O NEO-FUTEBOL | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
MENU

segunda-feira, 23 de novembro de 2015 - 18:57Futebol

O NEO-FUTEBOL

SÃO PAULO (vou me arrepender) – Eu não devia, mas tudo bem — é que falar de futebol para quem acha que o mundo começou quarta-feira passada tem se tornado um estorvo, muitas vezes.

Mas vamos lá.

Travo um embate diário com meus colegas na TV que, com seus argumentos, todos muito válidos, mas dos quais discordo e discordarei até a morte, defendem este modelo de futebol que em pouco tempo transformou, por exemplo, um clube popular como o Corinthians num reduto elitizado em que alguns neo-torcedores comemoram rendas e verbas de TV.

Eu era editor de Esportes da “Folha” quando o Corinthians ganhou seu primeiro título brasileiro. Foi em 1990. A foto que escolhi para a capa do caderno foi essa aí embaixo, de autoria de Luiz Carlos Murauskas.

murauskas

Não escolhi nenhum jogador, técnico, ex-atleta ou dirigente. O negão com camisa pirata atravessando o gramado do Morumbi de joelhos, para mim, era a imagem que mais se aproximava do que era o Corinthians.

Ontem, no luxuoso estádio de Itaquera, que tem banheiros de mármore com monitores de TV para quem está mijando, ninguém atravessou o campo de joelhos. Na hora de receber o troféu, os jogadores contaram com a igualmente luxuosa presença de Ronaldo Fenômeno, que se converteu num símbolo vivo dessa transformação pela qual o futebol está passando.

Ronaldo jogou pouco tempo no Corinthians. Sua fama e tino empresarial, no entanto, ajudaram o clube a conseguir diversos patrocinadores de peso e elevaram o Corinthians a “case” de marketing, a ponto de seus torcedores terem de usar pulseirinhas de balada VIP para frequentar as cadeiras do Pacaembu. Os ingressos passaram a custar mais, bem mais, e a arquibancada clareou.

E Ronaldo, que é flamenguista e apenas encerrou a carreira no Parque São Jorge, sem nunca ter feito uma verdadeira história no “time do povo”, ganhou “identificação” com o clube e “virou” corintiano, “mais um louco no bando”. Quando, na verdade, sua única identificação com qualquer coisa que diga respeito ao Corinthians são os negócios que gerou. Mas foi ele, e não Rivellino, Marcelinho ou Tupãzinho, heróis do passado verdadeiramente identificados com suas cores, que foi ao pódio beijar a taça.

Claro que o Corinthians continua sendo um clube de enorme apelo popular. Tem mais torcedores do que qualquer outro, como tinha durante os anos de jejum e sofrimento, entre 1954 e 1977. Quem torcia nos tempos das vacas magras continua a torcer e está feliz da vida. E os títulos empilhados graças ao poder financeiro que o clube ganhou só farão essa legião de seguidores aumentar.

Mas não foram, e não são, os títulos que forjaram a imensa massa de torcedores do Corinthians. O clube foi fundado por operários no início do século passado, firmou-se como uma alternativa a clubes de colônia como Palmeiras e Portuguesa e à elite da cidade representada pelo São Paulo, e ganhou adeptos especialmente entre os pobres e migrantes nordestinos que não se identificavam com os outros times grandes da cidade — de novo, cujas torcidas eram formadas basicamente por descendentes de italianos e portugueses, ou paulistanos da gema.

A torcida cresceu, e a seca de títulos, por incrível que pareça, ajudou naquele momento histórico, porque o sofrimento do time em campo combinava com a vida sofrida de quem torcia por ele. Foram os corintianos que deram a maior demonstração de fé e amor numa semifinal de Brasileiro em 1976, dividindo o Maracanã com a torcida do Fluminense. Foram os corintianos que pintaram esta cidade de preto e branco quando Basílio fez o gol redentor do fim do jejum em 1977 contra a Ponte. Foi no Parque São Jorge que, nos anos 80, aconteceu o movimento mais importante da história do futebol brasileiro, a Democracia Corinthiana comandada por Sócrates, Casagrande e Wladimir.

Esse Corinthians de hoje é o mesmo?

Não creio. É perceptível um neo-corintianismo em São Paulo e no resto do Brasil, turbinado pela TV, especialmente, e por conta disso surgiram os neo-corintianos, seduzidos pelas pulserinhas VIP, pelos camarotes de Itaquera, pelas cadeiras brancas almofadadas e pelo mármore dos banheiros. Esse cara da foto de 1990 não frequenta mais as arquibancadas — cadeiras, melhor dizendo. A nenhum cara como esse da foto será franqueado, jamais, em tempo algum, o direito de atravessar um gramado de joelhos com uma camisa pirata num jogo do Corinthians.

Pode-se defender estes novos tempos argumentando que o mundo evoluiu, que os negócios aumentaram, que os patrocinadores exigem, que a Nike é importante, que não pega bem mais chamar estádio de estádio, tem de ser arena, e que é importante, sim, ganhar títulos, ganhar dinheiro, festejar a renda que aparece no telão, comemorar verba da TV. Há quem pregue a elitização definitiva, os ingressos caros, franquias, lugar cativo na primeira divisão para uma dúzia de clubes eleitos, cadeirinhas, público sentado, um modelo europeu ou norte-americano de ver esporte — ainda que, na Europa, vários países resistam a isso que chamo de “coxinhização” do futebol.

Eu acho isso um porre. Acho que esse tipo de evento pode ser qualquer coisa, menos futebol. Ver o público que lota os lugares do Santiago Bernabeu ou do Camp Nou me dá azia. Futebol não é teatro. É uma experiência sensorial, é a coisa mais importante do mundo. Não dá pra ver sentado.

Hoje, quem tem menos de 30 anos e frequenta os estádios de São Paulo não sabe o que é empunhar uma bandeira, fazer calo no bambu, estender uma faixa no alambrado. Na Arena Corinthians, todas as faixas, exceto as das organizadas atrás de um dos gols, são “fake”. Elas são novinhas, lavadas e passadas, e colocadas no peitoril das tribunas por funcionários do clube. Dizem coisas como “Tu és religião” e “Bando de loucos”, “Festa na favela”, coisas que torcedor algum, de verdade, escreveria numa faixa. Funcionam como decoração do estádio. Desculpem, da arena. Clichês ridículos que não se aplicam mais ao que é o Corinthians. Favela, aquele estádio com gente que paga 500 reais para ficar perto do campo? Façam-me o favor…

As pessoas tiram selfies, se olham no telão e convivem com esse ambiente artificial e pouco democrático — os ingressos são muito caros e é bem evidente a “troca de público” nos jogos do Corinthians, quando se olha para quem frequentava suas arquibancadas alguns anos atrás.

Ah, mas você não vai lá e não sabe o que está falando, tem rico e pobre, branco e preto, velho e criança. Pode ser, pode ser. Posso estar sendo antiquado e nostálgico, posso estar me baseando naquilo que vi na primeira — e única — vez que fui ao estádio novo do Corinthians, desculpe, arena, num jogo do Campeonato Paulista deste ano. Fiquei no reservado aos visitantes, com a torcida da Portuguesa. Achei o estádio lindo, de verdade. Gostei da arquitetura, da iluminação, do placar, é realmente sensacional. O Corinthians e os corintianos mereciam algo assim, grandioso, afinal foram décadas, um século, sem ter uma casa para chamar de sua — a arena ainda não foi paga, mas acredito que será, um dia, e não há ironia alguma aqui.

Ocorre que o que vi no Itaquerão naquele dia, em carne e osso, e o que vejo pela TV toda semana não me parece mais o Corinthians, aquele Corinthians do negão atravessando o campo de joelhos. Soube que há setores, inclusive, em que as pessoas gritam “senta” para quem quer ficar de pé. É o Corinthians dos neo-corintianos.

Não há sofrimento, dor, dificuldade. Se tem algo que me irrita profundamente nos neo-corintianos, é esse discurso resgatado do passado, de que “para o Timão tudo é difícil, suado, sofrido”. Não é mais. É tudo bem fácil, na realidade. O clube ganhou um estádio, tem todos seus jogos transmitidos pela TV, a Globo paga a ele dez vezes o que dá, sei lá, à Chapecoense, os juízes ajudam, o dinheiro flui com enorme facilidade. Na verdade verdadeira, hoje para o Corinthians é tudo muito, muito fácil.

Há méritos, claro, em transformar tais facilidades em conquistas. Gente competente na comissão técnica, no grupo de atletas, no marketing, na administração — embora o Corinthians atrase salários e deixe de pagar impostos de vez em quando, como confessou o ex-presidente e atual deputado Andres Sanchez. Mais de cem anos depois de sua fundação, finalmente o Corinthians deixou de ser um clube bagunçado, risível, às vezes, para ingressar numa elite econômica à qual, no fundo, nunca pertenceu.

É disso que se trata: de mudança de classe social. O Corinthians continuará sendo o clube com mais torcedores em São Paulo e possivelmente no Brasil, a tendência é de que isso aumente ainda mais, porque brasileiro gosta de ganhar, sobe no barco cujas velas se inflam mais, é muito mais fácil exercer seu sentimento de superioridade quando se torce para um time que conquista títulos, que tem estádio bonito, que usa camisa Nike, que é chique como este Corinthians de 2015 em que nem trabalho para colocar uma faixa no alambrado o torcedor tem.

Eu preferia aquele do negão com camisa pirata cruzando o campo de joelhos, mais autêntico e castigado, aquele que sabia transformar pequenas alegrias em felicidade plena, aquele do povo.

Como a torcida do Santa Cruz, essa do vídeo aí embaixo. Duvido que ontem, no Itaquerão, houvesse alguém mais genuinamente feliz do que a gente coral que foi às ruas comemorar a volta do Santinha à Série A — sem estádio de mármore, sem telão, sem selfies, sem camarotes, sem pulseirinha VIP.

Gente que fica feliz quando vai a um jogo de futebol ver seu time, e não a um evento corporativo em que parte da curtição é apontar para o telão quando aparece a renda, cheio de orgulho por cifrões.

619 comentários

  1. Venho pensando bastante sobre isso, sobre o futebol de verdade e o atual.

    Sou sócio do Atlético-PR, não porque goste de que como tratam o futebol hoje mas sim porque pra mim, meu time é maior que o futebol, e é assim que é.

    O Furacão vai mandar o jogo da Libertadores contra o Santos, na próxima quarta, longe da sua Arena da Baixada. É até irônico, mas estou bem empolgado para ir ver o meu Atlético lá na Vila Capanema, palco de outros tantos jogos importantes do rubro-negro desde sempre.

    Um jogo num lugar que proporcionou fotos como essa abaixo, deve ser esperado com ânimo:

    http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/memoria-futebol-clube/wp-content/uploads/sites/132/2015/08/Viaduto-cheio-em-jogo-do-Colorado-3.jpg

  2. Ana Paula disse:

    Alguem poderia sugerir ao Corinthians, para contratar um atacante artilheiro urgente, com esse ataque que temos hoje com jo e romero não ganhamos nem o paulista. Contratem o atacante Rivero do Colo-Colo do Chile.

    se não contratarem um bom atacante, vai ficar nessa seca de gols e não ganhar nem o paulista.

  3. maurício disse:

    Entendo perfeitamente seu comentário. Contudo, não podemos deixar de aceitar a realidade de que as coisas mudam – aliás, vc menciona isso no texto. Além disso, não há duvida de que há, sim, um processo de elitização em vigência no futebol, até porque estamos numa era em que o mercado dita as regras, e não somente no futebol..
    Os clubes em geral visam a obtenção de lucro, como qualquer outra organização no mundo corporativo e, por isso, apelam para o lado mais endinheirado de suas torcidas. É exatamente o que o corinthians e os demais clubes fazem no momento. Outro detalhe, é que a própria imprensa durante muito tempo, exigiu dos clubes mais profissionalismo (estrutura), praças esportivas (estádios) mais humanizados, um futebol mais organizado, etc. De maneira que criticar o que está ocorrendo me parece um pouco paradoxal nesse momento.
    Como também não é muito lógico dizer que o corinthians esperou 100 anos para ter um estádio. Até os anos 20, o corinthians foi proprietário do Estádio da Ponte Grande, na zorte de São Paulo, posteriormente veio o Parque São Jorge, que foi bastante usado até os anos 60 pelo menos. A partir daí, com o aumento da população, o clube passou a usar com mais frequência o pacaembu e, em alguns momentos, o próprio Morumbi (locando o estádio).
    .

  4. Carlos disse:

    Fala Flávio, sou corinthiano e o seu blog é fantástico, além disso você é um dos poucos que se salvam nesses programas esportivos, você não precisa puxar saco de ninguém, elogia quando tem de elogiar e comenta de forma racional, não usa sentimentos e é claro pela rivalidade entre Portuguesa e Corinthians, a querida lusa, meu avô era lusitano, morreu no ano em que fizeram a sacanagem de rebaixar nos bastidores a lusa… No entanto a respeito do que você publicou, a final da copa do Brasil mostrou o que você tentou dizer, a festa na rua palestra itália estava mais bonita do que dentro do estádio, o povão acabou não entrando pelos ingressos caros, já esgotados a muito tempo e lá dentro cânticos clichês, algo forçado, se valeu a pena a assistir, foi o pessoal que ficou no lado de fora comemorando os gols e fazendo a festa, essa galera não irá deixar o futebol morrer, pode acreditar. Valeu!

  5. Ilmar disse:

    Só uma perguntinha: por quê o Itaquerão não se chama ”Estádio Vicente Matheus”?

  6. Rui Vinicius Scutellaro Bastos disse:

    Futebol sem graça, música sem graça, pessoas sem graça! O mundo está chato!!!

  7. GeCesar disse:

    Caro Flávio, veja como é sintomático: o seu blog tem seguidores fiéis e restritos. Bastou você falar do Corinthians que o número de comentários saltou para mais de 600. Essa avalanche se repete em outros blogs quando o assunto é Corinthians. Isso dá bem o tom da movimentação e audiência que o Corinthians gera, e não é de hoje. É coisa de muitas décadas..Essa é a razão inequívoca que nesta nossa fase de mercantilização da vida ( que eu odeio) a Globo pague o dobro do que paga ao Santos, por exemplo. Mas também veja o seguinte. A Globo paga o dobro ao Corinthians em relação ao Santos, mas o Corinthians arrecadou com bilheteria quase 10 vezes mais que o Santos. Essa talvez seja a diferença que, realmente, faça a grande diferença.

  8. Roberto Jr disse:

    Belo texto! Não é preciso concordar com seus argumentos, mas foi um belo texto.
    Teve até um detalhe premonitório, o” vou me arrepender”, Não se arrependa o texto é bom!
    Para encerrar sou corinthiano das antigas, frequentei muito as gerais dos estádios de São Paulo, mas progredindo na vida hoje frequento o lado oeste da Arena e gosto muito! Não mudei nada no meu afeto pelo clube e na maneira de torcer, só que com educação torço sentado respeitando o direito dos demais verem o jogo.
    Conforto é bom e na Arena tem para todos os gostos!
    Parabens pelo texto.

  9. guto furtado disse:

    Que texto!!! Parabéns

    • Marco disse:

      Flávio, penso no que o Corinthians se tornou todos os dias ! E não consigo chegar a uma conclusão. Pois sempre me orgulhei do sofrimento do Corinthians! Aquelas tragédias e vergonhas , que passei durante 27 de meus 37 anos, me fizeram ir dormir chorando muitas vezes, mas sempre acordava orgulhoso no dia seguinte. Pois me acostumei a ser ridicularizado e humilhado pelos rivais, mas sentia que meu clube no fundo era grande. Pois via o prazer dos rivais em nos humilhar. Confesso que no fundo eu gostava de sofrer ! Porém de uma hora pra outra, tudo mudou, Passamos a ser invejados por todo país! e odiados na mesma proporção, pois neste país o sucesso, incomoda a quem não tem competência para atingir o seus objetivos. Até que chegamos a domingo passado, onde todo Corintiano viveu seu dia de sonho. Pois a vida inteira ouvi que meu time nunca teria estádio, nunca seria campeão da Libertadores e nunca seria campeão mundial, principalmente deste rival . Sr Flávio Gomes , finalmente o Corinthians destruiu o seu ark rival, em sua tão sonhada casa, que e infinitamente melhor que a deles! Me senti muito orgulhoso de pensar que finalmente chegamos la. Neste Domingo finalmente conseguimos o que sempre sonhamos. Mas sinceramente nunca senti neste estádio aquela torcida que realmente empurrava o Corinthians ! Acho está torcida um pouco fria, pois se o Corinthians perder hoje, pois amanhã eles irão assistir uma peça de teatro. Porém também me senti envergonhado novamente vendo a verdadeira Gaviões no jogo de futsal contra o Orlândia, onde o ingresso e barato ou de graça! Então o negócio e curtir o momento, pois derrepente tudo pode mudar, e voltarmos a ser chacota.

    • Ney disse:

      Bom, o corinthians cresceu mais na torcida no período que não ganhou nenhum titulo,e agora o corinthians vai passar o Flamengo, que é o de maior torcida disparadamente, porque vai ganhar tudo, e brasileiro gosta de quem ganha. Onde está a verdade ou a aberrante contradição neste texto? O que o nobre jornalista não divulga ( e muito menos a bairrista Imprensa de SP)é que o corinthians é o clube de maior rejeição e antipatia no Brasil inteiro!

      • GeCesar disse:

        Ney, eu te respondo. O mundo mudou e muito. Antigamente os clubes de futebol mantinham as suas torcidas geração após geração. O América do Rio ou de Minas, a Portuguesa, o Guarani, a Ponte sempre tiveram torcidas atuantes e fortes independentes de serem campeões ou não. Hoje a tendência é a molecada torcer para os que são vencedores. Essa inflexão ocorreu lá pela metade dos anos 80 com a introdução cultural do neoliberalismo que dizia aos jovens que eles deveriam ter sucesso e serem vencedores. Isso explica o forte crescimento das torcidas do São Paulo, Grêmio e Cruzeiro nessa época e a diminuição dessas torcidas já citadas mais acima. O caso do Corinthians nos anos 70, crescendo ( ou mantendo, já que a torcida do Corinthians sempre foi a maior em São Paulo) e se consolidando na derrota é anterior à cultura neoliberal.

  10. GeCesar disse:

    Flávio, em um outro blog discuto exatamente essas questões, na linha das suas observações; da certa “europeização” do nosso futebol e um texto crítico da concepção do estádio do Corinthians: http://ocorinthiansentraemcampo.blogspot.com.br/

  11. GeCesar disse:

    Flávio, sou corinthiano daqueles que viveu toda essa emoção que você descreve. Estive, ainda criança, na final perdida de 1974, com 120 mil corinthianos no Morumbi, bem como na invasão ao Maracanã em 1976 e na final com a Ponte em 77. O seu texto é perfeito e me representa.
    Há alguns anos escrevi o texto abaixo (www.oemporiodocesar.blogspot.com.br no marcador “corinthians”:
    “Com todo o respeito aos outros times, mas o Corinthians tem um ‘quê’ que o diferencia dos demais. Suas tintas (ainda que preta e branca) carregam uma dramaticidade, digamos, expressionista. É isso: acho que há times impressionistas, muitos, com tons mais amenos (Cruzeiro, Palmeiras, Fluminense..); românticos (os Américas, o Botafogo..); os realistas, pragmáticos (chatos, como a ausência da poesia, como o São Paulo, por exemplo). O Corinthians é expressionista. Não há clube que tenha tantas tentativas de entendimento: são inúmeras as teses de sociologia sobre o Corinthians na USP, Unicamp, Puc. A origem operária, e por conseqüência, o vínculo com as questões da opressão, das lutas, reivindicações etc, talvez traga alguma indicação. Osmar Santos, o grande narrador dramático, pintava cores extravagantes descrevendo o Corinthians entrando em campo. (Escutei outro dia, uma dessas narrações, descrevendo a cena épica do Corinthians entrando em campo no Maracanã em 1976 contra o Fluminense). Osmar dizia, exatamente, das perplexidades de um “povo sofrido” (estávamos na ditadura), que exaltava um time como quem tocava as portas do paraíso. Não por acaso, todos os intelectuais de esquerda, que falaram de futebol nos anos de chumbo, se auto-proclamavam corinthianos.
    “Os dramas corinthianos sempre tiveram proporções enormes. Lembro, ainda menino, a final perdida para o Palmeiras em 1974(eram 20 anos sem títulos), com um choro coletivo de 120 mil corinthianos, que jogavam suas bandeiras arquibancada abaixo. Três anos depois, campeão contra a Ponte Preta, olhávamos uns para os outros e, perplexos, nos perguntávamos: o que será de nós, que agora somos campeões?”

    “Não sei quando fiz este rascunho. Talvez quando o time caiu para a segunda divisão. Mas vou dizer algo que dificilmente um são paulino entenderia. O Corinthians está se estruturando de uma forma que poderá transformá-lo em um ganhador emérito de títulos. É evidente que títulos são importantes, mas nunca foi essa a razão central do alicerce em que o Corinthians foi construído. Essa é a razão de ser do São Paulo. O projeto da atual direção do Corinthians é transformá-lo não só num clube super estruturado e vencedor, mas também elitizá-lo, o que me parece, neste ponto, ruim, porque contrapõe a construção histórica do clube.
    Por outro lado – e não sei se é só marketing – essa mesma administração lançou uma campanha de marketing que tirará do uniforme oficial as estrelas, que representam conquistas, para realçar o emblema do clube, com o mote, “ O Corinthians não vive de títulos, vive de Corinthians”. Vamos ver…

    Só espero que o “time do povo” não mude de corrente artística e passe a ser pintado, junto com o São Paulo, num quadro realista.”

    Passado alguns anos, vejo que o Corinthians construiu um estádio pequeno e luxuoso e, sendo em Itaquera, deveria ser o oposto: grande, ou maior e mais simples.

  12. Anti-acéfalos disse:

    Impressionante como interpretação de texto anda em falta na internet brasileira!

    O que o nobre articulista quis dizer NÃO É que só pobre deva frequentar os estádios, nem que eles sejam insalubres e perigosos como a maior parte dos estádios de antigamente. Pelo contrário: deve se investir em infraestrutura sim, deve haver banheiros limpos sim, pode haver comidas “gourmet” dentro do estádio sim, o que não pode é OBRIGAR o torcedor a seguir esse modelo de ficar 90 minutos sentado, sem faixas, sem bandeiras, sem papel picado, sem fogos de artifício, enfim, sem nada que nós “saudosistas” sentimos falta.

    O torcedor que gosta de assistir o jogo sentado em poltronas acolchoadas e que faz questão de pagar – mesmo que caro – por isso é muito bem vindo! Mas isso não se pode tornar um modelo, afinal existem pessoas como eu e o blogueiro torcedor da grande e maltratada Lusa que gostam de assistir futebol no cimento da arquibancada – sim, estádios modernos e confortáveis também podem oferecer essa sensação indescritível de poder pular e cantar no cimento, vide estádios como o do famoso clube aurinegro de Dortmund mais conhecido como Borussia – e que não podem ser privados disso que considero a essência do futebol.

    Se o “futebol moderno” brasileiro fosse realmente aceitável e copiasse somente o que dá certo na Europa, teria em seus estádios (ESTÁDIOS, o nome “arena” é desnecessário) todo o conforto necessário e opções para todos os gostos e bolsos: ingressos e setores a preços populares num cimento lisinho e bem cuidado, com banheiros limpos e fácil acesso, e setores que ofereçam mais conforto a quem pode e quer pagar mais caro por isso, ambos com opções de comida e bebida “populares” e “gourmets” convivendo juntas.

    Concordo que o tempo dos estádios superlotados e desconfortáveis já passou, mas para se acabar com eles não precisava matar a ESSÊNCIA do futebol.

    PS: talvez o autor tenha sido tão achincalhado por escolher o Corinthians como exemplo, por ser um clube rival da agremiação que o mesmo torce. Mas existem outros exemplos de clubes que caíram no mesmo erro de modernizar da pior forma possível, como o também rival Palmeiras e o “case” pioneiro e mais emblemático na minha opinião: o Atlético Paranaense, que deixou de ser o clube do povo de Curitiba para virar o clube mais elitizado da cidade, deixando seus torcedores mais antigos enojados até porque essa elitização não se transformou em títulos como no Corinthians ou no xará mineiro.

    • LMC disse:

      A diferença é que o Palmeiras fez sua arena sem um centavo de dinheiro
      público,né?Fazer arenas com nosso pobre dinheirinho é superfácil,fácil até
      demais.Mas o dono do Corinthians é do partido do atual governo federal.
      Bah……..

  13. Leonardo Figueira disse:

    Parabéns pelo texto, só não concordo com sua afirmação de que o Corinthians tem a maior torcida do Brasil. Os parâmetros estatísticós não mostram isso.

  14. Flavio Oliveira disse:

    Eu lembro muito bem do titulo brasileiro de 1990 e o que o Corinthians era. Acredito que todo corintiano que sabe de onde o Corinthians veio sente um orgulho ainda maior de torcer para um clube que hoje se espelha em modelos europeus e não naqueles clubes brasileiros que sempre desdenharam do timão. Espero um dia que o Corinthians alcance o nível de Barcelona e que deixe o exemplo das boas lembranças de sua transformação aos torcedores e a inveja aos torcedores rivais e blogueiros de plantão.

  15. Ilmar disse:

    Flavio, infelizmente, cada vez mais acho que os criadores e produtores daquele filme de 1993, O Demolidor, com o Sylvester Stallone, o Wesley Snipes, e a Sandra Bullock, foram uns autênticos profetas…

  16. IMPERADOR disse:

    Sensacional o texto, Flávio, Torço pro Vitória e sei bem o que isso representa. Ir a jogos no Barradão e na “arena” Fonte Nova são experiências completamente diferentes. No Barradão, posso comer meu acarajé, sento no concreto, vejo bandeiras, bateria e pessoas de todas classes, um verdadeiro ambiente de esporte popular no seu sentido amplo. O estádio permite até uma coisa que pode parecer sem o menor sentido para um torcedor “moderno”: posso atravessar de um lado para o outro do campo no intervalo, coisa que as “arenas”, com suas setorizações segregadoras, não permitem. Só quem conhece o verdadeiro espírito do futebol sabe a importância de acompanhar o jogo do lado que o seu time está atacando rsrs. Uma pena que a atual diretoria do Vitória esteja tirando cada vez mais os jogos Barradão e mandando para a “Arena” Fonte Nova. Quem conhece o Barradão sabe que o acesso é péssimo, que a sua estrutura não se compara à Arena, mas lá o futebol respira. Um dos poucos estádios do Brasil que não se entregou à “gourmetização” do futebol.

    • LMC disse:

      Por isso que teu time vai ser sempre chamado de Vicetória,com todo o
      louvor Esse Barradão é um Pinicão e não está a altura de um Estado como
      a Bahia.Até Sergipe e Alagoas tem estádios melhores.Depois reclamam
      que o Sul-Sudeste mandam no futebol nacional.kkkkkkkkkkkkkk

      • IMPERADOR disse:

        Já fui ao Batistão em Sergipe, ao Rei Pelé em Alagoas e na Ilha do Retiro em Recife e não vejo diferença quanto ao Barradão. Pelo contrário, são verdadeiros estádios de futebol e não “teatros”. Certamente você deve ser um coxinha fresco, daqueles que tem nojinho de comer um espeto na porta do estádio ou de mijar num banheiro sem uma tvzinha de lcd. Compreendo seu ponto de vista, porém discordo, caro torcedor “consumidor”. Saudações Rubro Negras

  17. Daniel disse:

    Por que será que você gostava mais do Corinthians do “faz me rir”, Flávio? Eu sei! Por que você ria! Lógico.
    Mas por outro lado, você passou boa parte de sua vida no futebol lambendo as bolas do São Paulo Coxinha Futebol Clube, não é verdade? Pois era um time organizado, com estrutura, campeão da Libertadores e “mundial”.
    Ou até mesmo do Mengão da Globo. Com sua lavagem cerebral pelo Brasil. Me lembro até hoje da Xuxa (é, eu era uma criança) cantando o funk “Vai, framengo, balança a rede do adversário… pode tentar, mas só o meu mengão que é penta” na cara da criançada em pleno domingo!! Incrível! Mengão penta e a gente com um mísero título.
    Mas, poxa. Era legal pra você. Você ria do pobre Corinthians. Ria do negão desdentado chorando a derrota. Dizia: “Nunca serão! Não é verdade? Corinthians é time regional. Não tem expressão internacional. ”
    Mas o negão aí ficou puto da vida, Flávio. Ele não queria que fosse sempre assim. Ele não pode ser feliz porque você quer rir? Não, amigo. Não é assim que funciona.
    Quando o time do povo passou a utilizar seu potencial de mercado, deu no que deu. Agora, engole o choro! Vai te catar com seus problemas, porque de corinthiano ninguém nunca teve dó!
    Continue achando que não somos os mesmos, continue achando que todos nós que vamos hoje em dia ao estádio (ou arena, como queira) não somos aqueles das caravanas, aqueles que atravessavam o campo de joelhos. Continue achando que perdemos a essência da Fiel. Continue achando que chegamos aqui à toa. Aí é que você quebrará mais uma vez a sua cara.
    Nós fizemos o Corinthians o que ele é hoje e eu, como todos os corinthianos, prometemos à você: Continuaremos como pragas, fanáticos até o último fio de cabelo e vamos levar esse time aonde ninguém nunca chegou. Quem viver, verá!

    • Flavio Gomes disse:

      Amém. Doido de pedra. Agora vai tomar seu remedinho.

    • Mentecapto disse:

      Valeu Daniel, disse tudo, o Flavio Gomes é um excelente jornalista, um dos melhores que tem por aí, fala de F1 com muita propriedade e seu blog é fantástico, sempre postando com muita frequencia, e isso denota respeito aos seus leitores, PORÉM, (ahh porém) pisou feio na bola nesse post sobre o Corinthians. O “morde assopra” dele o tempo todo não conseguiu mascarar sua incrível habilidade em desenvolver uma redação. Tentou com sutileza, destilar todo o rancor (IMHO) sobre o Corinthians, rancor que vem desde que a Portuguesa foi operada pelo Castrilli na semi-final do Paulista de 98 (agora acertei). Flávio Gomes, estimado escriba, na minha opinião você pisou feio na bola e deixou transparecer todo o seu lado torcedor nesse post. Mas isso é legal, oras bolas, essa é um dos pilares da paixão futebolística. O que é futebol, senão paixão e zoação entre torcidas adversárias, e afinal de contas aqui é um BLOG, um local totalmente indicado e adequado para esse tipo de texto.

      Valeu Flávio Gomes por esse texto polêmico, vide o número de comentários. Claro que o fato do UOL o colocar na sua plataforma principal, atraiu um público que geralmente não comenta no seu blog.

      Continue firme e forte com seus textos, mesmo que desagradando Gregos e Baianos, como diria o filósofo.

  18. Felipe disse:

    Gostaria de fazer alguns questionamentos ao blogueiro e pedir um pouco de reflexão:
    Esse Neo Futebol que você critica, até onde eu vejo, é o mesmo praticado no mundo desenvolvido, certo? É este mesmo modelo que está fazendo a MLS um dos mercados mais promissores para o futebol. É este mesmo modelo que fez de NFL, NBA, MLB, NHL, UEFA Champions League, Premier League, Liga Espanhola, Bundesliga e mais um monte de torneios esportivos ao redor do mundo, serem extremamente lucrativos para todos os envolvidos, Quem consome está satisfeito e quem oferece o espetáculo e todo o seu aparato operacional também e você com certeza sabe que comprar ingresso para qualquer um desses eventos não é tão simples e barato.
    O problema – e o que você deveria estar criticando – não é o sucesso esportivo do Corinthians e sim o atraso econômico do nosso país, que não permite que o trabalhador tenha renda média suficiente para consumir entretenimento e cultura de qualidade.
    Só teremos futebol de qualidade com receitas altas e para isso é necessário um mercado consumidor forte e isto passa pelo desenvolvimento econômico e social do país.
    Pergunte a qualquer corinthiano se ele está insatisfeito com essa “mudança”.
    Os que dizem que estão não são verdadeiros corinthianos e a estes eu recomendo, se quer sofrer, torça para o Palmeiras.

    • Flavio Gomes disse:

      Não discuto com quem usa o verbo “consumir” para tratar de futebol.

    • GeCesar disse:

      Felipe, você deve ser novinho e, percebo, não vai entender o que é o Corinthians, ou o que era, nem sei mais. Eu te diria o seguinte: é impossível que um corinthiano como você, seja, essencialmente, mais corinthiano do que um corinthiano da minha geração, época que o Corinthians não ganhava nada. Você já escutou aquela frase que diz que “título não é importante, o importante é ser corinthiano”? Você nunca a entenderá. Isso era uma verdade mais do que absoluta. Aquela outra que dizia que, ” Todo time tem uma torcida. No caso do Corinthians, é uma torcida que tem um time”, você também não a entenderá nunca. Por fim: não recomende a um corinthiano como eu, qualquer coisa que se refira ao Corinthians. De Corinthians, você talvez sirva, com muito esforço, para ser meu estagiário.

  19. Tio Patinhas $$$ disse:

    Lancemos a campanha:
    - volta FIAT 147,
    - volta FAX,
    - volta máquina de escrever,

    É bem provável que este pseudo jornalista caso tenha um problema sério de coração ou pulmão morra em casa ao invés de procurar um transplante…
    É bem provável que este pseudo jornalista ainda se barbeie com navalha…
    É bem provável até que more numa caverna e cace animais para se alimentar…
    Quanta hipocrisia. Querer pagar de saudosista e criticar um time que evoluiu enquanto tudo que está a sua volta e lhe é útil evoluiu com o tempo. Já que menospreza tanto a evolução e o capitalismo abra mão de seu salário, não use mais a internet para postar seus textos e volte a talhar suas bobagens em pedra.

    • Flavio Gomes disse:

      Evolução = ser escolhido pela Globo para ganhar uma grana obscena + ter todos os jogos na TV + apoio da mídia + estádio de graça.

      • Will disse:

        Vc foi cirúrgico Flavinho! Tem muito gamba geração PlayStation por aí e acha lindo essa elitização do futebol. Acontece que nessa porra de país nada é por méritocrassia. O time que mais contribuiu pra rica história do nosso futebol, o Santos Futebol Clube, é esquecido pela mídia e boicotado pela Rede Globo. É mesmo assim ainda sobrevive formando seus craques em casa. Imagina se esse time fosse financiando pela tv hein?? O Corinthians ganhou tudo no colo. Ele nunca mais deixará de ser competitivo. Terá sempre a mamãe Rede Globo injetando dinheiro. E os outros que se fodam.

      • GeCesar disse:

        Flávio, concordo com todo o seu texto, mas não tem estádio de graça, não é? O estádio é equivocado, por ser excessivamente luxuoso, ferindo a história popular do Corinthians e por ser luxuoso e menor do que deveria ser – por ser em Itaquera – é caríssimo. A dívida está aí e o clube terá que se desdobrar para pagar.

  20. Alessandro disse:

    Salve, Flávio…

    Como corinthiano que me tornei na era da Democracia (Ah! Como faz falta um cara como o Dr. Sócrates…), digo sem medo: concordo com muito do que teu texto diz.

    E aqui, ao contrário do que alguns andam por aí dizendo, não é nostalgia de quem quer voltar a amarrar o cachorro com linguiça: é simplesmente respeitar o fato de que, quando me recordo porque me tornei corinthiano, me lembro de gente como meu velho pai (que Deus o tenha) que saiu de Portugal nos anos 1960 e passou por poucas e boas, e que via no Corinthians sua pequena dose de redenção semanal…

    Penso em muitos amigos de rua e escola – corinthianos, palmeirenses, santistas – que assim se tornaram por identificação com os seus, e por identificação dos clubes com suas pequenas conquistas cotidianas.

    Moro hoje em Belo Horizonte; vim pra cá já adolescente, então nem teve como viver outra paixão futebolística… mas sempre fiquei intrigado e emocionado com a torcida atleticana. Me lembro até hoje de um Mineirão ultralotado cantando o hino do clube a plenos pulmões no momento mais triste de sua história (o empate com o Vasco que decretou o rebaixamento em 2005) assim como me lembro, até hoje meio abestado com isso, de como essa mesma torcida lotou DOIS estádios ao mesmo tempo um ano depois, para comemorar o retorno, com direito a uma Beth Carvalho emocionada cantando “Você pagou com traição…” – que se tornou o hino daquela ressurreição do Galo.

    Me lembro do quanto chorei em 2007, vendo a Fiel gritar em pleno Olímpico “Eu nunca vou te abandonar…” – nem conseguia, mas também queria gritar isso. Me lembro do quanto chorei quando vi “Fiel – o filme” e via naquelas singelas histórias partilhadas um pouco da minha.

    Enfim… ver hoje que quem ocupa os assentos no estádio-arena que há tempos merecíamos não são esses que citei acima. É gente que trata futebol como quem trata simplesmente um produto, e não uma paixão.

    E não estamos sós, meu caro. Muita gente que realmente é apaixonada pelo esporte pensa o mesmo. E que bom!

    Grande abraço!

    • GeCesar disse:

      Alessandro, um corinthiano da minha geração entende a paixão de um atleticano, como também entende a de um ponte-pretano, porque são times em que o time é mais importante que qualquer título. Um são paulino nunca entenderia isso e temo, que os neo-corinthianos também não entenderão.

      • Carlos Lins disse:

        Um atleticano que estava em cada um desses episódios e tambem em 2013 na final da libertadores tambem consegue entender muito bem do que o texto fala e o seu comentário Alessandro.

        É complicado, eu não quero o futebol pra sempre no esquema do cartola mafioso, pancadaria em campo e titulos na mão grande… mas o que ele está virando tambem não me agrada.

  21. LMC disse:

    Dizer que só o Corinthians foi ajudado pela arbitragem,putz……..Conheço pelo
    menos dois times que sempre sofreram nas mãos deles:Ponte Preta e o time
    do FG,claro.

  22. Thiago disse:

    Pena que os outros não conseguem acompanhar o sucesso do Corinthians! Ou evoluem, ou vão tomar de 6…. #VAICORINTHIANS!

  23. HERMIS disse:

    Prezado Flávio Gomes,

    Acompanho você no Fox Sports Radio quase todo dia e você, confesso, é um dos motivos pelo qual assisto o programa, já que a fanfarrice do Mano bombado, e o direitismo enrustido do Pascoal Idolatrado, me aborrecem às vezes (o segundo mais do que o primeiro, mas gosto do OP por suas histórias…). Gosto do Sormane também, muito embora seu estadunidensezismo à nba às vezes irrita, mas enfim…. Embora opostos, vocês dois são bem originais. O Benja, muito legal, quer manter um politicamente correto irreverente, via Iron Maden contradito, que aborrece às vezes, mas é gente fina… aliás todos, mesmo os criticando um pouco…
    Nem sei se você vai ler isso ou se importará efetivamente, não é essa a intenção, mas apenas participar do seu movimento de pensamento…
    Concordo com você sobre a mercadologização do futebol, que retirou mesmo seu espírito mais sublime, digamos assim… No entanto, considerar que os corinthianos pra valer se resumem aos que assistem o futebol Globalmente televisionado ou àqueles que vão aos estádios por poderem pagar 500 mangos (um absurdo igual a comemoração de renda, é bem verdade) tem uma certa distância…
    O cara que comemora de joelhos o título de 1990 é realmente simbólico e talvez tenha se transformado, mas em essência, devido às discriminações de todos os tipos que sofre, inclusive de não ter mais o direito de ir aos estádios e se ajoelhar em catarse por alguns instantes, por esse tipo de sociedade de Av. Paulista que acredita numa meritocracia hipócrita (discursos de ultra-direita que aumentam assustadoramente dia a dia), ainda existe e cuida dos filhos no seu limite e torce por seu timão, quase como política de sobrevivência, como um grito entalado na garganta de quem não tem mais opção, criado cerebralmente pela mídia, é verdade, mas formados, com resquícios do coração, perceptivos e emotivos, pela vida ela mesma, cruel e mágica ao mesmo tempo.
    Sim, devemos denunciar e nos enojar com essa “mercadoria futebol”, como gostam de dizer, mas tentar resgatar as positividades possíveis de uma cultura que tenta sobreviver pelas frestas, pelo pouco que sobre, pelas linhas de fuga.

    abraço respeitoso

  24. JOSÉ disse:

    Prezado Flávio Gomes,

    Você só comenta os posts negativos em relação ao seu texto? E o pessoal que escreve de maneira positiva, tendo dialogar um pouco?
    Pq?

    abs

  25. Bruno disse:

    Tudo se resume em uma palavra rebuscada, mas de conceito simplório: Gentrificação. Embora palmeirense apaixonado, de família toda palmeirense, nasci, cresci e moro no mais tradicional reduto corintiano de São Paulo: o Tatuapé. Lembro-me muito bem da festa pelas ruas do bairro nas conquistas nacionais do rival em 98 e 99. Centenas buzinando em carreata, a praça Silvio Romero fechada e apinhada, milhares de bandeiras em janelas e carros, baterias de fogos que nos acordavam até às 04:00 de segunda-feira. Recordo-me da raiva, que (admito) sentia ainda moleque diante da grandeza dos caras. De lá para cá, o bairro, o campeonato, o time e a torcida mudaram. Esse ano, mesmo com estadio de mármore que abriga menos da metade do que abrigava o “Morumba”. poucas buzinas e fogos, muitas ¨selfies¨. Ninguém gritando e chorando “é campeão”, nenhum churrasco com hino tocando no talo no quintal, que hoje é varanda gourmet. No dia da consumação do título contra o Vasco estava em um supermercado e vi vários homens e mulheres, durante o jogo, com a camisa do Corinthians, sem o menor traço de apreensão ou empolgação, espiando entre a data de validade do pão integral e da linhaça, o resultado do jogo em algum “App”. É realmente uma experiência sensorial, mas nítida e eloquente. Não se trata de romantismo, apenas da conclusão inequívoca de que o futebol está se pasteurizando, causando menos comoção, “becoming soccer”. Há uns dez anos ou ´pouco mais, ouvia uma entrevista de produtor musical Rick Bonadio na Jovem Pan e perguntado sobre a DIMINUIÇÃO do Rock na programação das Rádios Jovens e Populares Brasileiras, ele respondeu algo do tipo: “O Rock se afastou da sua essência, se misturou com Hip Hop, Electro, Pop, só tem bandas cheias de máscaras diabólicas ou boazinhas e coloridas, que nada tem a ver com o tom prosaico do Bob Dylan, anti-estético dos Stones. Então, está em franca decadência, pq como em toda forma de arte, quando algo cria muitas derivações é sinal da degenerescência que precede o desaparecimento”. Não acredito que o futebol vá desaparecer, assim como o Rock não desapareceu, mas aquele futebol do garoto da foto realmente já era e com ele a comoção e o enorme apelo intrínsecos. Alguém consegue imaginar alguma rádio popular tocando Rock, ou circuito de bandas tipo Nirvana lotando estádios hoje em dia? Ou alguém levantando de madrugada para ver uma luta de Boxe ( era Tyson) ou um treino F1 (era Senna)? “Ah! Mas o Mayweather e Hamilton são bilionários!” Sim, talvez como nunca antes, no entanto, o grande público certamente nunca ligou menos. Mayweather, com resultados superiores ao de Tyson ou Ali, desperta tanto fanatismo como a nossa seleção: 0,0. Hamilton é um grande piloto, Senna era um ídolo. O Showbiz mata a arte e o esporte, por asfixia, com seus bilhões. É como uma mulher naturalmente bonita que de tanta maquiagem e plástica, fica irreconhecível e não dá mais tesão. E assim caminha o Tatuapé e o futebol. Gentrificado. Nossas arquibancadas expulsaram a maioria “dos maloqueiros” que têm no Corinthians, Flamengo, Palmeiras etc. uma bandeira. Nossas ruas expulsaram os vileiros. Melhoramos o padrão, perdemos essência. Em breve, ricos ou não, ninguém se importará.

  26. Bruno disse:

    Parabéns Flavio, fora a parte da arbitragem (relembrar o “caso Boca Jrs”), eu assino embaixo.
    Fui este ano pela primeira vez a um estádio na Europa e achei bem chato…
    Parei de ir nos jogos do Corinthians desde que saíram do Pacaembu, que já estava elitizando também.

    Grande abraço

  27. PedroK disse:

    Sou corinthiano e vi e senti todos os títulos dos últimos 50 anos e posso afirmar que nada se compara aos títulos de 77 e 90. Os últimos e principalmente, este de 2015, não me transmitiram emoção alguma.

  28. Roberto Dias disse:

    O mais engraçado é notar que quase ninguém entendeu o texto…
    Em momento algum o Flávio disse que o crescimento econômico e, consequentemente, esportivo é algo inaceitável para um clube de origem popular feito o time da Globo. Não há qualquer tipo de preconceito no texto!
    A crítica é toda feita em cima da forma como se deu (ou se dá) o crescimento do clube.
    Verdadeiras “seleções”, como foi o caso do Santos do Pelé, da Academia do Palmeiras e do São Paulo do Telê, não foram fruto, em momento algum, de interesse político e financeiro. Só isso!
    O Flávio não criticou o notório crescimento do clube, mas sim os “métodos” adotados para que ocorra tal crescimento…
    Ou vocês todos acreditam que LULAdrão, Andrés Sanches, Ronaldo Traveco são verdadeiras “Madres Teresa”???
    O título deste ano foi merecidíssimo, mas não há como não considerar que, no início do campeonato, quando ainda estava oscilando, o time da Globo foi extremamente favorecido pela arbitragem.

  29. Eli Tiago Campos disse:

    Concordo com você que a bancada corinthiana na mídia é mala. A maioria que diz ser corinthiano abertamente é insuportável e os considero fracos. No programa dele na FOX, inclusive, temos esse exemplo. Fora os Chico Lang’s, Netos e Drs. Osmar da vida que envergonham a classe corithiana. Falam tanta bobagem que dói meus ouvidos e vendem a impressão que todo corinthiano pensa daquela forma.
    Também concordo que enche o saco os torcedores que comemoram renda, patrocinador, número de sócio torcedores, que no banheiro do estádio tem mármore, tudo isso é irritante e foge do padrão do corinthiano. Trabalhei com um São Paulino que sabia esses números de cor e não conhecia 4 jogadores do elenco.
    Porém, quem estipulou essas metas não foram os corinthianos, foram os “antis”. O Corinthians absorveu essa necessidade de atualização e inovação e ultrapassou todos os outros times nesses quesitos e agora cuspimos na cara de quem dizia que isso era importante. Ou seja, quando nos sacaneavam por tomar banho em container, ausência de títulos internacionais, estádio, estrutura e o carvalho à 4, era bacana para os torcedores e a mídia “anti”. Agora que temos todas essas exigências que os antis “nos faziam”, temos sim que gritar aos 4 cantos. Sempre fui um corinthiano que defendia o Corinthians como se eu fosse o único dono, e essas coisas que os “antis” esfregavam na minha cara me doía muito. Agora chegou a minha vez. Quero mostrar a todos que não somos os maiores apenas por torcida, somos hoje, o maior CLUBE de futebol do Brasil em todas as esferas, não era isso que nos cobravam?
    Por fim, valorizar a época em que não ganhávamos nada, ou pouco, e mesmo assim eramos Corinthians, concordo que era lindo, mas é muito mais lindo sermos Corinthians com uma estrutura que ajuda o time e que faz os antis pirarem.

  30. Timbuceteiro disse:

    Santa Cruz, time de Marco Maciel, filhote da ditadura militar, não tinha estádio até a década de 60, jogava de favor nos Aflitos e na Ilha do Retiro, de repente constrói o Arruda, num terreno “doado” por José do Rego Maciel, pai de Marco Maciel, o Arruda tem o nome dele, mesmo estando vivo na época, ele faleceu há poucos anos, em pouco tempo, o clube pobre consegue dinheiro pra ampliar seu estádio, com dinheiro do BANDEPE, dinheiro do povo (e tem quem diga que na ditadura não havia corrupção), essa é a história, que a imprensa e a torcida do Santa Cruz não contam, clube beneficiado pela ditadura militar, chega a ser vergonhoso chamarem de “clube do povo”

    • Geraldo disse:

      Amigo alvirrubro, o terreno do Arruda não foi doado. Ele não pertence ao Santa Cruz. Ele pertence à Prefeitura do Recife e é classificado como uma área especial de interesse público e está com o Santa desde a década de 70. Por conta disso, o estádio ainda não foi demolido, apesar das investidas de juristas torcedores da Barbie e da Cachorra de Peruca, que tentam leiloá-lo sob a as justificativas das dívidas do clube.

      E mesmo o terreno sendo cedido pelo então prefeito do Recife, José do Rego Maciel, as arquibancadas foram erguidas com o trabalho da torcida e a arrecadação de material. O Clube é do povo, porque dele todas as pessoas sempre puderam participar desde a primeira reunião que tratava da sua fundação. Diferente de outros clubes que só aceitaram a participação de pessoas pobres e negras anos depois.

  31. Helder disse:

    Discordo do texto. Típico pensamento socialista que vangloria a pobreza e o sofrimento humano, colocando o coitadismo acima de tudo. Quem disse que esse homem não vai a Itaquera? Quem disse que ele não tem condições de ir? Pelo texto, parece que as pessoas foram excluídas, quando na verdade é só pagar o ingresso. Até porque o futebol dentro de campo é o Corinthians que hoje mais joga como antigamente, tocando a bola na defesa e chegando no ataque com triangulações. Devíamos é estar elogiando o Corinthians ser um exemplo de vencedor, de que é possível melhorar a qualidade de vida com muito trabalho sério.

  32. Marcio Lopes disse:

    Flávinho,

    Geralmente não concordo muito com seus comentários na TV, entretanto, este seu texto me emocionou.
    Estive conversando com amigos há poucos dias sobre isto. Pros novos o sofrimento já não existe mais. Os novos corinthianos pegaram os tempos aureos e mesmo assim em 2013 não tiveram paciência quando o time SÓ ganhou o paulista e a recopa.
    Abraço

  33. Jehad disse:

    Perdi meu tempo lendo um texto sobre pura dor de cotovelo.

  34. Edvaldo disse:

    Bom dia, Flávio.

    Sugiro você vender sua casa e mudar para uma comunidade, fosse o time da vila Sonia estaria elogiando, como faziam no passado, você com esse saudosismo barato está de brincadeira, tenho 55 anos e vou a estádios desde os 5 anos e sofri muito nos estádios que não tinha água e nem banheiros decente para os torcedores. Só pra te lembrar, mulheres não iam a estádios, hoje temos ambiente familiar e não coxinhas como você diz. Está ficando muito chato esses rótulos criados, sempre existiu diversas classes sociais em nosso meio e temos que respeitar todas elas, afinal estamos numa democracia. Abraços.

  35. ASDRUBAL disse:

    O comentário tem coisas boas e outras nem tanto. Sou corinthiano desde sempre portanto conheço todas as fases desde a fatídica disputa do título de 57. Vi a fase terrível de Pelé ( para nós) e o fecho em 77. Após isto, abriu-se a cortina, como diria o Fiore, a fase magistral de Sócrates, Casa e Wladimir, a de Marcelinho, Rincón e Vampeta, a de Ricardinho até 2002, a de Tevez e Nilmar em 2005, a derrocada em 2007 e o ressurgimento do fênix em 2008 et seguintes. Mudei? Não. Estou gostando do que estou vendo? Sem dúvida! E acho que nada impede de eu ser torcedor do Corinthians e poder pagar 200 pilas por uma cadeira e torcer junto com outro que mora debaixo de um avançado e que orgulhosamente veste a camisa do timão, campeão. Esta preocupação de mudar a perspectiva de time popular ( meu avô, operário, foi um dos fundadores) para abastado, não me assusta. Tem lugar para todos, inclusive para a elite. Sds

  36. OSCAR disse:

    PARABÉNS PAULO VITOR, PELO SEU COMENTÁRIO. DESCREVEU E CLASSIFICOU CORRETAMENTE O PENSAMENTO DO NOSSO NEO-BLOGUEIRO, QUE DESTILOU TODO O SEU RACISMO E INTOLERÂNCIA.

  37. João C Pavesi disse:

    Mas que falta de respeito ao leitor, sr blogueiro! Seu discurso é de puro anti. Anti Corínthians..antidemocrático..anti tudo q é moderno e produtivo! Anti justiça..anti respeito..anti educação.. anti bom senso. Pelo q li o sr. tem programa na Fox? Se sim, a Fox não é canal pago? E o sr. acha q o “negão” da sua foto teria como pagar para assisti–lo? Essa separação entre ricos e pobres está me parecendo discurso de petista não é mesmo?Um maravilhoso dia corintiano para o sr, com muita paz e saúde!

  38. Filipe Aoki disse:

    No fundo, no fundo. Seu texto vem carregado da culpa católica presente na cultura brasileira que acha que é errado evoluir e prosperar. Onde está o erro nisso? Qual é o crime que o Corinthians cometeu em se tornar grande em todos os sentidos, não somente na torcida que o acompanha? Qual o problema em se tornar uma potência financeira, um time quase imbatível em campo e se tornar a primeira opção de crianças que começam a se apaixonar pelo futebol?
    Por que o futebol precisa de sofrimento pra ser validado? Não vejo sentido na sua crítica. Respeito, claro. Porém, me desculpe, não faz sentido pra mim.
    Tirando você, aposto que 99% dos torcedores da Lusa, com certeza, estariam muito felizes de ver seu time ocupando um lugar semelhante ao Corinthians. Duvido que estão felizes com a situação que o time passa e que não condiz com a sua história e com a importância que ela representa para o futebol desta cidade, por que não, deste país.
    Flávio, não é o futebol que precisa regredir. É a situação econômica do nosso país que precisa melhorar para que esse negão cruzando o campo de joelhos, com uma camisa pirata, comemorando um título sofrido depois de anos de jejum se torne o mesmo negão cruzando o campo de joelhos, mas com uma camisa original que ele comprou sem precisar tirar comida da sua mesa e que esteja comemorando mais um título de seu time do coração, o terceiro, quarto ou quinto título daquele ano, por que não?

  39. Eduardo Siqueira disse:

    Eu comparo torcedor com aquela mãe que mesmo que o filho não seja perfeito viva sempre procurando enxergar os ponto positivos e o lado bom do garoto, eu também sou assim. O Cara faz um texto gigante se dando ao trabalho de explorar algo que na minha opinião é muito bonito na história do clube, aquela coisa do sofrimento corintiano, da virada histórica, daquele desconhecido que vira herói do clube. Eu concordo que o clube tem que evoluir, tem que ter estrutura e conforto mas realmente e isso é inegável que o perfil do Corinthians está diferente, meu falecido tio Carlos que no inicio dos anos 90 me ensinou a gostar de futebol era corintiano mas de um outro Corinthians e meus 2 primos, filhos do meu tio Carlos ficam em dúvida entre comprar a camisa do Timão ou do barcelona ou do Real Madrid, meu tio Carlos, aquele corintiano dos anos 90 amava futebol bem jogado, iria ver todos os jogos do gigantes espanhóis mas nunca iria vestir e muito menos comprar a camisa de outro clube que não fosse do Timão. Eu sou são paulino e entre 2005 e 2008 me irritava muito os são paulinos de momento, aquele que torce para quem é campeão, eu vivia falando que eu era o torcedor dos 10 anos sem vaga pra libertadores e que o futebol pra mim não tinha começado em 2005, enfim, eu só acho que o corintiano (mãe) pega uma frase, um parágrafo do texto tão bem escrito e tira somente aquilo que ele não concorda, dá a impressão que o anicefalo só entendeu aquilo ali, mais nada e ai vai ignorando, fingindo que não vê, que não é verdade, que seu filho jamais faria aquilo, como aquela mãe. Lembrando que eu também sou assim, mas com uma diferença, eu só visto a camisa do SPFC, não me importa 6×1, não me importa nada, pode cair pra 4º divisão, pode entrar em crise, pode ter 10 treinadores por ano eu sou e sempre serei são paulino.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>