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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014 - 9:40F-1

SEXTA, LOTUS

SÃO PAULO (desespero total) – A Lotus vai andar alguns quilômetros com seu novo carro em Jerez sexta-feira. A quilometragem permitida para filmagens promocionais e tal, algo a que todas as equipes têm direito. É bom lembrar que o time foi o único ausente da primeira bateria da pré-temporada.

Mas para a Renault, é mais do que apenas o registro de imagens publicitárias. Os caras estão apavorados com os problemas de suas unidades de força até agora.

15 comentários

  1. Jeferson disse:

    A Renault sempre fracassou nos motores turbos, apesar de introdutora da novidade na F1, ela teve em 1980 fazer consultoria a Porsche, considerada detentora da melhor tecnologia da época, já que ela usava nas provas de resistência de Le Mans. Os BMW, Ferrari, Porsche e mais tarde Honda sempre dominaram as retas, os Renault sempre atrás 10, 15 kms a menos nas retas e com a redução dos tanques de combustível os Renault despencaram…favorecendo mais a Honda. Motor aspirado qualquer um faz, basta ter dinheiro e no caso da Renault eles são expertos, fizeram um motor comum, mas grudaram na Williams com suas grandes novidades eletrônicas (suspensão ativa, ABS, controle de tração e câmbio automático – este quem introduziu primeiro foi a Ferrari), conseguiram convencer Head a contratar o Newey para a Williams depois eles expulsaram o campeão Mansell para colocar no seu lugar o Prost um piloto sabidamente muito superior (como se viu no confronto Mansell X Prost na Ferrari em 1990), mais tarde grudaram no Senna pois perceberam que Prost aos 39 anos estava decadente, pegaram o Schumy em 1995, em 2005/2006 tiveram um carro com uma inédita suspensão de massa, em 2000 tiveram vantagens aerodinâmicas graças a Newey, a Renault foi campeã mesmo com 30 cavalos a menos que os Mercedes. Agora a Renault está sendo desmascarada, pois este regulamento exige muita tecnologia, é verdade que o giro é baixo 15 mil, isto é fácil de ser feito, é verdade que a pressão do turbo é baixa, também fácil de ser feito, mas o problema é o consumo de apenas 100 kgs isto aí favorece equipe que investem mais como a Mercedes, Fiat e Honda. A Renault está ferrada…a não ser que o Senhor Ghosn invista centena de milhões de dólares….a Honda está fazendo isto….pegando um monte de engenheiros da Mercedes.

  2. Marcelo disse:

    Pilotos da Mercedes brigam diretamente com pilotos da Ferrari pelo título, Mclaren(último ano com motor Mercedes) vem um pouco atrás, mas se a suspensão traseira funcionar, Button vem pra briga!

    Williams e Force Índia disputam mais atrás, junto com Sauber que tem motor Ferrari.

    RBR, Lotus e Toro – Rosso vão sofrer com a confiabilidade, qualquer ponto no top 5 é lucro, pelo menos, nas primeiras corridas!

    Se o motor Renault não evoluir até o GP da Espanha, adeus campeonato! Marussia de motor Ferrari vai dar banho na Caterham.

    Só vejo uma saída pra quem tem motor Renault, tem que pilotar na manha, fica fora do top 10 na corrida, torce para os da frente quebrarem e seja o que Deus quiser, chegar em quinto ou sexto já seria um baita lucro.

    “Ahhh mas se o Vettel conseguir largar em quinto lugar?” Oras, o que adianta largar em quinto se todos sabem que o motor não aguenta o ritmo do motor Ferrari e Mercedes? Ainda tem a limitação de motor durante o ano(5), quem tem motor Renault esta mesmo lascado, vão tomar punições de grid de baciada por trocar motor.

    Do jeito que a coisa anda, difícil acreditar que um motor Renault chegue a bandeirada. Vettel não precisa se desesperar, ele pode ficar uns dois anos sem título…a pressão é mais em cima de Alonso desesperado por um título. Se o regulamento tirou a RBR da jogada, paciência! Aconteceu isso com Schumacher – Ferrari em 2005, mas já em 2006 o alemão brigava pelo título. Vettel tem pelo menos que ajudar a erguer o time, isso em dois anos é possível…se conseguir, o alemão já vai estar em um outro patamar. Daqui dois anos o alemão pode até mudar de equipe, quem sabe ir para Mercedes ou Mclaren já em 2015.

    Será que Newey aguenta mais uns anos na Formula Um? Sem Ross Brawn e Newey o mundial voltaria a ter um bom equilíbrio…ainda mais com a aerodinâmica em baixa.

  3. alexandre traple disse:

    a Renault “exigiu” e vai pagar todas as despesas destes testes…

    • Alexandre Abdala Traple disse:

      a Renault “exigiu” e vai pagar todas as despesas destes testes…

      Renault chama Red Bull, Toro Rosso e Caterham para acompanhar shakedown da Lotus em Jerez

      A Renault chamou a Red Bull, a Toro Rosso e a Caterham para acompanhar o shakedown do carro da Lotus, nesta sexta-feira (7), em Jerez de la Frontera, como forma de mostrar as mudanças feitas para anular os problemas vistos na primeira bateira de testes da pré-temporada

  4. Anchor disse:

    Que resolveram todos os problemas é certo, a questão é quando? Em duas semanas? Até a Austrália? No meio da temporada? A razão das mudanças era o equilíbrio entre as equipes e na pratica o resultado será que as equipes com motor Renault em apuros.

  5. Fernando Monteiro disse:

    Tudo bem, a Renault vai mal, os primeiros testes foram péssimos, se é que se pode chamar aquilo de teste, mas não duvidem da competência dos caras. Em 1977 todos debocharam deles por causa das chaleiras amarelas que tinham dificuldades de funcionamento, e a horrenda mania de cuspir fogo, quando víamos um monte de mecânicos fumantes de Gauloises debruçados naquele monte de tubos e caracóis com braçadeiras douradas tentando harmonizar seu funcionamento, e mais tarde, os rivais deram o braço a torcer e vimos os anos 80 dominados por motores turbo. Nos anos 90, os franceses vieram com um V10 revolucionário deixando os V12 da Ferrari e Honda obsoletos e novamente definiram outra época, as dos motores V10, que foi a fase dos motores mais possantes em configuração de corrida, chegando a ter 950 Hp.

    • Luis Felipe disse:

      Sim, Fernando. Não se pode duvidar da capacidade técnica da Renault Sport, braço esportivo da montadora francesa. Mas naquela época, final dos anos 70 a Renault foi bastante revolucionária e jogou muito alto. Se desse certo, daria muito certo. Se desse errado, e as chances eram altas, quebraria a cara na laje. Acabou dando certo, mas, para infelicidade francesa, a Renault não ganhou nenhum campeonato com seu motor turbinado. Nem equipe de fábrica nem as equipes-clientes, como a Lotus John Player. As referências daquela época eram BWM, TAG Porsche e Honda e não a Renault. Mais um adendo: antes de 2006, último ano dos V10, apesar dos títulos de Fernando Alonso em 2005 e 2006, o motor Renault também não era considerado “o bicho”. Ficava aquém em potência em relação à Ferrari, Mercedes e BMW e no mesmo nível da Honda e da Toyota.
      Abraço.

      • Fernando Monteiro disse:

        Sim Luis, concordo com tudo que você disse, na virada da década de 70 para 80 a Renault sempre bateu na trave, perdendo o título para os carros equipados com motor DFV, – a Renault era uma espécie de Golias enfrentando um monte de Davis – que já que os Cosworth eram consagrados na categoria, mas os caras nunca desistiram, acreditavam nas suas idéias e no final, a bem da verdade, o título escapava, talvez porque os carros com motores DFV se davam melhor com efeito solo. A Ferrari também sofria com seu já “antigo motor flat 12″, pois seus carros com efeito solo não se davam muito bem com este motor considerado pesado. O BMW, declarado como o primeiro motor turbo pressurizado campeão em 1982 não participou de todas as corridas naquele ano, pois acho que Piquet fez algumas corridas com o DFV V8, mas isso não tenho bem certeza. Piquet ficou todo o ano de 1982 tetando fazer aquele bloco de 4 cilindros turbo funcionar durante um trecho de corrida inteira. O Motor Honda turbo, quando estreou na Willians em 1983 quebrava demais, ganhando somente uma corrida naquela ano. Ninguém entendeu muito bem porque a Frank continuou com aquele motor que não funcionava. A Ferrari em momento algum durante a década conseguiu fazer seu V6 dar certo, a chance que tiveram em 1982 foi frustrada por tragédias e no final vimos um Keke campeão sem saber bem porque. Eu disse aquilo tudo no comentário anterior porque acho que o brasileiro de um modo geral tem memória curto e mania de subestimar e diminuir os outros. Na maioria dos comentários estão fazendo pouco caso de um fabricante que não precisa provar mais nada na F1, um fabricante tradicional em corridas, que definiu técnicas de construção de motores, que sempre trouxe novidades para a categoria. O Brasileiro tem essa péssima mania de achar que só porque não funciona a coisa não presta, ele nem ao menos se dá o trabalho de saber o problema.Você já imaginou, Luis, se os cientista alemães, americanos,russos, respectivamente desistissem só porque seus foguetes V2, Saturnos e Vostok não funcionaram de início causando inúmeros acidentes? Abraços a vc e valeu pela correção.

  6. Toninho F1 disse:

    O comercial vai ser assim: Sai a Lotus do box e para na pista 100 metros depois. Aí aparece aquele cara ridículo da Allianz, de terninho azul calcinha e havaianas, e diz
    - Ainda não inventaram seguro para isso (Unidade de Força da Renault)…

  7. Coisinha disse:

    Se a Lotus pelo menos não tivesse motor Renault…Alem de entrarem tarde na briga vão entrar com uma desvantagem adicional….

  8. Renann disse:

    Esse limite de km que os times tem para fazer as filmagens tem algum controle? tipo alguém da FIA acompanhando? Pois dependendo do tipo de controle pode até levar vantagem…ela, a Renault e até a própria Red Bull…
    Agora se o controle for eficaz e for utilizado apenas p/ filmagem, acho que o tiro pode até sair pela culatra…

  9. Luis Felipe disse:

    Acho que lá na Renault, mais precisamente na fábrica de motor.., digo, unidades de força localizada em um lugar de nome de vinho carésimo, francês claro, chamado Viry-Châtillon as coisas estão mais ou menos assim, depois do desastre completo que foram os testes em Jerez: além de cancelados no canetaço almoço, lanche e vale-refeição, neguinho tem de ficar enfurnado 24 horas, sete dias por semana, trabalhando sem parar, até acharem a borra que faça funcionar as tais, arghhh, unidades de força. Que, até agora, simplesmente não funcionaram. E para piorar, dormindo no porão da empresa, sem cobertor, aquecimento ou água quente no chuveiro. Só pode. Imaginem se nos próximos testes, no Bahrein, aquele treco, digo, unidade de força resolve não funcionar mais uma vez? Aí, “as mina pira”, como se diz por aí em São Paulo. Imaginem o nervosismo, sempre desmentido com as costumeiras declarações de estamos-confiantes-no-nosso-fornecedor-e-coisa-e-tal, do pessoal da Red Bull, nada mais nada menos atual tetracampeã? Rapaiz, que situação…

  10. Helton Garcia Fernandes disse:

    Então. A gente, pobres mortais, leigos e em busca da praticidade das coisas, pode chamar a unidade de força formada por um motor e duas sopas de letrinhas de, veja só, motor???

  11. Dan Patricio disse:

    todo mundo pedindo desculpas pro Massa em 3, 2, 1…

  12. Adrian Newey disse que agora é “fórmula motor”.

    Viu a Mercedes andando bem, até mesmo com a então combalida Williams.

    Por outro lado, viu abrirem um buraco para refrigerar os propulsores Renault nos seus Red Bull.

    Isto é, sabe que seus esforços aerodinâmicos não farão milagre neste ano. A “força” fará toda a diferença.

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