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terça-feira, 20 de junho de 2017 - 19:55Automobilismo internacional

INACREDITÁVEL

vaitoyota

RIO (debaixo d’água) – A história que vocês lerão abaixo é real e seus personagens, também.

Kamui Kobayashi, piloto da Toyota, estava muito bem na corrida mais importante da história da marca quando, depois de um pit stop, parou no pit lane esperando os boxes serem abertos para que voltasse à pista. Os carros estavam passando pela reta atrás do safety-car.

Então Vincent Capillaire, piloto que também disputava a prova, mas tinha acabado de entregar seu carro para um companheiro de equipe, viu o Toyota de Kobayashi parado em frente à sua garagem e, camarada, foi até ele para lhe mandar um “joinha”, em sinal de apoio ao japonês que, muito provavelmente, estaria na tripulação vencedora de Le Mans.

Mas o macacão do simpático Capillaire era cor de laranja, a mesma cor usada pelos fiscais do circuito.

Kobayashi, assim que viu o “joinha”, entendeu que um fiscal tinha liberado sua saída, acendeu os faróis e se foi. O vídeo está aqui.

A Toyota ficou apavorada pelo rádio e chamou seu piloto. “Não, não é pra ir agora!” E Kobayashi parou. E depois teve de ir de novo. E parou. E foi. E parou outra vez. E finalmente se foi.

E como carro de corrida, às vezes, parece feito de cristal, seu sistema de embreagem superaqueceu após a partida em falso, a nova parada, mais uma partida, a sequência de anda e para.

Kobayashi abandonou alguns metros depois sem embreagem.

E a Toyota perdeu Le Mans.

67 comentários

  1. Thiago Leal disse:

    Proíbam que equipes tenham macacões da mesma cor que os dos fiscais.
    E proibam que qualquer pessoa com roupas das cores das dos fiscais circulem pela pista.
    Pode parecer um caso isolado (e foi) por causa do joinha, mas esse equívoco que custou o trabalho de um ano inteiro poderia acontecer de outras formas, basta ter alguém que se confunda com fiscal ali no meio.
    E é com erros e incidentes assim que se moldam regras, como o famoso bug da linha 3 entre outros :/

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