WARM UP, 20 | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014 - 1:19Gomes, Grande Prêmio

WARM UP, 20

Warm Up_logo

SÃO PAULO (já, sim) – Não guardei muita coisa, fisicamente falando. Deveria. O folhetinho que mandei rodar em duas cores, a mala-direta enviada a mais de 300 jornais do Brasil inteiro. Talvez tenha sobrado algum na bagunça do escritório. O projetão que só deu para imprimir uns quatro ou cinco, porque era caro demais fazer aquelas cópias coloridas. Os primeiros anúncios. Isso eu tenho, vou achar. Os recortes de jornais, também. Muitos, tudo encadernadinho.

O primeiro computador.

Era um IBM Aptiva, 486. Sobrou a torre, mas o Victor Martins deu um fim no monitor. Comprei financiado pelo ABN-Amro Bank.

27 de setembro de 1994. Essa foi a data que escolhi como de fundação da Warm Up. A empresa, legalmente falando, foi constituída no começo de 1995. E idealizada antes do 27 de setembro. Foi lá pelo final de julho, depois da Copa. Em maio, eu tinha sido mandado embora da “Folha”. Não recebi nenhuma proposta de emprego, então resolvi ficar em casa vendo todos os jogos para decidir depois o que fazer.

Um dia, me liga o Ricardo Tedeschi, ex-empresário de Barrichello, amigo de autódromos pelo mundo. Já com as contas apertando o calo, fazendo um frila aqui e outro ali, ganhando uns trocos da Jovem Pan, fui ver o que ele queria. O almoço foi no In Città, restaurante dele num flat do Itaim. Ricardo estava tocando uma equipe de F-Chevrolet e precisava de um assessor de imprensa. E ajudava também a cuidar das carreiras de alguns meninos, como Tony Kanaan e Cristiano da Mata. Mas eu não queria ser assessor de imprensa.

Então, me deu um estalo. Antes mesmo de irmos para a mesa, em meio a amendoins e um suco de tomate, tive uma ideia repentina. O Ricardo era um cara bem relacionado, conhecia empresas ligadas ao automobilismo, patrocinadores de pilotos e equipes, e propus a ele, sem ter a menor noção de que poderia dar certo, uma agência de notícias. O quê? Sim, uma agência de notícias de Fórmula 1. Olha só: eu vou continuar viajando pela rádio, só quatro jornais têm repórteres cobrindo F-1, a “Folha”, o “Estadão”, “O Globo” e o “JB”. Vamos oferecer minha cobertura para todos os outros. De graça. A gente só pede um rodapé da página em quatro edições por GP. Você arruma um patrocinador e a gente racha a grana.

O Ricardo gostou. Vem trabalhar no meu escritório, convidou, e alguns dias depois lá estava eu numa mesa dividindo a sala com ele no último andar de um lindo e modernoso prédio na esquina da Joaquim Floriano com a Bandeira Paulista.

Comprei o computador. Comprei o anuário do “Meio & Mensagem” com endereços, telefones e fax de todos os jornais do Brasil. Estávamos em 1994. Não existia e-mail, nem internet. Mandei fazer a mala-direta. Comprei uma caixa de etiquetas adesivas e um programinha em disquete para imprimir endereços nelas. No dia 27 de setembro de 1994, levei uma caixa de papelão com 300 envelopes etiquetados a uma agência dos correios na Brigadeiro Luiz Antonio. A caixa foi colocada no porta-malas de um Twingo vermelho. No dia 27 de setembro de 1994, lancei a minha sorte pelo correio, levado por um Twingo.

Amanhã faz 20 anos. Naquele dia, os correios enviaram minha mala-direta para mais de 300 jornais do país inteiro, e fiquei esperando as respostas. Todo mundo ia querer F-1 de graça, como não? Ainda mais uma cobertura feita pelo Flavio Gomes, o grande Flavio Gomes, da “Folha” e da Jovem Pan.

Menos de cinco jornais se interessaram. O primeiro deles foi o “Diário de Votuporanga”. O primeiro a topar a cobertura da agência de notícias Warm Up. O nome vinha dos meus tempos de “Folha”. Quando o jornal resolveu fazer uma coluna semanal de automobilismo, no fim de 1991, creio, foi o nome escolhido. A sugestão foi da Alessandra Alves, minha querida editora e, hoje, apresentadora da rádio Bandeirantes.

Tínhamos o “Diário de Votuporanga”, pois. Mas a gente precisava de mais, muito mais, para poder oferecer a um patrocinador que o Ricardo teria de encontrar. E então foram meses pendurado no telefone, ligando de um em um. Comprei um mapa do Brasil, mandei emoldurar, e pendurei na parede do escritório. O primeiro alfinete foi espetado em Votuporanga. A cada telefonema, uma alegria ou uma decepção. Sim, queremos. Não, obrigado. Manda a mala-direta de novo. E os alfinetes de cabeça vermelha começando a se espalhar pelo mapa. Cascavel, “O Paraná”. Umuarama, “Umuarama Ilustrado”. Campinas, “Diário do Povo”. Santo André, “Diário do Grande ABC”. Belo Horizonte, “O Tempo”. Curitiba, “O Estado do Paraná”. Jaú, “Comércio do Jahu”. Araraquara, “Tribuna Impressa”. Petrópolis. Teresópolis. Maceió. Salvador. Vitória. João Pessoa. Macapá. Goiânia. Pelotas. Joinville. Itatiba. Campina Grande. Brasília. Cuiabá. Macapá.

No final do ano, eram 55 jornais formando a “rede Warm Up“, mais de três milhões de exemplares diários, sete milhões de leitores, agora vai ser fácil vender.

Enquanto Ricardo saía a campo atrás de um patrocinador, eu começava a me preocupar em como mandar matérias para toda aquela gente direto dos autódromos. Telex não se usava mais. Fax era a única opção, porque nenhum jornal tinha computadores em rede, capazes de receber arquivos de texto. No mesmo andar do nosso escritório havia uma pequena empresa de tecnologia. Conversando com o vizinho, ele me indicou outra empresa, de um amigo, que poderia criar alguma solução para essa comunicação autódromo-redações. Ao mesmo tempo, escrevia para todas as equipes pedindo tudo que elas pudessem me mandar de fotos em grande quantidade, para que eu enviasse aos jornais como parte do pacote editorial — textos e fotos, era o prometido. E chegavam pacotes e mais pacotes de cromos, fotos em papel, coloridas, preto e brancas, e eu ia mandando tudo para os jornais, gastando os tubos com correio. E com telefone.

Fui à empresa indicada. Ficava perto da PUC e se chamava, chama, ProdutoBrasil. José Otávio era, é, o dono, louco por F-1 e pela Ferrari. Prestava serviços para a Microsoft, seu escritório era cheio de computadores e eu não entendia nada do que acontecia lá dentro. Uma confusão dos diabos, computadores por todos os lados, e o fiel escudeiro Alex sempre pronto para resolver qualquer pepino a qualquer hora do dia da noite e da madrugada. Expliquei o que precisava. Zé bolou um esquema maluco, eu mandaria meus textos pelo laptop usando um programinha de fax, esses textos chegariam a um outro computador que distribuiria tudo por quatro linhas telefônicas que automaticamente discariam para os números de fax dos jornais e mandariam o material para eles. Mas ia custar caro. Tudo interurbano. OK, vamos nessa.

Jornais fechados, esquema de transmissão definido, faltava o principal: um patrocinador. Nosso cálculo era de 30 mil reais por mês, para que pudéssemos rachar o lucro e pagar as despesas. E o tempo passando, e a economia derrapando, e no fim das contas o Ricardo não conseguiu vender. Eu estava fodido. Cinquenta e cinco jornais tinham contratado minha agência e eu não tinha um puto para bancar a operação. Tomei no cu de canudinho.

Mas sempre tem um jeito. E aos 44 do segundo tempo, eu mesmo consegui um patrocinador. Um santo, na verdade: o Beto, da Antenas Santa Rita. Era uma grande fabricante de parabólicas, que patrocinava até o Rubinho na Jordan. O Beto era doido por corridas, gostou da ideia, fechamos em 8 mil reais por mês. Daria para pagar as despesas de transmissão. Não mais do que isso. Mas era um começo.

Mandamos fazer os anúncios, tudo em fotolito, e tome correio de novo, as peças enviadas em envelopes enormes, uma empresa de clipagem contratada para que eu pudesse mostrar os anúncios publicados ao Beto, e assim nasceu a Warm Up.

Em 1995, a cobertura de F-1 em 55 jornais brasileiros foi patrocinada pela Antenas Santa Rita. No ano seguinte, 62 jornais. E consegui, com a ajuda do Milton Neves, vender o patrocínio para a Schincariol. A Pan me contratou com carteira assinada, aluguei uma salinha no mesmo prédio, na Paulista. E visitava empresas, tentava vender a publicidade, e comecei a apresentar um jornal diário na rádio, e viajava, e me virava. O Zé Otávio, da ProdutoBrasil, desenvolveu um novo sistema de transmissão, por BBS, os arquivos ficavam num computador e os jornais que começavam a se informatizar pegavam os textos nesse computador, e no ano seguinte vendi o patrocínio da cobertura para a Credicard, lembro até hoje quando eles me mandaram um fax para Monza para fechar o contrato para 1997, eu nem acreditava. Chorei sozinho em Monza no terraço da sala de imprensa. Ao mesmo tempo surgia o “Lance!”, para quem cobri as corridas até 2010. Veio a internet, o Zé Otávio criou o site, www.warmup.com.br, onde a gente republicava meus textos com um ou dois dias de atraso para não “furar” os jornais, e vieram os e-mails, parei de gastar com fax, e depois fechei com a Sonax, sozinho, eu mesmo vendi, era incrível, e em 1999 veio a Petrobras, e depois a Elf, a VW Caminhões, a Repsol…

E no final de 1999, o Grande Prêmio. A internet estava começando a bombar, surgiam portais e sites a cada minuto, e o Matinas Suzuki me chamou para fazer um site de automobilismo para o iG, um portal novo que estava sendo montado e que revolucionaria a internet dando acesso de graça aos usuários — que, naqueles tempos, tinham de pagar provedores para ter uma assinatura e uma conexão à rede.

Para tocar o site, que estrearia junto com o iG no comecinho de 2000, chamei um menino, Tales Torraga, que conhecera uns anos antes quando fui dar uma palestra numa faculdade de Mogi das Cruzes. Ele era maluco por F-1, conhecia tudo, um pequeno gênio, que resolveu fazer jornalismo por minha causa. Contratei também outro moleque, Everaldo Marques, que me ajudava a produzir o Fórmula Jovem Pan na rádio. Escrevíamos o dia todo, notas e mais notas, e eu viajava para os GPs, e apresentava a “Hora da Verdade”, e comentava as corridas e também fazia reportagens, dezenas de boletins diários, entrevistas, gravações…

Em 2003 a internet já era meu maior negócio e os jornais foram diminuindo. Ainda assim, fiquei com muitos deles até 2011, quando já não havia patrocinador nenhum para a cobertura no impresso e os poucos que sobraram me pagavam um pouquinho por mês para receber textos, fotos e colunas. E foi em 2003 que desembarcou no escritório da Paulista o Victor Martins, que hoje toca a bagaça e é a alma do site. O Victor, que trabalhava no Banco do Brasil, estudava na São Judas e me mandava e-mails de vez em quando divinamente escritos, e eu guardava porque achava que um dia poderia precisar daquele cabra.

Pouco antes, no fim de 2001, saí da Pan e fui para a Bandeirantes, onde fiquei até o fim de 2005. Nesse mesmo ano, passei a fazer TV também, na ESPN Brasil. E no fim de 2005 estreou este blog dos infernos. Nesse meio tempo, vivemos uma baita crise na internet, entre 2002 e 2005, quando o dinheiro do iG simplesmente acabou. Nosso modelo de venda de conteúdo foi para o saco, me fodi, me endividei, mas mantive o Grande Prêmio no ar, consegui não mandar ninguém embora, acreditando piamente que um dia o jogo iria virar de novo, a internet era o único caminho possível para o jornalismo que a gente queria fazer.

Virou, a grana voltou, e ficamos no iG até o início de 2012, quando viramos parceiros do MSN, e agora, no mês que vem, vamos começar uma nova fase que ainda não posso dizer qual será — e nem sei se dará certo; 1994 revival para o bonitinho aqui.

Muita gente passou pela Warm Up nesses 20 anos. Certeza que esquecerei muitos nomes, mas na medida em que for lembrando (e o Victor vai lembrar de todos e me fará mexer neste texto 200 vezes) vou colocando aqui. Tales, Everaldo, Evelyn Guimarães, Victor Martins, Rodrigo Borges, Bruno Vicaria, Marcelo “Tuvuca” Freire, Rafael “Mindu” Sola, Marcus Lellis, Vitor Matsubara, Julyana Travaglia, Fernando Silva, Chico Luz, Thiago Arantes, Felipe Paranhos, Marcelo Ferronato, Luana Marino, Rafael Belattini, Paula Gondim, Juliana Tesser, Renan do Couto, Gabriel Souza, Paulo McCoy Lava, Gabriel Curty, Fagner Morais, João Paulo Borgonove, Felipe Giacomelli, Mauro de Bias, Pedro Henrique Marum, Andre Jung, Edgard Mello Filho, Rodrigo Mattar, Reginaldo Leme, Nathália de Vivo, Vinicius Piva, Eduardo Faustino, Hugo Becker, Gui Dorneles, Bruno Terena, Bruno Mantovani, Ivan Capelli, Américo Teixeira Jr., Daniel Balsa, Rodrigo Ribeiro, Rodrigo Berton… Muitos deles contratados através do sádico programa “Grande Estagiário”, concebido pelo Martins — uma espécie de Masterchef das letras. Espero que todos tenham lembranças doces daqui.

Fizemos muita coisa. Programas de vídeo no começo dos anos 2000, quando não havia banda larga. Revista impressa. Jornal para distribuir no autódromo. Podcast. Revista eletrônica. Livro com as colunas “Diários de Viagem”. Coberturas “in loco” maravilhosas, na contramão da maioria que fica sentada no sofá. Viajamos o mundo, fomos a todos os autódromos do Brasil, denunciamos casos de doping, de desvio de dinheiro público, de desmandos na cúpula do esporte, compramos brigas, fomos processados, somos odiados por alguns, admirados por outros, mas sobretudo, e acho que é o que mais importa, respeitados como uma empresa que faz jornalismo de verdade.

Sim, fizemos bastante nestes 20 anos. Ainda faremos mais, espero. Eu, pessoalmente, chego até aqui tão duro quanto sempre fui, dando as cabeçadas que sempre dei, mas dormindo tranquilo à noite, com a mesma esperança que tinha naquela tarde de 27 de setembro de 1994, quando levei uma caixa de papelão cheia de envelopes ao correio, de que um dia vai dar tudo certo.

181 comentários

  1. carlos lima disse:

    Flavio, estimado escriba, que história, ou saga?, emocionante! Parabéns, a você e a todos que fazem o Grande Prêmio pelo belo trabalho que honra e enriquece o Jornalismo do nosso país. Bravo!

  2. Leonardo disse:

    Fera, boca suja, ótimo escrivinhador, empreendedor e como todo jornalista sério: fodido e duro! Parabéns!

  3. Ron disse:

    No pain, no gain.
    Parabéns a todos que contribuem hoje e aos que passaram ao longo do tempo pela dupla Warm Up/Grande Prêmio.

  4. Gerson disse:

    Em 1994 eu também começava com minha agência de propaganda no mesmo prédio da Paulista, no 8º andar, acho. Devo ter cruzado com você no elevador e nem imaginei que você seria meu ídolo dalí 20 anos.

  5. Jonny'O disse:

    Bom….eu acompanho desde os tempos da Folha…na época fiz meu pai mudar a assinatura que era do jornal O Estado de São Paulo……depois veio a nte …o blig …o DKW …o Farnel e essa aberração do Lada ……faze o que!!!!

  6. Adriano Silva disse:

    Quase chorei. :)
    Até lembrei que minha primeira moto, uma CG 125 1996, zero km, comprei financiada pelo ABN-Amro Bank.
    Parabéns Flávio Gomes e toda equipe.
    Sempre que preciso ler algo sobre automobilismo e motociclismo só acesso o Portal de vocês. Melhor disparado.

  7. kelvy disse:

    Que coisa boa ! muito bom ler isso, Flavio vc é um exemplo, muito legal saber como tudo começou e o esforço que foi deixar essa maravilha aki viva durante esse tempão, espere que permaneça durante muito mais tempo, Nasci dia 26 de setembro de 94, um dia antes de vc começar sua jornada, o melhor do Brasil na cobertura automobilistica, Depois que comecei a visitar o site não parei mais, pois sei que aki a coisa é séria e bem realizada, por todos esses profissionais que ajudam a manter o site

  8. Antonio Carlos Barabás Pinto disse:

    Parabéns Flávio.

    Empreendedores são meus heróis favoritos, dificuldades para vocês são oportunidades e só. A fé de vocês é algo impressionante. Que o sucesso ande sempre de mãos dadas com você e sua equipe!

    Abraços

  9. renato disse:

    Faltou dizer onde arrumava tempo pra carreira de piloto quase profissional! Grande história Flávio. Viajei aqui pelos anos 90 e primórdios da minha carreira em TI

  10. Livan Pereira disse:

    Fico feliz em saber que no fim tudo deu certo!

    Quer dizer, fim não, pois desejo vida longa ao Grande Prêmio!

    Parabéns Flávio, Victor e equipe.

  11. Jorge Barata disse:

    Queria dizer: “Eh, desde 2005 que acompanho esta bagaça”.
    Um abraço moçambicano II.

  12. Jorge Barata disse:

    Eh, faz 5 anos que acompanho esta bagaça. E pelo conjunto da obra os meus parabéns.
    Um abraço moçambicano.

  13. Rafael Vefago disse:

    Daqui do Paraguai, mando os parabéns. E agradeço pelos textos que são um momento de alento na loucura do dia-a-dia.

  14. Caiate disse:

    Flávio, o http://www.warmup.com.br alimentou minha curiosidade durante muito tempo. Faltou você falar do incrível Fórum do WarmUp que também deve ter te dado muita dor de cabeça. Mas naquele lugar perdi horas e me diverti pra caramba, fiz amigos que até hoje encontro, converso e outros que guardo no coração.
    Parabéns! Vida longa ao Grande Prêmio.

  15. Fernando disse:

    Flavio, bom dia!

    Espero que esse site e blog continue por muito tempo.

    Sucesso na vida.

    Abraço s

  16. Paulo disse:

    Show, bela história.

  17. Kátia disse:

    Parabéns Flávio pelo site, por acreditar num sonho…esse texto me caiu como uma luva nesse momento. Te acompanho desde 2002 quando vim morar na Holanda. Você é o Paulo Cleto, do tênis, são meus companheiros nesses dois esportes que amo. Como não falava holandês, ficava desesperada pra saber os comentários das partidas de tênis e das corridas de F1, e encontrei em vocês o melhor dos dois esportes. Espero por seus posts a cada semana de corrida e começo de temporada, adoro seus comentários, muitas vezes nada convencionais, riu sozinha com seu sarcasmo e as vezes me emociono com a sua gentileza e reconhecimento quando o momento ou a pessoa merece, e até torço pela Lusa, embora meu coração seja rubro-negro, sou baiana de Salvador, só fico meio chateada quando fala mal da Ivete, mas depois passa( hahahaha). Obrigado pelo prazer que me proporciona até hoje com os seus posts, muita coisa mudou na minha vida…fiquei viúva, vivo sozinha, tenho somente a Brisa(minha cachorrinha), mas continuo fiel torcedora de F1 e seguidora do Flávio Gomes. Parabéns, sucesso e obrigado.

  18. Leonardo Lago disse:

    Caiu uma lágrima… Acompanho este paranauê desde o tempo do Lance!, por volta de 2005. Parabéns, FG. E me desbloqueia no Twitter…

  19. Evandro Jorge Rita disse:

    Parabéns Flávio Gomes,

    Começei a conhece-lo no site GPTotal.Depois disso tento acompanha-lo pela internet ou TV a cabo, pela forma franca em que relata sobre o mundo F1 ou sobre nossos pilotos, sem cair no patriotismo.

    Sobre o seu relato, é uma aula de empreendorismo!!

    O que posso deseja é muito sucesso!!

  20. Leo Silva disse:

    Neste exato dia em 94 eu esperava minha mãe chegar com o meu bolo de aniversário de 5 anos. Morava em Santos. Uma pena eu não ter acompanhado desde aquela época. Peguei gosto pela F1 logo após o funeral do Ayrton, mas não lia jornais. Satisfeito com o WarmUp e o GP desde 2010. Parabéns a nós.

  21. Parabéns Flávio, Sua dedicação só reforça que temos que tirar a bunda da cadeira e ir atrás das coisas! Eternidade ao Grande Prêmio!!!

  22. It is not mole meu caro Flávio Gomes,
    O caminho de 20 anos exigiu muita ginástica, criatividade, arrojo, paciência e competência. Você é um vencedor, depois de tudo isto que você relatou e que tem o condão de aumentar a admiração que se tem por você.
    Acho que você personifica muito bem aquele ditado gaúcho para situações difícieis:
    -”Se virar mais do que bolacha em boca de velha”…
    Parabéns meu caro, e obrigado por compartilhar esta interessante e bem temperada história!
    Happy Birthday to Warm Up!

  23. perna quebrada disse:

    Em 2000 entrei na faculdade e lá tinha alguns computadores a nossa disposição.
    Meu primeiro e-mail fiz lá, e as primeiras googladas também.
    Um dia fui procurar uma notícia sobre F-1 e encontrei um “site” muito bem escrito e deu vontade de voltar lá.
    E voltei várias vezes até virar Grande Prêmio, entrar no Blig do Gomes, ler Imola, 1994 300 vezes, etc. Lembro que quando vi o texto de Imola numa comunidade dos Beatles no Orkut (em que 99% só conheciam o Galvão e o Reginaldo como referência à F-1) fiz questão de apresentar o autor do texto… rsrs
    É isso…
    Longa vida ao WarmUp

  24. Sergio Magalhães disse:

    Parabéns por tudo, Flavio, te acompanho de longa data, embora comento pouco aqui, estou conectado todos os dias.

    Cara, que susto. Quando comecei a ler o texto, primeiro vi que era comemoração, depois pensei que era despedida.

    O Grande Prêmio não pode acabar nunca. NUNCA!

    Bela história você tem pra contar deste importante canal de notícias. E posso te dizer com toda segurança, que estou conectado no seu site desde quando ele surgiu.

    Um abraço e boa sorte!

  25. Roberto Borges disse:

    Show!
    Bela história, imagino que em uma palestra de empreendedorismo vá muito bem! Motivante!
    Acho ótimo o que você e a Warm Up produz e tem mais valor ainda com uma história dessas.
    + 20!

  26. David Nobrega disse:

    Inspiração pra quem leu o texto, admiração dos que gostam e acompanham seu trabalho (me incluo, claro) e no mínimo respeito dos que não gostam muito (sempre tem quem).
    Já tive a honra de ter uma contribuição publicada no blog, o que me deixou muito contente.
    Sucesso e que venham mais 20!
    Abraço!

  27. Victor disse:

    Parabéns, FG. Acompanho desde o primeiro site, e gosto muito do trabalho de vocês. Mais 20 anos!

  28. Pablo Vargas disse:

    Parabéns, Flavio !
    E que tenha muito trabalho e retorno nos próximos vinte anos.
    Pra quem está do lado de cá, assistindo e acompanhando do camarote, tem sido bom demais.
    Sucesso !

  29. Ricardo disse:

    Cara,o trabalho de voces é sensacional,parabéns e muito obrigado,pois o blog e o GP são parada obrigatória todo dia.Informação de qualidade e muito legal na forma de apresentação.
    Sucesso e um abraço a todos,
    Ricardo.

  30. Marcelo disse:

    Parabéns Flávio. Não tanto pelo talento em escrever, que você já nasceu com ele mas, principalmente, pela coragem de empreender em 1994, época de muitas incertezas, e acreditar que estava fazendo a coisa certa.
    E estava.
    Outro dia te vi na Rod. Bandeirantes, na volta do Blue Cloud. Tive vontade de te parar e convidar pra um café e ouvir suas histórias. Espero que a gente se cruze um dia por aí. O convite do café tá de pé.
    Abraços a todos que fazem, contigo, este blog divertido.

  31. André Buriti disse:

    Flávio, foi o teu site me deu força para criar o SOS Autódromo RJ, e já se foram 8 (quase 9) anos, agora não tem muito o que fazer sobre o assunto, mas enquanto esteve ativo ele fez bastante barulho o que prova que o formato eletrônico se tornou uma alternativa para quem quer fazer seu trabalho ou protesto ser ouvido.
    Vida longa ao Warm Up. Se antes já admirava o seu trabalho, após ler este longo relato, te admiro mais ainda, porque só alguém com partes iguais de louco e visionário (não seria a mesma coisa?) poderia levar adiante uma missão dessas.
    Para o alto e avante!

  32. Oldair disse:

    Olha só o que achei aqui nesse site um pouco da Pré-História do site Muito bacana rever o começo da era internética.

  33. Anselmo disse:

    Chorei…porque faz parte de minha história também, quando começou na internet, lá estava eu “conectado”.
    Grande história de perseverança que posso usar agora, pois aos 53 anos de idade, larguei o trabalho CLT e estou empreendendo, e espero chegar lá, como voce chegou.
    Já tomamos caipirinha juntos em Interlagos, tenho até hoje a “faquinha e colherinha” que usamos para fazer.
    Dou muita risada com você, espero um dia poder encontra-lo novamente.
    Parabéns.

  34. Alec Duarte disse:

    Legal relembrar essa história, Flavio. Do outro lado, lá no Diário do Grande ABC, estava eu como editor acreditando no projeto e tocando o barco!

  35. Serginho disse:

    Te “conheço” desde o Lance, que comprava todo dia indo pro trabalho. Sempre fui maluco por automobilismo (herança do meu saudoso pai), e lia tudo que via sobre. Gostava de saber dos bastidores, e nada melhor do que alguém que tava lá pra contar. Acompanhei todas essas desde então. Odeio suas posições políticas e alguns dos seus radicalismos, mas adoro o jeito simples que você tem de ver a vida e sua honestidade. Certo é certo, errado é errado. É assim que ensino minhas filhas. Aprendi um pouco com você a reverenciar o passado, as coisas feitas antigamente, com mais cores, sentimentos e… durabilidade.
    Vida longa, caro.

  36. Rodolfo I. Vieira F.º disse:

    Parabéns Flávio , por sua perseverança , luta e por acreditar ´´ na bagaça ´´ . Acompanho os sites desde o começo , e acho tudo Duca !!!

  37. Maurício Zandoná disse:

    Flávio, leio seu blog praticamente todos os dias e também visito regularmente o Grande Prêmio, pois, como a maioria que te acompanha, sou fanático por automobilismo, ou, para ser mais justo comigo mesmo, por todos os esportes a motor.
    Sua trajetória nesses 20 anos me deixou realmente impressionado, principalmente pela crença em um dia alcançar todo o sucesso almejado e pela paixão pelo verdadeiro jornalismo.
    Parabéns a você e a toda a equipe da Warm Up/Grande Prêmio pelos 20 anos de histórias e pelos tantos outros que ainda virão.

  38. João Pedro disse:

    Parabéns, de verdade! Um exemplo. Não somente para jornalistas, como eu, mas para todos!

  39. Alexandre disse:

    Parabéns Flávio

    Meu trabalho de conclusão de curso em jornalismo foi sobre a Warm Up, (a revista no caso) e pude aprender e respeitar o trabalho que todos vocês fazem aí. O que mais me agrada em vocês é a independência com que escrevem, algo hoje mais raro do que… sei lá, vitória do Palmeiras… rs. O jornalismo é um mundo desanimador, de “rabos presos”, esquemas, acordos, sem contar a maioria de hoje que só quer o status do nomezinho no crachá pra tirar foto no instagram em evento esportivo (limitando a essa editoria) e ver que vocês sobrevivem há tanto tempo como “uma empresa que faz jornalismo de verdade” é realmente um alento. Parabéns. Que continuem.

  40. Henrique Barros disse:

    Olá Flávio Gomes,

    parabéns pela sua história, você é um herói de você mesmo, creio que também de muita gente que você ajudou a decolar no trabalho. Admiro seu trabalho e mesmo não concordando algumas vezes com o que escreve, acho muito bom seu portal e sua coluna. Mais uma vez parabéns !

    Carlos Henrique Barros/Salvador/Ba

  41. Cláudio Cruz disse:

    Muito legal. Parabéns.

  42. Leandro Sodré disse:

    Ola Flávio, muito bacana ler a história do site. Parabéns, acho o melhor site sobre automobilismo. Acompanho já faz algum tempo e normalmente gosto muito das tuas colunas, mas sinto falta das do Edgar Mello Filho.

    Grande abraço!

  43. juli boschetti NP disse:

    FG. vi no site do Terra que a Mercedes disse que a pane no carro do Rosberg foi causado por uma ‘substância externa’.
    Será que na calada da noite o Hamilton jogou um veneno nos componentes eletrônicos do Rosberg?? da´lhe Dilma!!

  44. Affonso disse:

    Flavio,

    Nunca vou me esquecer quando fui em seu escritório pedir um estágio no site.

    Foi em 2003 se não me engano… tenho a prova de conhecimentos sobre F1 guardada até hoje comigo em casa (acertei quase 100% das suas questões, mas escorreguei no texto e tradução de sites do exterior).

    A escrita para jornalismo podia não ser meu forte ali naquele momento, para cumprir determinada necessidade. Mas valeu a pena estar ali, ver como a coisa funciona.

    E que venham mais 20, 30, 40 anos de Warm Up.

    Sempre fui fã do seu trabalho, gosto mesmo. É um dos poucos jornalistas de automobilismo que merecem respeito por nós, que gostamos da bagaça.

    Abração,

  45. JT disse:

    Ser empresário (empreendedor, gerador de empregos) no Brasil não é fácil. O cara trabalha mais que todo mundo na empresa e ainda tem alguns elementos que vão na TV para pedir votos com o slogan: “Quem bate cartão não vota em patrão.”

    Vinte anos pagando uma cascata de impostos não é pra qualquer um.

    Meus sinceros parabéns!

  46. Formiga disse:

    Parabéns Flavio. Te acompanho desde o início do Warm-Up.

  47. Davi Pisani disse:

    Excelente história, excelentíssimo texto. Leio seu blog “horariamente” para ver se tem algo novo postado várias vezes por dia, gosto muito do que escreve e saiba que me inspira muito a escrever também. Acho que você e o GP são o caminho certo das notícias do automobilismo as passando com maestria a esse público tão carente que é o dos autoentusiastas em meio a tanto futebol.
    Ficamos todos ainda mais felizes hoje, sabendo um pouco mais da história de vocês.
    Mais uma vez parabéns e feliz aniversário à WARM UP.

  48. Marcelo David Macedo disse:

    Cara, parabéns! Linda e, de certo modo, inspiradora história! Que a vida te dê muito mais desafios, e que na maioria delas dê tudo certo, como vem dando. Continuaremos seguindo daqui.

  49. Sil C San disse:

    Parabéns Flavio!

    A gente também tenta, copia, se fode, inventa e se arrebenta. Mas não desiste sei lá, de teimoso mesmo. Dinheiro que é bom a gente não ganha, escreve porque gosta, automobilismo é paixão.

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