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segunda-feira, 20 de julho de 2015 - 17:45Bus Stop

BUS STOP

Do excelente perfil @ORioAntigo do Twitter pesquei esta foto de 1966. Alguém sabe onde é?

catacumba

14 comentários

  1. Jurema disse:

    A remoção da favela da Catacumba foi uma tragédia.

    A favela só é reconhecida na cidade com uma presença estatística, uma mancha na paisagem. Mas é muito mais do que isso. Ninguém sabe direito o que se passa nela e o que se passou. A memória é uma distinção de identidade, uma fonte de afetividade por mais dolorosa que possa ser (e não é só dolorosa, registre-se), uma singularidade. Há relatos comoventes nos registros de veteranos moradores nas fitas gravadas (e transcritas) do projeto de remoção. Memória de um crime social sem precedentes.

    Segundo arquivos da Biblioteca Nacional, o terreno onde existia a Catacumba foi ocupado por uma chácara durante todo século 19. Sua antiga proprietária, a Baronesa da Lagoa, transferiu a posse das terras para seus escravos. Ali montaram um Quilombo.

    Por volta de 1925, o Estado dividiu a Chácara das Catacumbas em 32 lotes. Os primeiros barracos da futura favela começaram a ser erguidos ainda nos anos 30. Portanto, eram legítimos proprietários. Com o tempo, o ex-escravo foi virando novo pobre, e as terras da baronesa foram virando favela.

    O fato é que em 1970 o governo decidiu que os amigos da baronesa eram pobres demais para terem o privilégio da vista para a lagoa. Passou o rodo na área.
    (Limpeza Social.)Mandou o povo para casa do cacete e enfeitou aquele canto da lagoa com prédios de luxo e um grande “playground” arborizado e triste.

    O plano de trocar as casas da lagoa pelas casas na casa do cacete parecia perfeito. Remover (como um tumor) os moradores e colocá-los em conjuntos habitacionais construídos na zona Oeste, que na época era um total vazio. Batizar com um nome bonito (Cidade de Deus).Golpe de mestre!

    Só faltou lembrar de um detalhe: para viver, aquelas pessoas precisavam mais do que casas; precisavam de trabalho, o que obviamente não existia na área da casa do cacete – assim como também não existia infraestrutura para que a região prosperasse, nem transporte para trazer os trabalhadores até seus antigos empregos na zona Sul.

    Resultado: Cidade de Deus virou um dos maiores desastres sociais do Rio de Janeiro e um dos maiores quartéis do tráfico de drogas. Mas não importa…

  2. Jurema disse:

    A remoção da favela da Catacumba foi uma tragédia.

    A favela só é reconhecida na cidade com uma presença estatística, uma mancha na paisagem. Mas é muito mais do que isso. Ninguém sabe direito o que se passa nela e o que se passou. A memória é uma distinção de identidade, uma fonte de afetividade por mais dolorosa que possa ser (e não é só dolorosa, registre-se), uma singularidade. Há relatos comoventes nos registros de veteranos moradores nas fitas gravadas (e transcritas) do projeto de remoção. Memória de um crime social sem precedentes.
    Segundo arquivos da Biblioteca Nacional, o terreno onde existia a Catacumba foi ocupado por uma chácara durante todo século 19. Sua antiga proprietária, a Baronesa da Lagoa, transferiu a posse das terras para seus escravos. Ali montaram um Quilombo.
    Por volta de 1925, o Estado dividiu a Chácara das Catacumbas em 32 lotes. Os primeiros barracos da futura favela começaram a ser erguidos ainda nos anos 30. Portanto, eram legítimos proprietários. Com o tempo, o ex-escravo foi virando novo pobre, e as terras da baronesa foram virando favela.
    O fato é que em 1970 o governo decidiu que os amigos da baronesa eram pobres demais para terem o privilégio da vista para a lagoa. Passou o rodo na área.
    (Limpeza Social.)Mandou o povo para casa do cacete e enfeitou aquele canto da lagoa com prédios de luxo e um grande “playground” arborizado e triste.
    O plano de trocar as casas da lagoa pelas casas na casa do cacete parecia perfeito. Remover (como um tumor) os moradores e colocá-los em conjuntos habitacionais construídos na zona Oeste, que na época era um total vazio. Batizar com um nome bonito (Cidade de Deus).Golpe de mestre!
    Só faltou lembrar de um detalhe: para viver, aquelas pessoas precisavam mais do que casas; precisavam de trabalho, o que obviamente não existia na área da casa do cacete – assim como também não existia infraestrutura para que a região prosperasse, nem transporte para trazer os trabalhadores até seus antigos empregos na zona Sul.
    Resultado: Cidade de Deus virou um dos maiores desastres sociais do Rio de Janeiro e um dos maiores quartéis do tráfico de drogas. Mas não importa…

  3. edison disse:

    é uma favela, entre tantas no RJ.

  4. Acarloz disse:

    A Favela da Catacumba nasceu no final dos anos 30 e foi removida em 1970 pelo Governador da Guanabara, Negrão de Lima.

  5. J Fernando disse:

    Muito legal.
    A participação dos leitores do blog, com os links fornecidos, proporcionou uma excelente “viagem no tempo” ao Rio antigo.

  6. Flavio Guerra disse:

    A rapaziada está seguindo o twitter O Rio Antigo ( twitter@ORioAntigo )…hehehehe

  7. William Gimenes disse:

    Essa é uma das favelas da Zona Sul que foram removidas entre 63 e 69… havia essa (Catacumba) e algumas outras em volta da Lagoa Rodrigo Freitas….

  8. Fábio Mandrake disse:

    Lagoa, Avenida Epitácio Pessoa onde hoje existe o Parque da Catacumba.

  9. Alexandre Bento disse:

    Onibus “chifrudo”. Eram da CTC, companhia de transportes coletivos. Me lembro que andei … Tinha uma linha que saia de Madureira e ia até Bonsucesso. O ponto final em Madureira era embaixo do viaduto Negrão de Lima, onde hoje na parte superior passa o BRT…..

  10. Gustavo Segamarchi disse:

    Será que em 1966 já tinha tiroteio na favela? rsrsrsrsrsrsrsrsrs.

  11. Goos disse:

    E aqui do mesmo site duas geniais para vocês verema logística da chegada dos trólebus ao Rio, vindos da Itália:
    “O sistema de transporte por trólebus foi inaugurado na cidade de Rio de Janeiro – RJ, em 1.962. Foram adquiridos 200 trólebus italianos, do tipo Fiat/Alfa Romeo/GE, os quais foram recebidos em diversos lotes. Um fato curioso ocorreu durante um dos desembarques, quando um trólebus caiu ao mar. A frota, portanto, constituiu-se de 199 unidades, sendo que 164 veículos, já desembarcados, apodreceram em parte, pois ficaram retidos no porto por mais de um ano – talvez por falta de pagamento de taxas e impostos, como ocorrido com o sistema de Belo Horizonte – MG. Estes, posteriormente, foram recuperados e postos em operação.”

    http://www.trolebusbrasileiros.com.br/508.jpg
    Desembarque de um dos trólebus, no porto do Rio de Janeiro.
    (Fonte: http://br.geocities.com/zostratus11/1001.jpg).

    E aqui um dos trólebus retirado de dentro da Baía de Guanabara, após despencar do guindaste em sua retirada do navio.

    http://www.trolebusbrasileiros.com.br/509.gif
    O carro nº 122, retirado do mar, inutilizado.
    (Fonte: http://zrak7.ifrance.com/rio-carro-122-pescado.jpg).

    A página é espetacular e um marco aqui para o Rio

  12. Goos disse:

    FG
    Na descrição da foto:
    Favela da “Catacumba na Lagoa”, em 1.966.
    (Fonte: http://br.geocities.com/zostratus11/1011.jpg).

    Ela também aparece aqui no site mais completo de trólebus, arquivos e fotos, no Rio.

    http://www.trolebusbrasileiros.com.br/sistemas_br_rj.htm

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