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terça-feira, 6 de maio de 2014 - 17:16F-1, Literatura

NO SMOKING

SÃO PAULO (óbvio) – Ayrton Senna foi patrocinado por marcas de cigarro da primeira à última corrida que disputou na F-1. Era Marlboro na Toleman, foi John Player e Camel na Lotus, Marlboro de novo na McLaren e Rothmans na Williams.

Já há alguns anos os patrocínios tabagistas foram banidos da categoria, dos esportes e do planeta em geral. Até aí, OK. O mundo evoluiu, os males do fumo passaram a ser mais difundidos e esclarecidos (nos anos 40 e 50, nos EUA, as empresas usavam até médicos para fazer propaganda de cigarro…) e as restrições, de fato, ajudaram a reduzir significativamente a quantidade de fumantes no mundo. Perfeito.

Mas é preciso ser razoável… Recebi ontem de presente da Shell um belo livro sobre Senna que conta a história do piloto com fotos enormes de toda sua carreira, desde o kart. Só que as imagens dele na F-1 foram todas, todas mesmo, alteradas digitalmente para que as marcas de cigarro desaparecessem de seus carros e macacões.

Como diz meu amigo Jason Vôngoli, parece coisa do Ministério da Verdade de Orwell. Totalmente desnecessário alterar a história dessa maneira tosca, sejam quais forem os motivos.

livroshell

147 comentários

  1. Rafael disse:

    Isso é coisa do Instituto Ayrton Senna. Eles sempre estão tentando modificar a história. Isso deve ser parte da tentativa de canonização do “herói”.

  2. alan disse:

    Alterar de qualquer modo que seja feito e’ um crime e tira todo o valor historico e documental da foto, fotos retocadas devem ser jogadas no LIXO!

  3. Pedro disse:

    Isso é ridículo mesmo!! Notei que estão fazendo isso também nos modelo e miniaturas. Uma palhaçada!! Não compro um modelo que não seja fiel ao original. Dane-se qual era a propaganda, se tava lá e é história, tem que ser mantido!!!

  4. Christian S. disse:

    Isto deveria ser proibido é como reescrever a história. Como se um fato não tivesse acontecido. Comentei sobre isto com uma amiga em um totem promocional da shell em um posto. Inclusive fiquei tão indignado que nem abasteci, entrei no posto e passei reto.

  5. Raphael disse:

    Nos extras de “Bonequinha de Luxo”, o diretor se espanta de como o mundo mudou… O filme foi lançado em 1961 e a entrevista aparece no DVD de 2010 (39 anos depois).
    Ele comenta que há várias cenas com pessoas fumando, o que seria impensável nos dias de hoje, mas não aparecia nenhuma cena de nudez ou sexo – coisas que aparecem até em filmes juvenis atualmente.
    O mundo mudou, se a troca de cigarro e sexo foi pra melhor ou pra pior, não sei… Mas o retoque digital à moda soviética definitivamente foi pra pior.

  6. Durvaldisko disse:

    Señor Gomez,
    indignou-me,igualmente o que fizeram nessa homenagem iconográfica ao grande desportista . Alterar a história,tem seu preço. Seus autores são passiveis de rejeição e repúdio e considerados inidôneos.Quem frauda a história tem audácia de adulterar números,forjar documentos ,ignorar fatos.
    Devolver o regalo não seria gesto de coerência jornalística nesses tempos de verdades fugidias?

  7. Rogério Perdigão disse:

    Deveriam tirar o nome do Banco Nacional também…
    Tranqueira por tranqueira…

  8. Simplesmente ridículo essa atitude de alterar as imagens, isso é inclusive passível de uma ação legal por parte do autor da foto se não houve consentimento para alteração.
    Como já falaram aqui esse radicalismo xiita (não só em relação ao fumo) já passou a muito do limite do suportável.
    Abraços.

  9. Renato disse:

    E fica feio parece filme porno japones, onde eles quadriculam o penis e a vagina.

  10. Flavio Bragatto disse:

    “O que passou, passou”

    Alterar as fotos não deveria ser tratado como plágio ou algo assim?

    Eles poderiam inclusive, com photoshop e um pouquinho de habilidade, colocar a imagem do Senna de macacão (sem Malboro) recebendo o nobel da paz, ou no meio de uma roda de pagode, ou fazendo quadradinho de oito, sei lá.

    Acho que, qualquer alteração em uma foto original, exceto para remover o “desbotado” da idade, exclusivamente, plágio.

    Este tipo de imprensa me dá nojo! Eles podem fazer da notícia, o que quiserem e distribuí-la como querem.

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