precisa pagar taxa de sindicato pra que? que retorno direto você tem com isso?

    eu por exemplo não sou sindicalizado e estou muito bem obrigado. negocio meu contrato diretamente com meu chefe, sem enrolação, sem frescura, sem taxas, sem intermediários e sem partidos políticos no meio. tudo as claras e com um resultado imediato…

    o que o pessoal se esquece é que os empresários vão aonde existem mais vantagens pra ele, se em um lugar existem regras flexíveis com possibilidade de negociação direta é claro que além de empregar mais o empresário vai produzir mais do que em um local com burocracia e taxas em cima de taxas.

    é preciso ver o lado de quem emprega também…

    • Toyotismo disse:

      Os coreanos, com sindicatos mais organizados do que os japoneses, vêm tomando o espaço destes nos últimos anos.

      O Sindicalismo é a muleta dos empresários incompetentes, vagabundos ou que querem ganhar dinheiro sem ter que investir e trabalhar. A indústria automobilística hoje em dia é um troço muito dinâmico, tanto que nem os japoneses estão conseguindo acompanhar as mudanças.

      Quem fica reclamando dos sindicatos e tenta vender carros ruins, beberrões, pouco confiáveis só com publicidade e imagem tende a desaparecer mesmo.

  5. Toyotismo disse:

    É muito fácil culpar o governo, os sindicatos e inventar as desculpas esfarrapadas como sempre. O difícil é admitir que o mundo é competitivo e dinâmico, quem não se mexe fica para trás mesmo.

    Muitas cidades perdem suas indústrias por causa dos custos diversos, adquirem outras vocações e se tornam até mais desenvolvidas. Detroit não está em decadência e perdeu mais de metade de sua população por causa do poder público.

    A cidade está decadente por ser considerada a mais desigual e segregacionista dos Estados Unidos. Uma cidade onde os milionários brancos são protegidos por seguranças armados, moram em condomínios guardadíssimos onde negros não pisam e estes são obrigados a morar em guetos violentíssimos sem estrutura alguma.

    Uma cidade segregacionista, desigual, violenta, com infraestrutura precária não consegue atrair investimentos de outros setores e ficou condenada a ser refém da morimbunda indústria automobilística. A emigração das fábricas para regiões onde os custos são mais baixos aconteceu nos anos 90 na Europa e nem por isso se formaram cidades fantasmas que entraram em concordata. Mas nenhuma possuía uma massa de desvalidos abandonados pelo poder público, vivendo em condições miseráveis e violentas.

    Aí chegam os tradicionais vagabundos defensores do liberalismo ‘quero-levar-vantagem-em-tudo, mas-trabalhar-não-é-comigo” e criticam o poder público, os sindicatos, etc e blá blá blá…

  6. João Ferreira disse:

    O jeito é deixar a Detroit no comando da OCP mesmo, depois o RoboCop dá um jeito.

  7. alex disse:

    Detroit e a lição de Schumpeter

    Rodrigo Constantino

    Deu no GLOBO: Detroit se torna a maior metrópole americana a pedir concordata

    Símbolo da industrialização, da classe média e do sonho americanos, Detroit não resistiu a 50 anos de esvaziamento, falta de planejamento e desleixo fiscal, entrando ontem com pedido de concordata na Justiça federal de Michigan, na maior declaração de insolvência municipal da história dos EUA.

    A icônica capital automotiva do país não conseguiu acordo com credores e sindicatos de servidores públicos para reescalonar a dívida estimada em US$ 18,5 bilhões e solicitou supervisão judicial para implementar um plano de reequilíbrio de suas finanças.

    [...]

    O desfecho, esperado nas últimas três semanas à medida que as negociações emperraram, é desolador para uma cidade que já teve a maior renda per capita dos EUA. Hoje, Detroit tem 710 mil habitantes, uma população 63% menor do que na década de 50, quando era a quarta maior cidade dos EUA; perdeu empresas e cérebros e vive um cenário de terra arrasada, com serviços públicos decadentes e bairros inteiros desertos.

    Há 78 mil prédios comerciais abandonados por toda a cidade e, todos os anos, 13 mil residências deixam ter moradores. Neste quadro de asfixia, a base fiscal municipal encolheu muito e Detroit passou a não fechar mais as contas há cinco anos, recorrendo freneticamente à emissão de títulos para cumprir obrigações.

    — O que o cidadão de Detroit precisa entender é que a situação na qual nos encontramos é o ápice de anos e anos e anos chutando a lata adiante na estrada — disse há um mês Kevyn Orr, que esteve à frente do bem-sucedido plano de reestruturação da Chrysler.

    Lar de Ford, GM e Chrysler — as três irmãs, que são as maiores montadoras americanas e ironicamente foram resgatadas da falência pela Casa Branca após a eclosão da crise de 2008 —, Detroit vive cinco décadas de desindustrialização, provocadas pela consolidação das fabricantes de automóveis e autopeças e o deslocamento de fábricas para áreas do subúrbio da capital de Michigan, outros estados e mesmo países, ante a competição asiática.

    A falência de Detroit tem muitas lições. O sindicalismo forte, a gastança estatal, o populismo, enfim, as bandeiras de esquerda que inexoravelmente cobram um alto preço da população. Mas talvez a principal delas seja sobre a “destruição criadora” de que falava Schumpeter.

    O capitalismo é dinâmico, concorrido, com grande avanço tecnológico. Isso assusta, sem dúvida, mas é o que garante o progresso, a geração de mais riqueza e conforto. Mas, para fazer parte desse fantástico sistema, é necessário encarar os desafios com realismo, e se adaptar, se tornar sempre mais competitivo.

    Detroit viveu seus anos áureos com as grande montadoras, mas essa fase passou. Em boa parte pelo elevado custo imposto a essas empresas, pelo poder sindical, pelos impostos estatais, pela mão de obra mais cara, as empresas buscaram alternativas para sobreviver. Michael Moore preferiu fazer populismo com isso, e ficar rico no processo, em vez de entender e explicar que não restava opção: era se adaptar, ou morrer.

    O protecionismo comercial serve apenas para preservar empregos e empresas ineficientes, o que tem data de validade, é temporário. Não dá para fugir da realidade dos mercados para sempre, a não ser que se feche como um ouriço, tal como a Coreia do Norte. Ninguém pode celebrar o resultado, não é mesmo?

    Concorrência incomoda, mas é parte do jogo, e parte fundamental. Detroit achou que dava para ignorar isso, e deu no que deu. Obama fez alarde de que não deixaria Detroit quebrar. Agora Obama, outro típico populista de esquerda, terá que conviver com mais esta lição dos mercados: a realidade é inexorável. O processo evolutivo do capitalismo não tolera acomodados e perdulários.

    • Toyotismo disse:

      Detroit afundou justamente por causa de picaretas como esse Rodrigo Constantino, que não entende nada de economia, mas é bom de blá-blá-blá;

      Enquanto os japoneses investiam desesperadamente em tecnologia, em motores econômicos, eficientes e resistentes, os americanos surfavam na onda do marketing, do consumismo, vendendo produtos ruins, defesados tecnologicamente, gastões e pouco confiáveis.

      Enquanto a Toyota e suas colegas vendiam seus carrinhos na África, nas Arábias e outros fins-de-mundo inóspitos e com isso aprendiam a fazer carros resistentes, os americanos só queriam mercados favoráveis, com vantagens tributárias, de acordo com seus interesses.

      Veio a crise do petróleo, o custo de vida subiu e as barcas beberronas fabricadas pelos americanos perderam espaço para os japoneses e posteriormente, coreanos.

      Os automóveis se espalharam pelo mundo, os japoneses e europeus ganharam esses mercados e as americanas ficaram para trás. Mas nem por isso, perderam o vício de pagar milhões e milhões em bônus para os seus executivos, em gastar mais com marketing do que com desenvolvimento e tecnologia e salvo um breve suspiro sob as mãos de Lee Iacocca, decaem seguidamente há três décadas. Enquanto isso, nas fábricas japonesas, os executivos comem das mesmas comidas que os operários, no mesmo refeitório.

      Se há um problema em Detroit, se deve ao fato dos americanos terem dado ouvido a loroteiros como o Rodrigo Constantino durante a década de 90 em vez de terem investido na modernização, na tecnologia e na qualidade de seus produtos.

      Não adianta vender Camaros estilosos fabricados pela mão-de-obra barata do México se a tecnologia deles é a mesma de quarenta anos atrás e a durabilidade é um terço da de um Toyotazinho popular qualquer.

      Mecânicos e gasolina custam caro e derrubam qualquer Detroit e suas fábricas mesmo.

      • Toyotismo disse:

        Em tempo, não existe nada mais inchado do que o escritório de uma empresa japonesa. Só para servir o cafezinho, existem no mínimo duas moças por departamento.

      • Toyotismo disse:

        O Rodrigo Constantino culpa o governo pela decadência das montadoras norte-americanas, nunca a incompetência dos administradores destas.

        Ou você é muito inocente ou muito burro para não entender o óbvio ululante.

      • Cleiton Pessoa disse:

        Nunca li tamanha besteira.

        Americanos continuam a andar em carros V6, V8, turbo etc etc.
        Um V6 lá é mais econômico que nossos 1.0.
        Carros de entrada, como civic lá (já que aqui é luxo), são carros normais e geralmente são para pessoas sem filhos, casais ou solteiros.

        A Crise de detroit nada tem a ver com isso.
        Produzir quase tudo na China com mão de obra escrava é que tem.
        Os sindicatos e altos salários dos funcionários ficaram insustentáveis e a importação de veículos de outras marcas, manufaturados fora do país mais em conta.
        É a mesma coisa que a CLT faz com o empresário brasileiro, de tantas obrigações sufoca e faz o custo do produto subir e o salário baixar. Montadoras no país só com incentivos de 10 a 20 anos sem impostos. É assim que a roda gira.

    • Toyotismo disse:

      Aliás, queria saber do Constantino quais as marcas de automóveis das economias mais liberais que ele tanto elogia.

      • Rael disse:

        Japão não é uma economia liberal? E por um acaso, lá estão as fábricas que você tanto elogiou.

        E ganharam no jogo limpo: com o melhor produto. Sem intervenção, sem protecionismo populista.

      • Toyotismo disse:

        O Japão tem um sistema de relação de trabalho peculiar, o emprego é vitalício e as empresas são inchadíssimas, ao contrário do sistema liberal em que os empregados são descartáveis.

        E ao contrário do que você diz, o Japão é um dos países mais protecionistas do mundo. Só que o protecionismo deles é indireto.

        E sim, ao contrário do liberalismo, ganharam espaço com o melhor produto, não tentando reduzir os custos às custas dos salários e empregos, sem se livrar de todos os impostos para vender produtos ruins.

      • André disse:

        Me explica, então, porque os japas estão em estagflação há mais de uma década, sem perspectivas de mudança? É cada gênio que aparece…

  8. pc disse:

    Como pode? basta voce achar que é o bambambam e parar de investir em tecnologia e inovação, que vem os japas, os coreas e os chinas que trabalham que nem um cão, que investem em educação e que já passaram muita fome, e depois de alguns anos, voce estará fabricando carros que ninguém quer, porque dão manutenção a zói e gastam combustivel adoidado. É isso , educação, muito trabalho e meritocracia.

  9. Fabio Duarte disse:

    sobre Detroit. Empresas NÃO foram à falência (desta vez). A prefeitura é que não consegue pagar suas contas, principalmente por conta de má gestão, uma máquina pública inchada, e um muito generoso fundo de pensão (e outros benefícios) para os funcionários públicos. O que ocorrerá agora, se a solução for a de mercado, é que os credores (inclusive funcionários públicos) terão que aceitar um desconto em relação ao que teriam que receber. Os serviços públicos importantes não tem porque serem afetados.

  10. Alexandre Zamariolli disse:

    Nessun maggior dolore che ricordarsi del tempo felice nella miseria.
    (Dante Alighieri, “A Divina Comédia”)

  11. Fábio disse:

    É o que vai acontecer com SBC daqui alguns anos, a Detroit brasileira.

    • luiz alberto disse:

      E São Paulo que tem expulsado as industrias de seus antigos bairros operários para outras cidades ou estados,será que só com serviços uma população de mais de 12 milh. sobrevive? Ou será que devera ter rodizio de assaltantes e ladrões,tipo os que nasceram em ano par só poderão assaltar ou roubar nos dias pares e os nascidos em anos impares só nos dias impares do mês.

  12. Wolfpack disse:

    Em parte o culpado foram os Sindicatos da Região que forçaram as montadoras a abandorem Michigan para outros lugares onde não existem Sindicatos: Tennessee, Alabama, Kansas, Indiana e principalmente Mexico… Por lá não existe a obrigação de se manter e ter um Sindicato como no Brasil.

  13. Wolfpack disse:

    Há dez anos atrás as coisas já andavam dificeis em Detroit, o Zoo estava meio abandonado, o estádio do Lyons recebia ainda um public em dia de jogos, mas já era uma cidade decadente. Não sei e nem imagino como está hoje a cidade sede da Universidade de Michigan, e do Centro de Desenvolvimento da Ford e Chrysler. Meu Deus como podem deixar uma cidade como Detroit morrer.

  14. Venax disse:

    A produção de veículos no Brasil bate recordes seguidos. Mesmo assim hoje há menos pessoas empregadas na área do que nos anos 80. Hoje há muita automação e portanto menos empregos, como Detroit tinha apenas a indústria automobilística está explicado.

  15. Pablo disse:

    Se não me engano Detroit é hoje a cidade mais violenta dos EUA. É uma pena pois ela já foi uma das 5 maiores cidades americanas e hoje não está nem entre as 20…

    Decadência e abandono total.

  16. Smirkoff disse:

    Já em várias comédias dos anos 80 Detroit era vista como um lugar que servia como “castigo” para se mandar alguém indesejável. “Robocop” só reforçou essa idéia fazendo uma projeção catastrófica… para 2015. Recentemente foi feito um retrato muito interessante da cidade na série de TV “Hung”, em que um professor à beira da falência resolve se tornar garoto de programa nas horas vagas para completar o orçamento. Apesar de ser uma comédia, a série transmite o clima pesado de ameaça de desemprego que várias categorias passam em uma cidade que está “encolhendo”.

  17. RENE FERNANDES disse:

    Gomov, é melhor procurar contato em centro espírita, pois a cidade é fantasma. Ou pergunte ao “Murphy”. O instigante é ver as marcas de um ciclo evolutivo do homem sobre a Terra. E a sensação de decadência e abandono é angustiante.

  18. Marcio Sousa disse:

    Profecia de ROBOCOP: Detroit vai virar Delta City….

  19. Rafael Ribeiro disse:

    Pelo que sei, fabricar um carro em Detroit se tornou inviável com o passar das décadas, devido aos crescentes custos de mão de obra local, decorrente das conquistas trabalhistas dos fortíssimos sindicatos locais. As fábricas foram migrando para outros estados americanos, onde os sindicatos não tinham força, principalmente os menos populosos e com pouca atividade industrial. O mesmo ocorreu com fábricas estrangeiras, notadamente as asiáticas, que montaram fábricas nos EUA, mas sempre longe de Detroit.

    • Nelson disse:

      Foi exatamente isto. Exigiram tanto que não compensava mais produzir ali. Nós tivemos aqui o mesmo problema em São Paulo. A CUT enchia tanto o saco que a Fiat veio se instalar aqui em Minas, outras no Rio Grande do Sul, Paraná,estado do Rio. Por sorte, São Paulo tem outros tipos de industria, senão seria outra Detroit, graças aos inteligentes que preferiram matar a galinha à ficar com os ovos que já tinham.

      • Ricardo Bigliazzi disse:

        Moro em SBC… a região é um arremedo de pujança economica quando comparada ao que já foi… fruto de um sindicalismo idiota que lutou pelo poder e que sempre esquecia dos principais interessados nas condições de trabalho… que eram os proprios trabalhadores… da primeira greve no final da decada de 70 ate os dias de hoje o Grande ABC perdeu nada mais… nada menos do que o equivalente a CINCO General Motors… a propria Volkswagen em SBC tem a grande maioria de suas “ALAS” desativadas… muitas delas poderiam aparecer em fotos similares às que vimos de Detroit. Tudo fruto da politica “inteligente” (não sei para quem… bem na verdade sei…) de negociação dos “grandes” sindicalistas que fizeram fama e fortuna no Grande ABC.

        Imperador

      • Epaminondas disse:

        Interessante…, as pessoas reclamam dos sindicatos, imagino que devolvem o dinheiro de qualquer aumento coletivo, além de rejeitarem o VR, VT, Plano de saúde…

        Afinal, todas essas coisas são legado dos “sindicalistas badernistas”…

        Se ninguém reclamasse, até hoje estaríamos trabalhando 16h por dia, em pé, em galpões fechados, como no início da “revolução industrial”.

        Hipócritas.

      • Nelson disse:

        Meu Deus, este cara confunde BARAFUNDA com BAFO de B…A !!!

      • Dr Alcantara Machado disse:

        Eu conhecia a Volks à 40 anos atraz um peão comum ganhava uma grana e tinha hoje quase uma mansão carro zero a cada ano …depois apareceu esse PT e o sindicato com Lula, avabaram com a Fabrica que ficou bem mais pobre e com os funcionarios hoje peão mau ganha para comer SÓ OS SINDICALISTAS CUT,PT,FORÇA SINDICAL e outras merdas que tem por ai FICARAM RICOS ..

      • Flavio Gomes disse:

        Você precisava era de uma escolinha urgente.

    • Sabugo disse:

      O que tem a ver os sindicatos com a incompetência dos engenheiros e executivos? São os sindicatos que mandam as empresas dar bônus milionários e mordomias mil para os executivos enquanto poupam na pesquisa & desenvolvimento e controle de qualidade?

      O operário japonês custa mais caro do que o norte-americano, as empresas japonesas são inchadíssimas por causa da cultura corporativa e do emprego vitalício.

      Ainda assim, esmagaram a indústria norte-americana, só que agora estão sendo pressionados pelos coreanos, mais dinâmicos, mais sintonizados com as preferências estéticas ocidentais e um marketing mais ousado.

      É a vida, quem não tem competência, não se estabelece. Deve ser por isso que a indústria automobilística brasileira nem chegou a nascer.

  20. Thiago disse:

    Tem um episódio do Amercian Pickers (Caçadores de relíquias no History Channel) que se passa todo em Detroit. Tem um senhor que basicamente comprou um bairro inteiro para “reformar”. Um homem tentando salvar a cidade. São galpões de montadoras, escolas, igrejas, tudo com a intenção de revitalizar a cidade.

  21. marcos disse:

    so ta faltando o kurt russel e os presidiarios pra ficar igual a ” fuga de nova yorque”

  22. Daniel Magnani disse:

    Estive a dois meses atrás em Detroit e por onde passei não cheguei a ver as cenas que as fotos mostram, mas a cidade tem um aspecto de abandonada e extremamente empobrecida.
    Lá, todos reclamam que o comercio está estaguinado e o desemprego elevado, tudo por consequência da crise com a industria automotiva americana. Por consequência, muitos estão deixando a cidade em busca de outras oportunidades.

  23. Ricardo Bigliazzi disse:

    Normal, mais de 60 cidades americanas pediram concordata como Detroit. Os motivos são mais do que sabidos, no caso da ex-metropole americana a derrocada acompanha a queda da competitividade da industria automobilistica americana perante os japoneses e o resto do mundo.

    Ainda é uma concordata e não uma falencia… mas do jeito que estão falando a falencia não esta longe de acontecer.

    Até nisso os EUA são mais sérios do que a grande maioria dos outros paises… não podemos nos iludir, existem muitas cidades por aí que não possuem a minima condição de honrar os seus débitos, mas mesmo assim continuam a viver com interveniencia de poderes federais que aparecem para socorrer essas cidades (habito mais do que usual em nossa Terra Brasilis).

    Imperador

  24. Não posso dizer que conheço Detroit, mas tenho estado lá nos últimos anos em razão das provas da Indy. É uma cidade moderna e vibrante, que num primeiro momento parece uma cidade grande normal como outra qualquer. Só que quanto mais você anda pela cidade, mais vê instalações industriais e comerciais – e consequentemente residenciais – abandonadas. Se resolver andar de carro na frente das grandes fábricas de automóveis, o que mais se verá é galpão abandonado. Também, dos lugares dos Estados Unidos que tenho ido, foi o que mais me chamou a atenção sobre o número de mendigos. Mas é uma ciade que sobrevive e têm coisas muitíssimo legais lá. A cidade não é fantasma, muito pelo contrário, mas algumas áreas, sem dúvida, seguramente dão essa impressão.

  25. Jader disse:

    Detroit, a cidade do automóvel. Começou a morrer nos anos 80 com a invasão japonesa que produzia mais e melhor com menos e mais rápido.

  26. Ricardo disse:

    Ta parecendo São Paulo …

  27. Jason Vôngoli disse:

    Para tentar resolver a situação, o controle da cidade será privatizado – quem assume é o grupo Omni Consumer Products (OCP).

  28. henrique ebert disse:

    Também não compreendo este fenômeno, apesar de não ser tão incomum assim nos EE.UU.

    Se eu não me engano Miami, passou pelo mesmo no início dos anos 2000.

    Engraçado é que o filme Robocop, da década de 1980 já mostrava a cidade de Detroit decadente e, no ano que a cidade declara falência um novo Robocop será lançado.

    Ironias do destino.

  29. Fernando Carvalho disse:

    Lí tambem que , assim como aqui, lá tambem casos de corrupção “minaram ” a cidade….
    A cidade tinha 1.800.000 habitantes e hoje me parece que na faixa de 700 mil , e com muitos predios decadentes, abandono geral……

  30. Giovaani F. disse:

    Nem Robocop pode salvar essa Detroit.

  31. Antonio disse:

    O negócio é como funciona o governo americano. Aqui, arrecada-se nas três esferas e os governos estaduais e federais “repassam” dinheiro aos municípios, criando “cidades” que não tem outra forma de sobreviver, pois só tem emprego na prefeitura e só “arrecada” o FPM. Mas, serve para manter politicos empregados. Nos EUA, a arrecadação é majoritariamente municipal, onde o município já fica com a sua “parte” e repassa o resto. Se não arrecada o suficiente “vai a falência”. Por lá até pessoas físicas podem declarar falência!

  32. pc disse:

    O Brasil tá a caminho.

    • Lucas S.A. disse:

      Você não faz a mais absoluta idéia do que está dizendo.

      • Warley Spardelino disse:

        sai do ovo…

      • Lucas S.A. disse:

        Nenhum de vocês sabe o que está dizendo. Estou acompanhando o negócio de perto, e o que acontece em Detroit é infinitamente mais sério do que as oscilações da economia brasileira. Lembra em alguma coisa no quesito corrupção na política, mas somente (até porque o maior problma da nossa política não é que se faz ilegalmente, mas sim legalmente). Além disso, nunca uma cidade brasileira irá à falência no Brasil atual, por um motivo muito simples: o nosso sistema de arrecadação é majoritariamente federal, enquanto aqui nos EUA é municipal. Quando a coisa aperta aí, o governo em Brasília empresta dinheiro e salva a cidade. Nos EUA, isso é tão mais difícil que fica mais fácil “falir” a cidade, pra poder negociar com os credores. Por último, o que Detroit experimentou nos últimos anos, nem São Paulo viu parecido: o contingente dos serviços públicos foi reduzido em quase 50% esse ano; os funcionários restantes recebem só os salários, sem nenhum benefício; as casas desvalorizaram por completo, e muitas são oferecidas a 1 dólar; em 60 anos, a população de Detroit caiu 60%, e nos últimos dez anos, 25%. Eu desafio qualquer um dos sábios aí em cima a encontrar uma cidade média ou grande no Brasil que esteja nessas condições atualmente.

      • Lucas S.A. disse:

        Se exagerei no comentário, foi só porque me incomodei com o tom dos anteriores. Peço até desculpa, se for o caso. No entanto, ainda considero absurdo comparar a situação de Detroit (e do resto do “Manufacturing Belt”) com um possível Brasil do futuro. Até porque, pra sofrer a desindustrialização que sofrem os EUA, o Brasil teria de completar o mesmo ciclo, ou seja, ser muito industrializado, e precisar transferir suas indústrias para países um degrau abaixo na escala de desenvolvimento econômicol expondo antigas áreas industriais à decrepitude. No entanto, ainda somos atratores desse tipo de investimento, mesmo que no momento a situação não seja a mais favorável para o país. Então, nesse ponto, mantenho minha opinião: o primeiro comentário, lá em cima, é de um alarmismo da maior ignorância, coisa típica de mentes conservadoras que, ao sinal de problemas à frente, já começa com “apocalipsismos” dessa categoria.

      • Lucas S.A. disse:

        Como eu imaginei…

      • Sabugo disse:

        Para sofrer desindustrialização, é preciso ter indústria. Por isso o Brasil nunca foi industrializado, tivemos um simulacro de industrialização.

  33. André Roth disse:

    Meu caro Flavio,
    Estive na década de 90 em Detroit o centro da cidade já era abandonado, nunca vou me esquecer desta visão….era como uma cidade fantasma ou um cenário destes filmes em que todos os humanos morrem ou são abduzidos (sempre quis usar esta palavra em algo que fizesse sentido). Outra coisa que me recordo, por causa da concorrência das montadoras japonesas não era indicado que orientais andassem desacompanhados pela cidade.
    Abraços, André

  34. Murilo disse:

    Flávio,
    Eu moro em Ann Arbor (cerca de uma hora de Detroit) e trabalho em Dearborn (cidade vizinha a Detroit e sede da Ford). A queda de Detroit não é um fenômeno novo, vem acontecendo há décadas e tem vários fatores: crise na indústria automotiva, exodo de fábricas para outras regiões do estado de Michigan e outros estados, corrupção, violência.
    Nos últimos anos vários projetos tem tentado atrair novas empresas para a cidade (não fábricas, mas escritórios e empresas de tecnologia) com certo sucesso, o que tem mudado um pouco a cara da cidade, mas ainda tem muita coisa para ser feita, os serviços públicos são deficientes (para os padrões americanos) e os subúrbios e cidades em volta oferecem melhor qualidade de vida. É uma pena, porque Detroit sem dúvida é uma cidade muito bonita, um rápido passeio pelo centro e você entende que foi uma cidade vibrante no passado (culturalmente tem um legado enorme), que não devia nada a cidades como Chicago nos anos 50 e 60.
    A falência é um processo penoso e que deixa marcas por muito tempo, mas em geral está sendo encarado como a grande chance da cidade de se reerguer a construir uma base mais sólida para o futuro. Mas com certeza esse futuro n

    • Murilo disse:

      Deixa eu terminar o comentário…
      O futuro da cidade não passa por fábricas de carros, essas já sairam da cidade faz tempo e não vão voltar.
      Segue um link para um texto muito bom com o sentimento que se não é geral é de grande parte da população da região.

      http://detroit.jalopnik.com/we-love-detroit-even-if-you-dont-832204589

      • Rafael Martins disse:

        Caros Todos,

        Moro em Ann Arbor e já estive em Detroit várias vezes. Acho que o Murilo foi o único que disse algo real e coerente. Assino embaixo e adiciono um comentário inspirado pelo caso de São Bernardo Campo.
        Aqui a era de vitalidade econômica de Detroit ajudou a financiar diretamente o desenvolvimento da University of Michigan, que hoje é uma das 15 melhores Universidades do mundo. O desenvolvimento de São Bernardo do Campo contribuiu de forma direta para algo parecido?

  35. A.Vandelay disse:

    Começa que eu não entendo nem como uma moeda pode não ter um referencial real de valor como o ouro.

  36. Rafael Machado disse:

    Interessante como a situação de Detroit é parecidíssima com a retratada no RoboCop. Só falta agora aparecer uma OPC da vida pra comprar a cidade.

  37. Pafo disse:

    Get up!
    Everybody’s gonna move their feet
    Get down!
    Everybody’s gonna leave their seat
    You gotta lose your mind in Detroit Bankrupt City!

  38. Felipe Silveira disse:

    Uma correção: foi concordata, não falência.

    • Lucas S.A. disse:

      Outra correção, então: a cidade faliu, sim. Todo jornal que se abre por aqui usa a expressão “bankruptcy” pra se referir à situação da cidade, o que nada mais é do que falência.

  39. Renato RRE disse:

    Pelo visto a única coisa que sobra em Detroit é o Red Wings…

    • Janus disse:

      O Tigers também dá seus lampejos.

    • Rodrigo Mota disse:

      o mesmo Red Wings que tomou uma surra este ano nos playoffs da NHL do Chicago Blackhawks?

      sério. existe um boato que o Canadá tem interesse em comprar Detroit justamente para terem mais times da NHL.

      ou seja, a lógica dos Canadenses é essa:

      “Compre os Red Wings e ganhe Detroit de brinde!”

      e o pior é que os “Eh!” estão entusiasmados! hehehe

  40. Tiago Oliveira disse:

    Ainda nao estive em Detroit, mas me impressiona que quando alguem da Ford é mandado pra lá, é obrigatorio a participacao num curso de uma manha explicando onde ir, onde nao ir, pessoas a evitar contato, horarios, etc. Me lembra bem o grande filme Gran Torino.

    • Banana Joe disse:

      Noooosssa!!!
      Regioes da cidade em que se pode ir e outras que não se deve por serem demasiado perigosas?
      Que horrível deve ser viver em um país assim né?
      Ainda bem que é lá nos Estados Unidos.

    • Sabugo disse:

      Isso é comum em quase toda cidade média para grande norte-americana. Los Angeles, Nova Iorque, São Francisco, Seattle, Chicago, Boston… existem lugares onde não se deve pisar, a menos que você queira levar um tiro.

  41. Lio Campos disse:

    Eu acho que é facil explicar 1) Americanos trabalham com margem muitopequena de lucro,e quando a Economia da uma tropessada eles param ou quebram ..agora não se enganem que estão fracos economicamente AINDA SÃO UNS GIGANTES ENORMES se comparar com Brasil é a mesma coisa compara Brasil com Paraguai …Nós seriamos o Paraguai para Eles e olhe la ..2) outro motivo foi que as Fabricas mudaram e o povo se manda .eles não se apegam as coisas como os brasileiros ..acho por que 99 % tem formação Evangelica e la diz para não s apegar a nada aqui na Terra …´Para Nós é triste ver a cidade se acabando rapido mas acho rles estão certos bola pra frente que atraz vem jente ..para mim é facil falar dificil fazer

  42. Cesar Simões disse:

    Devia ser proibido uma cidade que inspirou “Detroit Rock City” falir.

    Vamos às ruas!!!

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