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quinta-feira, 16 de julho de 2015 - 1:16Bus Stop

BUS STOP

IMG_1765Américo Gameiro mandou a foto. Cariocas, ajudem!

29 comentários

  1. marco de yparraguirre disse:

    Por incrível que pareça, a garagem desses camões pintados de marrom era na rua Nascimento Silva, não no 107 famoso mais perto
    Eram encarroçados pela Carrocerías Grassi.

    Abraço.

  2. smoker disse:

    viva minas gerais!!

  3. Américo Gameiro disse:

    Ótimos relatos contando as histórias do caolho.

  4. Andre Decourt disse:

    A linha era chamada de Gosório pelos moradores de Ipanema, e ônibus como já falaram apelidada de Camões, ele até é um verbete do Livro do Ruy Castro sobre o bairro de Ipanema dada a sua importância ao folclore local.

  5. Fernando disse:

    Passageiro diário da linha em minha infância e juventude. No Rio havia outra empresa que operava esses ACLOS , de Copacabana para os subúrbios da Leopoldina , conhecidos por Copanorte. A caixa de marchas (câmbio para os paulistas) era pré-seletiva. Colocava-se a alavanca na posição desejada que só era engrenada,
    quando se acionava o pedal da embreagem. similarmente às modernas !!! embreagens duplas. Viajei em um deles de Campinas para Mogi-Mirim em 1957 em configuração de inter-municipal .

  6. Carlos Cwb disse:

    Tive a oportunidade de andar num troço desses, nos anos 60

  7. Renato disse:

    Não tem retrovisor do lado direito?

    Como acompanhava o entra e sai dos usuários? Tinha um ajudante?

    • Roberto Fróes disse:

      O trocador avisava a hora de fechar a porta e sair.
      Na época, o embarque era pela porta traseira, e a saída pela dianteira.
      O trocador ficava no meio do ônibus.
      Graças à (falta de) segurança, hoje é diferente.

  8. Jason Vôngoli disse:

    Um Camões dos anos 40, ainda na labuta em plena década de 60.
    Esses bichos tinham chassi ingês Aclo e eram pintados de marrom-chocolate.

    Ainda há um desses em Montevidéu, mas com direção do lado direito (o que inverte o desenho da cabine) e a tradicional pintura cinza-rato da CUTCSA (Compañía Uruguaya de Transportes Colectivos S.A.).

  9. RENE FERNANDES disse:

    Acho que já andei naquele modelito da linha 128….Putz…Perto do motor esquentava que era um horror!

  10. Roberto Fróes disse:

    Bem, comentando a mensagem do GOOS e acrescentando:
    O tunel “Novo” é assim conhecido até hoje – apesar de sua duplicação já ter uns 70 anos… é da década de 1940.
    Trolley-(bus) era “Leleco”?
    Sinceramente, não me lembro disso!
    Tenho recordação deles sendo chamados de trólei, tróleibus, e principalmente “chifrudos” .

    Quanto à foto, é de um período curtíssimo, quando as linhas de ônibus (no Rio é Busum, e não Busão, isso é coisa de Paulistano) passaram a ter 3 algarismos, e ainda existiam esses ônibus ingleses rodando. Logo depois dos 3 algarismos eles foram substituídos por nacionais.
    E esse aí era dos mais recentes, sem a cobertura – prolongamento do teto – acima do motor, no lado direito, e carroceria reformada pela Grassi.

    Essa linha, especificamente, era a antiga 12 (o famoso Doze) que usei muito para ir ao Jardim de Infância (geralmente de bonde) e mais ainda quando precisava ir ao Centro, sei lá fazer o quê, pois eu era muito pequeno.

    Eram ônibus Aclo Regal ingleses, que aqui rodavam com apenas 1 andar.
    Eram marrons – cor de chocolate – barulhentos, fumacentos e meio lentos.
    As janelas eram muito pequenas, o que os tornava quentes e abafados. Mais apropriadas para o clima londrino.
    E andavam sempre sujos.
    Eu os detestava! Hoje tenho saudades…
    Interessante a garotada maior os chamava e ria – e eu pequeno, não entendia – de “É ferro, Gosório” (prestem bem atenção ao letreiro). Significa Estrada de Ferro – General Osório.
    Essa linha foi encurtada, na década de 1940 e início da de 1950 era “Estrada de Ferro – Leblon”.
    Apesar do grande espaço ocupado, não posso deixar de contar algo muito interessante sobre esses ônibus.
    Eram ingleses, como já disse, mas já bem antigos, do final da década de 1930 e início da de 1940.
    Com a 2ª Guerra Mundial, pararam de vir peças para manutenção, e os ônibus começaram a parar nas garagens, sem condições de andar.
    Lembrem-se, não havia indústria nacional.
    O português, dono desse empresa que tinha os Regal, ficou desesperado, pois a frota estava quase toda parada!
    E mandou trazer um patrício, parente seu, de Portugal.
    Esse patrício era o Joaquim (de Souza Ramos), excelente torneiro e soldador, que, ao chegar, pegou o melhor carro da frota e o desmontou – apesar do desespero do dono.
    E a partir das peças boas desse carro, copiou-as e pôs TODA a frota novamente para rodar!
    Tá certo que com certas folgas – as ferramentas de então não tinham essa precisão toda – mas TUDO rodando.
    E 10 anos depois do fim da guerra – época em que andei neles – estavam bem envelhecidos, mas ainda rodando.
    Joaquim abriu uma oficina chamada Auto Mecânica Porto 100 (ele era do Porto, e tinha o nº 100 no Quartel) , localizada bem no meio da antiga Zona do Baixo Meretrício – a Zona – onde hoje se localiza a Prefeitura Carioca – popularmente conhecida como “Piranhão” – e a maioria não sabe sequer a razão do apelido -, depois mudou-se para a Rua Sacadura Cabral 279, no Santo Cristo, onde fez boa mecânica até falecer, na década de 1990.
    Não gostava de mexer em DKW, mas para mim, fazia exceção.

    • Roberto Fróes disse:

      Sim, o apelido era “Camões”, devido à caolhice.

    • O LEGISLADOR disse:

      Emocionante. Esse Õnibus da foto não é do meu tempo. Fiquei assustado, admirado, e até estupefato. Obrigado por elucidar todas as minhas dúvidas, com seu precioso post.

      Saudades dos tempos que os Õnibus tinham personalidade. A desse aí da foto é visivelmente forte.

      • O LEGISLADOR disse:

        Até hoje, as linhas “125″ são diferenciadas. Era da Auto Viação Diesel, até a prefeitura pasteurizar todos os ônibus. Hoje em dia, não dão mais destaque ao nome da empresa. Deve ser um jeito de ser invísivel e evitar reclamações. Vamos ser sinceros, apesar da beleza de alguns, os ÔNIBUS que rodam na cidade, não são ÔNIBUS. 90% é caminhão com carroceria de ÔNIBUS.

        Muito fácil identificar um ÔNIBUS de um caminhão. A suspensão e o motor traseiro são as mais evidentes.

  11. Felipe Lima disse:

    Meu tio conta que, quando criança, foi passear pelas bandas do Centro do Rio. Quando viu o 125 passando com o letreiro: E. DE FERRO X PRAÇA G. OSÓRIO, naõ titubeou e falou pro seu pai.
    “Olha pai, o ônibus indo pra praça Gosório!”

  12. Crismend@terra.com.br disse:

    - ônibus faz parte da lembranças da minha infância. Havia uma linha (Usina-Leblon) , cujo ponto final ficava na Ataufo de Paiva com General Artigas. eles eram grandes pintados num vermelho escuro com os para-lamas dianteiros e o torpedo pretos. Eram lentos, muito lentos e fumacentos. Decodificando as minhas reminicências de menino, o motor soava como um oito em linha, com aquele han-han-han-han a baixas rotações de motor diesel aspirado. Ficaram na ativa até o inicio dos anos sessenta quando vieram as linhas dos elétricospintados em elegante azul marinho e prata.

  13. Alvaro Ferreira disse:

    Esse era o ônibus caolho! Era chamado assim pelo formato da frente. Eram marrons e seu número era o Doze, como aliás também alguns o chamavam. Depois, no final dos anos 50 ou início dos 60 mudaram a numeração, passando a usar 3 dígitos. Saudades de um Rio que não volta mais.

  14. Pedro Arnaldo disse:

    Esse modelo de ônibus único, famoso e singular rodou por muito tempo ligando a Central do Brasil a Ipanema. Pelo seu jeito diferente era conhecido por Camões, acho que rodou ao longo das décadas de 50 e 60 no Rio de Janeiro. Talvez o modelo mais inusitado e com um apelido que o fez ainda mais diferenciado de todos os outros.

  15. Barba disse:

    Flavio,

    Este era o Camões, fazia a linha Ipanema (Praça Gal. Osório) – Central (Estrada de Ferro), anos 50 até o início dos anos 60. Nunca andei nele, pois morava no Jardim Botânico, sempre tive vontade de andar nele, mas como não fazia sentido nunca andei.

    Abraço,

    Barba

  16. Bruno Cardoso disse:

    Em primeiro plano, ônibus com carroceria Grassi, década de 50.
    As linhas ainda existem.
    E.Ferro = Central do Brasil

  17. Jaime wc disse:

    As linhas continuam. Nao consegui ler do 126, mas hoje é Copacabana – Rodoviária, via túnel Santa Bárbara, passa em frente ao Palácio do governo e a sede do clube Fluminense.

  18. Marcos Sartori disse:

    EL CAMINHON INGLES LEYLAND encarrossado pela Grassi.

  19. Mario Mesquita disse:

    Em 51 anos de praia nunca vi um ônibus desse aí.

    O 125 peguei muito nos tempos de Tomás Coelho. Pegava o trem, descia na Central e ia lá pra Ipanema. Aí o povo chamava de “praia do oi” pois todo mundo ia pra lá, entre o posto 7 e 8. Bando de farofeiros, kkk

    Depois eu e uns amigos optamos por ia para a Barra. De bicicleta. Quase uma hora pra ir, outra hora pra voltar. Mais tarde, todos de moto, nos bons tempos da Via Onze, a Barra ainda era uns 50% mato. Agora, um clone tosco de Miami, lixo…

  20. Antonio Seabra disse:

    Esse onibus da linha 125 (acho que antes de serem tres algarismos era a linha 11 ou 12), Estrada de Ferro – Praça General Osorio eram bem diferentes dos onibus das demais linhas. Primeiro por essa frente estranhíssima, segundo por serem pintados de marrom escuro. Eram chamados de Camões, acho que por conta da frente esquisita. Nunca andei num desses, eu era muito guri, mas me chamavam a atenção por serem diferentes na forma e na cor.

  21. JCS disse:

    O Famoso Camões.
    Andei algumas vezes nesses ônibus.
    Era, se não me engano, um chassis ACLO inglês e carroceria Grassi.
    O que me lembro era que o motorista primeiro engatava a marcha e depois pisava na embreagem.
    Linha 12 Estrada de Ferro General Osório. Era marrons. Por volta de 1955.
    O da foto linha 125 é depois de 1960. Vejam a placa da Guanabara.

  22. Goos disse:

    FG

    As tr~es linhas existem até hoje!!!
    E o Túnel Novo é o Túnel da Avenida Princesa Isabel, desde a esquina da Avenida Atlântica na praia, que liga Copacabana a Botafogo.
    Agora o busum realmente não sei. Também fiquei curioso!
    Peguei o elétricos, trollers, que chamávamos de Lelecos…

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