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segunda-feira, 31 de março de 2014 - 20:45Gomes

MEU CASCO: VAMOS VOTAR!

SÃO PAULO (ô, como é difícil…) – Muito bem, macacada, termina hoje a fase inicial do concurso para escolher a nova pintura do meu capacete. Eu tinha prometido selecionar seis para colocar em votação, e os três mais votados seriam confrontados com as sugestões enviadas pelo designer do Thiago Amorim, que vai fazer a pintura. No fim, escolhi dez… Mas está valendo a regra inicial. Vamos votar nesses dez, e os três mais votados vão para o segundo turno com os do Thiago — se ele me mandar, claro, porque até agora, picas!

Como eu havia prometido, os seis escolhidos na minha seleção inicial vão ganhar o anuário “AutoMotor Esporte” do Reginaldo Leme. “Ah, mas como assim, você escolheu dez!” Eu sei, mas são seis autores, no fim das contas. É que alguns mandaram mais de uma sugestão, e acabei escolhendo essas. Os eleitos serão contatados por e-mail para a gente poder mandar os livros.

Antes de apresentar os finalistas, agradeço imensamente a todos que mandaram suas sugestões. Todas muito legais, e é uma tristeza ter de descartar alguns. Vocês são grandes artistas, sério…

Sem mais delongas, vamos aos dez, com comentários para cada um. Para votar, é só colocar o número nos comentários. E comentar também, claro. Ah, detalhe: não postem os comentários nos arquivos das fotos, e sim lá embaixo, no fim do post, na área para comentários gerais, ok?

1. CONRADO ABREU

conradoabreu

O Conrado não escreveu muito no seu memorial descritivo. Apenas: “Referências: Lusa, Meianov, seus capacetes anteriores e capacetes antigos”. Ele usa a base branca, sempre elegante, e as cores da Portuguesa. Gostei do grafismo na lateral que forma os números 6 e 9. Simples, um desenho clássico, e muito agradável.

2, 3 e 4. FÁBIO VARGA

O Fábio Varga mandou três sugestões. Para efeito de votação, da esquerda para a direita temos os números 2, 3 e 4. Ele usou na sua primeira sugestão as cores da Portuguesa e a base branca. O memorial descritivo não tinha informação alguma sobre nenhum deles, então, falo eu… As linhas curvas do primeiro são bem harmônicas e resultaram num desenho igualmente simples e elegante. Acho que vou usar muito a palavra “elegante” hoje… O segundo usa as cores da Rússia e uma estrela vermelha dominando a cena na parte dianteira. O terceiro também usa as cores da bandeira russa, mas o desenho é mais atualizado, digamos, dando a sensação de velocidade.

5. MARCEL MARCHESI

marcelmarchesi

Veterano do blog, Marcel transferiu para o capacete os elementos gráficos que ele mesmo criou para a atual pintura do Meianov. É um desenho autoexplicativo, pois. Achei legal o FG laranja sobre fundo preto com uma tipologia semelhante à do número do carro.

6, 7 e 8. MARCELO MASILI

Marcelo foi quem mais escreveu sobre suas sugestões. Foram quatro, das quais escolhi três. A primeira, número 6 para efeitos de cédula eleitoral, “foi inspirada na obra mais famosa do El Lissitzky”. Muito prazer. Mas é claro que o cabra mandou um link. Lazar Marcovich Lissitzky era um artista soviético conhecido como “El Lissitzky”. “Foi uma figura relevante durante a Vanguarda russa, contribuindo para a formação do suprematismo (…) e autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda para a então União Soviética. A sua obra exerceu grande influência na Bauhaus e nos movimentos construtivistas, e foi pioneiro em técnicas de produção e esquemas estilísticos que dominariam o design gráfico durante o século XX.” A explicação vem da Wikipedia. Como da Wikipedia vem a descrição da obra que inspirou o desenho do capacete, chamada (em inglês) de “Beat the Whites with the Red Wedge”. Pode até não ter ficado muito convencional, mas só o fato de ter sido inspirado numa obra famosa me faz imaginar que, no mínimo, pode render boas conversas. Fico me imaginando a dar explicações ao ogro Rogério Tranjan, meu colega de Classic Cup, sobre o significado da pintura. Vai ser iteressante mostrar uma erudição que não tenho, só para ver a cara dele. Mas preciso estudar El Lissitzky antes.

A segunda sugestão, número 7, é singela: usa o azul mais famoso do Trabant, com um perfil de sua traseira na lateral e um grafismo com o símbolo e as cores da Vemag na frente. E a 8 usa “motivos soviéticos e construtivistas”, de acordo com nosso artista. “Não usei textura, degradê nem nada disso em nenhum dos capacetes por uma razão pessoal: quando eu era moleque, adorava desenhar capacete do povo da F-1, e ficava puto da vida quando aparecia pelo caminho alguma peça ‘indesenhável’ (coisa raríssima na década de 80, mas que hoje em dia é padrão de comportamento). Resolvi defender minhas raízes de desenhista nas tuas peças”, explica Masili. Fiel aos seus princípios, gostei.

9. MARINANGELO ALFREDO

marinangeloalfredo2

Mais um veterano do blog, que mandou as melhores sugestões para mudar o uniforme da Portuguesa, lembram? Lá vão as explicações: “Me inspirei no seu post sobre o novo casco e surgiram algumas ideias. Na medida que elas vinham, fui tentando construir uma lógica para a novo grafismo. A pintura original (do Sid) é muito boa! Queria atualizar sem perder o conceito. A lateral continua com um elemento (agora sinuoso como o tremular de uma bandeira), que sobe pela lateral e termina em ponta na frente do casco. Esta ponta agora é muito mais Vemag! A silhueta da logo está contida na forma. Além disso é uma homenagem ao MOCO. As cores… obviedade! LF Competições em russo* (segundo meu tradutor para assuntos dessa ordem ). As formas laterais abraçam na parte posterior o logo que não podia faltar. Os filetes trazem a atmosfera dos esportivos clássicos, com suas faixas características. Além disso, é uma leitura da pintura original do Meianov, para mim,a melhor! Enfim… nada como um domingo entediante para fazer a cabeça viajar”. Bom, nem preciso dizer mais nada. Trabalho profissa.

10. WILSON SAIDA

wilsonsaida

Uma releitura do famoso CapaMUG do Mauricio Morais, de 2006, lembram? Ele ainda existe, claro, mas é uma peça de decoração em casa, de tão lindo e inesquecível. O Wilson escreveu: “Não precisa de defesa, precisa?”. Não, não precisa. Ele usou vermelho e verde com generosidade, o Mug atrás, uma fonte meio militarizada no nome e o tartan da roupa do boneco na parte de baixo. Muito elegante, também.

E é isso. Como disse lá em cima, são todos muito legais e bem que os pilotos da F-1 poderiam fazer alguns concursos também para mexer nas pinturas de seus capacetes, que andam feios demais. Agora, dedo na urna eletrônica. Vamos votar à vontade, como diz Pedro Bial, até o Thiago Amorim mandar os projetos dele.

354 comentários

  1. debora disse:

    eu achei muito interesante este programa porque da o portunidade para as pessoas mostrar o seu talento

  2. Arilton Freitas disse:

    Ainda vale votar? Número 1, certamente.

  3. moises simoes disse:

    Numero 1. E os outros finalistas serao o n.2 (com um filete sovietico azul na base depois do vermelho) e o n. 9. Parabens aos demais.

  4. Luciano disse:

    Não gostei de nenhum. O que me parece ter mais a sua “cara” é o 9.

  5. Luciano Marino disse:

    1, com uma obs: o vermelho fechando até em cima com a estrela branca no cume.

  6. Samuka disse:

    A ideia no 69 do 1 no desenho do 5, ficaria perfeito !

  7. Guilherme disse:

    Na ordem: 9, 1 e 3

  8. Andrzej Radek disse:

    Muito bons, gostei de todos. Fico com a opção número um, gostei do “69″ bem estilizado, das cores e referência à fabulosa Lusa. Só faltou mesmo a gloriosa estrela vermelha em algum ponto para ficar perfeito, mas tudo bem.

  9. Alexandre Werner disse:

    Número 10.

  10. Francisco disse:

    Gostei muito do 1, do 8 e do 10.

    Mas o meu voto para o 1

  11. Edu disse:

    1 – simples, objetivo, com todas as referências
    10 – é o Mug, auto explicavel

  12. Paulo Fonseca disse:

    Prezado Gomes & Flávio: tá na hora de assumir o lado B da história então a escolha do caso vai para as cores tradicionais da LUSA com o Mug pra dar sorte eheheh, belos desenhos.

  13. Fernando Silva disse:

    Gostei do 1, do Conrado Abreu. Só achei que ficaria melhor ao invés de verde utilizar o azul, dando mais referência à Rússia.

  14. José Brabham disse:

    9! As cores do país fabricante do Lada ficaram muito bem no grafismo.

  15. Ivo Luiz disse:

    N.9 sem dúvida.

  16. Alves disse:

    A escolha entre as cores da Lusa e o grafismo que é ao mesmo tempo um 6 e um 9 na opção número 1 e a beleza do traço e das cores e o símbolo da Lada na opção 9 é muito difícil, mas votarei no 9.

  17. Olá Flávio!

    Gostei do número 9, apesar de achar que quase todos ficaram bons.
    Número 9.

    Abraços.

  18. Renan de Cerqueira Leite disse:

    Número 1!

  19. Anderson Fleury disse:

    #1 sem dúvida!!!!!!

  20. Mauricio Von Abel disse:

    Baita dúvida entre o 1 e o 9… o 9 é simplesmente lindo, mas fico com o 1 pela sacada do 69 que foi genial!

  21. Fernando disse:

    1 – perfeição da simplicidade

  22. Jader disse:

    10. WILSON SAIDA é o mais legal. Meu voto vai pra ele.

  23. Julio Cesar Gaudioso disse:

    Na dúvida entre o 1 (genial combinação do #6 com o #9) e o 9 do Mug (saudades do Simonal), fico com o 1

  24. Kátia disse:

    10. Adorei ver o Mug depois de tanto tempo.

  25. Flavio Bragatto disse:

    Numero 1

  26. Fernando Amaral disse:

    Número 6 (seis) – só a referência explícita a El Lissitsky já vale o voto, o resultado ficou legal e creio ainda melhor ficaria na forma esférica do capacete.

    de imediato lembrei de um desenho gráfico feito pelo artista russo para uma frase-poema de Maiakovski para o amor da vida dele, Lilia Brik.
    está reproduzido na contracapa da edição brasileira de poemas de Maiakovski organizada pelo magnífico Boris Schnaiderman (série Signos da editora Perspectiva).

    estava agora na dúvida se era de Lissitsky ou de Rodtchenko (outro artista russo q realizou grande obra gráfica para o regime soviético desde oinício da revolução).
    fui conferir na web e encontrei reprodução do grafismo original num blog sobre poesia, explicando o significado muito simples e belo do poema – que de tão curto o poeta o fez escrito em um anel que presenteou a ela:

    http://leredesconstruir.blogspot.com.br/2013/04/poemas-maiakovski-traducao-de-boris.html

    embora as formas dos grafismos sejam quase idênticas, a cor vermelha parece ter sido adicionada pelos editores do livro brasileiro.
    e, graças a essa chacoalhada na memória provocada pelo desenho do Masili, lembrei de outro livro organizado por Schnaiderman, “Poesia Russa Moderna”, que tem exatamente em sua capa reprodução da famosa litogravura de Lissitsky referida no desenho do capacete.

    pelo jeito pouca gente está votando na proposta 6, mas ao menos serviu para divulgar um pouquinho aqui no blog uma obra importante de um artista visual idem, de um poeta moderno sensacional, e também dos livros realizados pelo Schnaiderman – um sujeito fundamental por suas muitas traduções brasileiras de literatura e poesia russas, e de quebra, um brasileiro imigrado (ucraniano de origem) que integrou voluntariamente a FEB, combatendo na Itália; experiência que registrou no livro “Guerra em Surdina” – talvez surpreendentemente, um de ficção , apesar do tema ter sido vivido pelo autor.

  27. Paulo disse:

    Para mim o 9. Não sei se pela arte da imagem, mas achei lindo. Apesar do grafismo 69 do primeiro eu ter gostado tb.

  28. Gessoni disse:

    9. Só a homenagem ao Môco já teria o meu voto.

  29. Helio disse:

    A minha escolha facil seria pelo 9, não tanto pela apresentação em 3D que está bem boa, mas pelo desenho, mesmo; de relance lembra a pintura do Emerson na Indy…

    Tem muitas propostas com representações que não batem, digo as vistas não mostram exatamente a mesma pintura…

    E achei uma falha a postagem mostrar as propostas dos competidores com 3 desenhos, menor do que os com proposta única; não estão nas mesmas condições, nenão?!

  30. Mário_Fpolis disse:

    1 e 10, sem sombra de dúvidas

  31. Renato disse:

    O #1 é o mais bonito!

  32. Leonardo Cortez disse:

    Rapaz! Não tenha dúvidas que o capacete tem que ser o 10!

    à propósito, Flávio, sou ator e dramaturgo e dia 19 de maio, estréio no Centro Cultural São Paulo o espetáculo “Maldito Benefício” com locuções do José Silvério e Wanderley Nogueira e (agora vc vai gostar) um Alfa Romeu 73 original no palco como cenário. Desde já fica o convite. Será uma honra ter você na platéia.

    Um abraço

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