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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013 - 16:04Futebol

AMOR FC

ficamos

SÃO PAULO (cada segundo vale) – Minha Lusa garantiu ontem sua permanência na Série A. É, hoje, o 13° melhor time do mundo — considerando que o clube campeão do mundo é brasileiro e o Brasil é pentacampeão mundial, e portanto o melhor futebol do mundo é jogado aqui, e como estamos em 13° no principal campeonato do país onde se joga o melhor futebol do mundo, somos o 13° maior time do mundo.

Um clube de torcida pequena, receitas idem, ignorado pela imprensa em geral, considerado um estorvo por quem gerencia o futebol no país, ser o 13° melhor do mundo é um milagre do futebol.

Nós, que torcemos para a Portuguesa, amamos o futebol. Ontem, um punhado de nós foi a Campinas para declarar esse amor. Não sei se os jogadores, todos, percebem. Alguns, sim. Há os que nasceram ali, e há os que chegaram há pouco tempo, mas notam que existe algo de especial e diferente num time como esse.

A Portuguesa de uns 15 anos para cá tinha tudo para dar errado. A cantilena é a mesma de sempre, que em algum grau todos os torcedores de todos os times declamam: má administração, gestão amadora, burrice em níveis industriais.

Mas a gente não se importa tanto, toma essa realidade como algo quase inevitável, e por isso fomos a Campinas, e a todos os cantos, em pequeno ou minúsculo número, para sentar no concreto áspero ou nas novas cadeirinhas almofadadas apenas para estar lá. Quando acabou o jogo ontem, descemos das velhas e históricas arquibancadas do Majestoso para aplaudir nossos meninos e nosso gordinho, e demos um tapa na cara do futebol mercantilista que contaminou o mundo.

A Portuguesa é uma peça de resistência, assim como o Criciúma, o Santa Cruz, o Sampaio Corrêa, e muitos, muitos outros times do Brasil que compõem o Amor FC, aquele grupo dos que amam clubes, não títulos, essa bobagem supérflua que as pessoas usam apenas para se proclamarem melhores que as outras.

Eu me acho melhor que os outros quando vejo o moleque de camisa 9 pendurado no alambrado nessa imagem aí no alto, à direita do cara sem camisa, quase no meio da foto. É um dos meus moleques, que ontem foi dormir mais leve e feliz. Ele se orgulha do que é. Sabe perder e ganhar, aprendeu a sofrer e a se alegrar. Alguns dias atrás estávamos, eu, ele e o outro moleque, no Maracanã. Fomos de carro, estacionamos mais ou menos perto, caminhamos com nossas camisas no meio da torcida do Botafogo, merecemos olhares de respeito e nenhuma, nenhuma hostilidade.

Torcedor de futebol de verdade respeita quem ama um clube. Torcedor de futebol de verdade está feliz com a Portuguesa, essa pequena aldeia gaulesa que se recusa a ser mais do que isso, porque é isso que somos. Temos nossos Asterixes, Obelixes, Panoramixes e Chatotorixes. Dependendo dos resultados da última rodada, podemos terminar o ano em décimo, o décimo maior time do mundo, na frente de representantes poderosos bancados pelo Império Romano.

Não temos arena, temos um estádio. Não temos celebridades em campo, nossos jogos não passam ao vivo na TV, não colaboramos com os índices de audiência das emissoras abertas, ou fechadas, o dinheiro que chega é pouco, há quem nos considere pequenos e irrelevantes, mas não tenho nem raiva desses, me causam é pena.

Pena, porque a gente tem uma poção mágica que vem de algum lugar misterioso, e não é todo mundo que vai bebê-la um dia na vida. A cruz que a gente carrega no peito, ao contrário do que muita gente imagina, não é um fardo, é uma dádiva.

Somos um milagre, um milagre do amor.

114 comentários

  1. Adalberto Ribeiro disse:

    No país dos estádios “padrão Fifa”, ver um time “à moda antiga” como a Lusa desmentir a atual lógica mercantilista do futebol chega a valer tanto quanto um título.
    Quando a Lusa entra em campo, ela representa a antítese do chamado futebol moderno e joga contra todo o establishment do esporte, contra o poder financeiro, contra empresários, árbitros, adversários, imprensa e muitas vezes até mesmo contra a própria diretoria.
    Por isso chegar ao final de um campeonato e ver a Lusa resistir na Série A e desmentir tudo o que essa gente diz que “é” o futebol tem um gosto doce de cereja, daquelas que se comem em Portugal e que só quem já provou sabe qual é.
    Torcer prá Lusa é assim, só quem torce sabe o que é…
    Viva a Lusa!!!

  2. Norson Botrel disse:

    Só uma correção, Flávio. Matematicamente, a Lusa ainda corre risco. Se a Lusa perder, Inter e Criciúma ao menos empatarem, Coritiba e Vasco vencerem e o Vasco tirar 11 gols de saldo em relação à Lusa (ex: Atlético 0 x 6 Vasco e Lusa 0 x 6 Grêmio), a Lusa cai.
    Mas isso seria algo cataclísmico, similar às Marússias vencerem o mundial de construtores em 2014.

  3. Miguel Direito disse:

    Belo texto. Parabéns de um seu leitor Luso, de Portugal.

  4. Eduardo disse:

    Ninguém escreve melhor sobre a Lusa que você, Flavio. Se eu apitasse algo no marketing do clube, te faria a proposta de lançar uma coletânea com as melhores crônicas/colunas sobre a Portuguesa. E me lembro de muitas que tive a sapiência de copiar, colar e salvar, desde os tempos do Lance! Mais uma vez, parabéns. Aliás, parabéns pra todos nós!

  5. Bruno Laporta disse:

    É bem por ai mesmo Flávio. Como Juventino acredito que “arenas e celebridades em campo” é o ponto principal discutido por aqueles que falam em “ódio eterno ao futebol moderno”. Um desgosto muito grande pelas transições financeiras astronômicas e o endividamento dos clubes de uma forma, para ser objetivo, atrapalhada e inconsequente. Ficam discutindo em mesas de bar títulos, bandeirões, 77, jejuns… E fico feliz mesmo quando alguém vem falar de futebol, bola, campo quando estou por ai com meu manto Juventino.

  6. Luciano disse:

    A Lusa é o rio que passa em nossa aldeia: maior, mais belo, mais livre. Será que Fernando Pessoa já acompanhava a Lusa num radinho de galena?

    O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
    Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
    Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

    O Tejo tem grandes navios
    E navega nele ainda,
    Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
    A memória das naus.
    O Tejo desce de Espanha
    E o Tejo entra no mar em Portugal.
    Toda a gente sabe isso.
    Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
    E para onde ele vai
    E donde ele vem.
    E por isso porque pertence a menos gente,
    É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

    Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
    Para além do Tejo há a América
    E a fortuna daqueles que a encontram.
    Ninguém nunca pensou no que há para além
    Do rio da minha aldeia.

    O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
    Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

    Alberto Caeiro

  7. Alvaro Ferreira disse:

    Caro FG, não admira que vocês não tenham tido problema andando no meio da torcida do meu Botafogo. Na verdade, a gente se identifica um pouco com vocês. Todo botafoguense é um pouco “gauche” na vida. A gente também se acostumou, ao longo do tempo, a andar na contramão do convencional. Não somos melhores nem piores que ninguém, apenas diferentes. E continuamos a gostar do futebol pelo esporte e pelo sonho de 90 minutos no campo verde. Depois que acaba, um chopp e vida que segue.

  8. Caio Lorena disse:

    Exatamente, Flávio! Torcemos pelos nossos times. Sou torcedor do CSA e não sinto a necessidade de torcer para um dito “vencedor”. Voltei ao estádio frequentemente em 2006, por obra do meu já falecido irmão. Amo o meu clube mais do que tudo e tenho minhas identidades a serem preservadas. É preciso resistir. Vamos em frente!.

  9. José Higino Gomes disse:

    Parabéns Flavinho; você descreveu muito bem a nossa paixão …

  10. Luis Filipe disse:

    Me preocupo é com o próximo Abracurcix que vai presidir nossa aldeia gaulesa nos próximos 3 anos …

  11. Rodrigo Mota disse:

    considerações:

    1) a Portuguesa não é time pequeno, talvez tenha uma renda bem menor que os demais, menos torcedores e menos “poder de barganha” com a globo e cbf, mas time pequeno não se mantém na série A. acho que o Nautico é menor e vejam o São Caetano e Paysandu. tem tamanho de time grande mas não tem renda grande ou estrutura grande. foram rebaixados pra série C…

    2) não acho que o campeonato da cbf seja o melhor do mundo no presente momento. pode ser o maior da América Latina mas precisa de muita estrutura para chegar no nível dos campeonatos Europeus. na Europa times da “série C” (ou equivalente) enchem estádios, no Brasil quando muito você lota um estádio na série B.

    -o Brasil foi penta porque no passado havia jogadores sem frescura, jogavam direito e não ganhavam milhões pra fazer firula. a “seleção” de hoje precisa melhorar muito pra chegar no nível antigo

    3) o que impede a Portuguesa de ter maiores conquistas é justamente o “poder de barganha” com a cbf e globo. não é “time da moda” e portanto não aparecem na TV e consequentemente tem renda menor. o torcedor portanto é um verdadeiro mestre porque tem que correr e achar meios diversos para acompanhar seu time.

    porque será que só os times mais populares de SP, RJ e MG tem grana? porque são times que aparecem na TV e são noticiados. os próprios times do sul (Grêmio, Internacional, Coritiba, Atlético-PR) tem rendas menores, mas no caso do Grêmio e Internacional que conseguiram títulos importantes e mesmo assim a globo ignora esses times.

    tem muita máfia nessa coisa e isso só é a ponta do iceberg…

  12. FABII GOMES disse:

    Nunca serão iguais a nós… É algo mágico e maravilhoso, paixão e ódio…
    Parabens pelo texto. Me emocionei demais.

  13. Rogério Magalhães disse:

    “Portuguesa, essa pequena aldeia gaulesa que se recusa a ser mais do que isso, porque é isso que somos. Temos nossos Asterixes, Obelixes, Panoramixes e Chatotorixes”.

    Isso resume tudo. Os Obelixes que rompem as arquibancadas, os Asterixes que carregam o time, os Panoramixes que fazem poções a botar o time pra correr. Os Chatotorixes? A gente da cornetaria, malas pra cacete. Mas tudo por uma mesma paixão.

    Quem foi ontem pra Campinas tá de parabéns. Torcedor de verdade…

  14. Thiago Pellegrini disse:

    Almoçando hoje, eu um palmeirense, um corintiano e um sãopaulino todos comentamos sobre a Lusa e todos fizeram o mesmo comentário, que bom que a Lusa ficou. Aproveitei e disse que se ganhar R$200 milhões na mega da virada metade vai para a Lusa, só para montar um time e tocar o terror no futebol coxinha que temos hoje.

  15. João Sarto disse:

    Corinthiano que tem mais de 50 sabe o que foi 77, discordo um pouco disso que por torcer pra time de pouca torcida se é mais torcedor, pois nessa época todos nós sofríamos demais e até a tua Lusa já havia dividido um título com o Santos de Pelé e nós a míngua eu mesmo, que nasci em 58, nunca tinha visto meu time campeão.

  16. ed diogo disse:

    Eu sei o que voce esta dizendo pois torco pelo querido America mineiro e so para dar um exemplo escute a radio Itatiaia como ocomercial diz a radio de Minas mas noticias do coelhao sao sempre as ultimas e no maximo 3 minutos ja as dos outros 2 times ocupam toda a progamacao mas estamos no mesmo time Flavio Amor F C

  17. lelito disse:

    estava sentado bem atras de vc ontem com minhas filhas minha esposa e meu irmao e sua namorada chorei muito no caminho de volta pra barretos a 350 km de campinas mas chorei de alegria e agora estou chorando e de alegria e de saudade do meu saudoso pai que me ensinou a amar a portuguesa parabens pela materia

  18. Angelina Carvalho disse:

    Belíssimo texto! Eu, como torcedora da Lusa, tenho o maior orgulho em saber que, apesar da nossa torcida ser pequena, é a mais apaixonada que existe. Um amor incondicional!!! Sem contar que nosso manto sagrado é um dos mais bonitos do mundo.

  19. Lucas S.A. disse:

    Nao concord com a sua opiniao a respeito.

  20. Alexandre disse:

    Texto de torcedor apaixonado pelo time e pela essencia do futebol. Não tenho essa paixão toda mas não deixo de torcer para o modesto, mas honesto América do RJ.

  21. Eduardo disse:

    Flavio eh bom o lanche no bar Presta Atenção?

  22. Sérgio disse:

    Parabéns, muito legal a lembrança de times, que para a midia vendida, nem deveria disputar campeonatos, Flabosta e o time chamado do povo, já são milionarios , sempre tem um juizinho para dar 1 penalti, jornalistas puxam o saco deles para garantir seus empregos, nós temos tudo contra, mas como vc diz temos AMOR. Torcer pros badalados é facil, coisa pra covarde, Assumir o amor pelos chamados pequenos é pra poucos, somos guerreiros

  23. Meu comentário aqui talvez se perca ou talvez alguém venha encher o saco por eu ser são-paulino, mas eu não queria falar do São Paulo aqui.

    Fui até Criciúma ontem (porque há fanáticos nas torcidas de times grandes que não ligam se um jogo vale alguma coisa ou não, mas eu prometi não falar do São Paulo). Enquanto chegávamos ao estádio, quase todas as pessoas pelas ruas e calçadas usavam uma camisa amarela e preta. A cidade abraçou realmente o time, de uma maneira muito bonita. Lá dentro, todo o setor dedicado aos torcedores do time da casa estava abarrotado. O espaço reservado aos visitantes ficava bem ao lado d’A Banda dos Carvoeiros.

    Puxados por eles, os milhares de torcedores do tigre cantaram durante o jogo todo, de uma maneira que não se vê em São Paulo, sem exceção. Não era um coro que vinha só da “organizada”; ele até começava lá, mas ecoava por todo o estádio. Muito bonito de se ver. A festa ao final do jogo foi espetacular. Até filmei um pedaço e coloquei no YouTube (não vou pôr link, mas é só procurar por “Torcida do Criciúma em 1 de dezembro de 2013″).

    Saí do Heriberto Hülse com a certeza de que o Criciúma tem de estar na Série A em 2014 — e além. Essa tese foi reforçada ao andar até um rodízio de pizzas a uns três quarteirões dali. No meio de várias camisas amarelas, eu andava com a minha do São Paulo, também sem nenhuma gota de hostilidade. Pelo contrário: ficamos conversando com uns torcedores catarinenses sobre a situação do clube após a rodada, depois cumprimentamos vários outros e sempre deixamos claro o nosso respeito à torcida deles.

    Futebol, aliás, deveria ser sempre assim… vou a quase todos os jogos do Nacional no Nicolau Alayon, e já houve vezes em que os raros torcedores dos visitantes assistiram a jogos junto conosco (apesar de olhares reprovadores da PM) ou vieram depois do jogo pedir para tirar foto com quem estivesse com a camisa do Nacional. ISSO é o futebol.

    • Flavio Gomes disse:

      Sei exatamente como é. Em 2011 também fui ver a Lusa em Criciúma. Torcida sensacional e anfitriã. Saímos e fomos a um bar do lado do estádio, boteco bacana, cheio de gente bonita. De camisa e bandeira. Zero de problemas, ao contrário. Nunca vou me esquecer. Fiquei muito feliz com o Tigre, agora é só um empate para se safar.

  24. João Madeira disse:

    Excelente texto. Mexeu com meu coração da mesma maneira que a Lusa mexe e vc definiu bem. Sentimento é difícil de traduzir em palavras. Parabéns por conseguir essa tradução.

  25. E pensar que, por uma dessas casualidades que a vida faz, eu não estava em Fortaleza no dia que a Lusa passou por aqui. Espero que voltem.

  26. Moacyr Lopes disse:

    Flávio Gomes, seus textos são muito bons, já lhe escrevi isso antes. Aliás, creio que vem de algum cromossomo, já que seu irmão segue a mesma linha. Mas, o que quero te contar é sobre a Lusa.
    Meu pai, mineiro, mudou-se para SP em 1961. E resolveu que seu time de coração seria ou Lusa ou Juventus, da Moóca. Escolheu o Moleque Travesso, talvez por causa da inúmeras travessuras. Mas, nossa família é de origem portuguesa, ele nunca deixou de acompanhar a Lusa. Antes de seu falecimento, há 5 anos, um dou últimos presentes que lhe dei foi uma camisa da Lusa.
    Escrevo isto, pois também acabei me afeiçoando a Lusa (mesmo sendo palmeirense desde criança) através da Barcelusa e, mais ainda depois da chegada do Rogério, zagueiro, que jogou por 3 anos aqui no Uberaba Sport, time de minha terra, onde moro. Vi muitos jogos dele e ele, por várias vezes, ele parou Kléber Gladiador, Obina, Tardelli e todos os atacantes dos times da capital que vinham aqui nos desafiar no campeonato Mineiro. Ele pode ser muito melhor aproveitado na zaga, mas está se saindo um bom LE.
    Finalizando, escrevi isto tudo para contar o que me ocorreu este ano: transferi minha assinatura da séria A (premiere FC) para a série B, para assistir ao Palmeiras. Porém, não estava feliz com isso, já que eu me deparei em vários jogos assistindo e vibrando com a Lusa na Série A (e torcendo), mais do que nos jogos do Palmeiras. Rapidamente, retornei minha assinatura para a série A e não perco um jogo da Lusa. A história da Lusa e do Uberaba são semelhantes: poucos títulos, sofridos, sem dinheiro, mas com uma torcida como poucas, daquelas reais, de paixão pela camisa e pela história do time.
    Até um tempo atrás, eu era um palmeirense que simpatizava com a Lusa. Hoje, já tenho quase certeza que sou um Luso que já torceu pelo Palmeiras.
    Um abraço e continue nos brindando com estes belos textos.

    Moacyr Lopes, Uberaba, MG.

  27. Grande Flávio,
    Te conheço há quase 30 anos e sempre que acabo de ler seus textos percebo que meus olhos estão cheios de lágrimas.
    Pra mim é uma honra ser seu amigo.
    Grande beijo

  28. Parabéns! Isso é futebol, na sua essência.

    Sou torcedor do Atlético Paranaense desde sempre. Confesso que preferia a antiga Baixada, demolida em 1999 pra dar lugar à essa Arena que agora está sendo reconstruída.

    Lutaremos pra que a alma do CAP sempre esteja presente.

    Pra mim, sempre será o Furacão da Baixada, e não da Arena.

  29. Eduardo disse:

    FG e amigos, para variar, na mosca.
    Agora, por favor, não tome como regra os poderosos do império. Jamais me esquecerei do trajeto da Barra Funda até o Pacaembu nos ombros do meu pai, pegando carona em kombis, saveiros e o que coubesse de gente para ver Dama, Embu, Guinei e Jacenir sofrendo com poderosas agremiações interioranas, com quase 50 mil pessoas, chuva e amendoim, torrado e moído, no concreto pintado de verde perto da Torcida da Curvinha sem nenhuma estrela de campeão de nada, senão os paulistas, e feliz da vida.
    Não torcerei pela Ponte, mas o clube e a torcida merecem o que vivenciarão.
    Ao futebol de verdade, do festival ao troféu – transitório – ganho no campo inimigo, aquela saudação do pessoal em cima do caminhão!

  30. Paulo Rocha disse:

    muito obrigado Flávio por esse texto que retrata fielmente o que é ser Portuguesa, o que é ser Lusa e eu que vivo longe de São Paulo, meu amor pela Portuguesa ultrapassa tudo o que é racional, porque a portuguesa nos fez assim.

    Paulo Rocha – Cascavel – Paraná

  31. Jr. disse:

    A Portuguesa é daquele tipo de time que carrega em si todo um glamour, uma história bacana, e que não deveria nunca cair de divisão no Brasil.

    É o time da colônia da terrinha, dos padeiros, dos caras que adoram comer um tremoço na numerada do Canindé… vai ver se em algum outro estádio de SP tem isso?

    Não por nada, sou palmeirense, mas a Portuguesa é o time que nunca deveria cair.

  32. Nívio Dorta disse:

    Pô, cara, adiciona meu CSA aí nesse grupo do Amor FC. haha

    Parabéns a Lusa pela permanência heroica!

  33. Cristiano disse:

    Demais este texto ! É exatamente assim que torcemos pro nosso Arapongão ! Campeão do interior do Paraná em 2012 ! Este ano foi meio apagado, mas tá valendo . Até o Dario Pereira treinou nossa esquadra este ano ! Parabéns Flávio Gomes .

  34. Felipe disse:

    Belo Texto FG.

    A melhor parte é quando você fala que o Campeão do Mundo é Brasileiro ahuahauhauah.

    Vai Curinthá!

  35. Vinícius Carreira disse:

    Estava lá com você flavinho, peguei a camisa do Moises e posso afirmar, jogos como esses fazem nossa alegria, muitos falam que somos coitados por nunca virmos um título relevante, mas posso afirmar com todas as letras: A Portuguesa é uma dádiva em nossas vidas, temos o que muitos não vão ter na vida, um amor verdadeiro que não sobrevive a base de números e sim com nossa simples devoção a esta camisa encarnada!!!!

  36. João Paulo Toledo Piza disse:

    Por esse amor sincero pelo futebol que ainda me faz um louco por esse esporte, e me fez assistir um pouco menos(bem menos os programas ao vivo), aquele veículo de imprensa televisiva, que por falta total de sensibilidade o desligou do seu RH,o gigaaaaaaante Flavio Gomes,e acredito eu começaram a se vender para esse tal mercantilismo Romano….grande abraço e belo texto parabéns !!!

  37. carlos lima disse:

    Belo texto. Parabéns, Flavio, pela excelência da lauda e pelo amor ao time. Bravo!

  38. Ricardo Soeiro disse:

    Belo texto FG.

  39. Rodrigo Santiatgo disse:

    Muito legal. Sempre acompanho seu blog, seus tuítes, e simpatizo demais com a Portuguesa principalmente por influência sua.

    Meu time é o Fluzão, que deve cair, mas tudo bem. Ano que vem a gente volta, sem revolta alguma. Futebol é muito bom, perdendo ou ganhando!

  40. Paulo Henrique disse:

    E se o “gordinho” tivesse assumido antes no lugar Coronel Pimenta a situação poderia ser melhor.
    Nisso o Candinho ( bancou o Pimenta até não dar mais , e era claro que nunca deu) pisou na bola com a Lusa
    abraços

  41. Edgar Lopes disse:

    Mesmo depois de altos e baixos, risos e choros, não encontraria palavras melhores para dizer o que é esse amor. Belas palavras, Flávio.
    Ao lado do maestro João Carlos Martins e do Sardinha (claro!), você deve ser o nosso torcedor-símbolo. Vamos falar com a equipe de marketing para elaborar um comercial com você. rsrs…
    Brincadeiras à parte, ótimo texto!
    Valeu!
    Abs lusitanos, Edgar

  42. Elias Gottardo disse:

    Excelente! Viva ao verdadeiro futebol! Um salve aqui do Inter de Lages, campeão ontem da terceira divisão do futebol catarinense!

  43. Rodrigo Guilhoto disse:

    Flávio, simplesmente emocionante !!!

    Vc conseguiu retratar o sentimento do verdadeiro torcedor lusitano.

    Parabéns e somos serie A!!!

  44. Rafael disse:

    Texto lindo, puta merda.

  45. do Pandeiro disse:

    Estou me sentindo mais ou menos assim com o meu Palmeiras!

  46. MANUEL GONÇALVES RIBEIRO disse:

    Muitas vezes me questiono, a tristeza me invade, momentos de reflexão, surge aquela pergunta ? será que vale a pena torcer assim para um time em que todos são contra ? até seu próprio presidente ? aí vem um torcedor-símbolo como você e, simplesmente me faz jogar tudo aquilo no lixo, bate o arrependimento: Meu Deus porque pensei assim ? Você e seus “moleques” me põem no meu lugar, me coloca onde eu nunca deveria ter saído , aquele pensamento Caramba como é bom torcer para o time do Flávio Gomes…como é bom tê-lo conosco, como é bom saborear a sua receita de: Como é maravilhoso torcer para o 13º clube do Mundo, aliás, por enquanto, pois, a semana que vem seremos maiores…….Grande Abraço.

  47. Emerson Braz disse:

    Sensacional texto… queria ter ido ontem mas minha pequena lusitana tinha apresentação de balé ( isso é dia)??? no caminho pro teatro saiu o segundo gol e ela se pois a explicar pra amiga niponica tudo isso que você explicou acima… só quem foi a Capivari e Rio Claro pode falar de amor esse ano ahahaha … até as arquibancadas da vida, Flavio..

  48. Ivan Violin disse:

    Caramba Flavio. Isto que é escrever. Aliás, não é escrever é transmitir. Transmitir um amor. Lendo seus textos sobre o futebol, sobre alguns aspectos da F1, sinto que é hora de fazermos as coisas com um pouco mais de amor. Pelo que fazemos mesmo. Um pouquinho de todo mundo dá um montão.

  49. Roy disse:

    Boas novas virão Flávio

    Por ser o terceiro ano consecutivo da Lusa na série A ela vai poder fazer um contrato a longo prazo com a rede Globo ou seja sua situação financeira vai meio que se estabilizar mesmo se cair ano que vem

    Torça pela nossa Nega Véia nesse meio de semana, pois fiquei sabendo que a TV irá exibir filme na quarta a noite

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