GRANDE GORDINI | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
MENU

quinta-feira, 27 de novembro de 2014 - 18:47Automobilismo brasileiro, Indústria automobilística

GRANDE GORDINI

SÃO PAULO (que mundo, que mundo…) – O ano, 1964. O desafio: meter um Gordini em Interlagos par rodar 50 mil km parando apenas para abastecer, calibrar pneus, trocar o óleo e colocar água. Foi a ideia de Mauro Salles, publicitário que tinha a conta da Willys, para mostrar como os carros da marca eram resistentes.

A maratona do Gordini acaba de completar 50 anos e é lindamente contada aqui pelo Jason Vôngoli. Foram 22 dias rodando, rodando, rodando… Alguém aqui esteve em Interlagos para ver de perto a aventura? Seria legal um testemunho pessoal.

incrivelgordini

21 comentários

  1. claudio loty disse:

    A simca fez muito mais, rodou 120.000 km sem parar, a media de 113,10 km/h, em 1 mes e 14 dias, vejam no link abaixo.

    http://forum-simca.2308807.n4.nabble.com/file/n4642722/jornal.jpg

  2. Eduardo Aranha disse:

    Faz tanto tempo, Recordo de ter ido lá. Para o piloto correr sózinho pela pista de Interlagos era algo extremamente monótono. Se bem me lembro a causa da capotagem foi que o piloto dormiu no volante. Foi isto mesmo? Alguém lembra melhor a causa da capotagem?

  3. Marcelo disse:

    Flávio, tudo bem? Meu falecido avô Olívio foi piloto de testes da Willys e posteriormente da Ford. Ele até aparece em um trecho de um filme da década de 70, que foi recuperado e postado aqui no seu blog. Ele me contava muitas histórias dessa época e uma delas era esta, dos 50 mil quilometros do Gordini em Interlagos. Ele e outros colegas, também pilotos de teste, iam até Interlagos acompanhar a façanha. Inclusive me contou do copotamento do Bird e da história do “Teimoso”. Lameirão era um amigo e frequentava a casa dos meus avós. Minha avó ainda guarda o macacão azul da Ford usado pelo seu Olívio. Saudade do meu avô e de suas muitas histórias. Abraço

  4. Nelson Barreiros Neto disse:

    Bom dia a todos.
    Olha, o grande publicitário Mauro Salles, que tinha uma coluna maravilhosa na Quatro Rodas, uma vez falou sobre o teste, e como escolhido para gerir a conta Willys, ele teria a difícil tarefa de tirar a imagem de Leite Glória do Carro (pra quem não sabe, esse leite era em pó, e o slogan era “Leite Glória, desmancha sem bater”… Entenderam o trocadilho??? rsrs
    Não sabia honestamente que ele havia capotado.
    Muito legal….

    Em tempo, aproveitando para contar outra do Sr. Mauro Salles, muitos aqui devem saber tenho certeza mas talvez alguns não saibam, ele foi responsável pelo nome do Ford Corcel… Os executivos norte-americanos já haviam batido o martelo no nome do grande lançamento para o Brasil, seria Ford PINTO…

    Lá vai Seo Mauro, em reunião na sede, explicar para eles o que queria dizer… Deve ter sido muito engraçado, e com certeza, vimos que funcionou…

  5. Anselmo Coyote disse:

    Sem chance.
    Teria de andar 24h por dia a 94,7 km/h durante 22 dias. Num autódromo? Hummmm, Talvez. Mas duvido ainda. Teriam paradas para reabastecimento, trocas de óleo, de pneus, velas, pilotos, correias… Sem contar que 94,7km/h seria a velocidade média a ser desenvolvida pelo carro e sinceramente não sei se um Gordini sustentaria isso nesse regime de stress (24horas por dia durante 22 dias!!!!!) por 50 mil quilômetros. Realmente, quer saber? É mentira.
    Abs.

  6. r.castro disse:

    na época, eu com 14 anos de idade,e mais dois amigos,matamos aula para ir ver o gordini. após uma maratona de onibus, da vila mariana até interlagos,finalmente
    conseguimos ver o heróico carrinho – depois de pularmos a cerca do autódromo,é claro.

  7. Reinaldo disse:

    Capítulo interessantíssimo da história automobilística brasileira. Eu tinha lido sobre esse teste no livro do Bird Clemente.
    Pena que, como tantas outras ocasiões importantes, ninguém se dignou a preservar o carro.
    Reinaldo
    http://reiv8.blogspot.com

  8. JR disse:

    A Renault fez uma homenagem no Salão do Automóvel deste ano, no dia que o Daniel Ricciardo estava lá.
    Eu estava, pois tenho um Gordini na família e os “Gordineiros” foram convidados à participar.
    Foi uma homenagem bem legal, com alguns dos pilotos que estiveram em Interlagos e cada um recebeu um troféu.
    Como é difícil uma montadora fazer isso, acho que vale aplaudir essa atitude.

  9. Rafael Ribeiro disse:

    A reportagem é ótima, e a história sensacional! Para quem tem um Gordini, um grande especialista em restauração da marca fica em Petrópolis, Nelson Cintra.

  10. Roberto Fróes disse:

    E porquê essa maratona?
    A Renault fez questão, e a Williys aceitou, fazer o Dauphine – antecessor do Gordini – no Brasil, sem nenhuma diferença em relação ao francês. Só se esqueceram de fazer as ruas e estradas também idênticas.
    E o carrinho não aguentava…
    Nessa época, o único leite em pó brasileiro era o Ninho da Nestlé, que dava uma trabalheira danada para dissolver.
    Aí apareceu o leite Glória, cuja propaganda dizia que “desmancha sem bater”.
    Pronto, o Dauphine pegou o apelido: Leite Glória (desmancha sem bater). E o apelido pegou mesmo!

    Então a Willys conseguiu e modificou alguma coisa, reforçou o carro, e lançou o Gordini, uma versão bem melhorada do Dauphine.
    O que fazer para desmanchar a impressão do “Leite Glória?

    Quando falarem em Simca, eu conto o porquê do “Belo Antônio”.

  11. Flavio botelho junior disse:

    eu tive um, se eu não me engano era 1966, cinza, 850cc, 40cv, mais eu como era um bom mecânico, coloquei um carburador de Simca, e um escapamento com abafador vazio direto, também comprei na rua Nilton Prado, no Bom Retiro um jogo de pneus usados de Mercedes que também eram aro 13, em uma oficina que eu esqueci o nome, chara eu infernizei jundiaí, ninguém me pegava!, valeu a lembrança. ,

  12. Eduardo Trevisan disse:

    Lembrei da fantástica e detalhadíssima história dos Saab em 1986.

    http://autoentusiastas.com.br/2013/10/saab-9000-100-000-km-a-mais-de-210-kmh-em-1986/

  13. Vitão disse:

    Eu era muito pequeno, mas o Romeu Nardini esteve, e o Mestre Joca sabe a calibragem dos pneus, a quantidade de gasolina consumida, a espécie de coruja que passou na frente do carro e causou a capotagem, e o gap do eletrodo das velas !

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>