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quinta-feira, 5 de novembro de 2015 - 18:02Cinema, Dica do dia

DICA DO DIA

SÃO PAULO (uau!) – Alguém já tinha ouvido falar desse filme? Me desculpem a ignorância, mas eu, não. “Os Campeões”, de Carlos Coimbra, foi lançado em 1981. O Nê Lemos mandou a dica, valiosíssima. Ele será exibido no domingo, dia 15, às 9h40 no Canal Brasil (150 ou 650 na NET).

Mas se você não tem TV por assinatura, sem problemas. Está inteirinho aí embaixo. Com imagens inacreditáveis de Jacarepaguá, Interlagos, Brasília, Tarumã, Divisão 3, Fórmula 1, Supervê, Stock e outras coisas. Fora que as imagens das cidades, dos carros da época, do Brasil de 30 anos atrás, putz, são de matar.

E os pilotos? Até Alain Prost participa! E Chico Landi! E Patrese, Mario Andretti, Jarier, Pironi, Arnoux, Emerson, Piquet… As imagens do GP do Brasil de F-1 que abrem o filme são de 1980, em Interlagos. Imagina isso hoje! A equipe de filmagem seria abatida a tiros pelos soldados de Bernie.

Alguns dos atores: Armando Bógus, o português Tony Correia, Monique Laffond, Tamara Taxman, o grande José de Abreu (fazendo papel de piloto vilão!) e até Wilza Carla. Nos créditos achei também uma “consultoria” de Norman Casari, um dos meus dois ídolos no automobilismo. As cenas da festa na boate, também no começo, com Bógus fingindo ser estrangeiro, deveriam estar em algum compêndio de clássicos do cinema universal.

É meio zoado, verdade. Para ser sincero, bastante. A corrida de Tarumã acaba acontecendo em… Interlagos! Mas tudo bem. O que vale é o registro de época, não só do automobilismo, como das técnicas cinematográficas, dos primórdios do merchandising (quase toda cena tem alguma marca sendo mostrada), o retrato dos costumes, da linguagem, das gírias, das roupas, até do politicamente incorreto (o moleque chama a Wilza Carla de “baleia”). Do ponto de vista cinematográfico, é um filme ruim. Mas nem é isso que está em questão. Cenas de corridas antigas no Brasil são tão raras, que no fim das contas tudo vale a pena — até as bobagens e clichês típicos do cinema meio tosco que se fazia no país naqueles tempos.

Enfim, não dá pra não ver. Simples assim. É divertido. Arrume um tempo. Se vire.

44 comentários

  1. Marcos Silveira disse:

    FG, poderia dizer muita coisa sobre esse filme que eu desconhecia, comecei a ver ontem de madrugada e acabei de ver agora, por sua causa… mas resumo apenas em um muito obrigado pela oportunidade!

  2. Alexandre Bento disse:

    E o tosco bem legal em 1:05:00 tem uma moto andando junto com os carros na pista….rsss

  3. Rodrigo disse:

    onde sera que erramos que essa historia maravilhosa do automobilismo brasileiro se acabou.

  4. Oberdan Leite disse:

    O Canal Brasl já exibiu esse filme!

  5. Denis disse:

    Caraca, muito engraçado… e tosco. Mas imagens legais da época. E no tempo 1h10min50s, os primórdios do food truck? legal demais…

  6. leandro tullii disse:

    nos anos 80 meu pai alugou e assisti o FDS inteiro umas 4 vezes, marcou minha infancia.

  7. Nico disse:

    Brasil pré Sarney…
    Outro País.
    Tínhamos esperança de que o futuro seria muito bom, pois os anos de ditadura estavam ficando para trás.
    Doce ilusão…

  8. Claudio disse:

    Um “classico” da tosquice…..mas é bom e divertido…vale a pena !!!

  9. Gabriel Medina, O outro disse:

    Realmente é uma pena que o Tela Class não exista mais.

  10. PRNDSL disse:

    Lembro que assiti no cinema, no final dos anos 70 ou início dos 80 um documentário estrangeiro sobre F1, que até onde me lembro era muito bom. Me impressiona porque nele há a filmagem do atropelamento do fiscal em Kyalami, no acidente que matou Tom Price …

  11. Clayton Araujo disse:

    Do caralho! Pérola da porra!

  12. Edson Luis de Paula disse:

    “Diretamente de Interlago…..”
    Bem disse FG , de tão ruim fiocu bom pra cacete.
    Adorei o filme.

  13. Gus disse:

    Rsrsrsrsrsrsrsr…o golzin saltando o guard rail e o moleque virando a cara horrorizado. O negócio é pular a tosqueira (o enredo) com o mouse e se divertir com os takes igualmente toscos de corrida – mas é bem divertido!

  14. askjao disse:

    Politicamente incorreto. Vocês são um saco!

  15. Sergio Milani disse:

    Vi muito este filme! Meu primo é o “moleque” da história. E quase 30 anos atrás já dava risada de algumas das soluções técnicas da produção…rs

  16. Anderson Lima disse:

    E aos 18:27s entra em cena o grande jornalista, duble de piloto e ator Flávio Gomes! Parabéns pela atuação!

  17. Carlos Zanettini disse:

    A tempos estav procurando este filme, eu em 1981 tinha 20 anos e estava la em interlagos na entrada dos boxes quando simularam que o Armando Bogus de Gol divisão 3 tinha ganho a corrida……….que elgal ver este filme!!!!!! depois de mais de 30 anos…….

  18. Luis felipe disse:

    Acompanho o blog tem tempo pra carai!! Eu Juro .. Não vi nada igual aqui.. O filme é todo errado , como quase todo filme bancado pela Embrafilme na epòca , mas é ESPeTACULAR …kkkkkk !!! Valeu demais Nê Lemos , e Flávio , por replicar(nessa sua correria !!) Fantástico!!!

  19. smoker disse:

    …é dose moçada, mesmo gostando do osso é dose!

  20. Saulo Agostinho disse:

    Eu vi parte das filmagens quando fui assistir à uma corrida de D-3 em Interlagos.
    Houve uma corrida simulada com todo mundo embolado andando mais devagar e quando passava pela arquibancada, os alto-falantes pediam para o público vibrar e apluadir.
    Bem tosco. Mas eu vi a Monique Lafont de perto, uma das minhas musas daqueles tempos.

  21. Luciano disse:

    Como deram bebida pro garotinho (Jimmy).

  22. Robertom disse:

    Estava nos boxes de Interlagos, numa prova de Divisão 3 (não sei se já se chamava Hot Car) no dia em que foram gravadas algumas cenas para o filme.
    Foram dadas 2 ou 3 voltas de apresentação com os carros dos personagens na frente e misturados com o grid da corrida de verdade.
    Do jeito que foi feito já dava para perceber que não seria grande coisa, mas os carros eram bonitos.
    Vale como um documento das corridas do início dos anos 80…

  23. Mustavo Gaia disse:

    Jeremy Clarkson Fire TV Stick Commercial>
    https://youtu.be/dGEd6ZmwZ7Q

  24. Marcelo Vanderlinde disse:

    FG, vai passar dia 15/11, às 09:40, no Canal Brasil (55 da Sky).
    Na HBO, dia 10/11, é um filme homônimo, mas sobre beisebol.
    Fui buscar para gravar e vi a coincidência.
    Abraço!

  25. Flavio ailon disse:

    Eu vi Passou no canal Brazil, e fraco mas pelas imagens, Da epoca value a pena.

  26. Gerson disse:

    Caraca! Eu estava nos boxes no dia da filmagem com carros da Hot Cars, acho. Nunca me perguntei pra que era aquela filmagem.

  27. Daniel T disse:

    Vou assistir, com certeza, mas nem que for um pedaço por dia! Boa dica Flavio!

  28. Allan disse:

    No guia da NET da minha TV nos horarios que voce apontou está mostrando um outro filme homônimo, de 1996 (Soul of The Game). É só aqui?

  29. Bruno Cunegundes disse:

    Olhei a programação do HBO e o filme “Os Campeões” que vai passar la na terça, não é o mesmo citado na postagem, somente o do canal Brasil se refere a esse filme!

  30. Fernando disse:

    É o famoso ruim de doer que acaba se tornando divertido. Como o seriado do Batman dos anos 60 e a minha última aquisição: Box dos DVDs do Fantomas. Zerooooooo!

  31. Ataíde disse:

    Foi mais um daqueles voos de galinha do cinema nacional, assisti no cine Paissandu no centro velho de SP , nem lembrava mais disso !

  32. Luciano disse:

    Os primeiros diálogos me remeteram imediatamente ao “Tela Class”, paródias de lip sync da turma do Hermes e Renato!

  33. Ricardo Divila disse:

    Oooops, link errado, era o Mexico agora=http://www.formula1.com/content/fom-website/en/video/2015/11/Race_edit__Mexico_’15.html

  34. JT disse:

    O clímax da película é logo no começo. Aos 9:03 minutos aparece um lindo MP Lafer arriado de lindas garotas. Filme dos bons!

  35. L.A.Pandini disse:

    Assisti no cinema logo que foi lançado, em 1981 ou 1982, e há tempos tenho ele gravado em DVD. Já escrevi sobre ele antes, não lembro aonde – achei o texto em Word, e reproduzo para quem se interessar.

    Graças à ajuda do amigo Michel Rost, revi depois de mais de 20 anos a “Os Campeões”, um dos três filmes brasileiros que conheço que têm o automobilismo como tema. Os outros são “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora”, de 1971, e “O Fabuloso Fittipaldi”, de 1974.

    “Os Campeões” é de 1981 e tem nos papéis principais atores como o português Toni Correa (que fez algumas novelas na Globo nos anos 1970), Armando Bógus, José de Abreu e Marcelo Picchi. Toni é um piloto português contratado para disputar o Campeonato Brasileiro de Fórmula VW 1600 (Super-Vê), enquanto Bógus, depois de algum tempo parado, corre na Divisão 3 (categoria forte na época, aberta a carros de rua preparados).

    Bastaram poucos minutos para eu lembrar do texto feito na época pelo saudoso Edmar Pereira (um dos melhores críticos de cinema que conheci) para o “Jornal da Tarde”: “Os Campeões… de um campeonato de clichês”. Além dos clichês, o filme tem algumas piadas sem graça e pilotos com personalidades demasiado marcadas e artificiais: o galã, o malandro boa-praça, o filhinho-de-papai, o vilão trapaceiro. É o “bem” contra o “mal”, sem matizes.

    Os minutos iniciais prometem, com imagens e bastidores do GP do Brasil de 1980 – o último disputado no traçado original de Interlagos. Emerson Fittipaldi, René Arnoux, Alain Prost e outros pilotos são facilmente reconhecidos. No grid, Toni Correa aparece cumprimentando Emerson e Nelson Piquet, já dentro dos carros. Será que Bernie Ecclestone permitiria algo assim hoje?

    Emerson, Riccardo Patrese e Carlo Chitti (então chefe da equipe Alfa Romeo) aparecem também em uma boate. Depois, o filme entra na fase das corridas nacionais. As cenas de corrida preparadas especialmente para o filme são risíveis. Os carros andam juntos e trocam de posição de uma maneira que não é vista nem na Nascar. Chega-se a usar o recurso da câmera rápida para dar sensação de velocidade. Há ainda falhas graves de continuidade: corridas realizadas em Jacarepaguá ou Brasília são complementadas com cenas gravadas em Interlagos. Para o público leigo, imperceptível. Para quem gosta e conhece, imperdoável. Pior ainda é mostrar largadas de corridas de Stock Car (Opala) como se fossem de Divisão 3, onde corriam carros como Fusca, Passat e Gol – este último, o modelo usado pelos protagonistas do filme. As cenas de corridas verdadeiras de Fórmula Super-Vê e Divisão 3 são poucas e mal aproveitadas.

    Em outros aspectos a produção foi caprichada. O merchandising foi sutil e eficiente: venderam-se espaços em carros preparados para as filmagens – ninguém estranha a presença de patrocinadores em um carro de corrida. Carros e capacetes dos protagonistas foram pintados especialmente para o filme pelo famoso Sid Mosca e macacões foram confeccionados para os personagens. Mas pinturas e macacões bonitos não são suficientes para salvar o “campeonato de clichês”.

  36. Flavio Gomes disse:

    Qual é o problema? Pense bem no que vai falar. É meu amigo.

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