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quarta-feira, 3 de agosto de 2016 - 11:12Legião urbana

LEGIÃO OLÍMPICA

SÃO PAULO (adorável) – Vocês sabem que a seção “Legião Urbana” raramente abre exceções para fotos que não sejam de minha autoria. Nada a ver com a qualidade dos meus retratos. É que se eu for publicar toda foto de carro velho que me mandam, não faço outra coisa. Então, adotei o critério pessoal. Quando vejo alguma coisa legal nas ruas, clico e corro para o abraço.

Mas há exceções, claro, porque algumas merecem. Como essa aqui, feita pelo André Passatovski em Niterói. Os turistas já tomaram o Rio. Muitos vêm de carro. Alguns, com carros de verdade.

Já disse que dava um dedo por um desses?

4olimpic

33 comentários

  1. Fernando disse:

    Tudo Bão Gomes?

    Quando vc vai trazer um Reliant Robin aqui pra nossas terras. Um carrinho de três rodas faria bem à sua coleção. Ou será os “roastbeefs” não têm espaço na garagem do Camarada? Flw!

  2. Jr. disse:

    Moro em Salesópolis (SP).
    Tem um rapaz argentino que é filho de uma brasileira, daqui da cidade, e de quando em quando ele vem pra cá com um Renault 12…

  3. Antonio disse:

    Meu tio em Portugal restaurou uma para a esposa usar na cidadezinha, originalmente era branca, mas até que a cor nova ficou bacana: https://drive.google.com/open?id=0B4aZmTCPOvLEaW80cTJ0N2cxdkE

  4. Murio Cico disse:

    Será que não é o papa disfarçado?

  5. Antonio disse:

    Dias atrás, apareceu em uma reportagem em algum jornal da TV aqui de Curitiba, 4 duplas, em 4 Kombis, partindo de alguma cidade do interior do estado rumo a Patagônia.
    “Aventura” de 3.000 km.
    Na hora pensei o mesmo que você comentou acima.
    PQP, uma viagenzinha de 3.000 km vira aventura, com direito a festa com foguetório na saída, reportagem na TV, blog, diário de viagem, milhares de fotos no face, instagran, c… a quatro.
    Porra. Viajem e se divirtam, só isso.
    Quando puder vou também, mas só meus parentes mais próximos vão ficar sabendo (para não esquecerem de dar comida aos cachorros).

    • Flavio Gomes disse:

      É isso. As pessoas, hoje, não conseguem dar um peido sem registrar, compartilhar, filmar, gravar. Não conseguem ir a um restaurante sem “divulgar” que foram. Parece que se não fizerem isso, não aconteceu. É um mundo muito besta, este em que nos transformamos.

  6. Leandro disse:

    Eu vi o carro. Estava parado lá no bairro de Boa Viagem. Só não tive a perspicácia de tirar a foto e mandar pro FG. O bichinho tá bem feinho mesmo por fora.

    • Flavio Gomes disse:

      Meu filho, ONDE ELAS ESTÃO NO MOMENTO?

      • Mickey disse:

        Creio que estão em Minas Gerais, pela página delas no Facebook.

        https://www.facebook.com/naestradacomlucy

      • Flavio Gomes disse:

        Portanto, mais uma dupla/casal/grupo que inventa que vai dar a volta ao mundo numa Kombi, ou fazer uma longa viagem interplanetária, que vai “largar tudo” para “cair na estrada”, sai no jornal e na internet, monta uma página no Facebook para receber mensagens elogiosas, “vocês nos inspiram”, e roda 2,5 mil km em três meses. Dá 833 km por mês, ou, 27 km por dia. É mais ou menos o que rodo por dia em São Paulo, porque trabalho perto de onde moro. Com essa Kombi, não chegarão ao México. Nesse ritmo, não chegarão sequer ao Nordeste. Não sei por que as pessoas simplesmente não… viajam! Não, hoje não basta. É preciso criar uma página no YouTube e no Facebook, se alimentar de comentários e curtidas, “compartilhar” tudo, aparecer em algum site na condição de “inspiradores”. Tem um casal aí, de Joinville, que montou um canal no YouTube, um site, um vlog, sei lá que porra, e anunciou em janeiro que estava saindo de casa para dar a volta ao mundo. Muito bem. Pegaram uma Kombi, fizeram uma espécie de motorhome artesanal, e caíram na estrada. Gastam 80% do tempo que têm gravando imagens deles mesmos contando como fazem miojo e sanduíche de margarina e editando vídeos. Os outros 20#, procurando sinal de WiFi gratuito para publicar suas “aventuras” no YouTube. Pelo que consegui depreender, já chegaram a… Caraguatatuba. Com passagens pelas megaturísticas Cotia e Embu das Artes. Isso em seis meses. Seis meses para sair de Joinville, dar uma volta por Santa Catarina e chegar a Cotia. A maior aventura dos dois aventureiros foi passar pelo Rodoanel de madrugada, achar um endereço em São Bernardo, dar com a cara na porta de uma espécie de escritório do YouTube na Barra Funda e odiar São Paulo porque ficaram com medo das avenidas, do trânsito, das pessoas, da falta de policiamento, do lixo na rua, de gente vendendo coisa na calçada. Foram a Paranapiacaba e entraram numa viela onde não passam carros. Não olharam um mapa, não leram uma matéria sobre nenhum destino para saber o que os esperava, não viram nada, não foram sequer até a avenida Paulista. E tome vídeo no YouTube, “curta o canal, dá um like aí!”.

        Cara, eu peguei minha Kombi 1965 com minha namorada há um ano e meio, saímos às 5h de São Paulo, rodamos mil km por dia e chegamos a Montevidéu em três esticadas. Não precisamos criar uma página na internet para alardear nossa “façanha”, até porque não foi façanha nenhuma. Fizemos, tiramos umas fotos, escrevi uns posts, porque gosto de escrever, fomos e voltamos. Não criamos um canal no YouTube com nossas aventuras. Cuidamos das nossas vidas e aproveitamos cada segundo. Não fizemos nenhum vídeo. Mas fizemos um churrasco na praça de Colônia. E passamos sobre as zebras da antiga pista de rua de Piriápolis com a Kombosa. E percorremos a rambla de bicicleta. E vimos o pôr-do-sol na Casa Pueblo. E fomos visitar o estádio do Defensor.

        Faz assim: segue as moças, e quando elas chegarem gloriosamente ao Zócalo, você me avisa. E, então, publicarei notas elogiosas dizendo que elas são inspiradoras.

      • Mickey disse:

        É verdade. Depois que comecei a ler um pouco mais, realmente percebi alguns pontos que você colocou, com os quais concordo, a respeito de simplesmente viajar.

        Apenas tive um reflexo de avisar porque envolvia Kombi, mas serei mais criterioso na próxima vez.

      • Flavio Gomes disse:

        Hahaha, não precisa se desculpar de nada. Claro que é legal receber as dicas de vocês. Mas é que, realmente, tem um monte de gente hoje achando que viajar de carro é um proeza tão grande que TEM de ser dividida com o planeta todo, que todo mundo TEM DE SABER que estamos viajando de carro, oh, que corajosos somos. Uma tremenda bobagem. Pessoas dão a volta ao mundo de carro desde que existe carro.

    • Leonardo disse:

      Fui basicamente nos mesmos lugares que você foi no Uruguai, pelo que relata, fui de carro também, realmente a viagem é bem bacana, depois peguei a rota 5 que leva de Montivideu a Rivera na fronteira Uruguai/Brasil, estradinha deliciosa e cheia de carros antigos, pela primeira vez dirigi a 90 km por hora sem ninguém incomodar !!!

  7. Hahahaha! Poxa, se quiser tenho a foto da traseira do carro também. O Renaultzinho é simpático demais. Não está nos seus melhores dias em termos de aparência? Certamente que não. Mas continua sendo um espetáculo. E pra vir rodando da Argentina, é porque ainda tem saúde.

    O carrinho está em frente a um “hostel” (nunca entendi essas definições direito, mas é o nome que está lá) e fiz a foto bem cedo, mais ou menos as 7:00. De tarde voltei lá pois queria convidar o dono pro evento de antigos que teremos aqui no domingo. O Renault não estava mais na vaga, mas fui um grande cara de pau e entrei pra conversar com a recepcionista do local. Deixei com ela um convite do Nictheroy Clube de Veículos Antigos, e ela vai entregar ao dono. Mas disse que acha que eles vão embora antes de domingo, o que seria uma pena… Vamos ver… Se der certo e domingo o carrinho surgir no evento, pode ter certeza que vou tirar mais fotos e tentar conversar um pouco com o dono.

  8. Enrique Aguadé Lameira disse:

    Flavio boa noite
    ha uns meses um paulistano comprou na cidade de Canela um Malzoni,eu pensei em voce,da para confirmar?

    • Flavio Gomes disse:

      Conheço quem comprou. É do interior.

      • Enrique Aguadé Lameira disse:

        Eu morei em Gramado muitos anos e ia na oficina do dono ver o carro cada mes e ele nunca quis me vender,chegei a oferecer a ele um terreno de mil metros em troca e nao aceito
        uma pena, estive la ha umas duas semanas e o filho me contou que o pai faleceu e antes de falecer vendeu o carro.
        Agora tem un dkw por 12000 e um lada por 11000
        abraços

      • Flavio Gomes disse:

        Sim, era um senhor bem doente e cadeirante. A negociação foi mesmo difícil, mas me amigo foi bem insistente. Pouco tempo depois ele morreu.

      • Enrique Aguadé Lameira disse:

        Incrivel a historia dos carros antigos,cada um tem una historia inacreditavel que contar,como foi que uma carro desses foi parar num dos bairros mais pobres de Canela?
        Meu pai era coleccionador de carros antigos e eu adorava as historias de cada um dos carros,aonde foi achado, quem foi o dono.etc.
        achava o maximo
        um abraço desde Valencia

  9. Ohninuj disse:

    Como se diz tétano em castelhano?

  10. valter disse:

    Tá tão pertinho. Vai lá e faz uma oferta.

  11. Mr. Fernandes disse:

    Realmente foi um pecado esses modelos não terem sido vendidos em nosso país. Acho esse Renault 4 um dos mais charmosos da época.

  12. Marques Goron R. da Silva disse:

    Se o carro for a cara do dono, o sujeito dever estar sem tomar banho desde que nasceu…

  13. Paulo disse:

    O novo UNO é o REPAGINADO DESTE CARRO !!!!

  14. luigi disse:

    Só uma perguntinha ,Flavio Gomes : Por acaso foi você o felizardo que comprou aquele D K W S P 1000 que o Max estava vendendo ?

  15. Mateus de Oliveira Fernandes disse:

    Qual marca e modelo deste carro ?

  16. lincoln falcão disse:

    Uma vez em Buenos Aires os taxistas me contaram que lá ele não tem amor a carros novos e zerados como nós, pois os encaram como meros meios de trabalho,, Vi vários carros novos amassados, sujos, etc… Mas esse aí bateu o recorde!!! Como chegou aqui Deus sabe lá como…

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