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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 - 10:53Imprensa

OI, REGI!

lemeestadao

SÃO PAULO (azar deles) – Às vezes — vejam bem, às vezes, muito raramente mesmo –, o Reginaldo Leme me ligava às sextas-feiras. Flavinho, em que ano mesmo aconteceu não sei o quê? Gomes, tô em Paúba sem internet, fulano renovou mesmo com a McLaren?

Sexta-feira, desde 1991, era o dia em que o Regi escrevia sua coluna para o “Estadão”. Publicação aos sábados — pode ser que nesse tempo todo o dia da semana tenha variado uma ou duas vezes, não vou lembrar. Sábado era meio o Dia Universal da Publicação de Colunas de Automobilismo. A minha “Warm Up”, na “Folha”, saía aos sábados, também. Depois outros assumiram o espaço, como o José Henrique Mariante (por onde anda o “Zé da Tele”, aquele de 1992?) e o Fábio Seixas.

Dia desses, não vou saber precisar quando, a coluna do Seixas deixou de ser publicada no jornal impresso. Migrou, como gostam de dizer os chefes, para o “on-line”. Não sei se tem hífen esse negócio. Online. Onlline. Sei lá. Nunca mais li. É um equívoco, claro, porque o cara é meu amigo, escreve bem e me interesso pelo que tem a dizer. Mas eu lia no papel, tomando o café da manhã. Quando lembro que está na internet, não sei como procurar e já não estou tomando café da manhã.

Eu mesmo deixei de ser publicado no impresso faz anos, nos jornais para quem escrevia. Creio que minha meia-dúzia de leitores deve ter ficado irritada, também, mas paciência. Eram jornais pequenos, a minha rede impressa começou com mais de 50 e no fim tinha quatro ou cinco, e alguns desses fecharam. Eu já estava firme na internet, porém. Bem ou mal, as pessoas sabiam onde me ler — este blog completou dez anos no começo do mês, hoje é aqui que sou lido, ponto, parágrafo.

Cheguei de minha semana de férias e ao abrir os e-mails chega a mensagem do Regi. Sexta-feira, dia 26, ele escreveu sua última coluna para o “Estadão”. Três dias antes, foi comunicado pela direção do jornal de que ela não faria mais parte do caderno de Esportes. Ao que parece, não vai migrar para lugar algum.

Regi não é amigo, nem inimigo da internet. Apenas não dá muita bola, porque a TV já lhe toma bastante tempo, assim como o anuário “AutoMotor Esporte” e, principalmente, a vida. De vez em quando pinga uma coisinha no Twitter. No Facebook, não sei se está. Acho que não. Nossos contatos se dão pessoalmente ou por telefone, têm sido raros, por circunstâncias, mas não é na internet que vou procurar o Regi. Era no jornal.

Era.

Não sei se ele vai continuar escrevendo. Talvez não, porque não existe mais a obrigação de comparecer à casa de sei lá quantos mil leitores todos os sábados. Se esses leitores quiserem reclamar com alguém, que seja com o jornal, não com ele — que devia ganhar uma miséria para publicar seus textos semanalmente, e tenham certeza de que não serão esses cobres que irão salvar o “Estadão” da iminente falência. Digo isso, da falência, porque um jornal começa a morrer quando fica ruim, e a cada dia que passa eles ficam piores. O “Estadão” é um desses casos, que tem cada vez menos leitores e não consegue seduzir os jovens a lê-lo. É questão de tempo. Aquele enorme prédio da Marginal é uma tumba do jornalismo, custoso, exagerado, erguido em outra era e financiado por listas telefônicas, que não justifica mais o que lá se produz.

Nunca fui fã do “Estadão”, por ser um histórico representante da direita hidrófoba e pela caretice de suas posições. Mas respeitava o jornal, era nosso maior concorrente na “Folha” e, gostássemos ou não, quase sempre teve equipes competentes capazes de produzir um jornalismo de qualidade, linha editorial à parte. Nos últimos anos, no entanto, o nível despencou, dezenas de jornalistas de primeiríssimo time foram demitidos, e vi isso bem de perto porque de 2007 a 2013 convivi com a decadência de sua rádio, também, que hoje está à venda — a velha Eldorado, no AM, parece que foi arrendada para alguma igreja e a Estadão, que assumiu a frequência no FM, mandou todo mundo embora e está apenas esperando uma boa oferta para entregar o prefixo.

Bom, acabou a coluna do Reginaldo Leme no “Estadão”. O último texto está aí embaixo, porque o Regi mandou para mim e mais alguns amigos. Ficou chateado. “A grana não representa nada – uma Ferrari por ano, mas usada. Só que foi meio doído. Como tudo nessa idade, hehehe!”, escreveu. A graça cabe. O maior jornalista de automobilismo do Brasil não precisa de coluna alguma faz tempo, escrever era quase um favor para um jornal agonizante. Afinal, foi lá, nos anos 60, que o Reginaldo começou sua carreira, como setorista do Palmeiras. É doloroso parar porque ser publicado naquelas páginas, mais de 40 anos depois, representava um elo com o passado, dava uma sensação de continuidade.

Rupturas, sejam quais forem, deixam um certo amargor na boca. Não sei qual será a reação dos leitores do jornal. É possível que modesta, é certo que inútil. Os grandes gênios de gestão corporativa — alguns comandam o “Estadão” hoje, tentando salvá-lo com gordos salários, e tudo que têm conseguido é acelerar sua morte — não voltam atrás nessas questões.

Azar deles, azar dos leitores. Respondi ao Regi que se ele quiser escrever no Grande Prêmio, o espaço é dele. Mas alguns anos atrás, quando reproduzíamos sua coluna aqui, uma treta qualquer com a Globo acabou fazendo com que não pudesse mais ser publicada.

Na verdade, acho que nem deve. Acabou, acabou. Não faz sentido reeditar aquele “sofrimento” semanal (sim, o Regi é o maior barato, com 40 anos de janela ainda se comporta como um menino em início de carreira, angustiado, preocupado com cada palavra, com cada vírgula, e é por isso que seus textos são tão bons, porque sofridos), dane-se, vira a página, fecha o livro.

Aí está a última coluna. “Tchau!” foi o tíitulo. Nós, aqui, seus fãs e admiradores, dizemos “oi”. Use as sextas para um chopinho e chame os amigos, Regi.

Meus amigos, costumo escrever a última coluna do ano fazendo um resumo do que passou, uma perspectiva do que pode vir na F-1 e esporte a motor em geral, e me despedindo de vocês para um mês de descanso das viagens, estúdios, satélites, redações, ou seja, o descanso é mesmo da tensão que acompanha o jornalista minuto a minuto. Desta vez é um pouco diferente. É a própria coluna que está se despedindo. Depois de 25 anos, ela está sendo publicada pela última vez. Se eu somar os dez anos de meu início de carreira como repórter no Estadão a esses 25 de coluna, dá três décadas e meia. É um belo período de tempo em que nos correspondemos através das páginas deste jornal onde comecei a minha vida profissional e, posteriormente, retomei a caminhada como colunista, desta vez paralelamente à da TV Globo.

Não dá para esquecer o começo da coluna. Estava chegando a semana de um GP de Mônaco. Havia acabado de assumir a editoria de esportes do Estadão o velho amigo Guilherme Cunha Pinto, que havia sido integrante do grupo de jornalistas de grande talento que criaram o Jornal da Tarde. Um dos textos mais brilhantes do nosso jornalismo, ele se tornou referência para minha geração, embora fosse o mais novo daquele grupo (por isso mesmo, chamado de Jovem Gui). Fazia menos de dez anos que eu havia deixado o Estadão para trabalhar na Globo, e a Fórmula 1 atravessava aqueles anos de ouro que só o Brasil teve (oito títulos mundiais em 22 anos, quando a Alemanha ainda nem sabia vencer corrida). O Gui me propôs começar uma coluna semanal e, claro, naquela mesma semana já escrevi a primeira, dia 10 de maio de 1991, contando o que o GP de Mônaco representava para a F-1, apesar da incoerência de se correr naquelas ruas apertadas com um carro que já representava o máximo de sofisticação mecânica que se poderia alcançar. A esta sofisticação mecânica, hoje se soma a elétrica e a eletrônica.

Dali em diante, foram aproximadamente 1.300 colunas, o que já me levou a pensar em escolher 100 para editar um livro. E se der certo o livro, ainda sobra material para alguns outros. A coluna não viveu a era Emerson, mas eu vivi e, muitas vezes, contei passagens desses tempos. Na época em que a coluna nasceu, quem estava no auge era Ayrton Senna. E Nelson Piquet, no último ano de carreira. Encerrava-se o período da geração mais talentosa da história da F-1, em que despontavam Piquet, Prost, Mansell e Senna. Portanto, entre quatro gênios, dois brasileiros. Por mais que tenhamos novas gerações em formação, jamais voltaremos a ter esse privilégio. Este quarteto conquistou onze títulos, e deve-se levar em conta que ser campeão apenas uma vez é pouco para o talento de Mansell. Prost tem quatro; Piquet e Senna, três cada um.

Depois disso ainda tivemos outros dois vencedores de GPs (Barrichello, 11 vezes e Massa, também 11), o mundo continua acreditando e esperando muito do talento natural do brasileiro. O primeiro a alcançar a F-1 foi Felipe Nasr, que este ano conseguiu ser o melhor estreante entre os 31 brasileiros a pilotar um F-1 (5º lugar na Austrália). Há uma nova geração a caminho. Como um bom capricorniano, mantendo o pé no chão, acredito em novos vencedores. Como sempre me disse Nelson Piquet, o primeiro objetivo de um piloto é alcançar a Fórmula 1. Quando consegue isso, ele tem que lutar para obter a primeira vitória. Pensar em título é uma fase que vem bem depois dessas. O talento, por maior que seja, pode não bastar. E é isso o que torna o automobilismo a carreira mais difícil de um atleta. Cada vez mais o piloto vai depender não apenas dele, mas do conjunto mecânico-elétrico-eletrônico.

O nosso sucesso no automobilismo vai continuar. A F-1 ainda é uma paixão do brasileiro. E eu sigo nesse barco. Vi tantos chegarem ao topo, outros ficarem pelo caminho apesar do talento, e ainda tenho muito a ver. Estava pensando em como me despedir de vocês, e acabei encontrando no diálogo com dois jovens companheiros, Glauco de Pierri e Raphael Ramos, que aguardavam a coluna na Redação. Disse a eles o que queria dizer a toda a nova geração: “Acreditem no bom jornalismo, ele preenche nossas vidas”. Estão vendo como é a vida? Desta vez foram dois jovens me mostrando um caminho. Então, vamos ampliar este pensamento também aos leitores: “Amigos, vale a pena acreditar no bom jornalismo”. Tchau!

58 comentários

  1. Lago disse:

    valeu reginaldo. obrigado! com certeza li grande número de suas colunas.. esperava por elas.
    nós, os que aprendemos a ler pelos jornais impressos, e que precisamos deles pelas manhãs com café coado na hora, já estamos das seis prá meia noite, com mais passado que futuro.
    é a vida e só estamos tristes pelo fim porque foi bom. houvesse sido ruim não nos afetaria.
    manda o livro sr. regi!!!! será muito bom relê-lo.
    abração!

  2. Harry disse:

    Oi FG,
    O ótimo blog Correria sobre corridas de rua do meu amigo Sergio Xavier também acabou depois de deram um passaralho no SX essa semana na Abril.
    Uma pena
    Harry

  3. Eduardo Britto disse:

    Pago R$ 60, por mês pra receber o Estadão às 6h na porta, já com o resultado e resumo dos jogos que acabaram à meia noite anterior. Acho isso o máximo da capacidade tecnológica, o que envolve a Kombi velha que faz barulho na rua entregando cedinho. Já assinei os dois, mas sou muito mais o Estadão do que a Folha… Os R$ 60, são de graça pra ler todo dia Oscar Quiroga, e semanalmente Ugo Giorgetti, Vanessa Bárbara, Humberto Werneck e José de Souza Martins. Li a coluna de despedida do Reginaldo (coisa que não fazia há muito tempo), muito digna e, sinceramente, condizente com os tempos desinteressantes da F1. Ele não sairia se tivéssemos um grande piloto na categoria. Valeu FG, um grande 2016 pra você e seu séquito de leitores!

  4. Cláudio F1 disse:

    Por falar em Reginaldo Leme, vi um documentário interessante feito por ele para o Esporte Espetacular sobre a equipe Fittipaldi/Copersucar de F1. Segue o link do vídeo para quem quiser assistir: https://www.youtube.com/watch?v=CXdk0cYClhM

  5. joel lima disse:

    Reginaldo Leme é um dos nomes marcantes do jornalismo brasileiro. Foi através dele que o mundo soube de um dos maiores escândalos do automobilismo e do esporte, em geral, envolvendo o Nelsinho Piquet e Briatori . E o mais admirável é que eu nunca o vi ficar “s’exibindo” com isso, lembrando ” olha gente, sou eu o cara que conseguiu aquele furo”. Num mundo em que o marketing é tudo, essa postura sóbria do Reginaldo é algo que eu bato palmas de pé. E agora fico na torcida de que ele aceite escrever por aqui – e que a globo não crie problemas caso ele tome esse decisão.
    Quanto ao Estadão, é um triste fim. Gosto da parte cultural do jornal. Uma coluna do Sérgio Augusto vale mais que todo o caderno cultural da Folha, cada vez mais medonho. Se quiserem um exemplo dessa diferença de qualidade, recomendo que leiam o especial que a folha fez pros 100 anos da primeira edição da Metamorfose, do Kafka e a coluna que o Sérgio Augusto escreveu sobre o mesmo livro. É como comparar, em termos de qualidade, Senna e Nakajima (rs).

  6. Leo D. Guerra disse:

    Reginaldo Leme manja muito, tomara que volte a escrever.

  7. Tenho uma tia que trabalhou como jornalista no Estadão por muitos anos. Ela é mãe de outros dois jornalistas, sendo que um já escreveu a convite para o Grande Prêmio. Mas, isto agora não vem ao caso. Minha tia é daquelas que ainda prezam o jornal impresso diário. Circunda com aquelas canetas marca-texto (tem hífen?) os trechos que ela acha interessante, tira uma foto e publica em seu Facebook. Outro dia ela postou uma foto um pouco diferente, com o seguinte comentário: “Sinal dos tempos: a edição inteira do jornal passa por baixo da porta…” com a foto comprovando o que disse.

    Coisa que nunca deve ter acontecido até então. Sinal dos tempos…

  8. Abilio Augusto disse:

    O Reginaldo ainda é um jornalista “old school”. Tem comentários polidos, mas que acrescentam nas transmissões. Aprendeu a entender do esporte, e a explicar; compreendeu as diferenças que a parte técnica fazia, e conseguiu explicar aos espectadores e leitores. Tem prestígio, mas mais ainda tem qualidade.

  9. Acarloz disse:

    Vão morrer e serão enterrados em túmulos vizinhos, Estadão e Folha.

  10. Jairo Mouzzez disse:

    Esse foi o post 20.001 e inicia nova era. Exercícios de futurologia não são meu forte, mas imagino que no post 30000, que finalizará essa série de mais 10.000 esse talvez seja o único meio de mídia. Os jornais e revistas tendem a findar, o que acho péssimo como historiador, já que os registros em mídia eletrônica podem ser deletados, editados, reescritos… É um março ainda mais forte porque foi com o Reginaldo Leme, que tanto nos acostumamos a ouvir nas transmissões de Fórmula 1. Como você mesmo disse, Flávio, também desejo que o Regi tenha mais proveito pessoal pras noites de sexta. Que seja um Oi pra os amigos e pros papos.
    Forte abraço. Parabéns pelos 20000

  11. Rodrigo Melo disse:

    temo que os trolladores de plantão, que só entram em sites para polemizar e ter audiência comecem a aparecer por aqui… Se postar A, vai dizer que Deus não existe, se postar B coloca a culpa no PT, se postar C é pessoal, gente sem ter o que fazer que só enche o saco.

  12. EduardoRS disse:

    O Reginaldo foi, é, e continuará sendo um dos grandes jornalistas esportivos do Brasil. É uma pena que os jornalões estejam despejando os seus materiais humanos da melhor qualidade, e ficando apenas com estagiários e com o lixo que apenas replica aquilo que o patrão quer ouvir. O jornalismo impresso aqui virou um zumbi que se alimenta de futilidades, sensacionalismo e politicagem.

  13. Thiago disse:

    É o tipo de coisa que seria engraçada, se não fosse trágica.
    Você pega qualquer das empresas no mundo que são ícones. Qualquer uma. Apple… Google… citei algumas de tecnologia porque é minha área, mas certeza que em todas as áreas é mais ou menos parecido. Empresas viram ícones por conta de sua qualidade. A Apple virou ícone porque fez os melhores computadores, o Google por ter inventado o melhor buscador, o Facebook por ter criado a melhor rede social, a Tesla vem fazendo com os carros elétricos… E isso você só consegue com os melhores profissionais. De repente eram esses “grandes gurus da administração”, em seus ternos bem cortados e seus Porsches encerados milimetricamente todos os dias pelo motorista particular, ignoram absolutamente tudo o que fez aquela empresa ser o que é, e passam a olhar somente para os números, ignoram que qualidade custa caro, e passam a jogar no lixo a empresa. Basta ver o que rolou, e está rolando de novo, com a Apple

  14. Renato-RRE disse:

    Falando Regi…. Anda passando na Sportv um documentário sobra a Copersucar feito por ele. O Mattar vai muito mais a fundo nos posts dele, mas este documentário é bem bacana pelas imagens e entrevistas… diria que até emocionante uma do Wilsinho. Pena que estes que vivem das vitórias de domingo de manhã não dão a mínima para umas das coisas mais importantes que o Brasil teve na F1.

  15. Alexandre Quintão disse:

    “…Depois disso ainda tivemos outros dois vencedores de GPs (Barrichello, 11 vezes e Massa, também 11), o mundo continua acreditando e esperando muito do talento natural do brasileiro. O primeiro a alcançar a F-1 foi Felipe Nasr, que este ano conseguiu ser o melhor estreante entre os 31 brasileiros a pilotar um F-1 (5º lugar na Austrália)….)
    Há uma informação equivocada nesse trecho.

  16. Oi? disse:

    Triste. Li com pesar a última coluna dele.

  17. Ronaldo disse:

    Tive o prazer de conhecer o Reginaldo pessoalmente e ele gentilmente cedeu-me uma meia hora do seu precioso tempo. Claro que a conversa foi automobilismo… Bom sinto dó do Estadão por cavar seu “buraco” é dó desse monte de manés que não o conhecem direito e acham que conhecem de automobilismo… Tchau!

  18. Renata Dias disse:

    Triste como as coisas boas vão se acabando,eu apesar de ter uma baita alergia e espirrar muito lendo o jornal impresso,adorava revirar as páginas e ficar com os dedos pretos de tinta das folhas,rsrs,e o Reginaldo é uma historia, importante e o estadão infelizmente está acabando com todas as suas histórias tanto jornalística como radiofônica.

  19. Ulisses disse:

    O que não da para entender na nossa “grande” imprensa é essa demissão em massa de jornalistas competentes, nesse protocolo estranho e injustificável, afinal, Reginaldo não foi o primeiro.
    Não sou jornalista, mas acredito que o bom jornalismo depende e muito da “estrada” dos grandes mestres, de bons textos, enfim, de referências!
    Tiro no próprio pé, suicídio, sei lá, não da para imaginar o que acontece com a gestão da imprensa brasileira, que anda muito mal das pernas (porque cabeça parece não ter mais!)

    Uma ótima seria todos esses grandes jornalistas “dispensados” nos últimos anos criarem uma publicação que realmente valha a pena ler, com “o” jornalismo, e que está se tornando cada vez mais raro no Brasil.

  20. Sergio Magalhães disse:

    Alô Flavio,

    É uma grande pena, é mais uma das poucas colunas semanais de primeiríssima qualidade que se cala. É mais um golpe no nosso automobilismo já combalido que tem a tendência de seguir sendo paixão apenas para quem tem mais de 35, 40 anos.

    Jovens (ramos) serão atraídos por esta mobilidade esportiva que já não desperta mais tantas paixões na molecada.

    O fim da Grand Prix é mesmo uma grande pena. E o Regi é um bravo batalhador, um cara que veste a camisa da profissão.

    Abraço.

  21. guest disse:

    Mas o “diretor de conteúdo” continua imexível…

  22. Rogério Costa disse:

    Flávio, você é foda! Publique ou não… tens meu respeito pela sua atitude. Os veículos de comunicação passam. Os homens têm sua obra e seu valor. São eternos. Não importa se são velhos ou novos; direita, centro ou esquerda. Esses são aspectos pessoais de escolha, ideologia e conveniência. Feliz 2016.

  23. Watkins Glen disse:

    É, realmente o mundo está ficando chato…
    F1 também, mas pra quem gosta é difícil não ver !!
    Warm Up teria cacife pra bancar uma Ferrari usada em 365 dias ? Acho que vale a pena abrir uma exceção já que os Lada e DKW já estão quitados….

  24. Roberto Mota disse:

    Estamos ficando a cada dia mais pobres. Acompanho e admiro o trabalho do Reginaldo, e é realmente de se lastimar. Taí um cara que merece toda nossa admiração e respeito.

  25. Régis disse:

    Jornalistas do impresso, uma espécie em extinção. Infelizmente

  26. O Estadão sempre foi o jornal na minha casa. Quando, já adulto, decidi começar a assinar um, o escolhido foi o JT, justamente porque tinha o “irmão” sendo recebido na mesma casa. Nos dezesseis anos desde essa decisão não só o JT acabou como o Estadão é uma pálida sombra do que já foi. Nem quero entrar no mérito dos cadernos de Política e Internacional: falo dos cadernos que sempre foram minha primeira leitura, Cidades (hoje “Metrópole”) e Esportes.

    Cidades tinha rotineiramente umas doze páginas nos anos 1990. Hoje, mesmo fundido com a antiga seção Geral, dificilmente chega à metade disso. Esportes nunca foi o forte do Estadão, a não ser em algumas poucas épocas, mas hoje consegue ser o ponto baixo da história do jornal, com um caderno de seis páginas às segundas-feiras (mesmo durante o Campeonato Brasileiro) e um conteúdo que provavelmente não encheria uma única página nos anos 1970.

    Costumo dizer que o jornal impresso tem de se destacar pela opinião; o resto é ser um “Diário Oficial” de notícias. Embora saiba que a opinião pode e costuma ser mal usada no noticiário político, o princípio genérico é — ou deveria ser — esse. Cada vez que um jornal corta uma coluna, independentemente de sua qualidade, ele se aproxima mais do fim.

    Tenho pesquisado edições do Diário Popular nos anos 1960, daí os tuítes que te mandei recentemente com recortes da época. Para os padrões de então, era um jornal ruim, porém, para os atuais, seria um jornal excelente. Da mesma maneira, o caderno de Esportes do JT em seus últimos anos já era menor do que nos áureos tempos dos anos 1970 e 1980, porém sinto muita falta dele hoje em dia, quando abro as duas páginas de Esportes do Estadão numa manhã de terça-feira (sim, mesmo durante o Brasileiro).

    Por que mantenho minha assinatura? Basicamente, pelo prazer de abrir um jornal de manhã e também para manter meu acesso ao acervo digitalizado. Triste isso.

  27. Só pra registrar que uma vez havia feito um desenho do Barrichello quando da sua mudança pra Indy, e uma amiga conseguiu que eu entregasse a ele o dito justamente numa gravação do Linha de Chegada. Entreguei e fiquei feliz (como qualquer desenhista fica quando tem seu trabalho reconhecido), o Rubens foi todo atencioso e afins.

    Aí tiramos uma foto. O Regi estava de lado, e eu implorei pra tirar uma com ele. Tiramos, ele todo acanhado, começou a puxar papo sobre o Palmeiras (eu estava com a minha camisa do Corinthians). Começamos a falar sobre Libertadores, sobre o Galvão, sobre como ele andava cansado de comentar F1 com a categoria como estava… e eu me senti muito mal de só saber que seria ele o entrevistador (na época ele não estava gravando todos os programas), porque eu devia ter feito o desenho dele também.

    Foi um daqueles puta dias.

  28. Sandro disse:

    Na boa… quem ainda liga pro dinossauro do Reginaldo Leme! Bem faz o jornal de se livrar desse peso morto. Reação dos leitores? aposto que ninguém vai nem perceber! Na crise se corta quem não faz falta.

  29. André Martin disse:

    Muito lúcido este seu artigo.
    É uma pena ler isto, mas vale a pena.

    Foi mais uma ação no sentido de enterrar vivo o público do esporte já moribundo no país (talvez no mundo, pelo inviável que se tornou).

    Mais uma data a se lembrar e lamentar: sábado 26 de dezembro de 2015…

    Foi no dia 24 de abril de 2015, o dia em que foi publicada a última coluna de Fabio Seixas no jornal impresso da Folha.SP, complementando a informação do post de Flavio Gomes.

    E sobre a reação dos leitores, justamente no dia seguinte eu escrevi uma Nota no Facebook, postei um artigo no blog, e mandei emails para a Folha e inclusive para o próprio Fabio Seixas, ninguém respondeu, se manifestou ou mudou alguma coisa.

    A quem interessar, eis o link para o artigo:
    http://mesdre.blogspot.com.br/2015/04/carta-ao-jornal-sobre-colunas-e.html

  30. Robertom disse:

    Experiente, tem conhecimento, bagagem, escreve bem e ainda demonstra gostar do faz.
    Certamente é o melhor nas transmissões globais da F1 e StockCar Br., mas parece ter sido contaminado e engolido pelo estilo Galvão, muitas vezes se mostra confuso e perdido.

  31. Percival de Souza Neto disse:

    Regi,
    sua história e seu legado são muito maiores que as páginas aonde foram publicadas…
    nos faça um favor, encontre logo um novo box e alinhe no pit-lane, temos muitas corridas à vencer…, grande abraço!!!

  32. Henrique disse:

    “Treta qualquer com a globo” aka Massimo Bueno, que era bem engraçado. No fim ficamos sem o regi e sem o maximo bueno. Fg bundão.

  33. Eduardo Schmidt disse:

    É uma pena, apesar de não ser assinante penso nos que são, cancelaria minha assinatura!!!!

  34. Vinnicius Vieira disse:

    Obrigado, Reginaldo Leme!

    Você é o mestre, mesmo nível de Carsughi.

    Faz um blog independente para continuarmos a ter acesso ao seu repertório.

  35. Renato de Mello Machado disse:

    A Globo tá acabando, com o cara,mito!Sabe tudo do esporte,merecia coisa melhor.

  36. Darcio disse:

    Traz o cara pra ontem, Flávio

  37. José Brabham disse:

    Se o jornalismo brasileiro da F1 tem uma cara, essa é a de Reginaldo Leme. No dia em que ele sair da transmissão da TV, vai ser um desastre.

  38. Issac Nemach disse:

    E assim, aos poucos, vai morrendo o automobilismo brasileiro ….

  39. Lembro que aqui no blog você não dava a coluna do Reginaldo no Grande Prêmio, mas dos outros sim. Era meio escondido, talvez por causa desta restrição da Globo.

  40. Paulo disse:

    Numfode Flávio!
    Achei que ele tinha morrido, porra!

  41. Jose Castilho disse:

    Reginaldo Leme ficou ultrapassado ! Faz parte da Turma que não aceita as vitórias e títulos de Lewis Hamilton. Extremamente critico com Hamilton e tolerante demais com Massa.

    • Fernando disse:

      Jose Castilho, não tenho por habito defender nada nem ninguém nessa vida se eu não conheço com muita profundidade, mas neste caso você está falando uma bobagem enorme.

    • Turco disse:

      Da onde vc tirou essas afirmações? Que doidera absurda… ¬¬

    • Clayton Moura Belo disse:

      Prezado José Castilho, respeito as opiniões que divergem das minhas. Respeito insanidades. Respeito posicionamentos políticos. Respeito religiões (ou ausência delas). Respeito as diversidades… Mas acho que não merecem respeito aqueles que não têm respeito!!! Respeito a mim, àqueles que eu respeito ou àquilo que eu respeite. E dizer que “Reginaldo Leme ficou ultrapassado” é desrespeitoso para aqueles que admiram e reconhecem o trabalho deste ótimo cronista.

    • Marcos Fernando Ribeiro disse:

      Tá. E vc acha que o seu Lewis está onde na galeria dos verdadeiros pilotos de F1 Jose Castilho ??hoje toma pau do Emerson de bengala.Quantos anos voce tem? Saindo da puberdade?Reginaldo Leme é historia viva. Isso é importante . Comentario infeliz . Continue chupando limao. Voce vai longe.

  42. Flavio Gomes disse:

    Na boa, caguei para sua opinião a meu respeito.

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