MENU

quinta-feira, 1 de junho de 2017 - 17:36Rádio Blog

RÁDIO BLOG

SÃO PAULO (eternos meninos) – Hoje a gente não poderia deixar passar em branco. São 50 anos, afinal, de um dos maiores discos de todos os tempos.

Eu não entendo nada de música, e por isso minha opinião não deve ser levada muito a sério. Mas “Sargent Peppers”, para mim, não é inteiro excepcional — em que pese sua evidente importância. Acho que algumas faixas não estão entre os grandes clássicos dos Beatles, como “Lovely Rita”, “Fixing a Hole” e “Within You Without You” — canções sofisticadas, mas não muito populares.

Mas algumas, como “A Day in the Life”, são simplesmente impecáveis, trilha sonora de muitas vidas.

34 comentários

  1. Rodrigo Brayner disse:

    Lá to eu aqui escrevendo de novo no teu blog!

    Eu sou produtor.musical, man, existe um.livro chamado Paz, amor e Sgt Peppers, escrito pelo finado e gênio da existência George Martin, ele conta detalhadamente o processo de “feitura” coletiva do trabalho, explicando até as sessões de gravação como foram feitas e de quebra ainda revelando ao mundo algumas coisas que provavelmente ninguém sabia. Fora ainda que explica a criaçãp de um efeito que só foi possível graças as multiplas experiencias que tinham que serem feitas pq os estudios á época só gravavam em 4 canais… dai muita coisa ia e vinha nos gravadores… o resultado disso veio a se chamar “Flanger”.
    Te recomendo essa leitura, não é im livro grande mas a leitura é uma delicia, pq George era o pai da coisa toda, aquele que aceitou os Beatles na Parlophone, um selo da EMI na época que nao era de música pop, e que tinha outras priores para aceitar de artistico..
    Vale a pena!!

    Abs

  2. JP disse:

    Acho o “Fresh Cream” e o “Are You Experienced” mais relevantes em termos de revolução sonora. Esses dois, sim, foram o início do rock moderno, consolidado nos anos 70/80. Não tinha nada parecido antes. The Who e Rolling Stones estavam presos ao estilo roquinho ie ie ie dos Beatles de até então. Claro que Sgt. Peppers tem sua grande relevância, mas muito disso se deu pelo fatos dos Beatles já serem muito famosos.

    • Danir disse:

      Olá JP. Os Beatles não fundaram tendências simplesmente. Eles navegaram nas existentes e criaram outras tendências. Existem nomes importantes, que partiram para um tipo de música que valorizava menos a linha melódica e mais a velocidade, o som pesado, o virtuosismo instrumental e o volume. Têm o seu lugar ao sol, mas não se pode dizer que foram mais importantes ou influentes que os Beatles. Em alguns casos, bandas que hoje são consideradas geniais, eram esnobadas aqui no Brasil. É o caso dos Beach Boys, que segundo declaração do próprio John Lennon, influenciaram o som de SPLHCB com a música Good Vibrations. Com certeza eles eram muito bons, e eu, já naquela época curtia um bocado o “som de surfista”, mas ainda assim, os Beatles foram mais longe e não se limitaram a esta influência. Ao longo do tempo eles foram desde as canções tipicamente britânicas, e o Ska até o rock mais pesado (não muito frequente) e depois à música pop. É tirar uma tarde para ouvir os diversos álbuns e perceber que a musica deles era viva, e tinha um toque de personalidade somado ao estilo com muita variação. É só percebermos que eram quatro músicos com características próprias e talento para compor, tanto em conjunto como individualmente. Em ambos os casos com qualidade lá em cima. Quanto à fama, com certeza traz certos compromissos e limitações, mas por outro lado, se bem administrada, pode ser um ótimo veículo para a inovação e imposição de valores próprios que de outra forma não seriam colocadas no mercado. Veja o panorama musical de hoje, e note que tem muito músico de primeira qualidade que não dá voos muito grandes pelas limitações comerciais impostas por aqueles que são donos dos meios de comunicação. Saudações. De qualquer modo você está certo em citar que ‘Fresh cream” e “Are you experienced” são importantes.

    • JP disse:

      Porém os frutos dos dois discos que citei foram muito mais numerosos. O próprio Pink Floyd teve que abandonar a viageira dos primeiros discos e trazer sua música para um nível mais palatável.

  3. Anderson Viana disse:

    Beatles foram e ainda são a maior e mais importante banda, grupo, sei lá o que, importante da história da música.
    SPLHCB nem é meu álbum favorito deles, no caso prefiro Rubber Soul e Revolver. Mas o álbum em si, a forma de gravação, as composições, experiências, a capa dupla com encarte com fotos e letras, a primeira na história…
    O mundo da música, os estúdios, nada seria como antes!

  4. Mario Aquino disse:

    Beatles como Elvis Presley tinham um apelo comercial muito forte, o que não fazia muito a cabeça das pessoas mais antenadas da época, havia sim na época Rolling Stones, Cream Crinson, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors, Joan Baez e outros que à época faziam mais sentido como representantes da contra-cultura.
    Este álbum foi uma tentativa meio tosca de aproximação com esta contra-cultura, que foi mais alongada com o álbum de capa branca, momento que esgotou-se os limites do grupo.
    À época era muito feio este tipo de apelo comercial, dizia-se musica burguesa, apenas os caretas consumiam este tipo de música, como os caretas eram a grande massa, permitiam-se este tipo de manipulação comercial, os reis do iê-iê, o rei do Rock, inclusive rei da jovem guarda.

    • Roberto Beatlemaniaco disse:

      O comentário mais ESTÚPIDO e IMBECIL que eu já li nos meus mais de 60 anos de vida. Mario Aquino calado é um poeta. Vai escrever groselha assim na Venezuela.

      • Flavio Gomes disse:

        Estúpido é seu linguajar. Vou pedir para não comentar mais nada. Se continuar a ofender as pessoas, vai para a caixa de spam. Se quiser vomitar seu ódio do mundo, rapaz, faça-o diante do espelho.

    • Roberto Beatlemaniaco disse:

      O cara chama o King Crimson de “Cream Crinson” kkkkkkkkkk. Diz que o Álbum Branco esgotou as possibilidaes do grupo. kkkkkkkkkkkkkk Depois disso, os Beatles ainda fizeram LET IT BE e ABBEY ROAD. Diz que os Beatles eram caretas, quando Sgt Pepper’s foi quase todo composto à base de LSD e MACONHA. Lucy In The Sky With Diamonds é mensagem subliminar de LSD. Psicodelismo em estado puro. Disco ACLAMADO na Inglaterra, nos Estados Unidos e no mundo até hoje como a obra musical mais REVOLUCIONÁRIA de todos os tempos. MARIO AQUINO, você perdeu uma oportunidade fantástica de NÃO ABRIR A BOCA. Seu comentário foi a coisa mais ESTÚPIDA que eu já li nos meus mais de 60 anos de vida. Cara, você é simplesmente LAMENTÁVEL.

    • Marcos Alvarenga disse:

      Você se acha careta ou burguês?

      • Mario Aquino disse:

        Marcos, nenhuma nem outra, sou apenas um musico que toca contrabaixo desde os 14 anos e tem hoje 62, já toquei em grupos de Rock, Orquestras, Grupos de música regional e até música erudita.

    • Roberto Beatlemaniaco disse:

      Ok, Flavio. É que depois de ler as BARBARIDADES do tal de Mário Aquino, é praticamente impossível não perder a paciência. Era melhor o cara ter escrito: não gosto dos Beatles e pronto. Gosto não se discute. Teria sido mais DIGNO. PS: obrigado pelo “rapaz” kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

  5. Danir disse:

    Não esqueçamos de colocar Abbey Road e Rubber Soul entra os melhores de todos os tempos, isto sem incluir o resto. Eles foram um marco para o Rock e para a música pop. Talento, originalidade, ousadia e sucesso.

    • Danir disse:

      É difícil achar alguma música que se possa classificar de ruim, em toda a obra deles, desde o primeiro album até o último. São comerciais, (ainda são) porque são universais e atingem pessoas de todas as idades com música de inegável qualidade. Não são representativos de um estilo porque trafegam por vários estilos e ainda criam o seu próprio. Alguns intérpretes vendem muito porque são filhos de uma onda ou são empurrados por um esquema comercial; no caso dos Beatles isto não ocorre. Eles foram geniais, uma mistura certa de talentos diversos e criatividade. Um sucesso comercial que agrada desde o erudito ao puro brega. Não existe nada de parecido nos dias de hoje, Eram os caras certos, no lugar certo, na hora certa.

  6. Antonio disse:

    Nasci em 1960 e passei toda minha infância ouvindo Beatles, “culpa” dos meus tios, hippies na época. Realmente, o disco não é todo regular como você frisou, mas algumas faixas – A Day in a Life é espetacular – são impecáveis. Mas o que se sobressai do disco foi a forma totalmente revolucionária como foi mixado, usando sobreposição de sons nunca utilizados, instrumentos do século 19 e recursos de engenharia de som inexistentes na época. A genialidade de todos os envolvidos – e ai não apenas os Fab Four – é que faz deste um disco épico. Ontem no canal BIS passou um documentário da BBC muito interessante, sobre como foram gravadas algumas músicas deste disco.

  7. Roberto Beatlemaniaco disse:

    Ainda bem que Flávio Gomes reconhece que não entende nada de música. Sargent Pepper’s é REVOLUCIONÁRIO porque quebra o conceito de um LP com faixas destacadas umas das outras. É uma continuidade. Todas as faixas são INTERLIGADAS. Não há sulcos entre elas. Termina uma e a próxima vem na sequência formando um TODO. Não foi um disco concebido para tocar SINGLES no rádio. Psicodelismo em estado puro. A obra foi inspiradora dos progressivos dos anos 70 (Gênesis, Pink Floyd, Yes, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson, etc), com suas longas faixas, pouco se preocupando com o formato RÁDIO, que exigé canções de três minutos, para figurar num HIT PARADE. E só para terminar: “Fixing a Hole” é uma canção MARAVILHOSA, com Paul McCartney soltando seu vozeirão como em Oh Darling, no Abbey Road. BEATLES estão para a música como Pelé está para o futebol. GÊNIOS.

  8. Mauricio Rocha disse:

    Concordo. Acho que Revolver é melhor. Mas Sargent Peppers revolucionou pela forma com que foi gravado no estúdio com técnicas nunca antes usadas Se “Penny Lane” e “Strawberry Fileds” tivessem entrado como era previsto, ai sim seria o melhor.

  9. Gus disse:

    Para mim não é o melhor disco dos Beatles; talvez Abbey Road o seja…mas a música mencionada é simplesmente sensacional.

  10. Marcelo Silva disse:

    Eu sinceramente considero uma obra prima, até mesmo as canções mais fracas na minha opinião dentro do conceito do álbum ganham uma nova vida. Me arrisco a dizer que seria sim o melhor disco de todos os tempos, caso não existisse “Dark Side of the Moon”…

  11. Charles Sampaio disse:

    Falar de Beatles não é lá muito recomendável para nós, meros mortais, pois se está invadindo um território sagrado… imaculado dos fãs. Cada qual (e me incluo neste rol) tem sua preferência nisso ou naquilo outro e, até como músico, fica difícil de se analisar, uma vez que estamos nos referindo aos Deuses do Olimpo do rock… Como avaliar aqueles que chegaram onde ninguém nunca sequer ousou experimentar… Tarefa árdua e espinhosa , mas vamos lá… Como efeméride é muita justa a homenagem. De fato, Sgt Pepper é um dos mais importantes dos fab-four. Entendo que, apesar de ser um álbum-conceito… Mítico… Divisor de águas etc e tal, ainda assim fica atrás de Revolver e Abbey Road, técnica e musicalmente falando, este último então, foi produzido com muito mais recursos e bem melhor elaborado. Se tanto não bastasse, ainda restou incompleto sem as obras-primas Strawberry Fields Forever e Penny Lane. O próprio George Martin reconheceu este equívoco (num documentário) ao lançá-las como singles (algo bastante comum naquela época) ao invés de inseri-las no álbum. Destaque para Within You Without You, uma das letras mais profundas e espiritualizadas de Harrison (para mim, o Beatle mais interessante: notar sua ascensão como pessoa, músico e compositor na trajetória da banda é algo notável, seus riffs são marcas indeléveis que permeiam toda a discografia da banda, mas isso é assunto para outro post…). Cheers.

  12. Samuka disse:

    Eu tinha 14 anos. Primeiro salário, primeiro disco comprado.

  13. Alex disse:

    E tem as lendas também, como aquela que o verdadeiro Paul McCartney teria morrido em um acidente de carro em 1966 sendo substituído em seguida por um sósia….
    Para quem nunca ouviu a papagaidada, reza a lenda que essa capa teria várias alusões à morte de Paul e a música “A day in the life” também, principalmente.no trecho
    “He blew his mind out in a car
    He didn’t notice that the red lights had changed “

    • Roberto Beatlemaniaco disse:

      Até nisso os BEATLES foram precursores: inventaram em 1967 o que hoje na Internet conhecemos como PULHA VIRTUAL ou FAKE NEWS. Coisas como “barata na coca-cola”, “o homem nunca pisou na Lua”, “o hambúrguer do McDonald’s tem minhoca na ligadura” e outras maluquices.

  14. Paulo Pinto disse:

    Se George tivesse colocado “Northern Song” no lugar de “Within You Without You”, possibilidade levantada na época, o disco ficaria perfeito.

  15. Edson Yoko disse:

    Boa Lembrança Flavio,
    Tudo sobre o disco e suas consequência já foram escritos e publicados ao longo destes 50 anos e é incrível que este disco ainda permanece em pauta.
    Um abraço

  16. perna quebrada disse:

    O grande barato desse disco foi ele foi todo gravado em 4 CANAIS…

    Explicando: para captar o som de uma banda ao vivo é como se tivéssemos apenas 4 microfones para captar voz, baixo, guitarra e bateria.

    Para gravar um “She loves you ” é moleza, junta tudo e faz uma mixagem esperta, Tá pronto.

    Só que em Sgt. Pepper’s tem orquestra, efeitos sonoros, etc… E gravado em fita cassete… Pra juntar tudo no mesmo tape o produtor George Martin teve que gravar tudo, sobrepor som por som, até sair tudo perfeito em pura sincronia. Diz a lenda que os tapes estavam quase transparentes ao final do trabalho. Tudo isso feito em 4 canais…

    A surpresa com o disco foi geral… era algo que ninguém tinha ouvido em lugar nenhum…

    Pra eleito de comparação, seria o mesmo que alguém preparar o motor de um Fusca, e fazer ele virar tempo de um F1.

    O grande arrependimento do George Martin foi não ter incluído no disco Strawberry Fields Forever e Eleanor Rigby…

  17. joel lima disse:

    A marca dos Beatles é a inquietude. Poderiam, quando no auge do sucesso, com estádios lotados, optarem por fazer She loves you part 2 – enfim, o mais do mesmo que já tinham feito. Mas não. Trocaram estádios por estúdios e de lá fizeram uma música que nem mesmo é possível classificar, rotular. Quando estou em algum lugar e começo a ouvir She’s leaving home ou Golden Slumbers, paro e fico até a música acabar. Esses 4 heróis da classe operário deram ao mundo músicas atemporais.

  18. AS disse:

    O disco divide a musica entre antes e depois dele… simples.

  19. O Abbey Road pra mim é o melhor. Mas aí, é gosto.

    O SPLHCB é o melhor e mais importante disco entre todos.

    Ainda mais agora, na re-edição comemorativa pelos 50 anos, que inclui Strawberry Fields Forever e Penny Lane, duas faixas da sessão de gravação do “Pepper”, mas que à época só foram lançadas como lado A e B do compacto.

    Desde a capa até a idéia de se passar por outra banda, para poder fazer um som livre e sem limites, o album é arte em estado bruto.

    “você diz que depois deles, não apareceu mais ninguém…” – Belchior continua com a razão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>