LUTO EM LONDRINA | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 - 23:37Automobilismo brasileiro

LUTO EM LONDRINA

londrinamorte

GUARUJÁ – Soube agora da morte do catarinense Robson Kölling nos treinos para as 500 Milhas de Londrina. Ele tinha 35 anos e segundo os primeiros relatos que me chegaram, bateu de frente no fim da reta principal. Não tenho mais detalhes. É a segunda morte em Londrina neste ano. A outra foi de um rapaz de motocicleta.

Se alguém tiver mais informações, agradeço. A prova não foi cancelada, segundo os organizadores.

20 comentários

  1. Julio Cesar Campanha disse:

    O rapaz que morreu de moto era meu amigo e cliente há muitos anos! Tinha experiência em motos. Muito triste!

  2. Que fim levaram as velhas “lavadeiras”? Lembram? Uma zebra dentada parecendo uma engrenagen de dentinhos curtos… Quem sabe se, hoje bem projetadas, não seriam uma solução? Com duas ou três passadas por cima não haveria pneu ou suspensão que aguentasse, Além de que não seriam um risco muito grande para o piloto. Aposto que todo mundo ficaria quietinho no blacktop.

  3. Antonio Seabra disse:

    Situação complexa e difícil de analisar, principalmente daqui, do sofá de casa. Não quero dar pitacos a esmo, principalmente em respeito a uma vida perdida.

    Mas, o automobilismo tem coisas estranhas – e não é só no Brasil varonil, não ! – que merecem, no minimo, ser repensadas. Um dos casos críticos é a definição dos limites de pista, as famigeradas zebras. Antigamente, quando a faixa de asfalto literalmente “terminava” na tangencia e na saída das curvas, NINGUEM colocava as rodas fora do limite, a não ser que a barata estivesse fora de controle. Quem colocasse perdia tempo, e ainda arriscava rodar ou furar pneus. Ai por uma questão de segurança, criaram-se as zebras. E foi o suficiente pros espertos descobrirem que dava pra “cortar caminho” por cima das zebras ! Ai fizeram zebras mais altas, que faziam os carros decolar, e em nome da segurança, voltaram as zebras mais baixas. Dai, todo mundo passou a ir por cima,de novo.
    E virou uma coisa tão normal que um dos bordões criados por aquele locutor que todo mundo acha insuportável é: “zebra já virou pista a muito tempo !”
    Só que a coisa extrapolou as frases de efeito do Galvão: quando eu fiz o curso de pilotagem, recebi do instrutor instruções claras, tipo, “aqui no S e no Bico de Pato, vai com as 4 por cima da zebra, senão não vem tempo…”. Muito pior que isso, na elitizada F1 os carros foram devidamente “adaptados” para saltar por cima das zebras, com suspensões mais fortes e pneus de perfil mais alto, que absorvem melhor os trancos. A TV passou a usar a super camera lenta pra mostrar os carros “voando”. Aliás, voando não, saltando ! Acho até que deveriam ter mudado o nome das provas para “F1 com barreiras”…
    Depois de algumas suspensões arrancadas e de alguns acidentes potencialmente sérios (Rubinhoooooo, Hakkinen, etc), lá fora “achataram” as zebras, e … de novo, todo mundo vai por cima das faixas pintadas. O tal do “tempo” deixou de vir no braço, no acerto mecanico, pra vir na esperteza…(eh, eh, Alonso, um dos que vai mais “fundo” na aplicação dessa arte).
    Aqui no nosso Brasil “ame-o ou deixe-o”, alguns tiveram a brilhante iniciativa de coibir esses abusos, em nome da esportividade (o principio estava certo, mas o ato…), e criaram verdadeiras “rampas de lançamento”: em Brasilia, colocaram “lombadas” transversais, em Londrina, pelo que vi num dos videos postados, colocaram na paralela um verdadeiro “quebra-molas”.
    Esses “voos” reduzem muito a possibilidade de desaceleração, voce perde um espaço de frenagem no ar, cai de rodas travadas, pega a area de grama, e não para mais. Ai encontra as barreiras de impacto, em geral mal pensadas, mal posicionadas, com barreiras de pneus mal feitas, e está montado o palco pra tragedia.
    É urgente que se pense e se faça alguma coisa, em âmbito mundial. Do jeito que tá, fica cada vez pior. Por enquanto, não temos uma solução magica – eu não tenho. Talvez (i) fazer as tais “zebras achatadas” pintadas com tinta erosiva, que “degaste” os pneus. Mas corre-se o risco de virar mais um ridículo “push-to-pass”, com engenheiros calculando e informando ao seu piloto: “voce ainda tem direito a 5 passadas pela zebra, antes de os pneus estourarem…”. Que romantico ! (ii) Ou colocar limites eletrônicos, passou toma punição automática, mas ai começa outra discussão: foi intencional ? levou vantagem ?

    Cacete ! Vou acabar concluindo que o melhor é voltar ao tempo das corridas de rua, com limites da pista em “meio-fio”… bateu, no minimo fura o pneu, empena a roda, quebra a suspensão. No máximo, capota…Que não é a melhor solução eu sei, mas pelo menos acaba com a praga dos “pilotos-espertos”.
    Enquanto não se encontra uma solução, lá do “ceu-dos -pilotos”, o Fangio, Ascari, Moss, Clark, e cia ltda. vão continuar abismados, vendo os espertinhos cortando caminho por cima das zebras, altas ou baixas, e pensando: grandes babacas !!!!

    Antonio

  4. A.Vandelay disse:

    Só uma observação, deviam proibir qualquer tipo de interferência vertical numa pista. Pô, uma lombada! Na zebra! Se buraco não pode, calombo também não deveria poder.

    Se a razão da lombada é impedir o piloto de cortar por dentro da zebra, tem soluções melhores e muito menos perigosas, como um pino flexível, um cone de borracha. Parece tão óbvio e ninguém levanta a bola disso.

  5. Marcel disse:

    Meus sentimento a família. Muito triste, independente da causa.

  6. Thiago Azevedo disse:

    Não estava no autódromo e as informações que tenho são que as que li no jornal. Mas pelo que já vi no local e pela pancada forte, imagino que seja um problema mecânico.
    A área de escape ali no final da reta dos boxes é razoável, já vi muita gente sair da pista muito rápido naquele trecho, mas não a ponto de dar uma panca forte daquela no muro.

    Pelas informações, ele estava a 180 km/h onde deveria estar a 80 km/h. Pelas imagens da câmera on-board, parece que ao notar que estava rápido demais, possivelmente por falta de freio, ele jogou o carro para a grama, então, acho que dá para descartar mal súbito. Falaram em mal súbito porque ele estava usando medicamentos para dor decorrentes de algum problema no quadril.
    Consta que há marca de pneus, disseram que é de frenagem (sei-lá, pode ser de derrapagem).
    Acho que foi algum problema no freio mesmo – pode ser um problema parcial. É realmente estranho uma panca daquelas naquele trecho.

    Força para a família e para os amigos. E que a corrida transcorra bem.

  7. Roberto Borges disse:

    Estranho, uma pista onde não havia problemas com dois acidentes feios em pouco tempo. Moto é complicado, mas um protótipo?
    Gostaria de levantar apenas uma questão relativa à segurança do carro, que o Carlos Tassi falou que era seguro. A frente não cedeu demais? Ou é impressão pela foto? Tudo bem que panca de frente e rápido é complicado, mas a impressão é que o chassi cedeu demais. Para mim fica a certeza de que no final da reta há necessidade de caixa de brita!

    • Roberto,
      Não, o chassi do protótipo termina extamente até onde aparece, o resto é carrnagem e mecanica frontal. Veja a posicao das rodas, o eixo voltou, mas o “cockpit” se manteve intacto. Ali é um ponto de alta velocidade, ele passou sem frear, deve ter alcançado uma velocidade acima dos 180km/h no impacto.
      Concordo com a caixa brita, porém, ele “rampou” num elevado após a zebra, tipo uma lombada, pra evitar cortes grotescos da chicane e voou por cima de toda a area de escape praticamente, até colidir nos pneus, frontalmente. Usava HANS, mas mesmo assim, foi fatal.
      Talvez, essas areas de escape e mesmo as proteções, deveriam ser revistas. Talvez, um espaço entre o muro e a barreira de pneus, uma barreira c certa mobilidade e claro, maior. Enfim … Uma fatalidade que nesse caso, dificilmente seria evitada.

      • Roberto Borges disse:

        Ok Carlos!
        Avaliando com cuidado dá para perceber que não cedeu assim. Considero que sua avaliação do final da reta esteja correta. Isso significa que o pessoal que administra as pistas, não só Londrina, precisa começar a pensar naquilo que é menos evidente, como uma pequena decolada do carro. Hoje os carros estão muito rápidos e a segurança de anos atrás não existe mais. Vários dos nossos autódromos estão começando a apresentar acidentes feios, acho que por causa da falta de evolução da segurança, mas os carros estão cada vez mais rápidos. Interlagos, subida do Café, é o melhor exemplo.

    • John disse:

      Cedeu demais sim… http://www.youtube.com/watch?v=sE7-0eONMLU

      Mas vale a pensa ressalvar a dificuldade de se fazer um projeto que suporte um impacto como este.

      Infelizmente os protótipos brasileiros são de fundo de quintal. Não temos empresas fortes bancando projetos milionários como ocorrem na Europa…

  8. Fatalidade.
    Protótipo era novo, seguro, pista segura, equipamentos seguros, enfim … Nada de varzea, ou impericia ou errado da organização ou vistorias.

    Pelos relatos dos amigos que estão lá, parece que ele tinha passado mal na noite anterior e tomava remédios e tudo indica, que teve um mal súbito, pois não fez menção nenhuma de fazer a curva e nem frear, sem marca alguma sequer na grama.
    Ele devia voltar a Curitiba onde morava, para a formatura do filho pequeno e voltar a Londrina para a corrida no sabádo.

    Um bem sucedido empresário, jovem de 35 anos, ótima pessoa e muito gente boa, devo ter comido algum churrasco com ele, daqueles atrás dos boxes que todo mundo vai no fim do dia, no autodromo aqui em Curitiba, onde corremos por alguns anos de Marcas. E nas duas vezes que estive nas 500 milhas, uma vez dividindo a pista com ele e outra só nos bastidores.

    Uma fatalidade como disse. Pessoal lá, todos muito abalados. Era um cara amigo de todos.

  9. José Morelli disse:

    Olha só, onde mais poderia ter sido? Em Londrina, claro!!! Autódromo que SEMPRE comentava: áreas de escapes perigosas, barreiras de pneus vergonhosas…tá aí o resultado. Era questão de tempo…é um verdadeiro milagre que não houveram mortes ano passado, ano retrasado e por aí vai. Iguais a este autódromo, tem vários no Brasil….eeeita Brasil….o país da eterna indignação…..

  10. londrinense disse:

    segunda morte em menos de um mes… tenso…

  11. Francis Rosário disse:

    Não é fácil perder um amigo, ainda mais dessa forma.

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