A BURRADA | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sábado, 30 de maio de 2015 - 0:42F-1

A BURRADA

monaco2015ham

SÃO PAULO (a, a, a…) – Parece que não vão ter fim as discussões sobre o que aconteceu em Mônaco com Hamilton, semana passada. Bom, a Mercedes assumiu o erro de chamá-lo para os boxes. Mas foi induzida ao erro pelo próprio piloto — e eu, outro dia, achando que pilotos têm de falar mais, decidir mais…

Neste vídeo da FOM, o clipe pós-corrida de Monte Carlo (esses clipes são espetaculares), um rádio que não foi ao ar na transmissão é revelado. Justamente a avaliação de Hamilton, que achava que tinha de parar, mesmo. Pouco antes, no entanto, assim que o safety-car foi sinalizado (primeiro virtual, depois real), seu engenheiro avisou e ordenou: ficamos na pista. Mas o inglês tinha dúvidas, porque viu a imagem dos mecânicos preparados nos boxes e porque a temperatura dos pneus, em baixa velocidade, iria cair drasticamente. A equipe foi na dele. O resto é história.

A Mercedes, agora, diz que suas decisões em corrida, daqui para a frente, serão mais baseadas no “senso comum e na lógica” do que naquilo que dizem os computadores. Pode ser. Mas continuo achando que os pilotos precisam ter mais peso nessas coisas. Ainda que de vez em quando, como aconteceu com Lewis, sua insegurança esculpida em anos de consultas a engenheiros (e confiança cega no que eles decidem) acabe levando a uma monumental burrada. “Acho que perdi essa corrida…”, diz ele pelo rádio quando sai dos boxes atrás de Rosberg e Vettel.

Pois é, perdeu mesmo.

Ah, ainda no clipe da FOM, duas falas me pareceram muito divertidas, e também não tinha ouvido ainda. Primeiro, Ricciardo mandando Raikkonen sair da sua frente, na ultrapassagem na Mirabeau A outra, Lewis parado na entrada do Túnel, depois de terminada a prova, e Vettel dizendo para a equipe, sempre pelo rádio, que achava que ele ia largar o carro ali mesmo para ir “direto pra casa”.

30 comentários

  1. Mustavo Gaia disse:

    Mais um vídeo de F1 esclarecendo o ocorrido:
    http://www.formula1.com/content/fom-website/en/video/2015/6/Moving_on_from_Monaco_for_Mercedes.html

    A transcrição se acha aqui.
    http://www.f1fanatic.co.uk/2015/06/05/hamiltons-role-in-monaco-strategy-revealed-in-new-audio

    Resumo: Duas ordens da equipe para o HAM não pitsoptar, o moço diz que os pneus estão frio e os outros trocaram para borrachas novas. A equipe manda ele parar no box. Tirem suas conclusões.

  2. pedro afonso scucuglia disse:

    Edição de vídeo mais linda do carái! Coisa de gênio. As tomadas entre as lâminas do guard rail, eu nunca tinha visto. E sou do ramo.

  3. Lobo d3 @ngra disse:

    Meus caros,

    estas atitudes foram as mais próximas de “humano” não um boneco manipulado pelo “circo”, pelas regras, assessores de imprensa.
    Foi ótimo, totalmente original, andar devagar, para o carro de frente para o mar, bater na placa de 3º colocado.
    -Imagina o jogador que bate um escanteio a bola vai entrar e um zagueiro tira em cima da linha. Possível, mas ele vai de mete um bicudo na bandeirinha de canto porque poderia fazer o gol do título, ou entrar para estatística de gols olímpicos.
    Para quem fica reclamando que os pilotos pensam em tudo que fazem, que falam em entrevistas com o cabresto puxado. Fala sério, o cara é um showman. Autêntico como Vettel dando zerinhos ao se despedir da RedBull ou Webber tirar o capacete na volta de desaceleração em Interlagos.
    Não se machucou, ou a outrem, nem pôs em risco vidas, nem a própria. Não deu prejuízo para equipe ou a organização do GP. Virou notícia, só isso. Aliás, vale muito.

  4. Paulo Lava disse:

    De pronto, ressalto que admiro pessoas que possuem patrimônio e/ou economias no banco. Não preciso me alongar sobre o fato de que, com tais requisitos, a pessoa pode viver muito bem – mas bem mesmo. E certamente não terá grandes preocupações em caso de eventual desemprego, algo que, infelizmente, é uma realidade em um país como o nosso
    (se eu estiver errado, me constentem – com argumentos plausíveis – que viver de renda e de forma despreocupada com o futuro é algo errado).
    So what? Vejo aqui mais um tópico envolvendo Lewis Hamilton. E, claro, impossível deletar da memória as cenas pós GP de Mônaco, nas quais um cidadão RICO – e vitorioso – ficou ‘magoado’ (ou furioso. Whatsoever) pelo simples fato de não obter uma vitória.
    Eu entenderia a explosão ‘sentimental’ se ele (Lewis) estivesse na batalha pela primeira vitória – ou pelo tão ambicionado título mundial. Mas, caramba: o cidadão é bicampeão mundial de F1 (nome definitivamente inscrito na historia do esporte), já obteve vitória em Mônaco e, o que considero importante, está com a vida financeira assegurada (em outras palavras, futuro garantido). Condição esta que sequer leva em conta a recente notícia de que seu contrato com o time alemão foi prorrogado até 2018. Ah. E não vamos esquecer que desta vida nada se leva.
    Por essas e outras, sigo admirando o tricampeão Nelson Piquet. Não apenas pela carreira vitoriosa mas, pelo modo de encarar a vida. Se alguém tiver tempo para acessar o acervo digital da revista Veja, sugiro ler uma interessante entrevista por ele concedida na edição 07 Abril de 1983. Na página 9, Piquet comentou algo que tem tudo a ver com a chamada ‘atitude’ diante de um problema. Abre aspas e dois pontos: “Entre 1984 e 1985, estava ruim de carro, não tinha chance de ganhar nada. Mas tinha avião, barco e uma conta de 12 ou 13 milhões de dólares no banco. Nessa situação, você quer saber quem é a primeira mulher que vai passar na sua frente para leva-la algum lugar e namorar”.
    Ou seja: com a grana e fama que possui, Lewis poderia imitar o Piquet e, ao invés de destilar fúria, ele poderia refletir: ‘Ok, perdi a corrida. Mas tenho avião, dinheiro no banco e um monte de mulheres querendo sair comigo’. Esta atitude sim seria digna de aplauso.

    • TJ disse:

      Pela sua tese, o Schumacher deveria ter parado no bi ou tri? Existe futuro garantido?

      • Paulo Lava disse:

        Interessante seu questionamento sobre o (Michael) Schumacher: dia desses, reli edição antiga da revista Norte-Americana “OnTrack” na qual Michael foi entrevistado; Na publicação com ‘chamada’ para a prova de Indianapolis em 2000 (ano do retorno da F1 ao lendário Indianapolis Speedway), Michael falou que gostaria de obter o título daquele ano e que estava em conversa com a esposa justamente sobre o assunto ‘encerrar carreira’. “Já estou com a vida ganha. Se parasse de correr hoje, sequer precisaria trabalhar. O fato é que preciso acompanhar de perto (o crescimento de) meus filhos, algo impossível para qualquer piloto de F1. Portanto, se obter o título (no caso, o tri), não apenas saio por cima e ainda deixarei meus netos devidamente estabilizados”.
        Evidente, Michael teve outra opção. Mas não deixa de ser interessante constatar que ele, em algum momento, parou para pensar naquela ‘velha’ situação (‘da vida nada se leva’).
        No quesito ‘futuro garantido’, creio que todo mundo possui preocupação em garantir o futuro. Principalmente em um país (Brazil) no qual até a própria sombra tem medo de ser demitida. Aliás o assunto demissão envolve o aqui citado ‘futuro’. Portanto, se a pessoa for privilegiada e tiver bens materiais (digamos, renda extra através de aluguel de imóveis), ela certamente terá o futuro garantido e JAMAIS irá para a cama com o chamado ‘fantasma do futuro incerto’. Entidade que, sabemos, jamais passa pela cabeça de qualquer piloto capaz de negociar milionário (s) contrato (s)…

  5. Clenio Azevedo Vilela disse:

    Flávio, acho tambem que, o piloto tem que falar mais e decidir mais.Por isso aconteceu : fatou experiência para o piloto!
    Tudo fica para decidir pela equipe.

  6. ms disse:

    Caros….querer saber quem foi que errou, se Hamilton ou a mercedes tem a mesma importância de querer saber quem veio primeiro, se foi o ovo ou a galinha, ou seja: NENHUMA IMPORTÂNCIA!!

  7. Henri di Maria disse:

    Esse episódio explica muito da dependência dos pilotos em relação aos mandos das equipes, e assim não utilizando o próprio conhecimento do carro e do momento da corrida. Um exemplo que todos conhecemos é Felipe Massa que não arrisca minimamente fora das orientações da equipe. Quantas vezes não o vemos numa segunda ou terceira troca de pneus, quando o carro está mais leve e mais rápido, optar pelo composto mais duro indicado pelo fabricante em detrimento da opção mais mole e mais aderente e que permitiria um desempenho melhor.

  8. Miguel disse:

    O Hamilton perdeu a corrida porque o tempo da troca de pneus foi de 4,1s.

  9. TJ disse:

    Continuo na tese da marmelada.
    Essa confusão, só demonstra isso. Ninguém vai ser sacrificado, puro teatrinho. E o campeonato não morre prematuramente. E o circo continua.

  10. Chupez Alonso disse:

    A Mercedes já já coloca um líquido no volante do Rosberg de novo.

  11. Marcelo Silva disse:

    Acho que o erro foi mais da equipe, pois se ela tivesse informado o Hamilton que seria arriscado uma parada, uma vez que haveria a possibilidade de ele perder a primeira posição, ele não teria parado. Ele disse que os pneus perderam temperatura, mas a equipe deveria ter dito para ele permanecer na pista , por conta do risco.

  12. PAULO F1 disse:

    Eu ainda acho que a equipe errou e explico: a Mercedes conhece bem demais o Hamilton e as suas reclamações (reclamações estas que para mim em certas horas são mensagens “cifradas”, tendo como resposta um código para o piloto). Cito como exemplo disto, as inúmeras vezes em que eu já ví o Hamilton se queixar dos pneus, falta de aderência ou outro problema e logo depois disto, fazer uma ou mais voltas rápidas, até mesmo em sequência. Voltando ao fato da Mercedes conhecer bem demais o Hamilton, acho que na minha visão do ocorrido, cabia a Mercedes ser mais incisiva dizendo que trocar os pneus naquele momento podia ser muito pior (como foi) do que não trocar, tanto pelo risco que um erro no pit envolvia, quanto pelo fato de que a pista (mesmo com Hamilton alegando insegurança com os pneus) tem o problema óbvio de que quem vem atrás tem pequenas chances de ultrapassagem…naquele momento da corrida, com poucas voltas faltando, tanto Rosberg quanto Vettel estavam com os pneus tão gastos quanto os pneus do Hamilton e não o ameaçariam. Para confirmar que Rosberg e Vettel não ameaçariam Hamilton, bastou ver o que vimos…Hamilton com todo o seu talento e com pneus novos, não conseguir nem ameaçar (ameaçar com muita intensidade) e nem ultrapassar Vettel. Eu (um leigo), e com a corrida desenhada daquela forma no momento do safety car, jamais daria uma ordem para o Hamilton parar e trocar os pneus. Valeu Flavio Gomes e valeu pessoal.

  13. Brabham-5 disse:

    O piloto diz como está sentindo a reação do carro, sobre pneus, freios, potência, etc.
    Quem está FORA DO CARRO e deveria ter mais tranquilidade, cabeça fria e não deixar parar nos boxes sem necessidade é o engenheiro, a equipe.

    Em casa todo mundo aqui no Brasil, pela tv, a gente sabia que não era para parar! Mas é bem diferente de estar a tantas voltas coma cabeça quente, a adrenalina lá em cima, cansado, liderando uma corrida nesse circuito complicado que é Mônaco.

    Faltavam pouquissimas voltas, estavam em Monaco, não em Monza, se um pneu furasse (exagerando), dava pra terminar a corrida na frente oras! Se o cara da frente estiver mais lento, se não quiser deixar, ninguém passa.

    Cagada da equipe. Era só lembrar o piloto que faltavam poucas voltas e era mais prudente ficar na pista mesmo com pneus desgastados.

    O cara está correndo em MÔNACO e vocês querem que ele faça “cálculos”??

    E Hamilton fala até pouco pelo rádio coma equipe. Pior é o Rosberg, que de tanto perguntar ao engenheiro, parece que quer dar o volante do carro na mão do cara.

    Rosberg não consegue fazer uma corrida sem rádio! Não toma nenhuma decisão.

    Hamilton, pelo uso do rádio, está na média de todos os outros pilotos. Quem exagera é Rosberg.

    Mais empatia com o grande piloto e menos recalque. É isso que precisamos.

  14. BRANCÃO SJC disse:

    Prezado Flávio Gomes,
    corrida de F1 é coisa de burguês, é cheio de glamour, de gente rica, feliz, que gosta de curtir a vida e seus prazeres, …. “nós” socialistas, da esquerda comunista devemos apenas gostar “pega pega”…..

  15. John Player disse:

    Como que Hamilton “viu os mecânicos preparados nos boxes”, enquanto rolava a corrida, se os boxes de Mônaco ficam na parte de trás e não em frente á reta de largada/final?
    A pista inclusive, quando está próxima da entrada dos boxes, está em desnível, abaixo do nível dos boxes!
    Numa corrida, com um F1, nessa pista, se o piloto desviar olhar ali, é muro/guard-rail na certa.
    Alguém pode explicar?
    Não me venham com “Viu no telão”.

  16. Pacheco disse:

    A voz e os usos dos pronomes “he” e “I” indicam que quem disse que “I think he’s going home straight away” foi o Vettel. Ou que o Hamilton é esquizofrênico.

  17. José Angelo disse:

    Então, foi exatamente meu comentário no primeiro post seu sobre a cagada deles em Mônaco. A equipe pode até ter errado nos cálculos, mas foi induzida a esse erro pelos freqüentes e conhecidos choramingos do Hamilton. Independente da posição que ele está, mesmo em primeiro, ele sempre tem alguma coisa pra reclamar. E quando não tem nada pra reclamar, reclama que estão falando com ele e pede pra pararem.

    Só que nesse caso, não gostei da postura do Lauda e do Wolf. Não deveriam ter criticado a estratégia da equipe, afinal a culpa maior foi do piloto, ou pelo menos “fifth/fifth”. Fritar piloto em público é ridículo, mas não precisam passar a mão na cabeça dele o tempo todo. Simplesmente entram no box e conversam: “cagamos nessa, eu, tu, ele, nós, vós, eles” e assunto resolvido.

  18. Cristian disse:

    Ainda esse Mimimi…

  19. Por isso, o “perdemos e ganhamos juntos”. E é isso que dá graça. Hamilton reclamava do carro durante a corrida toda. Essa sensação fez com que ele induzisse a equipe a, juntos, optarem pelo pit-stop.

    A Mercedes não precisava desculpar-se com Lewis.

  20. Daniela disse:

    Sendo assim fica claro que o erro foi de equipe e piloto. E neste caso a postura dele foi ruim. Que negócio é esse de largar o carro e ir pra casa? Falta de respeito com os colegas, com a família real e principalmente com os fans. Hamilton ótimo piloto mas muito cheio de mimimi pro meu gosto. É muita frescura pra um campeão mundial.

  21. Mustavo Gaia disse:

    Reciclando piada velha:
    Qual o melhor negócio do mundo: Comprar o HAM pelo que ele realmente vale, e vendê-lo pelo que ele (HAM) acha que vale.

  22. Cláudio F1 disse:

    Isso explica muita coisa: O principal autor da burrada foi o próprio Hamilton, logo, no final da corrida, ele deveria estar perplexo e furioso consigo mesmo, justamente por isso ele não saiu culpando a equipe e também não queria nem chegar ao pódio, na verdade, ele estava era procurando um buraco pra enfiar cara de tanta vergonha da merda gigantesca que tinha acabado de fazer.

  23. Junior disse:

    Na verdade, o áudio que se ouve no final, falando que o Lewis “vai pra casa”, é do Vettel, não do Lewis.

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