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quarta-feira, 28 de junho de 2017 - 20:27Automobilismo brasileiro

MORTE POR INANIÇÃO

RIO (tudo acaba) – Era bola cantada desde o ano passado, época em que o GRANDE PREMIUM fez uma extensa reportagem sobre a crise na categoria. Hoje a Fórmula Truck suspendeu suas atividades, por absoluta inanição. Neusa Navarro assina o comunicado informando sobre o fim do campeonato de 2017, que começou trôpego, com grid minguado, passou pelo cancelamento de uma etapa em Cascavel e, agora, morreu.

Pilotos e equipes migraram para a Copa Truck, nascida de uma dissidência da categoria — que já não conseguia conviver com o estilo de administração da viúva de Aurélio Félix, seu idealizador. Assim, não se deve lamentar muito a extinção deste campeonato, que nasceu morto — afinal, os caminhões continuarão correndo, sob outra gestão e com outro nome.

Há espaço para corridas de caminhões no Brasil, como o passado recente mostrou. Será preciso recuperar investidores, montadoras, credibilidade, patrocinadores. Quanto à Fórmula Truck, acredito que ela mesma cavou sua cova. E com algum empenho, diga-se. O desfecho não poderia mesmo ser outro.

3 comentários

  1. ags disse:

    Calma.. a Free boi pode comprar seus cacarecos..rssss

  2. Robertom disse:

    A Fómula Truck já foi muito forte, nos camarotes era um enorme balcão de negócios entre os fabricantes de caminhões, de implementos rodoviários, autopeças e seus principais clientes, as transportadoras. Por outro lado, o relacionamento com as equipes e pilotos era muito bom, o Aurélio mandava, mas ouvia as solicitações, disponibilizava um dinamômetro para as equipes desenvoverem seus motores, pagava bons prêmios de largada e chegada e ajudava as equipes em dificuldade.
    Era um sucesso de público por que trouxe para os autódromos os camioneiros e suas famílias, além dos fanáticos por corridas.
    Confesso que não via com bons olhos as corridas de caminhões, mas estive 2 vezes em Interlagos na Formula Truck, uma nas arquibancadas e outra como convidado no Terraço Box.
    Era muito impactante, realmente uma coisa de outro mundo, quando os “Trucks” subiam a reta dos boxes na largada, essa emoção me fazia esquecer que eles não eram tão rápidos assim e do famigerado Radar, limitação de velocidade por medida de segurança.
    A organização era ótima, o público era bem tratado, nunca ficava horas na fila, pagava um preço justo pelos ingressos e alimentação e tudo estava sempre limpo e funcionando, diferentemente dos eventos da Vicar e F1 por exemplo.
    Em 2008 o Aurélio morreu vitimado por um enfate, uma enorme perda, mas a categoria continuou no Piloto Automático.
    Tudo começou a ruir com a crise econômica em 2014-15, as vendas de veículos pesados despencaram e todos os negócios relacionados sofreram drástica redução, o “Bolo finaceiro” da categoria encolheu radicalmente, e a Dona Neuza Navarro Felix, viúva do fundador, não soube ou não quiz negociar e se readaptar a nova situação.
    Ao invés de procurar um acerto com as Equipes e Pilotos, partiu para o confronto, mostrou-se teimosa e arrogante, fato agravado por ter se transformado numa “mau pagadora”, atrasando pagamentos sistematicamente.
    Inúmeros atritos com os participantes da categoria, semearam a rebelião das equipes no final de 2016, e a criação da categoria paralela Copa Truck nesse ano.
    Em 2017 a Fórmula Truck apresentou grids de 8 ou máximo 10 caminhões, sendo pelo menos 6 de propriedade da equipe da D. Neuza, a corrida no Uruguai foi o último sopro de esperança, novidade por lá o evento foi um sucesso, mas as outras etapas foram um fiasco de dar dó.
    O adiamento e posterior cancelamento da etapa de Cascavel mostraram que o doente não tinha mais salvação, o atestado de óbito foi o comunicado do cancelamento do campeonato divulgado agora pela F. Truck.
    Esse comunicado cita a retomada da categoria para o próximo ano, mas é muito otimismo querer voltar em 2018, a Copa Truck já conquistou este nicho, 90% das equipes e pilotos estão lá, se voltar, o que eu acho muito difícil, volta só a equipe ABF na Copa Truck.

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