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quinta-feira, 11 de setembro de 2014 - 11:06F-1

SILÊNCIO NO RÁDIO

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SÃO PAULO (quero só ver) – A FIA resolveu jogar duro com as equipes no que se refere às comunicações de rádio. Nenhum tipo de instrução que ajude na performance será permitida.

OK. Mas é muito vago. O que poderá ser dito, afinal? Chamar para trocar pneus? Trocar pneus na hora certa ajuda na performance e na velocidade. Pode avisar que o freio está com algum problema de temperatura, por exemplo? Também ajuda. Avisar que está perdendo tempo numa curva ou outra não pode? Nem passar informações sobre o desempenho de outros pilotos, se o cara está chegando, se vai fazer a ultrapassagem, se dá para segurar?

Ou seja, o cara vai ter de guiar o carro sozinho, o que é muito positivo — e previsto pelo regulamento, diga-se. Parece que é isso. Não pode mais nada, exceto… Exceto o quê?

É tudo muito confuso. O melhor seria proibir o rádio e pronto. Ou então determinar com muita especificidade o que pode ser dito nessa comunicação box-piloto a partir de agora.

Isso aí pode dar confusão. Mas se a FIA for mais clara no que quer, é capaz de ser algo muito legal.

85 comentários

  1. Os Dirigentes da F1 estão desesperados, mas os caras da pista vão arranjar um jeito de se comunicar, pois sempre existiu comunicação na F1 mesmo sem o rádio.

  2. Ted de Gros disse:

    Mais uma para a já longa lista de regras esdruxulas da F1. Fará companhia a muitas outras que ou não fazem o menor sentido (relação única de marchas em todas as corridas), ou fazem as corridas ficarem artificiais (rodizio de tipos de pneu, relargada parada, DRS, boost do Kers, asas dianteiras gigantes e por ai vai…)

    Não faço o coro do “naquela época era melhor”, até porque tínhamos corridas bem chatinhas também, mas o charme da F1 se vai com essas pataquadas, não se considera uma competição que muda a toda hora como a rainha de todas as outras.

  3. Tiago disse:

    Como que a MotoGP faz?
    Os caras não têm rádio e fazem ótimas corridas sozinhos. O piloto deve ter uma boa leitura da prova. Apesar que não há paradas nos boxes, mas ainda assim, tem que ter uma boa leitura da prova.
    Será que os pilotos da MotoGP são mais, digamos, inteligentes que os da F1? Será que os pilotos da mais alta categoria do automobilismo não conseguiriam guiar um carro sem ter um caboclo falando pra ele: troca de marcha, acelera agora, agora freia, agora deixa o coleguinha passar…

  4. Pedro Paiva disse:

    A comunicação via rádio é uma das coisas interessantes, na minha opinião. Dá uma oportunidade de entrarmos na “intimidade” do piloto durante uma corrida. Mas entendo que, sem ajuda, os melhores pilotos são favorecidos e entendo que esse deveria ser o objetivo de todas as mudanças de regulamento. O rádio deveria ser apenas para emergências, do tipo quando o cara bate o carro e perguntam: tá tudo bem? O resto poderia ser feito por botões no volante: parar no box, colocar option ou prime, etc. Pode escrever: o volante vai receber uma tela que mostrará mensagens em texto do box para os pilotos.

  5. Como se a FIA não soubesse que as comunicações podem e são feitas por códigos.

    Proibir o rádio seria ótimo mesmo, eu liberaria apenas a telemetria, para o box saber o que se passa no carro e agir em casos de urgência e um botão “F” no volante, para o piloto comunicar alguma emergência à equipe.

    O significado de “F” deixo para a livre interpretação de vocês.

  6. daniel santos oliveira disse:

    Eu acho que deveriam indicar o Raikonen para determinar o que pode ser falado no rádio…

  7. leao disse:

    tem que botar um canal de radio prum piloto falar com outro . Já pensaram que legal seriam as conversas entre nico e louis?

  8. Eduardo Schmidt disse:

    E como ficam as ordens de equipe? Interferem diretamente na performance

  9. Bernardo disse:

    A MotoGP não tem rádio e vai muito bem, obrigado. E Mesmo co mum Marc Marquez endiabrado, ganhando tudo,as corridas são fantásticas. E a F1 que se vire com as boas e velhas placas!!!!

  10. Machinist disse:

    Deveria ter só telemetria. Do carro para os box.
    E só.

  11. o verdadeiro silencio no rádio fez-se ontem com a morte do tiao das rendas, lendário informante de público e renda da rádio itatiaia em bh. fazia suas ligacoes para rádio sempre do orelhao em frente ao mineirao com o palpite dos números sempre com variacao máxima de 5%. nunca errou, reza a lenda. “pupagante de mínimo 45.670 e máximo de 45.810″. “olha o dinheiro do jogo, willy gonzer!”.

  12. Antônio disse:

    Não deveria ter sido ao contrário, proibir as ordens de equipe e liberar as informações técnicas via rádio ?

  13. Monier disse:

    Demoraram para proibir. O sujeito sendo obrigado a tomar decisões sozinho aumenta a chance de cometer falhas, o que é ótimo em uma categoria que quer testar os limites. Diminui a chance de pressionar pelo jogo de equipe em favor do primeiro piloto, aumenta as chances de o sujeito tentar uma ultrapassagem por não saber da estratégia do sujeito à frente. Só vejo vantagens.
    Deveria ser permitido passar rádio apenas para as situações que envolvam a vida:
    - “seu freio acabou, abandone”
    - “seu carro pegou fogo, pule fora”.

    • Eric M. Souza disse:

      Disse tudo. Pelo que entendi, só poderão usar para isso e para chamar para os boxes. Mandar usar outra marcha na curva X, mandar frear um pouco mais tarde, falar que o piloto da frente vai parar então melhor não tentar ultrapassar, etc, tudo isso não pode mais.

      Vão criar códigos? Certamente tentarão, mas os comissários estão aí para isso. Eles vão analisar e descobrir o objetivo do que foi dito e o efeito que causou na condução do piloto. Se ficar claro que foi um código, basta punir.

  14. Fabio Amparo disse:

    Só falta agora a FIA determinar as frases que podem ser ditas.

    Vai ser bizarro ver as equipes dando instruções com o ‘guia’ na mão.

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