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sexta-feira, 19 de setembro de 2014 - 2:11Gira mondo

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noscotlandSÃO PAULO (respeite-se) – A Escócia disse “não”, e permanece sob as asas do Reino Unido. Eu torcia pela independência. Não curto impérios. Mas a voz do povo é a voz do povo. Colocou-se a questão para votação, votada foi, aceite-se o resultado.

A vida dos escoceses não iria mudar tanto assim se o “yes” ganhasse. São todos britânicos, e continuariam a ser. Na verdade, mesmo com o “no” as coisas devem melhorar porque a Grã-Bretanha vai afrouxar um pouco a corda e dar mais autonomia ao pessoal do norte da ilha.

Além do mais, os escoceses nunca precisaram da independência para serem o que são, tão diferentes dos ingleses: alegres, espirituosos, divertidos.

Que virem a página e sigam em paz.

33 comentários

  1. tedesco disse:

    Foi o fim da picada, como diriam os antigos. Os escoceses passaram a vida lutando pela sua independência, muitos morreram, entre eles o herói nacional William Wallace, aquele do filme Coração Valente do Mel Gibson, e para que? Quando tem a chance derradeira de se livrarem do julgo dos detestados ingleses, se borram de medo e dizem “não”. Uns bundões, isso sim! Esses que votaram pelo “não” são os frouxos, os acomodados, os que querem acordar e seguir como cordeirinhos para os seus trabalhos medíocres todos os dias e continuarem sendo “súditos” (kkkkkkk) de uma monarquia caduca e ultrapassada. Eu hoje tenho vergonha dos escoceses e fico com o personagem do filme Trainspotting, do diretor Danny Boyle, quando num determinado momento ele diz “Eu odeio os ingleses, mas odeio ainda mais os escoceses por serem dominados por esses idiotas”. Trocaram a sua liberdade por uns trocados e algumas esmolas que os ingleses lhes darão. Não sei se sinto nojo ou pena. Lamentável.

    • RENATO disse:

      Quanta merda escrita.
      1º O filme do Mel Gibson é irreal. Uma versão romântica de alguns fatos.
      2º Os escoces não mudariam praticamente nada em seus trabalhos. Não ficariam ricos de um dia para o outro. provalmente muitos perderiam o emprego.
      3º Continuariam súditos da Rainha, mesmo que o sim ganhasse, assim como Canadá e Australia. Isso já estava definido.
      4º Eles já são livres.

      • tedesco disse:

        Quanta merda escrita! Putz! Todo filme não é a realidade, nem documentário. Filme é a visão e a versão do diretor, assim como uma pintura não é a realidade, nem mesmo uma foto. Mas por que perder tempo falando isso para alguém que não entende de história? Siga feliz escrevendo bobagens e pensando como um colonizado, Súdito da Rainha! Uma realeza caduca e antiquada, mas que agrada e muito as mentes subservientes. E quanto a ser livre vai um recado: Ninguém é livre mané!

  2. JT disse:

    Tem uns gaúchos e até uns paulistas que desejam separar o sul do Brasil. do grande Brasil. O resultado da Escócia mostra o quanto os separatistas estão na contra-mão da história.

  3. hausensson disse:

    Esse negocio de país se separar já não é mais moda. Todos que tentam acabam desistindo…

    Exceto lá nos Balcãs. Quantos países a Iugoslávia gerou? Albânia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia, Montenegro, Sérvia…

  4. Alexandre Teixeira disse:

    Fiquei até decepcionado com o resultado. Os “indecisos”, que seriam os que decidiriam devido ao equilíbrio das pesquisas, sucumbiram à forte pressão que os “órgãos” externos (Banco da Inglaterra, União Europeia, OTAN, etc etc etc) fizeram.

    Acho que a Escócia tem sua própria identidade cultural bem forte e estabelecida, e muito diferente da Inglaterra. Mas vive à sombra dela no Reino Unido, que muitos confundem com a própria Inglaterra e esquecem da Escócia.

    Além disso, países muito grandes são mais difíceis de governar, pois acabam aumentando as heterogeneidades e o poder central fica cada vez mais longe. O nosso mesmo é no meio do deserto, numa capital já estrategicamente criada pra ficar isolada de todo o resto.

    Mas claro, a decisão é deles, aparentemente foi uma escolha democrática, apesar do “terrorismo econômico” que fizeram e influenciaram boa parte dos eleitores. Novamente, achei uma pena, perderam a chance de fazerem história.

    A vida segue então, esperamos agora dia 9 de novembro pelo referendo da Catalunha…

    • João Manoel disse:

      “Além disso, países muito grandes são mais difíceis de governar, pois acabam aumentando as heterogeneidades e o poder central fica cada vez mais longe. O nosso mesmo é no meio do deserto, numa capital já estrategicamente criada pra ficar isolada de todo o resto.”

      Mais é muito bom que as diferenças sejam, digamos, prevalecidas e que o poder central tenha pouco poder sobre o resto do país. Isto é um fator muito positivo. A descentralização do poder é fundamental em qualquer país. É só ver a comparação Washington X Moscou.

      Moscou queria governar tudo, regular tudo e deu no que deu. O Brasil infelizmente tem este espírito. Desde Salvador, passando pelo Rio e é assim em Brasília. E tanto faz se é de direita ou esquerda. Foi assim antes da ditadura, durante e, na fase democrática continua assim.

      Washington, ao contrário (pelo menos sempre foi assim. Hoje…), não se intromete no que acontece na Califórnia, Texas, Florida e etc… a não ser em assuntos muito importantes como os Direitos Civis nos anos 60.

      Viva as diversidades regionais e a descentralização do poder!

  5. Ricardo Bigliazzi disse:

    A voz de um povo é tão soberana quanto a Rainha da Inglaterra, que com toda a sabedoria deixou aberta a porta do Império para que os seus súditos escoceses – se quisessem – fossem embora.

    Segue o jogo, de alguns anos para cá venho respeitando cada vez mais a Inglaterra e o Império Britânico. Esses caras são muito bons, em todos aspectos.

  6. Luciano disse:

    Os escoceses decidiram com a razão, pois já são independentes na realidade e tal questão formal da comunidade britânica só traz vantagens, a todos, pois a Escócia participa somente com 9% do PIB britânico e com isso só tem a ganhar.
    Conheço a Inglaterra e a Escócia e gosto de suas peculiaridades e semelhanças e ouso discordar de ti Flávio, ingleses e escoceses são muito parecidos, ambos alegres e divertidos e, acima de tudo, tolerantes, qualidade muito rara no mundo atualmente, inclusive no Brasil, aceitam as diferenças de diversos povos do mundo, bem como adoram cerveja e a bebem muito com aqueles copões pint.
    Fico muito feliz com o resultado, pois o mundo não seria o mesmo sem o Reino Unido, exemplo de democracia e tolerância.

  7. João luiz marques disse:

    será que se a Escócia não fosse um grande produtor de petróleo, os britânicos estariam tão empenhados em mantê-los???

  8. joel lima disse:

    Na f1, a Escócia tem dois nomes sagrados = Stewart e Clark. Pena que Clark, assim como Senna, morreu antes de terminar seu ciclo na F1. Se olharmos pelo ângulo das porcentagens, até hoje a de Clark é impressionante.

    E uma vez ouvi uma história sobre Stewart e Enzo Ferrari. O Comendador queria contratá-lo para ir pra Ferrari, mas a conversa terminou quando o italiano se referiu a ele como inglês – e não escocês. (rs).

  9. Ulisses disse:

    É isso aí Flávio!
    O que realmente importa, é a paz!

  10. Celio Ferreira disse:

    A libra esterlina falou mais alto , e um pouco mais de autonomia resolveu.
    Tudo como dantes na terra do wisky.

  11. Lucas S.A. disse:

    O problema é a economia. Separar, do ponto de vista econômico, era muito caro. Como divórcio, igualzinho. Só que do tamanho de um país.

  12. Marcio Rezende disse:

    Gostei do resultado. Não refresca nada minha opinião, mas como você já disse, os escoceses são bem diferentes dos ingleses e a independência causaria uma perda econômica para os dois países. E vamos falar, o imperialismo britânico vive do passado, né…

  13. Fernando disse:

    Hummm, “Não curto impérios…”, então tá. Acho que a separação seria pior para os dois lados. A Ucrânia é assunto melhor para o tema impérios ou separatismo.

  14. lenny disse:

    “Não curto impérios. ”
    mas curte governos totalitários
    não entendi?!

  15. Miguel Direito disse:

    Sou Português. Admiro o Reio Unido e a Escócia. Estava pelo Não. Muitas pessoas falaram do contributo coletivo do Reino Unido para a cultura popular e (dita) erudita ou de três séculos de união militar, que permitiram a guerra a Napoleão ou o combate contra Hitler. Tudo muito verdade, é claro. Falou-se também repetidamente das consequências negativas do ponto de vista financeiro e económico (o petróleo do Mar do Norte esgotar-se-á) que a independência traria para a Escócia. E das trapalhadas presumíveis que ela acarretaria no contexto da União Europeia, quer no que respeita a dificuldades intrínsecas à sua própria integração quer no que se refere às reações de países como a Espanha e Bélgica, que, dados os seus problemas com movimentos independentistas, veriam na Escócia um péssimo precedente. Certamente muito verosímil.
    E há várias coisas que são eminentemente desagradáveis no Partido Nacional Escocês. Em primeiro lugar, o próprio nacionalismo, algo que a União Europeia tem involuntária e paradoxalmente vindo a fomentar em vários lugares. Depois, o que vem quase inevitavelmente com ele: um fechamento sobre si, o acentuar do paroquialismo, provincianismo, medo da diferença e dos “outros” e o crescimento de uma clientela do poder mais próxima e dependente deste poder. O ódio conjuntural aos “tories” ajuda, é claro, mas as promessas de subsídios são igualmente importantes. E os conservadores perderão, mais tarde ou mais cedo, pelo que parece pobre que um referendo tão dramático se decidisse por causa de uma conjuntura. Aliás, com a independência escocesa é que os conservadores nunca mais perderiam no que restar da união…
    Mas isso seriam problemas dos escoceses, e, por muito que se pense mal do restabelecimento da muralha de Adriano, se eles quisessem ser independentes isso era lá com eles (é um direito deles). A paisagem continuaria igual, o clima miserável e a parte dos anjos voaria, como sempre, dos cascos de whisky. O que já não era mau, mesmo que o resto desse para o torto, como ameaça dar se o “sim” ganhasse.
    Mas há coisas que não são só problema dos escoceses, nem sequer só do Reino Unido. Uma delas é o de nos arriscaríamos a assistir à desintegração de algo que representou, e representa, uma realidade excêntrica, a todos os títulos, nesta Europa continental e germanizada de conformismos vários, que é o Reino Unido propriamente dito. O fim do Reino Unido comportaria consigo uma perda enorme e abrupta da nossa experiência da cultura, da política e da história. E a Inglaterra sozinha será mais tacanha e nacionalista.
    E a bandeira do Reino Unido? Como seria ela sem o azul da Escócia? Isto parece pouco importante e pueril. Mas para muitas pessoas do mundo trata-se da mais bela das bandeiras (com o Japão) e a bandeira pop por excelência, (a bandeira americana é simplesmente foleira). A bandeira que associamos imediatamente à música dos Beatles, dos Kinks, dos The Who, de David Bowie, Punks vários. Viver num mundo sem a Union Jack seria viver num mundo com menos beleza.

  16. Evandro Dias disse:

    God save the Queen..eh..eh..

  17. Victor Schafhauser disse:

    Também torcia pela independencia, aliás defendo a independencia deles em certos esportes como a F1 e no Tennis, ou nas Olimpíadas. Os Ingleses são muito papudos e ficam se gabando de 14 títulos de F1 britanicos, mas 6 deles foram por mãos escocesas.

  18. Marcelo disse:

    William Wallace se revira no tumulo….

  19. Carlos Albuquerque disse:

    Não curte impérios?! Se o Reino Unido é um, na sua concepção, o que você pensa que era a URSS, pela qual você vive se rasgando em elogios e saudades em seus textos?
    Êêê, Flávio… Coerência política é algo que passa longe por aí, hein? Mas sua página só aparece no Google sob automobilismo, mesmo…

  20. Cassio Andrade disse:

    Nós, sulinos, também torcíamos pelos escoceses! lol

  21. alan disse:

    O cidadão comum, as pessoas em geral, que constituem cerca de 90% de uma nação, de um pais, que não são políticos/governantes e nem funcionários públicos devem se preocupar e levar em conta em primeiro lugar aquilo que lhe é oferecido ; SEGURANÇA, LIBERDADE, INFRAESTRUTURA E BEM ESTAR, que são os requisitos básicos de um pais republicano deve oferecer a sua população, o fato de se chamar assim ou assado, da cor da bandeira, do hino que se canta as vezes, de onde é a sede do governo ou a capital, etc…. e tal são irrelevantes se esses requisitos não são cumpridos , A QUALIDADE DE VIDA INTERESSA MAIS QUE OS ACHISMOS DE OPORTUNISTAS!!!!!

  22. Paulo Silva disse:

    A gente sabe como inglês é. O futuro vai dizer se a vida para os escoceses vai continuar igual.

  23. Araujo disse:

    “It’s shite being a scottish!” (RENTON, Mark)

  24. Lio Campos disse:

    Um analista politico mundial disse que se tivesse dado SIM ” iria abrir enorme precedente para que dezenas de Países fizessem o mesmo pela forma que foi feito e o Brasil seria um dos primeiros o Sul pedindo para se separar do Norte e Nordeste como ja pediram nos anos 70 e 80 só sei ia dar maior rolo no mundo inteiro..inclusive na Inglaterra o maior Porto de submarinos nucleares fica la na Escócia, e seu petróleo esta acabando iam viver do que ? de tocar GAITÁ ??? rsrsr

    • Pablo disse:

      Exportação de Whisky, amigo kkkkkk

    • João Manoel disse:

      Não creio. Acho que este desejo de separação no Brasil é mais frescura do que qualquer coisa. Se tivesse um plebiscito, duvido que algum estado ou região conseguiria a separação do resto. Na hora H, as pessoas votariam para continuar como esta. Estou falando na hora de decidir e não em pesquisas que saem como estas de tamanho de torcida.

      As pessoas que querem a divisão dizem: “Nós somos diferentes”. E teria como ser diferente? Um país com mais de 200 milhões de pessoas e quase 9 milhões de km² ter o mesmo sotaque, a mesma culinária, o mesmo jeito de ver o mundo etc…

      Pegue um país parecido com o nosso no que diz respeito a ter grande território e grande população: EUA. O americano do Texas não tem nada a ver com o do Oregon, que não tem nada a ver com o do Alabama, que não tem nada a ver com o de Michigan e por aí vai. E o mesmo deve acontecer na Rússia, China, Índia.

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