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terça-feira, 14 de junho de 2016 - 21:04F-1

LENGA-LENGA

SÃO PAULO (esqueçam) – Conheço bem Bernie Ecclestone. O baixinho fala pelos cotovelos, e quando não tem nada para dizer, diz qualquer coisa. Foi assim há alguns anos, muitos anos, na verdade. Em novembro de 1997, ele estava em Cuba visitando o país junto com Niki Lauda. Era alguma coisa ligada à Lauda Air, a antiga companhia aérea do austríaco. Aí, do nada, surgiu a “notícia”: Bernie estava na ilha para tratar da realização de uma corrida nos domínios de Fidel. Foi noticiado, à época. A prova está aqui. Em 2009, contei o caso numa coluna que falava sobre mais uma daquelas propostas malucas do chefão da F-1, a história de dar o título a quem ganhasse mais corridas.

Na verdade, Ecclestone estava passeando em Havana a convite de Lauda e alguns jornalistas foram junto. Um deles, meu amigo Fredrik Petersens. Foi ele quem me contou que inventaram a história numa mesa de restaurante e resolveram se divertir com os colegas. Espalharam a cascata, e todo mundo caiu. Depois, tudo foi negado, claro.

Enfim, quando não tem nada de novo, ele inventa. E está sendo assim de novo com a história de que o GP do Brasil pode sair do calendário no ano que vem. Crise, problemas no autódromo, falta de dinheiro, Bernie falou um monte de coisa.

Mas fiquemos tranquilos. Há um contrato até 2020, e até lá teremos corrida no Brasil. O organizador da prova, Tamas Rohonyi, disse ao Grande Prêmio que não há “condição legal” para o rompimento dos contratos vigentes. “Acho que faltou assunto”, falou Rohonyi, que conhece Bernie mais do que qualquer um. “Ignore”, pediu.

Claro que não se pode simplesmente ignorar, afinal o cara é o dono do negócio e tudo que ele fala tem repercussão. Mas está na cara que faltou assunto, mesmo. De novo, numa mesa de restaurante com alguns jornalistas conhecidos. Nossa obrigação, nesse e em qualquer caso, é noticiar o que Bernie diz. E, igualmente, interpretar suas palavras e contextualizar as circunstâncias em que elas foram ditas.

Vai ter corrida até 2020. Depois disso, ninguém sabe. Quanto ao autódromo, as obras estão em ritmo intenso. Estive lá semana retrasada e a torre estava sendo derrubada. Vai ficar tudo pronto, acredito.

7 comentários

  1. João disse:

    Não sei se é assim…existe uma possibilidade razoável de não termos brasileiros lá em 2017…isso acontecendo, acho que é o fim do Gp Brasil e da transmissão na Tv aberta.

  2. Bruno Wenson disse:

    Já teve até entrevista do Prefeito de Florianópolis dizendo que negociavam pra fazer o GP do Mercosul na ilha…
    Essa ilha mal continha a F3 Sul Americana, vai dar conta da F1?!?… Foi de gargalhar.
    Não teria lugar nem pros caminhões das equipes de TV, que dirá pra tudo o que precisa só pra organizar e suportar as equipes.
    Balelas puras e tolas, sempre.

  3. Robertom disse:

    Mais um factóide criado pelo velhinho safado, chama atenção e também serve para tentar arrancar mais alguma grana ou vantagem…

  4. Brabham-5 disse:

    Todo ano aparece essa “ameaça” do Ecclestone á Interlagos.

    Bobeira.

  5. Jackson Batista disse:

    Boa noite Flávio.

    Seria coincidência, o Bernie falar sobre não realizar a prova no Brasil, logo após o primeiro fim de semana sem transmissão nenhuma de F1 na TV aberta? Não estaria ele mandando um recado?

  6. prperalta disse:

    “Não há condição legal…”, e desde quando o Bernie liga para isso.
    O que ele realmente quer é mais dinheiro, o Brasil paga pouco em relação aos países promotores do evento. Ele diz que vai tirar e depois pede mais alto para continuar… Raposa velha.

  7. Julio disse:

    Lembra da prova de SC, no Beto Carreiro, pura cascata tambem

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