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quarta-feira, 22 de junho de 2016 - 23:39F-1

#VAITERGP

tchautorre

SÃO PAULO (como sempre teve) – A fanfarronice de Bernie Ecclestone, que semana passada resolveu, na falta de outro assunto, dizer que o GP do Brasil estava ameaçado, levou a organização da corrida a convocar uma coletiva hoje cedo. Lá no autódromo, o que foi bom para que as pessoas pudessem ver como estão as obras. A torre já foi. Nunca mais vou precisar subir aquela escadaria dos infernos para os briefings. Alvíssaras! Agora, a pauleira é para terminar a reforma dos boxes. Espero que fique legal.

Vai ter GP em Interlagos, claro. E não é só por causa da palavra do promotor, Tamas Rohonyi. É um contrato que vem sendo cumprido, que não pode ser quebrado assim, sem mais nem menos. Bernie pode estrilar quanto quiser, se achar que tem de levar mais dinheiro. Está assinado. As partes respeitando o que lhes cabe, acabou. Punto, basta.

Tamas aproveitou o ensejo para expor sua, hum…, inveja das corridas que têm o apoio de governos mundo afora — e são muitas hoje, quase todas, e é por isso que a F-1 atualmente corre em qualquer lugar, não interessando se o país tem tradição, se o público gosta, se seus dirigentes respeitam direitos humanos, se é governado por ditadores, porra nenhuma; tem grana, e tem quem pague o que Bernie quer, corre-se até no inferno.

Aí, lamento, discordo do organizador da prova. O GP é um evento particular. A cidade faz sua parte cedendo o autódromo e, inclusive, reformando pista e instalações todos os anos, para atender às exigências da FIA. Já é muito. Quem tem de viabilizar tudo comercialmente é o dono do espetáculo. Se não é assim fora do Brasil, azar das populações desses países — que pagam a conta da diversão de poucos, inclusive em nações que têm claros problemas de desigualdade social, como Bahrein, Índia e Turquia.

Tamas argumenta, com razão, que os custos de um GP são altíssimos e insinua que, com essa escalada de valores, daqui a pouco só será possível fazer uma corrida em países cujos governos banquem a brincadeira. É possível.

Mas, se for assim, que a prova saia do Brasil. Este país tem coisa muito mais importante na sua lista de prioridades para resolver. Entendo a aflição de quem, há décadas, faz o GP suando sangue. Mas é assim. Há uma corrente de pensamento/comportamento no Brasil que prega que a iniciativa privada tem solução para tudo, é o verdadeiro motor do desenvolvimento e da prosperidade, que o deus Mercado tudo resolve e controla. Gente que prega o Estado mínimo e acha que governos só atrapalham — a emissora que, na prática, é dona da corrida tem essa linha de pensamento, inclusive.

Que se virem, pois. E, diga-se, os promotores têm se virado muito bem nos últimos anos. O GP do Brasil já tem um tempão que é um evento exemplar, considerando as limitações óbvias das instalações, da estrutura, da cidade e, em última análise, do país. As corridas são boas, porque a pista, mesmo mutilada em relação ao traçado original, ainda é boa e tem um jeitão “old fashion”. E todo mundo adora.

No mais concordo com tudo que diz o Tamas. Especialmente quando ele afirma que a maioria dos GPs, hoje, é menos corrida e mais “show business”. Pistas antigas como Interlagos, Spa e Silverstone resistem. No caso das novas, se desaparecerem do mapa não farão falta. A maioria delas.

46 comentários

  1. Paulo McCoy disse:

    Minha ‘oposição’ à promoção de uma corrida da F1 em Interlagos estende-se às demais manifestações perdulárias de uma administração que certamente enfrenta problemas. A Prefeitura de São Paulo, aparentemente, não dispõe de recursos para aparelhar suas escolas, hospitais, creches e asilos, quase todos sendo monumentos de carências elementares. Não deveria, por isso, bancar espetáculos de ‘show business’ – principalmente um evento esportivo multinacional caríssimo.
    Menos mal, passada a ‘temporada das notas insistentemente plantadas nas colunas complacentes, verifica-se que a ‘não realização’ da corrida foi recebida com emoção, mas, como se tudo tivesse acontecido dentro do ‘script’, a euforia dos aficionados perdurou na mesma medida em que fizeram parte dos websites, blogs e jornais: dois dias. E, menos mal, a dura verdade emerge – o evento é caro. Por outro lado, a promoção vai acontecer, alguma prata, em tudo isso, vai mudar de mão. Os salões do alcaide se abrirão para um jantar de gala às estrelas da F1 e aos profissionais ‘nativos’ da boca livre. Bonito? Talvez. Mas e a eterna pergunta que não quer calar? O que esta corrida tem a ver com o viveiro de pessoas desprovidas de orçamento fixo mensal – ou aquelas que sofrem nos lotados salões de emergência?
    Muitos alegarão que o comércio, os hotéis e, claro, o aeroporto, farão um bom dinheiro com a vinda de turistas para ‘o evento’ – esta, sem dúvida, a ‘desculpa’ oficial. Sendo assim, que estas entidades, agregados e demais beneficiários da festa, se cotizem para bancar a fatura da F1. Não o gentio. Até porque, este não foi convidado (alias, nunca foi…).

  2. Antonio disse:

    ” Entendo a aflição de quem, há décadas, faz o GP suando sangue “.
    A tá.
    O organizador não está ganhando nada pra isso?
    Se fosse tão deficitário assim, já tinham largado o osso faz tempo.
    Assim como o Bernie aperta os organizadores em busca de mais grana, estes apertam o governo (porque os patrocinadores civis já fecharam a torneira) com o mesmo objetivo.
    Por paixão não se faz mais nada hoje em dia.

  3. Leandro Batista disse:

    Nao se preocupem. O Bernie coloca um tilkodromo no lugar e fica tudo lindo.. Afinal, a F1 atual precisa cada vez mais de pistas com cenários faraônicos, com hotéis no meio do circuito mudando de cor durante a corrida. Coisa linda de se ver. A corrida em si que se foda. Temos asa móvel para fabricar ultrapassagens. E quem se importa com os garagistas? Eles que se fodam também e cedam seus lugares para as montadoras.. A F1 virou business e deixou de ser esporte há bastante tempo.

  4. cicero disse:

    O curioso desses caras do estado mimi é que o dito tem que ser mínimo para as coisas que realmente beneficiam ao cidadão: saúde, educação e tal; mas tem que o ser o estado máximo quando se trata de investir em coisas que interessam à pequena elitezinha do zinferno. Ô paizinho…

  5. Fernando disse:

    A iniciativa privada tem sim solução para tudo, inclusive para destruir um país se estiver de mãos dadas com governos corruptos. Que eu saiba nem um centavo de dinheiro público sai sozinho voando dos cofres da viúva, sempre existe um agente do governo abrindo as torneirinhas, fingir que isso não existe (ou virar para o outro lado) não vai ajudar em nada. Do tão falado BNDES por exemplo, só sai o que os governos querem, e para quem querem.

    O capitalismo, sistema monetário – e os empresários com sua “ganância” (ou seria ambição?) – são sim o verdadeiro motor do desenvolvimento e da prosperidade, se tiverem “onde plantar” (infraestrutura), e desde que operem dentro de limites e regras, “balizas” muito claras e definidas por um governo forte, preferencialmente pequeno e pouco oneroso, cuja função maior além de ser agente regulador seja a social/assistencialista (sim, assistencialismo também é necessário). O “outro” sistema, o que acha que dinheiro nasce em árvores infelizmente falhou, culpa das árvores certamente.

    Estado mínimo não é sinônimo de Estado fraco, assim como “Estado monstruosamente enorme e aparelhado para que tenha tetas e boquinha para todos” também não é sinônimo de Estado forte. Pequeno, barato e eficiente, assim deve ser o Estado, o resto é bobagem ideológica, delírios de poder ou o simples desejo de ladrões. Se os “empresários” roubam e adoram socializar prejuízos, o fazem de mãos dadas com governos corruptos, de todas as linhagens diga-se, e desde sempre. As últimas aspas significam que falo de ladrões, não de empresários.

    Eu sou contra o uso de dinheiro público em eventos esportivos (e outros empreendimentos que podem facilmente se financiar como o Cirque du Soleil, ou a construção do Hotel Fasano, apenas como exemplos) como a F1, a Copa ou as Olimpíadas. A finalidade do dinheiro público é outra, não é viabilizar empreendimentos que não se sustentam financeiramente.

  6. PHG disse:

    Frequento Interlagos há mais de 40 anos e conheço bem grandes obras. O que estão fazendo, ou melhor, não fazendo nesta última reforma que começou no último ano e terminará sabe Deus quando é uma verdadesita aberração. O comentário do Alexandre (o do sem “h”no teclado) foi extremamente feliz e diz tudo.

  7. Clebio Junior disse:

    Vejamos, os empresários – e aí se inclui a referida emissora – possuem esta linha de pensamento até o momento que precisam de grana. Nessas horas é bom ter apoio de um governo, melhor ainda se for tomando posse dele.

  8. Junior disse:

    Concordo 100% – Governo usa nosso dinheiro. Ainda Temos prioridades maiores para este $$. Se o show não se paga, que se reinvente!

  9. kkkkez Alonso disse:

    Discordo peremptoriamente de se usar dinheiro público para custear evento privado.

    Assim como discordo do Banco do Brasil torrar milhões de euros para o Nasr comprar sua vaga na Saubotada.

    Muita cara de pau desse Tamas.

    Foi justamente essa farra com dinheiro público, aliada à corrupção, que levou o país ao buraco em que se encontra.

    A megalomania de ter dois eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, quase que simultaneamente, em terras tupiniquins, já não foi o bastante?

    Estádios superfaturados, obras inacabadas, milhões desviados em propina, empresário se suicidando por ter que demitir centenas de funcionários, empresas fechando as portas, hospitais públicos no caos, e o cara vem falar que o governo tem que bancar um evento cujos ingressos custam milhares de reais?

    Automobilismo é esporte de rico, Muito rico. Eles que banquem suas corridas.

    Governo que se preze não gasta dinheiro com esse supérfluo. Investe em saúde, educação, combate à Dengue, Chikungunya, Zyca, em o que fazer no futuro com tanta criança nascida com microcefalia…

    É uma tremenda idiotice alguém falar isso no momento onde milhares de brasileiros estão perdendo seus empregos.

    Tivesse a oportunidade, propor-lhe-ia Tomar no cu. Mas como não a terei, através desse espaço, contento-me apenas em mandar-lhe Tomar vergonha na cara.

  10. Marcos Abreu Ferreira disse:

    Flávio, para você o que acontecerá com Interlagos se a F1 sair do Brasil? Fica como está, e de vez em quando dão uma manutenção ou fecham tudo e vira condomínio?

  11. Alexandre Ruiz disse:

    Flavio, a vinda da formula 1 para Interlagos é um evento fantástico, tanto para nós como para toda a America do Sul, mas nós sabemos que o evento fica mais caro. O autodromo procura se adequar às exigencias do “velhinho” e se equiparar aos mais modernos no mundo, mas não sabemos o que poderá acontecer depois de 2020., até porque estamos vivendo uma grande crise que levará anos para ser superada.

  12. Jean Rul disse:

    Concordo plenamente! Inclusive, acho um desrespeito com quem sua sangue pra pagar imposto neste país que tenham trazido Copa e Olimpíadas pro Brasil.

  13. Henrique Reis disse:

    Esses empresários não são tolos. Pedem apoio maciço dos governos para bancar os custos e também exigem que os governos não peçam a divisão dos lucros. Estado mínimo só até onde me interessa. E boa parte da população que defende o estado mínimo faz vista grossa para esse tipo de prática.

  14. Alexandre disse:

    Se fizer uma investigação como Lava-jato nesse GP Brasil, vai ver que a anos, ou desde sempre, ouve desvio de dinheiro público, superfaturamento, e tudo mais que o brasileiro trabalhador não quer mais nesse país, uma pena que grande parte da mídia envolvida ganha muita grana por causa do próprio GP e não questiona valores aos promotores, ta sempre tudo bem, depois da corrida ta tudo pintadinho, asfaltinho novo as vezes, ultimamente estão roubando na cara dura mesmo, nem banheiros terminaram no ultimo… uma pena.

    • Flavio Gomes disse:

      Vejamos: “a anos”, “ouve desvio”… Se fizerem uma Lava Jato na sua vida, vão descobrir que você enganou seus pais quando dizia que ia à escola.

      • Robertom disse:

        Ele não tem o “H” no teclado…

      • Paulo Leite disse:

        Quem aparece em escola aprende que H na língua portuguesa não tem som algum, penso que o analfabeto funcional indigitado resolveu economizar os dedos, pra que agá se ninguen escuta ?
        Em outras línguas, no entanto, tem som, na inglesa H é êitch com som de R como em hate, hey, house, hole.
        Um alívio que o sabido indigitado não datilografou ‘ra anos’ ou ‘rouve desvio’.

    • Flavio Gomes disse:

      Se você tem provas de roubo, ou algo que o valha, me mande. Caso contrário, é melhor controlar o discursinho.

  15. Rafael P Chinini disse:

    se o governo tem um retorno claro, não vejo problemas.
    Assim como Copa e Olimpíada, uma corridinha parece bem mais justa.
    O problema continua sendo os ingressos, acho que são dos mais altos do mundo.
    Até Mônaco tem ingresso mais acessível.

  16. Celio ferreira disse:

    Olha pessoal , a corrida de Interlagos só seve pra uns 50.000 que podem comprar
    a entrada, pois pra grande maioria , como eu é uma corrida como outra qualquer,
    só vejo pela TV. Portanto quando não tiver mais o GP Brasil,vou continuar fã da F1,
    tendo piloto brasileiro ou não.

  17. valter disse:

    O Governo investir dinheiro público em evento esportivo da magnitude da F1 não é problema, haja vista a vitrine que a F1 proporciona, o problema, por favor, sem entrar no mérito partidario, é o destino final de parte desses recursos. Aliás Sr. Gomes, se não publicar meu comentário, compreenderei.

    • Luigi disse:

      Poderia me dizer que vitrine é esta ,pois tudo concernente ao evento é de matriz estrangeira ,até a marca da cervejaria promotora da categoria não é brasileira , nada é brasileiro a menos que você ache que a favela na subida do Café seja uma boa vitrine .

  18. Paulo F. disse:

    O negócio do Tio Bernie é $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$!

  19. EduardoRS disse:

    Quando o Bernie morrer, o caixão dele vai ter gavetinhas pra guardar dinheiro junto. Só isso explica a ganância velho infeliz. Ele quer lucrar o máximo possível no tempo de vida que lhe resta e vai ferrar com a F1 definitivamente para quem chegar depois.

    • Luigi disse:

      Pode ser que aconteça com a F 1 o que aconteceu com a Iugoslávia ,que depois da morte do Marechal Tito se esfacelou , como já era previsto por muitos analistas da época . E até hoje não sabemos sê foi para melhor ou pior ,só quem mora nos atuais 7 países que compunham a Jugoslávia é que sabem . E se isto se aplicar a F 1 ,só após a partida de Uncle Bernie é que quem viver saberá se F 1 está melhor ou pior sem o cavalheiro ávido por dinheiro. ( Sê bem que com mais de 80 e já possuindo tudo que possui ,para que servira mais dinheiro ?)

  20. Leandro disse:

    Olha, das mais novas eu acho que SEPANG é uma que faria falta sim. Larga, cheia de curvas, permite ultrapassagens e já tá há tanto tempo aqui e tem um histórico tão legal de corridas que faria tanta falta quanto Interlagos.

  21. Fern Kesnault disse:

    Passa a conta pra Globosta que ja lucra por fraudar a receita federal, asestaduais e as municipais ha tempos…Tu…esta certinho Flavio!

  22. Filipe disse:

    Exatamente. A gente vive na terra onde é bonitinho criticar o governo, endeusar o mercado, a livre iniciativa… até que a conta fica no vermelho e é o demônio do estado que tem que salvar a gente com empréstimo, investimento e resgate. Essa turma toda não resiste a seis meses de um choque de capitalismo bruto.

  23. João disse:

    Bom, se for pro governo gastar um dinheiro e por causa da corrida receber o dinheiro de volta+lucro de outra maneira, não vejo problema. Governos também podem investir.

  24. Afrânio Costa Pereira disse:

    Boa FG, concordo 100% com você!!
    A maioria que defendem estado mínimo todo ano faz fila na sala dos gerentes dos bancos estatais para renovarem os seus financiamentos, não vivem sem a grana pública com o seus juros menores que ofertados no mercado.. E os mega empresários fazem o mesmo diretamente com o presidente do BNDS.
    Amo F1 e o esporte em si, mas sou um cidadão consciente, já basta as loucuras em nome da Copa 2014 e as Olimpíadas 2016… Se a F1 não vier mais ao Brasil , azar da F1 que perderá um público, uma pista e um final de semana incrível!!
    Abs!

  25. sandro disse:

    Flavio, tenho algo a dizer sobre isso:::: com ou sem prioridades que o Governo tem a fazer e que nunca serão feitas prefiro que o autódromo receba a F1 e se gaste mesmo a verba necessária. Veja bem: se dissessem “vamos utilizar o dinheiro da reforma do autódromo para fazer 100 casas na rua xxx para a população local”, seria ótimo, mas dizer que não vai gastar com a reforma e não vermos retorno algum prefiro que se gaste na reforma.

  26. Reube Reis disse:

    Que peçam para os financiadores do Instituto Millenium, pagarem essa conta…

  27. Toni Abagge disse:

    Então aponta aí uma (01) nação com “Estado máximo” que tenha apresentado prosperidade e justiça social sustentados, a longo prazo. Já que, segundo seu ponto de vista, governos são mais capazes de conduzir a Economia.

    • Jefferson Cavalcanti disse:

      Você entendeu errado amigo, em nenhum momento eu disse que sou a favor de estado máximo. Eu sou a favor do estado como regulador, complemento, sou contra qualquer tipo de extremo. Cada caso deve ser analisado de forma separada.

      Mas já que vc quer um exemplo: China

  28. Mustavo Gaia disse:

    se as declarações do tio bernie sempre se confirmassem só teríamos 2 GPs ou 30 GPs em um ano, tanto foram as provas sob ameaça ou prometidas.

  29. Fábio Peres disse:

    Flávio, só discordo em uma coisa: tem que ter GP em São Paulo, sim, e em Interlagos, pelo bem do automobilismo brasileiro e do próprio autódromo.

    Ao contrário da cultura, o esporte brasileiro só consegue dinheiro de fato se inventar uma “isca” para atrair investimentos – e, no caso do automobilismo, o GP do Brasil é a melhor iniciativa que se pode ter para proporcionar manutenção ao autódromo e justificar sua existência (Jacarepaguá acabou por causa disso).

    Prefiro um templo do automobilismo arrumado pela Prefeitura que um terreno privatizado para construção de qualquer coisa que seja. Deixa como está.

  30. Jefferson Cavalcanti disse:

    Não estou criticando seu texto Flávio, só vou comentar sua citação. Essa linha de pensamento é uma verdadeira bosta, 90% das pessoas que acreditam nisso não entendem nada de economia, só apoiam porque querem ser radicais.

    Mas dentro desse contexto ela é válida, o Brasil tem coisas muito mais importantes do que se sujeitar aos mandos de Bernie.

  31. A disse:

    Quando o Deus mercado fala em estado mínimo nem tocam no nome de outro Deus, que no Brasil responde pelo nome de BNDES, e cuja misericórdia são os empréstimos multimilionários ao mesmo Deus mercado a juros ridículos e com carências estúpidas. Dinheiro esse que invariavelmente é parcialmente, quando não totalmente, desviado para as contas particulares dos que o tomam.
    É impossível para sustentar essa contradição em qualquer lugar do mundo.
    Que o GP vá para o raio que o parta se a conditio sine qua non para ficar for levar dinheiro público.
    Abs.

  32. Erich disse:

    Uma pena ver o esporte, seja ele qual for, sendo utilizado por governos irresponsáveis para objetivos obscuros, por isso lamento pelo que acontece mundo afora (incluo aqui o Brasil por conta da Copa do Mundo e Olimpíadas). Parabéns aos organizadores do GP do Brasil realizado em Interlagos, para mim a melhor corrida da temporada.

  33. Endrigo de Castro disse:

    Fala Flávio, blz?
    Concordo contigo !
    Tio Bernie deve estar levando menos aqui no Brasil do que algumas oportunidades que estejam surgindo pra ele, por tal razão esse terrorismo em relação a realização do GP aqui.
    Eu sou um dos que acham que quanto menos estado melhor, a pois não interessa se é direita ou esquerda, nosso sistema não é maduro e nem competente.Quando o estado tiver metade da competência e sustentabilidade da iniciativa privada, podemos pensar nisso. E principalmente concordo que, se é pra ter um evento privado, que a iniciativa privada banque a brincadeira!!! Não me venham com chororô de que se o governo não bancar vai se tornar inviável o negócio. Se for isso, sua concepção está errada, não é sustentável! Seria a hora de repensar!
    Abraço

  34. Mário_Fpolis disse:

    Parabéns, Flávio, coerente e preciso como sempre.
    Assino embaixo.

  35. Renato de Mello Machado disse:

    Concordo com tudo,Bernie é assim mesmo sempre querendo mais um por aí bota pressão mesmo.Corrida muito boa a F1 no Brasil,muito melhor quê o quê se organiza em outros países.Tamas não deveria ter inveja dessas corridinhas financiadas por governos quê querem aparecer,pois no final é Monza,Interlagos,Mônaco.Spa, Hungaroring quê são pistas tradicionais quê dão o charme de outrora a categoria.E se um dia acontecer de Interlagos sair,quê saia pois alem de nada ser eterno tem de ver até aonde ceder.O Brasil sempre é maior quê essas coisas.

  36. Luis Felipe disse:

    Flávio, em 20 anos não haverá pessoas, como voce, que correm em Interlagos e que, depois, são jornalistas…Parabéns por se impor frente ao desdém, e este bla-bla-bla do Bernie, e/ou como o Livio Orichio trata este GP- que é um sucesso e faz parte daquelas coisas sólidas e de verdade e das quais são poucas ainda a vermos no mundo hoje em dia.
    Sobre a relação Mercado e Público, vc explica sempre tão bem! É um conluio perfeito que tem que funcionar e ponto. Ninguém perde havendo., simples assim!

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