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sábado, 28 de outubro de 2017 - 1:24Motoland

MAIS ESSA, AGORA…

RIO (tá sobrando tempo) – Um blogueiro mandou a dica nos comentários. A Yamaha está fazendo uma moto que anda sozinha. Motobot. Colocaram para rachar com Valentino Rossi numa pistinha nos EUA. Thunderhill Raceway Park, 3,2 km. Tomou mais de 30s numa volta de 1min25s.

OK, claro que não faz sentido essa disputa entre um piloto espetacular e um androide ridículo. É como achar que piloto de videogame vai sentar num carro de verdade e conseguir fazer uma curva sem vomitar o Toddynho. O que faz sentido é perguntar: para que gastar dinheiro com uma bobagem dessas?

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45 comentários

  1. Romulo Dias disse:

    Se para pilotar uma moto, que é algo complexo, envolve equilíbrio e uma série de quetais já conseguem fazer um robô que toma apenas 30s de um sobre humano como o Rossi, fico extremamente preocupado com o emprego de motoboys, motoristas de caminhão e ônibus, taxistas, etc…

    Onde vão jogar os desempregados dessa revolução? Em alguma guerra idiota?

  2. Paul D disse:

    Sacanagem, contra o Rossi.

    Se fosse contra o Barros, em sua melhor fase, a Motobot teria metido os 30 segundos…

    Isso é tipo o Hamilton contra o Barrichello. Ou o Barrichello contra o Gomes.

  3. Léo Simas disse:

    Flavio, quanto aos jogadores de videogame vomitarem na primeira curva, calma que essa parte também já está evoluindo :D

    https://www.youtube.com/watch?v=A4UJQYwTX8c

  4. Fernando disse:

    Há utilidade sim. A princípio serve para testar mecanismos de equilíbrio mas em uma aplicação mais elaborada imagine robô caçador, obviamente armado e capaz de identificar pessoas, que seja capaz de perseguir as presas correndo com um bipede, como um quadrúpede ou sobre duas rodas.

  5. Thiago Leal disse:

    A contagem regressiva para a Guerra das Máquinas já começou.

  6. Thiago Azevedo disse:

    Tem gente que usa moto para trabalhar, mas em geral as motos se destinam à locomoção daqueles que gostam de andar de cara para o vento, destinado à diversão mesmo. Um carro que anda sozinho (seja com robô, seja com controle remoto) ainda leva passageiros. Uma moto dessas, com robô, não leva nada.
    Fizeram só por fazer, mesmo.

  7. Carlos Pereira disse:

    “…essas bobagens…”. Infelizmente essas bobagens ainda vão determinar o futuro. Vai mal o mundinho.

  8. Fabio Taccari disse:

    Bem. bobagens , acho que não é. Mas o futuro tecnológico pode ser triste. A inversão, do homem dominando a maquina , com a maquina dominando o homem.

  9. Luciano disse:

    Li neste blog q a Ford Motors Co, mudou para Ford Mobilidade, isto é mais um momento neste história. Em breve não vamos mais ter carros e nem dirigir. Que venha a modernidade. Os autódromos serão como os Hipódromos atuais. Ninguém anda na rua de cavalo, mas tem corrida de cavalos regularmente. Que venha o futuro.

  10. Danilo disse:

    “Uma bobagem dessas” em um futuro próximo provavelmente vai limpar o traseiro de idosos ranzinzas.

  11. Wolfpack disse:

    Flávio, esse é um movimento que culminará com a retirada do controle do homem de automóveis e outros veículos. Acredito que até 2050 será proibido dirigir, conduzir um automóvel. Na balança estará o custo dos acidentes de automóveis a sociedade. Infelizmente, como em todo lugar, a maioria pagará pelos erros da minoria. Claro, muita gente ganha com isso, pois é grande a probabilidade de ninguém mais ter um automóvel, e depender dos UBER autônomos da vida, ou algum serviço que o Elon Musk crie pro futuro com seus Teslas.

  12. Gustavo disse:

    O desenvolvimento é só do robô, e a aplicação deve envolver centenas de outras finalidades. Legal? Se a finalidade for não oferecer risco pra vida humana, ok.

  13. Jorge Okamoto disse:

    Flavio, apenas para constar que não sou blogueiro.

  14. Thiago disse:

    Acredito que sirva mais para desenvolvimento de outras tecnologias, como próteses ou máquinas de suporte a locomoção de amputados ou doentes. E quem sabe uma categoria de robôs de corrida, o que seria bem sem graça.

  15. Ulisses disse:

    A Fiat, junto com a Google, está gastando trilhões em automóveis autônomos para serem (de início) utilizados em aplicativos do tipo Uber.
    Via de regra, pesquisas avançadas chegam em lugares não imaginados.
    Honda, Yamaha, Fiat, Google ….. estão largando na frente, a gente ainda nem sabe direito em que e onde chegarão com essa tecnologia, mas já largaram e estão na frente!

  16. eduardo costa disse:

    Caminha o mundo para algo como “The Second Renaissance”?

  17. Danir disse:

    É bom lembrar que a simulação de ações humanas está fazendo muito pelo desenvolvimento de computadores e de softwares inteligentes. Li no Boletim Tecnológico, uma revista eletrônica de informação sobre tudo de novidade no mundo tecnológico e científico que os robos jogadores de futebol estão contribuindo com desenvolvimentos incríveis para as novas gerações de computadores que estão a caminho. Tem coisa que parece mais mágica do que possibilidade científica.

  18. Danir disse:

    Eu imagino que seja para testar e eventualmente no futuro aplicar dispositivos mecânicos para a segurança da moto em situações de eventual desequilíbrio nas mãos de alguem que não tenha a habilidade de um Valentino Rossi. Alguns anos atrás eu vi uma moto de brinquedo!!! por radio contrôle que talvez seja a mãe desta ideia aparentemente esdrúxula. Aparentemente a Moto não vingou, provavelmente pelo preço, que era bem caro. Assim como as réplicas de aviões da primeira querra mundial, produzidos pela Hasegawa, que praticamente eram o avião verdadeiro em escala reduzida, usando os mesmos materiais do original, e sem ter motorização, e que custavam em torno de US$ 1.000,00 cada um.

  19. agnaldo bertolo disse:

    Flávio, a respeito da moto com piloto robô, penso que não sirva para nada olhando apenas no aspecto funcional da coisa. Mas como aprendizado e desenvolvimento de sistemas, acho interessante, pois essas pesquisas abrem caminho para inovações que amanhã podem estar nas nossas motos ou na nossa rotina diária. Parabéns pelo site.

    Agnaldo.

  20. Fernando disse:

    Penso que é claro que querem apenas desenvolver tecnologias, segurança, assim como a Honda, querem desenvolver sistemas de equilíbrio autônomo. Assim como os carros, as motos contam com muitos sistemas auxiliares de pilotagem, todos sabemos, controles de tração, de potência, “anti-empinagem”, modos eletrônicos de pilotagem, ABSs inteligentes, enfim, falta apenas a moto “que não cai”. Eu me lembro das bizarras disputas entre supercomputadores e mestres de xadrez, alguém acha que era prá isso que desenvolviam aqueles computadores? Com estas motos é a mesma coisa. Prá que serve uma moto totalmente autônoma? O andróide ridículo facilita a divulgação, a imprensa sempre divulga o que é bizarro. É apenas pesquisa.

  21. Leandro Nantes disse:

    Olá Flávio,
    Parte da resposta pra sua pergunta (Pra que gastar dinheiro com isso?) tá no próprio link que vc compartilhou. É um movimento das montadoras de motos pra tentar desenvolver sistemas autônomos que permitam que as motos fiquem mais seguras.

    Acho que outra parte da resposta seria lembrar do que a Honda tem feito com o Asimo. Esses dois robôs são um “tiro na lua” que podem ter aplicações comerciais só daqui a algumas décadas. Mas como essas empresas têm muita grana, elas podem se dar ao luxo de investir em P&D de algo que pode se tornar real só daqui a 10, 20 ou 30 anos.

    Sobre a diferença brutal no tempo de volta: tenho certeza que a Yamaha não propôs essa “corrida” pro robô ganhar. Seria praticamente impossível desenvolver de primeira sistemas que consigam replicar anos de prática e reflexos condicionados de um piloto de elite. A ideia era coletar dados justamente para ir aprimorando todos esses sistemas, e ir diminuindo o gap pouco a pouco.

    Como comparação, é bom lembrar que o Deep Blue não ganhou do Kasparov no primeiro match.

    Abraços!

  22. Alessandro Neri disse:

    RIP motorsports.

  23. Jayme Pires disse:

    Entregaria pizzas e sanduíches em casa sem custo do motociclista, talvez.

  24. mig disse:

    Acho que o intuito seria testar os limites do equipamento sem por em risco um piloto real. Penso que empresas como a Yamaha sabem o que estão fazendo e dificilmente jogam dinheiro fora. Talvez a marca queira chamar a atencão da nova geracão que esta perdendo interesse por corridas. Ainda não é possível dizer que é uma coisa legal, esta mais para bizarro ou interassante.

  25. Pedro disse:

    Realmente ela tomou um tempo enorme, mas quando começaram a realizar partidas de xadrez entre pessoas e computadores achavam que as maquinas nunca iriam chegar ao nível de um profissional. Por isso todo o frisson quando o Deep Blue derrotou o Kasparov 20 anos atrás. Hoje o melhor enxadrista do mundo consegue no máximo arrancar um suado empate contra os mais avançados computadores… Não duvido que no futuro a maquina bata o tempo do Rossi (o que pessoalmente acho que vai tornar o mundo ainda mais chato).
    Agora a comparação com os pilotos de video game é totalmente descabida. A pesquisa da yamaha é provavelmente algo que para auxiliar no desenvolvimento dos veículos autônomos (outra vez, também acho que vai tornar o mundo ainda mais chato). O piloto de video game continua sendo uma pessoa, com todas suas limitações…

  26. João Henrique Leme disse:

    …”vomitar o Toddynho”… Hahahahaha

  27. Lisandro disse:

    Pelas explicações que li, não me parece bobagem…. com a tecnologia desenvolvida no robô, e não na moto -que é uma moto normal – seria melhorado sistemas de road assist ou “Moto que não cai”. A Honda também caminha para esse lado.
    Abraço

  28. Charles Câmara disse:

    E se o motobot se levantar da moto, sair andando, pegar uma metralhadora, e começar a revolta das máquinas? Teremos que sair loucos atrás do Arnold.

    • Luiz AG disse:

      O ser humano com tendencia a desgraça… Isso pode servir a testar próteses humanas ou Idosos que precisam de cuidados 100% do tempo.
      Ninguém que quis deixou de andar de cavalo por causa dos carros. Acredito que ninguém deverá deixar de dirigir seus veículos por causa dos robôs.

  29. Alex Tréxi disse:

    Cada um com a sua bobagem. Uns gostam do passado, e colecionam carros antigos. Outros gostam do futuro e desenvolvem novas tecnologias. O que faz sentido é perguntar: para que gastar dinheiro com essas bobagens ?

  30. perna quebrada disse:

    Vamos ver se um dia vão inventar um Deep Blue pras motos.
    https://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/revelado-foi-erro-no-computador-deep-blue-da-ibm-que-fez-vencer-kasparov-em-1997-14349363

    PS: Tiveram que inventar um mega mata-cachorro pra não quebrar o brinquedo.

  31. Bruno disse:

    Pelo que li, eles estão buscando tecnologias que podem ser usadas em motos de rua para ajudar o condutor, acredito que seja pra segurança..
    Ou marketing mesmo…

  32. Celso Okubaro disse:

    A relação homem/máquina está mudando muito rápido. Se outro dia um garoto disputou algumas corridas em Gran Turismo (jogo para vídeo-game) e tornou-se piloto oficial da Nissan, conseguindo fazer bons tempos em pista real, imagina isto nas motos.

    A intenção inicial deve ser para comparar e principalmente coletar dados. Para aperfeiçoar a máquina é preciso entender como funciona a tocada do melhor.

    Feito isso, daqui um tempo, este mesmo Android conseguirá fazer um tempo muito melhor.

  33. Tulio disse:

    Tecnologia e ciência raramente são coisas diretas e com aplicação clara. Pra que mandar um cara pra lua ou estudar dinossauros?

    Em tempo, nunca vou preferir uma corrida de robôs em carros elétricos a uma de pilotos em carros que soltam (pelo menos um pouco de) fumaça

  34. rafaelle disse:

    Acabar com todos os moto-boy, moto-táxi, entregadores, evitar acidentes por falha humana, e preservar alguns retrovisores.

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