PARA PENSAR | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014 - 18:52Colunas Apex

PARA PENSAR

SÃO PAULO (mas ninguém pensa) – Muito boa, como sempre, e muito pertinente, como sempre, a discussão proposta pelo nosso batera Andre Jung a respeito da precocidade dos pilotos de F-1. Mais especificamente, a respeito do absurdo que é dar um carro de F-1 a um menino de 17 anos, como será feito com Max Verstappen no ano que vem.

Por mais que ele seja um gênio, algo possível, é uma imprudência terrível. A experiência em corridas é algo fundamental. E Jung propõe: não seria o caso de estabelecer uma idade ou currículo mínimos para dar a superlicença a alguém?

Eu acho que é.

38 comentários

  1. Ricardo disse:

    Eu não acho absurdo, sempre achei que quanto mais cedo começar melhor, o tempo não para, sou de uma geração que nada era me permitido, onde tudo vinha com a desculpa que era coisa de adulto, aonde não se acreditava que uma criança ou adolescente, só por ser mais nova não poderia fazer o que os adultos mais velhos não faz, o atrapalhando com seus próprios medos e receios, acho pura ignorância e falta de senso atrapalha o desenvolvimento natural, posso até dizer que leva a um desenvolvimento tardio, crianças que não tiveram esse bloqueio de desenvolvimento, é os que se tornaram bem sucedidos hoje, onde quer que seja. Todos começaram cedo e se desenvolveram ainda enquanto os outros só se eram permitido ficar ao lado da mãe. Não acho cedo, se ele for capaz pq não. Nessa idade fica mais fácil obter novos conhecimentos, assimilar e desenvolve-los, desejo boa sorte e progresso, pode demorar 3 ou 5 anos caso venha ser um campeão, mas ainda será novo e isso é que importa, mais tempo para realiza-lo.

  2. Alex Santos disse:

    Com certeza tem que haver regras, eles estão esperando dar uma M…. grande com um novato desses, para rever os conceitos, só pode ser isso.

    Acho que a FIA deveria “homologar” categorias de acesso para os pilotos, e definir critérios.

    Ter pelo menos 3 anos em categorias homologas (Sendo obrigatória a passagem pela GP2), sendo que pelo menos em 2 delas, tendo chego entre os 3 primeiros lugares.

    Acho que isso ajudaria nas próprias categorias de acesso, antes havia um investimento, temos até o exemplo do Piquet, que criou uma equipe pro filho. Hoje está mais fácil juntar um caminhão de dinheiro e ir direto para a F1. E como já falaram, vai acabar matando de vez as categorias de acesso.

    E como já falaram, hj em dia pra mim a categoria mais legal em tecnologia é a WEC, os carros são uns monstros na pista….

    E em termos de competitividade acho que a NASCAR atualmente é a mais emocionante.

    O que salvou a F1 esse ano, foi a disputa entre as Mercedes, senão…. A evolução sem testes necessários praticamente afundou a Renault, a Ferrari patinando, a Mercedes conseguiu se salvar, mas mesmo assim sofre com confiabilidade.

    Estão criando pilotos de Videogame, coisa que eu adoro jogar, mas acho que o piloto tem q mostrar competência para estar com a bunda num F1, senão vai banalizar a categoria. Como tb já foi falado, pro cara chegar na SprintCup é um sufoco danado, não é qquer um.

    Na F1, para entrar, basta ter uma conta bancária gosta, ou ter uma família bem influente com os patrocinadores, lembrando que a RBR não é apenas uma equipe, ela patrocina e é dona de equipe, e com esse anuncio do Verstappen apareceu a logo deles em todos os cantos, então acho que eles estão só vendo o umbigo deles e se lixando pra categoria em si.

  3. Pedro Araújo disse:

    Sendo esses moleques (Magnussen, Verstappen, etc.) merecedores e aptos ou não, sendo perigoso ou não essa apresentação às condições de corrida da F1 (maior tempo de duração, potencia de motor+ERS, inúmeros ajustes no volante), o fato é que a F1 se desvaloriza um pouco com tanta gente tão nova entrando.

    Fica parecendo (especialmente pro leigo) que o top não é tão top assim, afinal tanta gente tão nova e sem experiência tem entrado sem maiores dificuldades…

    É esse tipo de fato que me faz pensar que a recusa em dar ao Loeb a super-licença (tem hífen?) teve interesses além dos esportivos.

    Gomes, que bom que vc postou sobre a coluna do Jung. Tente postar algo sempre a cada coluna nova, como antigamente… Inclusive porque aqui dá pra comentar, e lá na página da coluna não tem área para comentários.

    Ou faça a proposta pro Jung de abrir comentários por lá mesmo…

    Abraços a todos!

  4. Ulisses disse:

    Com certeza seria bastante prudente!
    Além do que, lendo um estudo sobre marketing esportivo (não me lembro onde e deveria ter guardado), jovens não vendem bem a maioria dos produtos anunciados para adultos, cuja maioria que detêm poder de compra. No caso da F1 isso é mais evidente. Se começar a aparecer mais “moleques” pilotando na categoria, essa terá, obrigatoriamente, que fazer alguma reestruturação de patrocínios.

    Ver um produto anunciado por um garoto de 17 e outro anunciado por um Button, um Alonso, sem dúvida de que existe aí uma diferença de credibilidade.
    Isso chegou a acontecer no Tênis certa época. Jovens jogadores sem carisma e credibilidade para alavancar patrocínios. É um problema muito sério!

    F1 é F1, só deve estar habilitado a pilotar esses carros quem tiver história, resultados, tempo de direção!
    Além de perigoso sob o ponto de vista da segurança na pista, acho até mais perigoso a infantilização de uma categoria com tanta história para contar!
    Os carros já estão lentos, sem “ronco”, autódromos que mais parecem kartódromos, excesso de regras e punições, se essa molecada começar a entra … sei lá … vai ficar mais estranho do que já está!

    • Alex Santos disse:

      Já que tocasse nos patrocínios, a “garotada” é bancada pela Red Bull, enérgicos tem um público maior entre os jovens.

      E acho que a Red Bull está querendo criar um ídolo que tenha talento e carisma, convenhamos que o Vettel não é lá muito carismático, apesar dos 4 títulos.

  5. Celio Ferreira disse:

    Acompanho F1 desde 1970, e na história os grandes sempre fizeram o
    caminho correto , formula ford, f3 , f 3000 etc. , por isso assino embaixo
    o que FG escreveu . Se der certo , ó o cara e um gênio, se der errado
    os donos da F1 serão os culpados,

  6. Patrick disse:

    Não sei se estou enganado mas kimi haikkonem correu de kart depois umas 15 corridas em carros de F1 e foi direto pra F1 e pensar que negaram a super licença a Sebastião loeb na F1 pura politicagem da Fia para o cara não sair do wrc

  7. Ricardo Bigliazzi disse:

    Sei lá, hoje essa molecada acelera desde muito pequeno, certamente esse Verstarpinho anda com alguma “coisa de correr” a pelo menos 10 anos… muito provavelmente umas 4 vezes por semana.

    Chego a imaginar que tem mais horas de pista que todos os pilotos da F-1 nos últimos 5 anos.

    Acho que o pessoal da RedBull deve saber o que esta fazendo. Porém, também acho que Ele é muito novo para administrar as colossais responsabilidades de pilotar um F-1.

  8. Nuno disse:

    Risco por risco, quando os pilotos estão nas series anteriores também correm. Não vai ser o aumento de velocidade da F1 que vai diminuir esta exposição ao risco. Se for bom e tiver a cabeça no lugar, aprende.

  9. cardosofilho disse:

    Se der certo, terão mais tempo de explorar a imagem do “novo” fenômeno, logo mais grana em jogo.

  10. Brabham-5 disse:

    “(…)não seria o caso de estabelecer uma idade ou currículo mínimos para dar a superlicença a alguém?”

    Acompanho a F1 desde 1980 e até uns anos atrás sempre pensei que fosse assim!

    Só fui perceber que não era assim depois da chegada do Vettel. E mesmo assim, pensava que no caso dele ele tinha feito alguns testes preliminares e recebido só então uma autorização especial, como uma exceção.

    Depois de Vettel, só foram chegando moleques cada vez mais novos na F1., pilotos de testes/reservas ou titulares. Até chegar no Magnussen e no russo que não recordo o nome da STR.

    Aí escancarou de vez.

    Concordo que tem que ter um limite sim.

    Esse Verstappen vai pilotar um F1 e nem tem idade para tirar carteira de motorista de carro de passeio! rs

  11. Jacob Lindener disse:

    Se alguém consegue chegar à F-1 com 17 anos de idade significa que as categorias de base, exceção (ô palavrinha difícil de acertar…) feita ao kart, são dispensáveis para bons pilotos? Parece que sim…

  12. Luiz Guimarães disse:

    Flávio, posso estar enganado, mas há algum tempo não havia o requisito de performance mínima nas categorias anteriores para promoção à seguinte? Por exemplo: X pontos (ou X colocações entre os seis primeiros) no campeonato da F2 para galgar à F1?

  13. Lucas S.A. disse:

    Absurdo era dar um F1 V12 3.0 de 94, ou da Era Turbo, um F1 pré-aerofólios… Esses carros de hoje em dia são uns videogamezinhos sobre rodas, patético…

  14. sinval disse:

    seria interessante termos uma idade minima , assim
    como deveria ser obrigatório ter no minimo tantas horas de “voo”
    em determinadas categorias “base”.

    se tantos outros motivos , que a F1 esta “esquisita” este
    seria mais um , porem como existe uma F1 que já não mete
    medo em mais ninguém em termos de risco, pois tudo se tem
    controle ate mesmo talvez tirar a potencia do “bólido” em
    plena corrida ou ate mesmo desligar , para evitar que o garoto
    se quebre .

    dentro deste raciocínio pode se ate pensar, e por que não , na
    volta dos nossos cinquentões e sessentões digo ( Piquet , Prost , Mansell, Lauda e outros ) pelo simples fato que a F1 esta virando brincadeira ,deve estar
    muito fácil , na verdade o que esta bastando é ter “grana”.

  15. joel lima disse:

    Como mudam as coisas. Emerson foi, por muito tempo, o mais novo piloto a ser campeão do mundo. Com 25 anos. Só pra se ter uma ideia, o Senna entrou na categoria com 24 anos. Espero que essa entrada cada vez mais precoce seja bem avaliada pela FIA.

  16. Chupez Alonso! disse:

    Acho que deveria ter uma idade mínima e uma máxima também.

    De 21 à idade de Cristo.

    Assim não teríamos que aturar dinossauros que não ganham nada há quase 10 anos.

    • leao disse:

      alguma competência esses dinossauros tem , senão eles não estariam lá, afinal tem muito piloto de olho em uma vaga na fórmula 1 , alguns até pagam um bom dinheiro por vagas em escuderias exdruxulas

      • Paulo Pinto disse:

        Já que o assunto é sobre dinossauros… Rubinho ofereceu seus serviços à Mercedes, via Toto Wolff, para a vaga de terceiro piloto da Mercedes.
        O brasileiro alega que o piloto reserva da equipe, ainda não possui a superlicença.

        Como pode um piloto reserva de uma equipe, não possuir a dita licença?

  17. gustavo maia disse:

    O único problema que tenho que os pilotos muito jovens é o eventual distanciamento entre a categoria e seu público tradicional. Daqui a uns anos esse vai ser o maior prejuízo da categoria.
    Esportivamente, se o garoto não expõe ninguém, nem a ele mesmo, a perigo maior do que o habitual da categoria, deixa o menino correr. Nesse caso, não tem porque impor maiores limitações.
    O fato de gente muito nova já poder assumir a direção de um f1, ou diz que as novas gerações são mais inteligentes, ou a f1 ficou segura e simples o bastante para o sujeito de 17 anos pilotar.

  18. Paulo Pinto disse:

    No regulamento que rege a Fórmula-1, a FIA determina uma idade mínima para ingressar na categoria?

  19. Paulo disse:

    Na F1 que existia até o final da década de 90 seria muito mais perigoso. Hoje as pistas são extremamente seguras, incluindo áreas de escape que permitem que os pilotos cometam 10, 12 erros em um final de semana sem nenhuma consequência (o que está deixando a F1 ainda mais chata). O máximo que vai acontecer é o garoto tirar alguns pilotos das corridas e ficar marcado, como foi o caso do Perez. Não acredito em nenhum perigo maior.

  20. Diego - floripa disse:

    Está fácil de chegar na categoria top, e se está tão fácil óbvio que não é mais a top.

    Está parecendo que estão tentando desvalorizar o próprio produto. Eu nem assisto Nascar, mas me parece que chegar na Sprint Cup não é para qualquer um, tem todo um aprendizado e quando o cara chega tem que ralar muito para encostar nos veteranos. Esse tipo de valorização não existe mais.

    E além dessa do Vestappen até o Lotterer que pilota o carro de corrida mais legal do mundo atualmente andou falando que em termo de performance a F1 não é mais o top.

    Quem manda atualmente, com tudo o que é de mais moderno é o WEC. Tenho a impressão que se configurar um Audi para correr 1:30hs vai deixar o F1 para trás. Fora que passa a imagem de muito mais modernidade que a F1, e com um diferencial importante, com extremo respeito ao passado.

    Não sei se

  21. Fulvio Mugiatti disse:

    Vai de encontro com a opinião daqueles que criticam a F1 atual de “muito fácil”. Pouca potência, muito grip e pistas hiper seguras. Portanto não me surpreendo se o moleque mostrar serviço de cara. Nada que talento e muitas horas de simulador e PlayStation não resolvam. E, também há que se aceitar a cada vez maior precocidade das novas gerações de meninos e meninas.

  22. Fausto disse:

    Pela ordem de ideias da FIA, podemos baixar a idade em que se pode ter carta de condução para os 15 anos (mais ou menos). Se podem conduzir super motores com rodas aos 17, mais depressa podem ir para a estrada com um “carrinho” normal

    Este mundo está louco

    • leao disse:

      numa pista de corrida , as outras pessoas envolvidas no risco que o piloto com pouca idade pode oferecer assumiram que iriam executar uma atividade extremamente perigosa ( foi uma escolha ), já nas ruas e estradas seriam envolvidas pessoas inocentes , familias inteiras que não haviam escolhido participar do risco; portanto uma situação não é parecida com a outra

  23. Marcio Vieira disse:

    uma idade mínima é necessária para a sobrevivência das categorias de acesso. Muitas equipes, muitos mecânicos, muita gente vive delas, e quanto mais pirralhos na F-1, menos investirão nas categorias de base, F3, GP2, etc.

    O Piloto que estiver na GP2 com 20 anos, pode desistir da F1 porque ficou “velho”.

    E aí, o “paitrocínio” deixa de entrar para as essas equipes de categorias menores, já que não haverá chance de retorno da grana.

    Daqui a pouco vão trocar a Champagne por Toddynho no pódio.

    • leao disse:

      gostei de ler o comentário ; até agora não tinha visto ninguêm examinar a questão por esse aspecto ; realmente , torna-se a médio prazo um risco para as categorias de base , e sem categoria de base o risco estende-se até as categorias top

  24. Carlos Pereira disse:

    Eu acredito que seja sim. Por mais que o garoto seja bom, e tenha talento, creio ser muito cedo para ser piloto de F1. Deveria ter mais contato e experiencia com outros carros.
    No passado, aqui no Brasil não havia uma idade minima até para se correr de kart ?

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