BYE, FÓRMULA 3 | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014 - 15:52Automobilismo internacional

BYE, FÓRMULA 3

SÃO PAULO (saía gente boa daí…) – Emerson em 1969, Pace em 1970, Piquet em 1978, Chico Serra em 1979, Senna em 1983, Gugelmin em 1985, Barrichello em 1991 (na foto abaixo), Gil de Ferran em 1992, Haberfeld em 1998, Pizzonia em 2000, Nelsinho em 2004, Nasr em 2011.

Foram 12 os brasileiros que conquistaram o título inglês de Fórmula 3, categoria disputada desde 1964 que, por muitos anos, foi a grande porta de entrada para a F-1. Depois começaram a surgir as categorias mais próximas e concebidas para preparar melhor a molecada, como a F-3000 e a GP2, e isso foi, aos poucos, esvaziando a F-3.

Ainda assim, seus campeonatos, por todo o mundo, sempre foram fortes e formaram pilotos excepcionais. Essa lista que tem 12 brasileiros inclui também, apenas para citar alguns que viraram alguma coisa no automobilismo, nomes como os de Jackie Stewart, Stefan Johansson, Johnny Herbert, J.J. Lehto, Mika Hakkinen, Jan Magnussen, Takuma Sato, Jaime Alguersuari, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne.

Pois a F-3 Inglesa vai acabar, depois de uma frustrada tentativa de fusão com sua similar alemã. É verdade que ainda há uma F-3 Europeia e outros torneios nacionais em outros países, inclusive no Brasil, mas a morte da britânica é um sinal de que as coisas estão mudando muito rapidamente no cenário internacional.

Correr na Inglaterra era estágio obrigatório, desde os anos 70, para quem pretendia chegar à F-1. Agora não é mais.

rbnaf3

9 comentários

  1. Hoje os tempos são outros, e hoje as coisas mudam muito rapidamente em termos de referência e escalada. Agora essa categoria virou peça de museu. Foi nessa categoria que o Rubinho conseguiu seu último campeonato no automobilismo há mais de 23 anos.

  2. Allan disse:

    Uma pena, uma categoria tradicional que forma pilotos excelentes acabar por…incompetência?
    Espero que aconteça o mesmo que aconteceu com a Champ Car…
    Em 2007/08 enterraram a categoria (depois da corrida de Long Beach) e no mesmo ano de 2008 a categoria foi comprada por um grupo de investidores (donos de equipe) que conseguiram reativar os Panoz DP01 e estão correndo a pleno vapor nos circuitos tradicionais (Road America, Laguna Seca) e provas internacionais ( em Zolder, na Tailândia e em 2015 uma etapa na Turquia)….Ah, não tem nada a ver com a re-unificação da IRL, virou uma categoria “a parte”
    Dúvidas?
    http://champcar-ws.com/ (site oficial)

    • Mello disse:

      Pois é. E a “guerra civil americana” continua por pura vaidade. As duas categorias vão acabar morrendo abraçadas. Se bobear a Nascar ainda toma a Indy 500 para ela. Por outro lado, existem dirigentes responsáveis, que não seguem com um negócio adiante, se aquele negócio não se paga. Bem diferente do que acontece com o nosso futebol e seus torneios deficitários.

  3. Ricardo Bigliazzi disse:

    Para os mais rodados, como Eu, é uma noticia espantosamente surpreendente.

    Isso é impossivel. Não dá para ter automobilismo no Mundo sem a F-3 Inglesa.

  4. Fernando Carvalho disse:

    Bom ,me lembro e acompanhava pelas revistas e jornais as categorias internacionais e mais importantes de monopostos : F1, F2 .F3 ;FFord e F5000 …..
    Depois veio… bem depois é outra história: FFord ;F V; FSuperV (o trio inclusive aqui no país e , inegavelmente , formadora de geração de pilotos brasileiros que brilharam na europa) e por aí vai…..

  5. clayton moura belo disse:

    Apenas repetindo o que já comentei no “post” sobre o Button: “Vai dar mais brilho ainda para o WEC e demonstrar a tese que paira no ar: a de que a Fórmula 1 estå cada vez mais um berço para “teenagers” e que, por lá, a vida útil acaba antes dos 30… Para a maioria, pelo menos!” Em resumo, acho que as mudanças que não implicam em evolução não parecem servir para muita coisa neste universo!!!

  6. andre lima disse:

    Esse Ralt do Rubinho em 91 me traz boas lembranças daquela época: saber o resultado das corridas apenas no jornal da segunda-feira, esperar pra ver o vt da prova no sábado seguinte no grandes momentos do esporte da tv Cultura com narração do Celso Miranda…. o mundo muda muito rápido, então até parece meio lógico da categoria ter chegado ao seu fim.

    • Robertom disse:

      Uma categoria só chega ao fim quando seu custo/benefício deixa de ser atraente para o mercado.
      Então, ou alguém foi ganancioso demais, ou acomodado/burro para não tomar ações corretivas adequadas.
      Foi esmagada pela F3 Européia e pela GP3.

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