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segunda-feira, 18 de julho de 2016 - 17:01Cinema

O FABULOSO BABENCO

SÃO PAULO (em todos os sentidos) – “O Fabuloso Fittipaldi”, de 1973, teve como um de seus diretores o argentino radicado no Brasil Héctor Babenco. Quem lembrou foi o blogueiro Rodrigo. Babenco morreu na semana passada aos 70 anos, deixando um legado cinematográfico raro, raríssimo.

O filme/documentário sobre Emerson, no auge de sua popularidade (tinha sido campeão no ano anterior, pela Lotus), também teve Roberto Farias assinando com Babenco a direção e o roteiro. Héctor era muito novo, 27 anos. Desconhecia esse seu lado fã de corridas. E confesso que me surpreendi com seu nome na ficha técnica — o filme é muito mais lembrado como sendo da lavra de Farias do que dele.

Fica o registro. E ficam as homenagens a esse grande cineasta. Abaixo, um trechinho clássico da fita.

17 comentários

  1. Fernando do Amaral disse:

    O tema musical de abertura do filme está sendo usado como vinheta num programa da rádio Cultura FM, uma série especial em que o produtor musical Manoel Barembeim conta suas histórias vividas trabalhando com os grandes da MPB desde os anos 60 – presumo que ele tenha sido o produtor das gravações de Marcos Valle para a trilha do filme.

  2. Eduardo Britto disse:

    Oportunidade para homenagear Hector Babenco, pela carreira consistente, feita de dureza e batalho no começo, até entregar a obra prima que é Pixote – A Lei do Mais Fraco. RIP.

  3. moisesimoes disse:

    - Fabuloso, memorável, marcante.
    Lindo helicóptero. Emerson no limite, endiabrado (0:41 ) com as cantadas de pneu. Babenci com o toque de modernidade já presente.

    - É nessas horas que eu lembrava, quando menino, de pegar a enciclopédia da estante e nunca conseguia entender porque a imagem do circuito de Interlagos no livro era tão diferente de quando assistia a corrida. O circuito fora mutilado em 1989 e a enciclópedia é de 1984. E por causa disso, acho que Interlagos não está entre as 10 do mundo, claro, redundante dizer, na minha opinião. Hoje:

    1 Bathrust
    2 Spa Francorchamps
    3 Donington Park
    4 Indianápolis
    5 Adelaide
    6 Nordschleife
    7 Suzuka
    8 Laguna Seca
    9 Mont-Tremblant
    10 Kyalami

    PS: Se tiver um tempim, eheh, sexta-feira passada a fabricante do B-29 completou cenzão. Abr

  4. Loscar disse:

    emocionante resgate, é do tempo que tínhamos 8 km, curvas 1, 2 e reta oposta, pilotos de carros, motos, cineastas, compositores, músicos, teatro, futebol e outras coisas mais, proud to be br.

  5. Renato de Mello Machado disse:

    Emerson fantástico,Interlagos fantástico,carro fantástico e controle do carro fantástico.

  6. jorgedacir disse:

    Que saudades, dessa epoca da f1 e desse inigualável circuito que criminosamente destruiram!!!!!!

  7. MarcioD disse:

    E neste ano de 73 o Rato ganhou em Interlagos com o Lotus 72D JPS. Ele foi até modesto classificando Interlagos antigo entre os 5 melhores circuitos, eu o colocaria entre os 3. Superior aos melhores mistos dos EUA, na minha opinião Road America, Laguna Seca e Watkins Glen e também aos melhores da F-1 atual Spa(mesmo com a Eau Rouge) , Suzuka, Austin e Spielberg. Nurburgring. Nordschleife que é fantástico, é longo demais e tem pouca visibilidade.para o público.

    Ideia genial : Um anel de alta velocidade(onde se corriam os 500Km p.ex.) com o interior todo preenchido perfazendo um total de quase 8 Km com todo tipo de curva, vários trechos retos , muitos pontos de ultrapassagem, seletivo, visibilidade fantástica para o público, além da variação de relevo.

    Duvido que na Europa aconteceria uma mutilação deste nível, nos EUA então praticamente impossível, mas como é no Brasil em que nós aceitamos quase tudo que nos é imposto, ai já viu né………..

  8. Gabriel Felipe Cunha disse:

    Inclusive o projeto desse documentário partiu de iniciativa do próprio Babenco, que passou mais de 1 ano trabalhando nele. Então, ainda desconhecido, procurou o Roberto Farias e em questão de dias estavam na Europa colhendo entrevistas e imagens que hoje são históricas.
    Grande Emerson, grande Farias, grande e saudoso Babenco.

    • Fernando do Amaral disse:

      Imagino se por acaso guardaram cenas filmadas em corridas , cenas que tenham ficado de fora na montagem do filme… com certeza registros interessantes agora, mesmo se com pontuais problemas técnicos que tenham impedido utilizar na finalização do longa.

  9. Fernando do Amaral disse:

    Há uma cena nesse documentário, muito curta, em que Babenco aparece: é ele quem entrevista Fangio , em algum paddock ( não se vê bem qual ) , e o pentacampeão diz sobre Emerson que reparou o quão respeitado era pelos colegas em pista, já que sempre, de pronto abriam passagem quando iam tomar volta do brasileiro.

  10. Marcelo disse:

    Excelente trilha sonora – Marcos Valle / Azymuth

  11. Thiago Sabino disse:

    Cara, ultimamente falar sobre o Emerson, suscita um sentimento dúbio…

    Ver ele, ídolo de infância, um cara com uma trajetória marcada pelo pioneirismo, e que escreveu seu nome na história do país (sim, o esporte é parte da história de um país), e referência até no exterior, enrolado em lances tenebrosos , calotes e tal….. porra malandro, dá uma tristeza….

    Quando mostra o pódium da F1, e tá lá a assinatura dele, é um dos grandes, eternizado, perene….

    Quando mostra o lado B dele, aí vem a ressaca…. pqp.

    Enfim, o filme é sensacional. Tomei contato com ele em 1989, numa locadora em Uberaba-MG, pois na casa dos meus tios tinha video cassete, e na minha ainda não.

    Vi e revi umas 3 vezes à época. Depois perdi contato, até achar um caboclo no Mercado Livre que oferecia o VHS dele. Nessas, eu tinha contato com o Reginaldo Leme, e tive a honra de poder lhe enviar uma cópia do filme. Gente boníssima o Regi…..

    Pontos a se destacar:

    - Interlagos… ah , interlagos..
    - Maverick 4 cilindros e com pneus diagonais… não sei como esses pneus não abriram o bico com o Emerson arrebentando nos cavalos-de-pau…
    - Imagens sensacionais com a narração do Jorge Dória…
    - E o musical. Arranjo dos irmãos Valle, que salvo engano nessa época , compunham o Azymuth…. Que musical!!!! setentista até não poder mais….. baixo, teclado hammond…. puta que pariu!

    Emerson , se você ler isso, faz um favor pra gente: você é nosso ídolo de infância, meu inclusive….

    A gente tem um puta orgulho seu. Mas não deixa essa estória maravilhosa, contada pelo babenco e pelo RFarias, ser arranhada…. ficar opaca….

    O filme é FODA. Só isso.

    Salve Babenco e RFarias.

    • edgard disse:

      bom dia caro Thiago, devo concordar com quase tudo o que colocou , muito bem por sinal, a nao ser pelo modelo do Maverick que a princípio me parece um modelo americano e muito provavelmente com motorização V8..primeiro pelas arrancadas e cavalos de pau que um 4 cilindros mesmo nas mãos do campeão nao entregaria tal performance..segundo porque os motores 4 cc só vieram equipar os modelos da Ford a partir de 1975 , no entanto posso estar enganado..

      • MarcioD disse:

        Você está correto Edgard, a reportagem sobre este teste do Emerson está na Quatro Rodas do mês 12/72 que pode ser acessada no acervo digital da revista em:
        http://www.quatrorodas.abril.com.br/acervodigital
        Ai é só escolher o ano de 1972 e a edição de dez. e ir até a pagina 146 onde você vê a foto do carro com a mesma cor e placa da do filme. No depoimento dele à pag.149 diz tratar-se de um modelo equipado com V-8 americano de 235 HP (SAE brutos) portanto com potência superior ao que foi lançado no Brasil(197 HP SAE brutos). Quando ele arranca com o carro também se ouve o ronco característico do V-8.

      • Thiago Sabino disse:

        Caro Edgard..

        Obrigado pelas palavras. Tens razão: me parece ser pouco factível, um Maverick 4cc ser tão brabo daquele jeito no filme…..

        Não conheço muito dos “mavecos”, mas quando ele chegou , era entregue com os 8cc?

        Abração!

      • Geraldo disse:

        Sem dúvida, se trata de um Maverick importado. O emblema da grade denuncia isso (um bovino estilizado com longos chifres, mas que foi trocado por um brasão na versão brasileira. E o motor, sim, era um V8. E o motor de 4 foi lançado, sim, em 1975. Tudo isso, pode ser confirmado no arquivo digital de “Quatro Rodas”,edições de dezembro de 1972 e junho de 1975. http://quatrorodas.abril.com.br/acervodigital/home.aspx

  12. Reinaldo Bascchera disse:

    Vi estes dias um programa, acho que na ESPN (?) em que o Emerson e o Wilson Fittipaldi são entrevistados por Alexandre Niemeyer e outro jornalista sobre o grande Canal 100. É um projeto de restauro e digitalização do acervo do Canal 100 com patrocínio da Petrobrás. Acho que é isso. Simplesmente sensacional! Imagens de várias corridas em rua e em autódromos dos anos 60 e 70. Absolutamente imperdível.

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