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terça-feira, 12 de janeiro de 2016 - 17:45Automobilismo brasileiro, Classic Cup

AGRURAS DE UM PILOTO EM SP

SÃO PAULO (só piora) – Fiquei quase o ano todo sem correr, em 2015. O Meianov se aposentou, estava sem grana para fazer outro carro, Interlagos ficaria em obras, nem boxes poderíamos usar, resolvi tirar uma temporada “sabática”. Nem sabia se ia voltar, apesar da paixão e do prazer que tenho quando estou num carro de corrida.

Já contei aqui. O Nenê Finotti, meu chefe de equipe, me convenceu a fazer um Voyaginho, ele estreou em novembro em Londrina, ganhei uma corrida na minha categoria, me empolguei de novo.

Interlagos, 19 de dezembro de 2015. Sábado. Última etapa do Campeonato Paulista de Velocidade no Asfalto. Não sei quantas foram, não acompanhei. Porque lá no começo de 2015, a FASP (Federação de Automobilismo de São Paulo) e os clubes nos informaram que como os boxes não poderiam ser usados por causa das obras de expansão do paddock, seria feita uma estrutura provisória, com tendas, possivelmente do lado de fora da Curva do Sol.

Aí veio a primeira etapa sob as reformas e a estrutura oferecida foi… nenhuma. Há uma laje no miolo das antigas curvas do Sol, Sargento e Laranja, erguida há anos para que nos eventos mais importantes lá sejam montados HCs, camarotes, lojas e exposições. Quando não tem nada disso, a área sob a laje vira estacionamento.

Pois ela se transformou em box. Juro que não sei como meus amigos se acomodaram. O grid, pelo que entendi, era montado na área de escape do Laranjinha que foi adaptada como “saída de box” — os carros “acessavam” a pista por ali, no meio do Laranjinha. Desculpem as aspas. Serão necessárias muitas vezes. A “entrada de box” ficava no mesmo lugar, só que na contramão, delimitada por cones. Hum… Que solução engenhosa.

Não tinha tomada, ar comprimido, luz, água, nada. Cada equipe que se virasse. Mas as inscrições continuavam sendo cobradas integralmente: no caso da Classic Cup, 850 reais por etapa, incluindo dois treinos de cerca de meia hora na sexta, classificação e corrida no sábado, também com cerca de meia hora cada.

Nessas condições julguei ser mais sensato não correr. Mas quando os boxes foram liberados para a F-1, voltamos a eles para a última etapa do campeonato. Eu de carro novo, cheio de amor pra dar.

A FASP E SEUS CLUBES INCRÍVEIS

Vou contar para vocês como funciona o automobilismo em São Paulo. Os campeonatos são montados e chancelados pela FASP — para carros, ralis, terra, kart, tudo que tem quatro rodas. Ela solicita à SPTuris — empresa de capital misto controlada pela Prefeitura que administra vários equipamentos, entre eles o autódromo — as datas que precisa para fazer seus campeonatos.

Isso feito, cada data é alocada para um clube.

O que é um clube?

Nada, a rigor. Uma salinha (daqui a pouco falo delas) onde trabalham poucas pessoas que a cada evento se deslocam para o autódromo, no caso de Interlagos, para cobrar as inscrições, distribuir lugares nos boxes, cuidar do abastecimento, providenciar equipes de sinalização, resgate e médica, essas coisas.

São Paulo, a cidade, tem 11 clubes. Se vocês tiverem curiosidade, eles estão listados aqui, na página oficial da FASP. São os que me interessam, por ora. Três deles — Automóvel Clube do Estado de São Paulo, Piratininga Esporte Motor Clube e Interlagos Motor Clube — ficam no mesmo endereço: Av. Jangadeiro, 693, em Interlagos, apropriadamente perto do circuito. Um quarto, o Paulistano Motor Clube, tem sede na mesma avenida, mas no número 691. O que me leva a acreditar que faz parte da, digamos, mesma “holding” de clubes.

Muito bem. Para entrar em contato com os três primeiros, deve-se ligar para (11) 5666-3361. Se preferir um e-mail, escreva para imc@interlagosmotorclube.com.br. Mas se quiser escrever para o Paulistano Motor Clube, o do número 691, pode usar o mesmo e-mail que chega. Um quinto clube, o glorioso Clube Motor Race, que de acordo com a página da FASP é presidido pela “Srª Vera Lúcia de Castro Vidal”, tem endereço registrado na Lapa mas, curiosamente, seus prefixos telefônicos (5667) são de Interlagos e o e-mail é o infalível imc@interlagosmotorclube.com.br.

Temos aí cinco clubes muito, digamos, parecidos. Afinal, atendem no mesmo endereço, no mesmo telefone, no mesmo e-mail. Mas não é só com essa “holding” esportiva que tal curiosidade ocorre. Ela se repete com a dupla Automóvel Clube da Lapa e Rallye Motor Clube, ambos sediados na rua Guaricanga, 426, na deliciosa Lapa, e ambos atendem no (11) 3831-6462 e no e-mail autclubelapa@gmail.com. Foi nesse endereço, mas não vou saber em qual clube, que tirei minha carteirinha de piloto no ano passado. Paguei 1,1 mil reais. Parte desse dinheiro, não sei quanto, vai para a FASP, ou a CBA.

Os clubes que não pertencem a estas duas “holdings” são o Clube de Pilotagem Automobilística, de Roberto Manzini, que dá cursos de pilotagem, o tradicional Automóvel Clube Paulista, que fica na Av. Brasil com a Nove de Julho (e hoje organiza os 500 Km de São Paulo), o São Paulo Motor Clube, em Interlagos, presidido pela “Srª Suzana”, segundo a FASP, e o Bandeirantes Motor Sport Club, que fica… na Lapa, claro!

Lapa e Interlagos. O coração do automobilismo paulista. Com um pezinho na Rua Luis Góes, na Vila Mariana, onde fica a sede da FASP.

A DOIDA TABELA DE ALUGUEL DE INTERLAGOS

Está cansativo? Paciência. É preciso explicar tudo direitinho. Porque isso aqui não é uma denúncia — poupem seus advogados, não estou acusando ninguém e vou apenas relatar fatos que um bom promotor poderia interpretar como tal, mas juro que não tenho essa intenção.

Interlagos, 19 de dezembro de 2015. Sábado. Não estou com nosso “schedule”, mas acho que a classificação era às 8h30 e a largada, às 13h. Se não foi isso, foi perto. Atrasou tudo, porém. Acontece.

Quando a FASP solicita e consegue as datas para suas corridas, e depois aloca cada uma para um clube “diferente” — as aspas se justificam porque, como vimos acima, na maior parte do tempo estamos falando dos mesmos organizadores, “donos” de clubes muito parecidos –, é preciso consultar a tabela de aluguel do autódromo, que pode ser facilmente encontrada aqui, no site oficial do equipamento administrado pela SPTuris.

Vejam que interessante. Se eu quiser alugar Interlagos por uma semana para fazer um evento, um encontro de blogueiros, por exemplo, terei de pagar 336 mil reais. Por um mês, 1,13 milhão — é justo.

Se eu quiser fazer um Track Day, das 8h às 18h, são 28,5 mil — 2.850 reais por hora. Mas se meu Track Day tiver uma hora de almoço, portanto das 7h às 12h e das 13h às 18h, terei de pagar 27,7 mil. Nesse caso, com as mesmas dez horas de pista, cada hora vai custar… 2.770 reais! Uau! Que tabela inteligente! Amigo, se for fazer um Track Day, vá na segunda opção. E almoce, inclusive.

(O parágrafo acima foi editado, eu tinha considerado o valor de meio período como de período integral. De qualquer forma, com almoço é mais barato.)

São 54 modalidades possíveis de aluguel — eventos, apresentações artísticas, filmagens, quadras, escola de pilotagem, curso de direção defensiva, um monte. E sete delas contemplam… “campeonatos”.

Ah, o esporte. O esporte é tão generoso que, quando é preciso alugar o autódromo para uma competição estadual, de carros ou motos, Interlagos custa 10,7 mil por dois dias. Mas se você enfiar junto do campeonato um Track Day, um Time Attack ou um Test Drive, o valor cai para… 5 mil reais por dia! Oba!

Não faz nenhum sentido, claro. A tabela é tão doida que quando o campeonato é nacional, tem de pagar 50 mil pelos dois dias se a intenção for fazer apenas corridas de uma única categoria — Porsche, por exemplo. Mas se enfiar um Track Day no meio, a fatura cai para 20 mil por dois dias. Pessoal da Porsche, atenção: o negócio é levar meia-dúzia de carros de rua e inventar um Track Day. O preço cai para menos da metade!

Quem foi o gênio que elaborou isso?

Não importa. Fiquemos com o que nos interessa, o segundo item da vasta tabela: “Estadual com Track Day/Time Attack/Test Drive Carros ou Motos (adicional)”. Cinco mil reais por dia.

AH, OS DELICIOSOS TRACK DAYS…

Até o ano passado, não podia enfiar Track Day com campeonato no mesmo dia. Isso porque o valor camarada era válido apenas para competições. Vou repetir, em maiúsculas: COMPETIÇÕES. Porque elas geram empregos, movimentam muita gente, é um esporte. Em maiúsculas: UM ESPORTE.

Track Day não é competição e não gera emprego algum. Mas em alguma negociação com a SPTuris para compor a tabela de 2016, alguém contrabandeou essa atividade para a faixa de preços mais baixa. Basta fazer seu Track Day num dia de campeonato, que você fica lindo na fita.

E é o que nossos adorados clubes estão fazendo, claro. Já no ano passado, não sei se de forma irregular ou não, Track Days foram enfiados goela abaixo de quem estava disputando campeonatos. Podia? Não sei. Mas aconteceu.

Agora pode. E o que você, Flavio Gomes, tem contra os Track Days?

ELES NOS APERTAM E SÃO UNS SEM-NOÇÃO!

Mas não é só isso, nos apertam. Primeiro, creio que a SPTuris se equivoca barbaramente ao colocá-los na mesma categoria dos campeonatos no que diz respeito à faixa de preço. Porque Track Day não é competição. Track Day é abrir um autódromo para qualquer um que tenha CNH sair andando. Tem de tudo. Fusca velho e Radical capaz de virar 1min39s em Interlagos. Milionários com seus cafonérrimos Camaros e Mustangs, Subarus, Nissans, Audis, tudo tunado e preparado, dividindo freada com Puma de rua, Variant, Fiat 500, tudo que se puder imaginar.

Não é preciso dizer que essas pessoas não têm a menor noção do que é guiar numa pista. Não usam macacão, luva, balaclava, sapatilhas. Seus carros não têm santantônio. É uma aberração. Mas OK. É algo que existe, quem quiser que faça. Só que…

Só que no domingo, 20 de dezembro de 2015, foram reservadas para o Track Day quatro horas de pista. Quatro horas. Resultado? A programação de todas as outras categorias de competição foi espremida para o sábado. E eram oito: F-1600, F-Vee, Classic Cup, Clássicos de Competição, Força Livre, Marcas, Sprint Race e Old Stock. No total, 185 carros de corrida. Contra 66 do Track Day, totalizando 251 automóveis no autódromo.

Cada categoria tem um valor diferente de inscrição. A F-1600, por exemplo, custava 1.550 reais e tem quatro baterias. A gente pagava 850 na Classic. Marcas custava 1.350. Os caras do Track Days pagavam 800 reais. Por quatro horas. QUATRO.

ENTÃO, ENTRA MUITA GRANA, NÃO?

Sim, claro. O Dú Cardim fez a conta. Incluindo a turma da Arrancada, que não atrapalha porque fica na antiga reta, foram 471 carros que acorreram a Interlagos no fim de semana antes do Natal de 2015, com uma arrecadação bruta de 285 mil reais. Só o Track Day rendeu 52,8 mil. É um puta negócio. Também quero.

O aluguel por três dias (treinamos na sexta) custou ao clube, que não sei qual foi, 15 mil reais. As outras despesas, creio que não chegaram a 50 mil — se chegaram, ou passaram disso, favor apresentar a descrição de todos os gastos, que agradecemos.

Mas por conta das quatro horas do Track Day, como eu dizia, ficamos espremidos no sábado. A ponto de no briefing, antes da largada, a direção de prova pedir que alinhássemos no… box! Montar um grid de 40 carros no pit-lane! Para sair e já largar e não perder tempo. Porque, afinal, tinha de fazer tudo para que pudesse haver tempo suficiente para o… Track Day, claro.

Não aceitamos. Na negociação, ficamos sem tempo de boxes abertos, normalmente 15 minutos antes da largada, para verificar se tudo está OK no carro. Saímos, alinhamos, largamos. Nosso ritual — todo piloto tem um — de sair, dar uma volta, passar nos boxes, fazer algum ajuste nos 15 minutos antes da largada, isso nos tiraram. E a largada aconteceu atrás de um safety-car sem identificação e luzes de sinalização adequadas, num flagrante desrespeito ao regulamento geral de corridas da CBA, que EXIGE que o carro tenha luzes giratórias no teto, siga um procedimento padrão etc. e tal. O resultado foi a maior panca da história da nossa categoria.

FALTOU GENTE, GUINCHO, TUDO

Posso ter contado errado, mas vi bandeirinhas em apenas seis postos de sinalização. Repito: posso estar errado. Mas não havia — e nisso não estou errado — nos 22 postos de Interlagos. E é obrigado. É OBRIGATÓRIA a presença de bandeirinhas em TODOS os postos de sinalização. Não havia. Para seu conhecimento: um bandeirinha custa 90 reais por dia.

Havia dois carros de resgate, guinchos que recolhem quem quebrou. Teve gente que esperou UMA HORA para que seu carro fosse levado de volta aos boxes. Cada guincho custa 250 reais por dia. Em Interlagos, me contou um ex-diretor de prova, pelo menos cinco carros de resgate, mais medical-car, mais carros de intervenção rápida, mais bombeiros, mais 60 comissários, mais fiscais de box são necessários. Um contingente de 110 pessoas. No sábado da nossa corrida, não tinha mais de 30 cuidando da gente.

Organizar corridas, ainda mais com Track Day pendurado no ombro, é um excelente negócio. Num fim de semana, o clube X arrecadou pelo menos 285 mil reais e não  gastou 50. Que sejam 200 mil reais de lucro — é mais. Em dez etapas no ano, mais de 2 milhões. Gosto da ideia. Fiquei com vontade de fundar um clube. Até porque cada vez que faço uma inscrição, não ganho um recibinho ou uma notinha fiscal sequer para declarar no Imposto de Renda.

APONTANDO O DEDO SEM MEDO

Mas não vou montar clube algum. O que vou fazer é, agora sim, apontar o dedo para os dirigentes do automobilismo local — leia-se FASP –, os donos de clubes — as “holdings” –, a patética administração do autódromo — está um lixo, sem luz, água, tudo quebrado, uma merda –, a SPTuris — genial idealizadora da tabela de preços mais ridícula de todos os tempos –, e a CBA. Porque essa entidade, que se desloca até Salvador para inaugurar uma pista de terra de menos de 2 km, não tem uma única alma disposta a ir a Interlagos para ver o que a turma anda fazendo por aqui. Como pode?

FASP, clubes, amiguinhos… Não queremos luxo. Queremos bandeirinhas. Não queremos Outback para almoçar. Queremos tempo para treinar e correr. Não queremos escritórios climatizados. Queremos safety-car de verdade. Não queremos banheiros de mármore. Queremos bombeiros nos boxes. Comissários que quando o diretor manda colocar a bandeira vermelha, não fique agitando a amarela junto como se a prova tivesse acabado. Queremos que na próxima largada da F-1600 não tenha nenhum fiscal na pista pulando o muro para não ser atropelado. Queremos que o semáforo funcione. Queremos gente capacitada para cuidar da nossa segurança num esporte de risco.

Vai morrer alguém, claro. Se não nas nossas categorias, que correm quase no escuro sem sinalização e coordenação de direção de prova, certamente nos Track Days, infestados de beócios que deveriam passar pelo teste do bafômetro antes de entrar em seus carros para acelerar feito retardados — sim, muitos bebem, e seria ótimo se a PM fizesse um comando na saída de box.

Eu não quero morrer e pretendo continuar correndo. Esperava que na próxima etapa não tivéssemos vergonha daquilo que nos oferecessem. Esperava alguma vergonha na cara de quem comanda o automobilismo de São Paulo. Mas…

MAS FALTA VERGONHA

Em vão. Saiu o “adendo” da próxima etapa, dia 23. “Adendo” é a programação de horários, com a ficha técnica da prova. Vejam que gracinha. Espremeram tudo no sábado e no domingo, embora segunda-feira seja feriado. Por quê? Porque segunda tem um lindo Track Day só para carros japoneses! U-hu! Está aqui. Das 8h às 19h! U-hu!

Dia 25 de janeiro é data reservada na cidade de São Paulo para as Mil Milhas Brasileiras. Como não tem faz tempo, quem chegou levou. E quem chegou? Bom, o contato para participar é thiago@interlagosmotorclube.com.br. Uau! O Interlagos Motor Clube de novo! Uia! Onipresente! Dono do autódromo!

Com essa patifaria dos dirigentes de São Paulo, programaram três sessões de treinos para oito categorias. Na nossa, das 9h às 10h, vamos andar junto com a molecadinha do… Marcas! Serão uns 80 carros na pista! Dá para acreditar? Aí inventaram nossa classificação das 12h às 12h25. E a largada, às 15h55. Tudo no sábado. Um dia. Eram dois. E aumentaram a inscrição. De 850 para 950 reais.

E no domingo, já que empilharam tudo, adivinhem o que vai ter? Track Day das 11h às 19h! U-hu!

Em dois dias, 8h45min dedicadas a TODAS as categorias do Campeonato Paulista. Em dois dias, 19 horas dedicadas a Track Days.

Olha, com todo respeito, vocês que me leem e fazem parte deste circo, vão todos tomar no cu.

216 comentários

  1. FG, ganhou um fã duplo agora: como piloto e como jornalista. Meu caro, como se não bastasse toda a dedicação e grana exigidas na prática dessa paixão, ainda tem que enfrentar esse tipo de situação nos clubes?! Entendo que um clube deveria proteger seus pilotos e divulgar, promover os eventos que “cuida” (licença para usar as aspas, por favor), o que geraria interesse e público, e até investimentos.
    Muito obrigado pelo artigo, detalhes, links, excelentes!
    E nobre, sim, por favor: Junte-se a outros pilotos e LANCE UM CLUBE JÁ! E faça como tem que ser feito! Meu maior desejo é popular o automobilismo no Brasil, por enquanto organizo uma liga virtual pequena, mas muito em breve, quero proporcionar campeonatos campeões de público e pilotos, e acessíveis!
    Abraço!

  2. Seixas disse:

    Olá Flávio, tudo bem?

    Nunca andei em track. Mas por algum tempo fui assistir. Vou ser sincero referente ao que vi. No aic.

    Bêbados tem aos montes. Isso quando nao da um gole minutos antes de entrar no carro. Gente que fuma cannabis minutos antes para acelerar melhor. Carros sem o mínimo de condições de estar na pista ( a vistoria dos carros são feitas pelos próprios donos dos carros)

    Gente q não tem CNH pq simplesmente perdeu pq estava dirigindo bêbado e batendo racha na rua. Mas chega no track e anda normalmente.

    Todos q conheci q anda em track ( salvo poucos) batem racha na rua. Pior termina o track, porém o pessoal continua acelerando na rua.

    Eu desisti de andar em track justamente por não querer dividir pista com carros sem a mínima condição, bêbados e drogados.

    E aquela velha história. O organizador faz vista grossa pq o dinheiro fala mais alto. Inclusive o AIC responde processo pq num track, um maluco começou a dar cavalo de pau no estacionamento. E porrou um carro q tinha uma mulher com uma criança dentro.

  3. Obed Morton disse:

    é sempre bom gente que entende fazer denuncias ou falar o que está errado em determinado assunto… mas falou merda quando atacou e acabou generalizando o track day em si. Gente babaca existe em qualquer lugar, até na F1, não é Maldonado?

  4. Andre disse:

    Os track days são muito legais do ponto de vista em que o entusiasta de automobilismo, consegue testar suas habilidades e o potencial de seu carro em um ambiente fechado, controlado, com toda segurança. sem um muro, um poste, uma família viajando no meio do caminho. Seja num Radical de 1:39 ou no seu xodó envenenado dos anos 70. Você tira o cara da rua, e põe em um ambiente específico para isso. Existe um mínimo de segurança exigido para o motorista que participa desse tipo de evento (capacete, calça Jeans, pneus bons, carro em ordem), e recomendado a utilização de esquipamentos de segurança como macacão, luvas de nomex, capacete com “hanz” (porém não obrigatório), pois os carros que participam desse tipo de evento estão ficando cada vez mais rápidos, com tempos mais baixos que muitas categorias do automobilismo nacional.
    Na europa você tem eventos onde uma Ferrari anda junto na pista com um fusca sem problemas. É um evento amador.
    O problema é como isso está sendo explorado. A agenda dos autódromos e o dinheiro arrecadado são direcionados a clubes nebulosos, e os recursos arrecadados tem destino mais desconhecidos ainda. E por se tratar de um evento amador, recreativo, não deveria interferir nas categorias profissionais.
    Agora chamar o participante desse tipo de evento de “beócito” ou “retardado” já é demais….se o cara tem um carro legal, aptidão para fazer um tempo baixo, mérito dele. Melhor fazer isso em um autódromo do que em uma rodovia. Se um dia você estiver em um autódromo e ver o cidadão “dirigindo feito um retardado”, cabe a você “piloto profissional” chamar o colega entusiasta e dar algumas instruções e dicas…e não ficar generalizando com adjetivos pejorativos.

  5. Teodoro Janusz disse:

    Não é só um desabafo. É a constatação da triste realidade. Parabéns meu amigo. Voltando a POA me liga

  6. Fabrício Aguirre disse:

    Caberia à CBA proibir Track Days no mesmo dia de competições, são coisas distintas e não tem lógica misturar, piora para os dois lados.
    Agora, quando ao pessoal que pilota bêbado, é como condomínio fechado, se a autoridade local permite, nada pode-se fazer.

  7. Fred disse:

    Trackdays não são “o” problema. Já andei em quatro aqui e em outros dois fora do país.

    O problema é maior, é visceral, é estrutural. Tem a ver com a má organização, com a corrupção, com os absurdos programas e calendários que você escancarou, Flávio. Trackdays acontecem no mundo inteiro, em SPA, em Paul Richard, em qualquer lugar. Triste ver que aqui, infelizmente e inadequadamente, invadem o espaço do automobilismo. Isso tem que ser corrigido, mas ajustar não significa eliminar os trackdays que, se bem organizados, são bastante válidos.

  8. Felipe Cezar disse:

    E eu achando que só no PR as coisas iam de mal à pior…

    A FPrA descobriu um tempo atrás um jeito bem mais fácil de arrecadar dinheiro. Com 3 autódromos no estado, ao invés de um Paranaense forte e incentivar os pilotos a participarem, é melhor fazer um “metropolitano” minguado em cada autódromo e garantir a arrecadação.

    Tomara que as coisas melhorem em 2016 para vocês paulistas, porque aqui…

  9. Duka disse:

    Existe uma solução relativamente simples…. Pilotos e equipes levam seus carros para Interlagos mas ninguem se inscreve . ou melhor ainda ninguem leva nada.
    Mas sabe quando isso irá ocorrer ? Dia de são nunca a tarde, pois quando se mistura vaidade e competição , não existe união !

  10. Antonio disse:

    FASP, PT, CBF, PSDB, CBA, COI, etc. Não importa a sigla, todas perseguem o mesmo objetivo. Arrancar nosso suado dinheirinho.

  11. sandro disse:

    FG, vejo seu Blog todos os dias há anos, já sei que quando não gosta de algo você mete o pau mesmo e até bloqueia, afinal é seu como vc mesmo diz, mas o pessoal está indignado com sua frase final do texto. Não seria mais inteligente entender que todos “gostam do que gostam” e apenas finalizar com uma frase do tipo ” Não façam campeonatos ou abram a pista para categorias ou tipos de carros diferentes no mesmo dia”? não seria melhor do que se indispor? Seu texto foi muito interessante para que todos conheçam e saibam o que está acontecendo, mas não gostar de uma coisa ou outras não é motivo para achincalhar de quem gosta.

    • Flavio Gomes disse:

      O melhor do texto é o final.

    • Luiz disse:

      Sandro..

      Seguranca é importante, depois nós temos que pagar os bombeiros, o SAMU o hospital, policial para fazer BO etc…se pode ser evitado por que nao? Depois que acontecer é tarde.
      Se mesmo assim que fazer evento no mesmo dia, que se cumpra os horarios. Fico pe da vida com reunioes , palestras e visitas comerciais que se atrasam…A formula um sempre comeca no horario sem um minuto de atraso. Se vou a missa ou na feira ou acordod e madrugada, é so ligar a TV no horario…Nao existe atraso.
      Este negocio de Gostam do que gostam”” , é realtivo e levam a cada um fazer o que quer quando se envolvem o fator coletivo sem respeitar os demais. Por isso andar no acostamento, furar o sinal , andar com volume do som alto , e principalemnte meterem a mao na grana do povo, porque gostam do que gostam de fazer o que ë errado.
      As pessoas precisam aprender a saber e fazer o que é bom para a maioria e nao apenas para a minoria e confundir cada um por si com a tal da DEMOCRACIA.
      Eu tambem estou de saco cheio destas coisas erradas que vejo ao meu redor no dia a dia. Seja na rua, na empresa , no radio na tv etc…na empresa se tem coisa errada ( nao pelo lado pessoal, somente pelo lado profissional ) posso mandar embora.

      • sandro disse:

        Entendo Luiz, o “mundo brasileiro” é assim, nosso país (povo) ainda não sabe separar a Democracia da libertinagem, tudo pra eles (povo e consequentemente esses clubes) é democracia e sempre se dá um jeitinho aqui ou ali, esse o grande problema, acredito que um pouco de decência e organização seria o ideal.

  12. Luciano disse:

    Verdadeiramente espero que este desabafo gere alguma consequência no mundo real. Seja através da indignação de alguns pilotos, que se unem e criam um novo Clube, seja através de alguma investigação por parte do MP ou da Receita sobre estes clubes.

    Ler esse tipo de coisa dá nojo. Enquanto isso, muitos quebram a cabeça tentando fazer algo honesto. E aí esse bando de filho da puta faz essas sacanagens, paga de bonitão com suas lanchas e afins, e nada acontece.

  13. TJ disse:

    Podiam usar o autódromo à noite ou durante a semana. Quem corre, de qualquer coisa, tem grana sobrando.

  14. Carlos Pereira disse:

    Não sei por que tanta reclamação de alguns. Pelo que se dá a entender no texto, simplesmente, é que os tais clubes, ganham muito dinheiro sem oferecer nada em troca, e para maximizar esses ganhos, enfiaram os track days no mesmo dia das competições. Perceba: a questão não é se deve ou não haver track days, mas sim separar essas atividades de forma responsavel, em datas diferentes, para que aqueles que pagam para entrarem na pista não tenham prejuízos, tanto financeiros, em termos de competição e segurança. Há de se fazer sim, uma devassa nessas ligas, clubes, organizadores, CBA etc, sei lá mais o quê. Isso sim. Me parece que o autor fazer um desabafo quanto à sua indignação da situação é justo. Toda reclamação quanto ao texto, me parece infundada.

  15. Andre disse:

    Muito bem colocado o texto, o único ponto é que a tabela que “não faz sentido nenhum” até que faz sim, já que o custo com track day é adicional de 5k, ou seja, no caso do campeonato estadual, seriam 10.730 + 5.000 por dia de track day, e não somente 5.000.

  16. Jonny'O disse:

    Obrigado Flávio por nos fazer entender mais e mais sobre a realidade de nosso amado esporte.

    Mas que tristeza foi ler todo o post ,é desanimador, a que ponto chegou nosso pais , nunca muda nada ,nunca. Você deixou escancarado um dos motivos da morte do automobilismo no Brasil ,

    E pelo que deu pra entender, a tendencia é mesmo acabarem com o esporte, afinal automobilismo não é um esporte popular , e é neste raciocínio que os bandidos vão agir , afinal, track in day é mais “democrático” ,pois um zé qualquer pode pegar seu “fuca” com pneu “remoldi” e andar junto com o Zé Milhão que anda de Mustang Shelby ,e ambos, “democraticamente” podem brincar em um espaço que é do “povo”, o raciocínio lorota deve ser por ai.

    Na verdade um track in day custa muito pouco ,como vc explicou , não precisa de gente especializado de nada, dá um puta retorno aos vagabundos.

    Fudeu!

  17. Roberto Martinez disse:

    Dificil……..interpretacao de texto…. cairia bem umas aulinhas para muitos aqui… Nada contra Track Day, mas em data e estrutura a parte, apenas isso ! Agora, esse papinho que Track Day tira os acelerados das ruas …balela…os tunados, chipados, turbinados, nitrados, velozes, furiosos…aceleram sim, nas ruas ! Nada contra track Day, repito, mas que tem alguns tontos ai , tem, basta ler alguns comentarios !

  18. Jose Roberto disse:

    Uma vergonha , como tudo ou quase tudo nesse nosso Brasil.
    Estive la nos dias de competiçao antes do Natal , como relatou novo amigo corajoso Flavio Gomes , falta tudo , nao tem agua nos bannheiros , se precisar usar a lattina perde ate vontade de correr , como posso convidar minha familia pra ir assistir uma corrida ? Nao tem porra nenhuma , dos box nao vista mais nada , nem da torre , diretor de prova da ferrado …
    Enfim isso precisa mudar , Interlagos esta somente pra F1 e Show
    Abs

  19. Paulo disse:

    Chegam a ser patéticas as justificativas para tais clubes existirem… As federações (principalmente uma lá do sul) com seus diretores, presidentes, superintendentes, e todos estes nomes pomposos que tem apenas um objetivo, arrecadar o máximo possível, investir o mínimo possível e desviar o resto, trabalham em equipe com alguns promotores (os não sérios) e estes clubes… Bastam ver ou circular em seus meios que é fácil comprovar… Tem aquele lá que tem sobrenome de uma marca de vinhos, que fim levou? Cansou da roubalheira ou ficou com medo depois que o Piquet jogou merda no ventilador?

  20. Fernando Delucena disse:

    É interessante não confundir uma opção mais barata de ter contato com o automobilismo com fazer algo irresponsável. Se track day tá correndo sem macacão, capacete, de qualquer jeito, tá errado, não pode. O foco tem que ser a competição de alto nível, o problema é que isso tem que ser em condições, justamente de alto nível, com transparência de custos, senão você paga por algo que não recebe. E o custo tem que ser o menor possível, porque correr de carro, por si só, já é caro o bastante.
    tá tudo errado, do kart à stock, ao monoposto, na bahia, no paraná, em são paulo.
    Reclamar é fácil pois o mais visível mesmo são as irregularidades, as dificuldades, e eu gostaria de dizer ou fazer algo que pudesse melhorar a situação, mas nesse momento não consigo encontrar um solução tranquila de se fazer automobilismo no Brasil. O único jeito que vejo é continuar tentando correr, tentando fazer as coisas direito, sendo acessível a quanto mais gente puder. mas fazendo direito. Não sei, é difícil, mas há que se continuar tentando!

  21. Gustavo disse:

    Fiquei 2015 todo prometendo que levaria meus filhos, Francisco e Caetano, para assistir uma corrida da Super Bike Brasil. Sempre que me programava nunca dava certo, até que surgiu uma prova da Copa Pirelli SuperBike no último final de semana de 2015, era perfeito! Liguei no telefone de contato do “Fale Conosco” do site do Super Bike para ter maiores informações do evento. Uma pessoa me atendeu e disse que o evento seria aberto, mas que não haveria nenhuma “produção”, visto que era uma prova do Campeonato sem estrutura para receber o público e que o único local disponível seria aquela parte ao lado do Laranjinha próximo ao estacionamento interno. Pensei, tudo bem, vou lá mostro para ele um pouco e vou embora… Contei para os meus filhos o passeio que faríamos no final de semana, todo mundo ficou feliz, acordamos cedo no sábado, visto que o evento começava às 8:30… Coloquei as crianças no carro e sai da Vila Mariana rumo a Interlagos… Quando encostei o carro no portão principal que dá acesso ao estacionamento o SEGURANÇA PATRIMONIAL, que não era contratado para o evento e sim para guardar o portão de entrada (palavras do segurança que estava trabalhando lá no dia 26 de Dezembro). Me pergunta: Você é convidado de quem? Respondi: Não sou convidado, vim para assistir os treinos. Ele me respondeu: Só entra convidado. Está vindo um monte de gente dando com a cara na porta, por que o evento de hoje é fechado e não pode entrar público, só convidado. Sabe o que estava acontecendo neste dia?! TRACK DAY! Entre no site do SuperBike Brasil e você verá que link do evento não está funcionando, e se estiver, me mostre onde está escrito que o evento seria fechado. Entrei no site do Autódromo, o mesmo evento e também não dizia em nenhum lugar que seria um evento fechado. Conclusão, parei o carro próximo do Autódromo e fomos ouvir um pouco do som dos motores na grade próxima a Delegacia. Que absurdo… falta de organização e comprometimento, mas agora dá para entender melhor o caso… Abs.

  22. Helio - Pingo disse:

    ESSE TRACK DAY ANUNCIADO AGORA PRA JANEIRO, É UMA BOA OPORTUNIDADE PARA A IMPRENSA EM GERAL FAZER UMA COBERTURA, GRANDE A CHANCE DE TRAGÉDIA ANUNCIADA. PROPONHAM PAUTA!

  23. Juliano Adolfo Fenólio disse:

    E o candidato João Dória Jr. quer vender o autódromo. Melhor seria se ele virasse sócio de uma das holdings.

  24. alexandre disse:

    Caro Flavio, parabenizo-o pelo visceral artigo que expõe o drama vivido pelo automobilismo paulista e a máfia que se instalou para apenas lucrar em detrimento do esporte.
    Saiba que a realidade de Interlagos é sentida em pequenos campeonatos no interior.
    Eu mesmo que corria de kart, desisti pelos riscos, falta de estrutura, desinteresse em organização e segurança e em aperfeiçoamento, utilização de kartódromos como áreas de eventos que apenas destroem o local e por aí vai…
    Sou amplamente favorável a uma reforma da CBA, FASP e “Clubes”, cheios de rapinas que só se interessam por $$ e não pelo esporte.
    Espero que siga com seus artigos.

  25. GUSTAVO FERREIRA disse:

    Flávio,
    Belíssima crônica.
    Infelizmente esta realidade não é privilégio somente ai de São Paulo. Em Goiânia , tudo isso e mais alguns desmandos acontecem, e com o apoio e o aval do digníssimo presidente da Federação, imagine só.
    Regulamentos técnico e desportivo? Não sabem sequer para que serve.
    Total Ditadura, Inclusive meu amigo, com ameaças de punições, desfiliações e aplicação de multas pesadas aos pilotos digamos “mais questionadores”
    Uma pouca vergonha. Caso de Polícia.

  26. Marcelo disse:

    Cara, fui piloto por 15 anos, parei por conta dos custos e da máfia e panela da FASP/CBA.

    A única coisa que havia sobrado foi o PlayStation, até que surgiram os Trackdays, baratos e dos quais poderia participar. Concordo que tem muito sem noção, mas repito que esta se tornou uma opção barata (na época) a algo inatingível.

    OK… os Trackdays já não são tão baratos assim e alguém está lucrando muito com isso, mas repudiar isso? Acho egoísmo da sua parte!

    Acho que o autódromo é um AUTÓDROMO e creio que este deva ser utilizado para carros, motos e coisas assim. Não concordo com os shows, eventos religiosos, maratonas e outras coisas que não tem nenhuma relação com automobilismo possam utilizar a estrutura de Interlagos.

    Acho que há espaço para todos, sejam competições oficiais (Paulista, Sock-Car, Moto, etc…) e para não oficiais (Trackdays). Basta ter bom senso e coerência nos preços dos aluguéis do autódromo.

    Ainda falando sobre isso, menciono o kartódromo! Já viram o absurdo que fazem com o berço do automobilismo que é interlagos? Pois é… como tudo neste país de merda que vivemos, o interesse é embolsar algo.

    Então, assim como a SPTur, a FASP, a CBA estão só vendo o interesse delas, você também está só vendo o seu lado. Nada mudou!!!

    Então seja mais coerente!!!

    Valeu!

  27. Paulo disse:

    Nada contra os track-days. Tem no mundo inteiro. Mas falta alguém entender que os autódromos foram criados basicamente para o automobilismo de competição. Todas as outras atividades podem ocorrer, mas nas datas vagas. Planejamento para definir campeonatos e calendários e para, a partir daí, poderem vender, a que preço quiserem e para quem topar pagar, o tempo livre.

    • disse:

      Boa Paulo ” Planejamento para definir campeonatos e calendários ”
      Existem dois tipos de usuários de track, os que vão curtir o autódromo com a namorada pagando taxa de acompanhante ou amigos para filmarem e colocarem no youtube que andou no S do Falecido.
      E os que gastam fortunas com carros rápidos, pilotam bem, equipando seus carros com compras no exterior.
      Existia outra categoria que até fechava autódromos, mas esta a Lava Jato deu um fim.
      ” Planejamento para definir campeonatos e calendários ”
      É o que dezenas de preparadores que vivem do Esporte a Motor torcem para a FASP soltar um calendário honesto, para seus pilotos tentarem obter patrocínio, e gerar o sustento de aproximadamente 6.000 pessoas que hoje, sobrevivem do automobilismo Paulistano. Esse povo que fala do track ser o futuro, que é inveja dos Pilotos do Paulista, que pilotam pra cacete são uns alienados, que não sabem nada da História, de Leis, que o subsidio da locação de Interlagos é exclusiva a Veículos de Competição. Enfim, falar o que de uma Federação que nem missa para o Prof. Carpinelli mandou rezar, ou que para mudar algo na programação desta etapa, ontem terça 12/01/2016 na reunião da FASP disseram que: Precisamos consultar os Clubes antes de falar alguma coisa….

  28. Felipe disse:

    Sobre os track-days, situações já ocorreram e alguma medidas já foram tomadas em Cascavel-PR

    http://catve.com/noticia/6/104302/jovem-fica-gravemente-ferido-durante-o-track-day-no-autodromo

  29. Shibunga disse:

    Flávio,

    Já sabe que na próxima corrida você será desclassificado por digamos “estar fora do regulamento”. KKKKKK

    Corri 8 anos de arrancada em Interlagos, já sabia de tudo isso desde 1997, não mudou nada nestes anos todos, até os mesmos clubes continuam lá,

    Shibunga.

  30. Marcos Campos disse:

    Podem verificar, as obras de Interlagos, não vão prosseguir.
    As instalações ficaram piores que antes.

    Hoje os prédios não tem energia e tem um buraco entre a torre e os boxes.

    Acabou o dinheiro.

    kkkkkkk

  31. Rafael disse:

    Nem precisa dizer que alguns estão enchendo o rabo de dinheiro e deixando a devida propina nos órgãos reguladores né??

    Que preguiça de tanta gente cretina e corrupta nesse país! PQP!

  32. Italo disse:

    Flavio, infelizmente, você está corretíssimo em sua crônica, pois temos as seguintes opções para treino: Ou paga tudo isso pra fazer algo decente, ou temos que alugar pistas de kart pra fazer algo. Estas que, nem todas, dão estrutura pra corrida ou algo assim.

    Infelizmente, no Brasil, só existe máfia. E máfia, infelizmente, temos 2 opções: ou entramos na deles ou não entramos. Hoje em dia, pra ser piloto no Brasil, é igual ser jogador de críquete no Brasil.

  33. Gilberto ribeiro pereira disse:

    Põe falta de vergonha e cara de pau dessa molecagem. Esses dirigente de clubes e organizadores de corridas não passam de um bando de moleques mesmo. Muito mais que isso são um bando de irresponsáveis. automobilismo é coisa séria. Tratam como um lixo, como deve ser a consciência deles.
    Corri em Interlagos nos anos 70. Era tudo muito bem organizado. Hoje o autódromo é um verdadeiro lixo, tudo quebrado, manutenção zero.

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