LINDA QUE ATÉ DÓI | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015 - 18:58DKW & cia., Imprensa

LINDA QUE ATÉ DÓI

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SÃO PAULO (onde ele arruma essas coisas?) – Meu primeiro DKW foi comprado do Sérgio Berezovsky, que era meu colega em “Placar” — eu editor recém-chegado, ele fotógrafo. O Berê tinha dois: o meu 62 e um 58 preto com capota branca. Maravilhosos, ambos. Fiquei com o verde, que segue no conforto do lar junto com os amiguinhos que foram chegando nos anos seguintes.

Isso foi em 1988. Saí de “Placar”, passei por um monte de lugares, e o Berê permaneceu por anos na Abril, até comandar “Quatro Rodas” em sua última fase na editora, de 2000 a 2013.

Depois do 58, Berezovsky teve uma Vemaguet 61, acho, que pensava estar com ele, ainda. Ela tinha a combinação de cores mais feliz da Vemag: vermelho-tijolo, ou cerâmica, como queiram, e capota branca. Mas hoje descubro que o brinquedo é outro. Mais uma Vemaguet, agora 66, essa da foto (não se espabtem com as fotos espetaculares, Berê é foda na câmera).

Descobri porque um amigo comum me mandou o link da estreia do Berezovsky no “AUTOentusiastas”, com um lindo texto sobre a experiência de dirigir um carro antigo.

Li, me deliciei e morri de inveja da Vemaguet. Aproveito o ensejo para, caso ele venha aqui de vez em quando, perguntar: 1) onde o senhor arrumou esse carro? 2) onde foi parar a outra peruinha? 3) Por onde o senhor anda?

Aguardo as respostas do amigo.

13 comentários

  1. Douglas disse:

    Tem uma carroceria de Vemaguete completamente largada em Ferraz de Vasconcelos.

    A cada dia que passa me da mais vontade de ter uma.

  2. Eugenio Chiti disse:

    Me lembro, quando moleque de uns 16 anos, de ter visto uma assim, mesma cor, num ferro-velho. Nunca entendi o porque dela estar lá, pois era zero… Ao ler o trecho em que o “Berê” fala da primeira seca, me lembrei de uma passagem, quando eu tinha uns 20-e-tantos anos. Estava com meu Fiat 126 subindo a Ministro Rocha Azevedo, que é uma ladeira pra lá de íngreme, um absurdo. Quase na Paulista, não teve jeito: o bicilindrinho do Fiat, de 600 cc, caindo de giro rapidinho começou a reclamar e eu tive de reduzir de segunda para primeira, que é seca e com engrenagens retas (faz barulho de ré, um barato). Vamos lá… pisa na embreagem, tira a segunda, pôe no morto, solta o pedal da embreagem, acelera, pisa na embreagem de novo e espera o tempo certo … E não é que a primeira entrou direitinho, sem arranhar? Me senti um Fangio, hahaha!

  3. Flavio,

    O texto que você indicou fala de como dirigir um carro antigo. No meu texto em https://v8andvintage.wordpress.com/2012/01/19/muitas-perguntas-algumas-poucas-respostas/ eu falo de como seria ou como foi dirigir um carro antigo, abandonado em um estacionamento.

    Curta o texto.

  4. Ricardo disse:

    Sergio e FG, que modificações são adotadas para se conseguir mais performance e confiabilidade dos DKW”s sem deturpar a originalidade do carro?

    Atualmente, qual a média de preço de um exemplar em bom estado?

    Qual o motor que melhor se adaptaria no lugar do original?

    Abraços lubrimáticos

    • Flavio Gomes disse:

      Adaptar motor é crime. Entre 23 e 50 mil. Bomba d’água, bomba elétrica de gasolina, freio a disco, homocinéticas, ignição eletrônica. São algumas das pequenas melhorias. E nunca mais sequer MENCIONE troca de motor.

      • Nilton Camargo disse:

        Semana passada vi um assassinato desse, uma vemaguete legal de lataria, mas ao escutar o motor, que decepção….
        Aquele infeliz colocou um VW a ar do Gol.
        Esse sujeito deveria ser jogado numa masmorra e sumirem com a chave

  5. Caê Paiva disse:

    Vi uma peruinha wemaguet dessas mês passado em Embú das artes. É um táxi, uma verdadeira relíquia, com placa preta e taxímetro das antigas. Cheguei a tirar fotos pra te mandar, mas não sei seu e-mail e também não sei se você tem conhecimento desse carro em Embú… Abraços!!!!

  6. Zé Maria disse:

    De fato está maravilhosa a Vemaguet “Rio”.
    Lubrimat para eliminar a necessidade da mistura quando dos reabastecimentos, piscas dianteiros não mais arredondados e por aí vai. . .
    Apenas uma dúvida, sem intenção de polemizar, nem com o proprietário e muito menos com o blogueiro, ambos exímios conhecedores da marca:
    As rodas perecem não ser originais, aparentam estar “descentradas” (seria esse o termo correto?), de forma à aumentar (mesmo que minimamente) as bitolas.
    Óbvio que possam ser acessórios de época, afinal era comum naqueles tempos.
    Estou equivocado ou procede?
    Abraço.
    Zé Maria

  7. Sergio disse:

    Grande FG, que saudade… De você e do DKW verde e branco! Obrigado pelas generosas palavras. Vamos nos falar. Abração

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