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sexta-feira, 21 de abril de 2017 - 19:13Nas asas

NAS ASAS

realnomar

SÃO PAULO (que espetáculo) – Em janeiro 2009, o capitão Chesley “Sully” Sullenberger conseguiu pousar um Airbus A320 da US Airways no rio Hudson logo depois de decolar de LaGuardia, em Nova York. O avião atingiu pássaros que danificaram os motores e a bagça iria despencar se não fosse sua rápida e decidida ação. Virou filme.

Em 1957, aconteceu algo parecido no Brasil com um DC-4 da Real Aerovias que fazia um voo entre Congonhas e Miami — com uma porção de escalas, obviamente, a primeira delas no Rio. Um dos quatro motores começou a pegar foto e o comandante conseguiu pousá-lo no mar a 300 metros da praia da Baleia, em São Sebastião. Havia o risco de explosão e a água do mar era a única forma de apagar o incêndio. Os 39 passageiros e tripulantes sobreviveram e foram resgatados por pescadores. Não havia estrada nenhuma na região e todos acabaram sendo levados num cargueiro para Santos. Apenas duas pessoas se feriram levemente.

Esta história maravilhosa está aqui e me foi enviada pelo vemagueiro José Ma2Tos. Numa das legendas das fotos, está dito que depois de tudo resolvido o avião foi levado para longe da praia para ser afundado.

Fiquei intrigado com esse pequeno detalhe. Será que está mesmo no fundo do mar? Há registros do local onde ele foi deixado?

Merecia um filme, também.

27 comentários

  1. Ed disse:

    Caramba, onde será que afundaram este avião? Se descobrirem com certeza vai virar point de mergulho de turismo ! Muita gente gasta uma nota para ver um DC-3 afundado no Caribe (que está nos meus planos) e nós temos coisa melhor aqui e não sabíamos ! ! !

  2. Cassius disse:

    Só não virou filme porque ao contrário dos Yankees, a grande maioria, tem desprezo pelo nosso país e nossos heróis.
    A classe média sonha em mudar para Miami e a elite (que de elite não tem nada) já está lá.

    Fico me perguntando, por exemplo, o que falta para algum diretor arriscar uma mega produção sobre nossa campanha na Itália. Realizar uma pesquisa sobre os atos heroicos de nossos pracinhas.

  3. Gabriel Fonseca disse:

    Só para constar nos registros do blog uma história semelhante, mas quase desconhecida: aqui em Canela/RS, um DC4 também fez um pouso de emergência em 1950.

    http://ngc44-canelafotos1.blogspot.com.br/2013/05/1950-pouso-de-emergencia.html

    O “campo de pouso” era na realidade uma “cancha reta” que servia de rua de acesso lateral para a construção do que seria um cassino (o tal do “Palace Hotel”, que naufragou com a proibição dos jogos de azar pelo governo Vargas uns anos antes, outra história interessante). Acabou virando uma rua ampla que existe até hoje e é via principal de acesso de um bairro bem importante; além de um ponto de lazer da cidade inteira, com um lago e parque ao redor (o lago é poluído, mas o parque é bem bacana).

  4. Thiago Sabino disse:

    O comandante deste voo, e que fez o pouso, era o Cmt Dalvaro Pereira Lima, oriundo da Força Aérea.

    História fantástica.

  5. César disse:

    Essa história eu não conhecia, muito interessante.
    E o link funciona sim.

  6. Paulo F. disse:

    Boa História do tempo da aviação de verdade!
    Hoje, só se aperta botões!
    Quando o GPS cai é um mimimi do cacete…..

  7. Luciano disse:

    Olá Flávio! Acompanho o seu blog com frequência, apesar de raramente deixar comentários nos seus posts. Apesar do meu foco principal ser o esporte a motor, gosto muito de aviação e acho a série “Nas Asas” muito interessante. Dessa forma, gostaria de sugerir um post com a música “Empire of the Clouds”, do último disco do Iron Maiden. Ela narra de forma épica a história do fatídico voo inaugural do dirigível R101, em 1930. É uma boa forma de unir a paixão por aviação, que inclusive é compartilhada pelo vocalista Bruce Dickinson, com uma boa música britânica.

    Um abraço!

  8. CorredorX disse:

    Realmente é a história. Sensacional!!

  9. Rafael disse:

    Bom dia Flavio Gomes, não sei se você já fez isso, mas como semana passada completou-se mais um ano da morte de Denner, não sei se já fez, mas gostaria que imaginasse um mundo onde aquele acidente não ocorreu e Denner tivesse continuado nos encantando. Abraços

  10. Fabio Amparo disse:

    Flávio

    Minha família por parte de pai é do litoral norte de São Paulo. Perguntei a ele sobre a história e parece que meu bisavô era um dos pescadores que estavam lá e ajudou a socorrer alguns passageiros. Vou ver se encontro detalhes e posto por aqui. Grande abraço.

  11. Hector Brenta disse:

    O que me intriga ‘e quanto tempo esse aviao levaria pra chegar a Miami ?? Uns 3 dias ? Mais?Se chegar…Mais que uma viagem , uma aventura tipo Indiana Jones !!

  12. Jeff disse:

    O link não funciona.

  13. Gustavo disse:

    Olá Flavio,
    O link do site contendo a pesquisa está suspenso, porem com uma breve pesquisa encontrei este video com uma entrevista de um dos co-pilotos deste avião, que estava treinando um substituto exatamente neste voo.
    Segue abaixo o link da entrevista para quem se interessar;

    http://g1.globo.com/pr/parana/painel-rpc/videos/v/ele-salvou-39-passageiros-de-um-voo-que-fez-um-pouso-forcado-no-mar/5799566/

    Não conhecia esta historia, mas foi legal de saber e tambem me informar a respeito. Embora tenhamos posicionamentos distintos sobre outros assuntos, curto acompanhar seu blog, pois aparece muita coisa bacana e que me atrai o interesse em pesquisar e descobrir mais detalhes, e o que não curto, abstraio.

    Abraços

  14. CV disse:

    Apenas confirmado: “história maravilhosa”.

  15. Czar disse:

    Chegar na praia da Baleia na virada dos anos 70 para os 80 já era uma aventura. Levava de 4 a 5 horas só no trecho de Caraguá até a praia. Camping selvagem em Boiçucanga era um verdadeiro paraíso.

    Imagino em 57. Devia ter umas tribos perdidas na região.

  16. Gustavo disse:

    Boa tarde!
    Mais uns parabéns para esse senhor de oitenta e dois anos. Como você mesmo escreveu, maravilhosa a história.

  17. Luiz Antônio disse:

    Caramba, que história maneira! Confesso que não conhecia, apesar de gostar de aviação. Até tuitei o link do blog.

  18. oscar disse:

    O link não funciona, Gomes.

  19. Randy Kohtz disse:

    Onde no avião esta escrito : voe pela Real….
    leia-se NAVEGUE PELA REAL KKKKKKkkkkkk,,,,,

    Desculpe me pessoal pela essa piadinha infame…..

    Mas vem ca, congonhas-miami???? com escala já no rio, então esse avião nunca chegaria mesmo no destino pois estava parado mas que onibus do interior.
    Obrigado FG por essa historia Real mente interessante, do tempo no Brasil onde não imperva a Pilantragem e a Malandragem como infelizmente acontece hoje.
    Só uns detalhes que eu gostaria de acrescentar, esse pouso nágua foi feito ainda com 3/4 de motores funcionando o que é melhor pois te dá mais chance de escolha onde pousar, fazer algumas correções, etc…., era umj aviao mais lento que um jato AIRBUS se tinha menor velocidade estol ou seja ele chocou-se nagua mais lento e sem contar que avioes antigos eram mais reforçados, os avioes hoje são uma pelicula de aluminio que chega a dar medo de ficar a 40000 pes dentro duma casquinha fina dessas… por isso o pouso do Sully, o verdadeiro capitao america!!!, foi mais critico…. mas são só detalhes, em ambos os casos a pericia e o auto controle desses profissionais ajudaram a evitar catastrofes…. são sem duvidas historias lindas!!!! dum tempo em que o Brasil tinha futuro….e mais um exemplo que Curitiba é o MUST e (QUASE….) só mora gente boa lá!!!!!! bye amigos hasta lá vista!!!!

    • Diego disse:

      ” do tempo no Brasil onde não imperva a Pilantragem e a Malandragem como infelizmente acontece hoje”

      Acho que isso começou aqui por volta de 1500…

      • Fernando disse:

        Pois, concordo com a constatação, não com a data. Aparentemente começou antes, ou se desenvolveu melhor depois. Pelo menos cá na “matriz” pouco disso se nota, ao menos no nível em que se encontra nesta altura no Brasil. Triste.

  20. Paulo Leite disse:

    Que coisa, achava que conhecia todas histórias da aviação mundial, essa da Real jamais ouvi falar. Mais especular do que o A320 do Capitão Sully, rodeado de computadores para decidir por ele. No DC4, o Capitão conta apenas com a munheca e cagaço. Ótima historia Flávio, obrigado por dividir conosco. Aproveitando a deixa para os amantes da aviação feito eu, essa história é mais triste, aposentaram um dos últimos 747-200 ainda em operação, espere que o coloquem num bom museu, invés de virar panela de alumínio. Para quem não sabe, o Air Force One é um deles. Abraços.

    https://www.usatoday.com/story/travel/flights/todayinthesky/2017/04/21/one-last-airworthy-boeing-747-200s-flies-into-retirement/100736118/

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