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terça-feira, 12 de dezembro de 2017 - 17:39Enigmas & desafios

DESAFIO DO DIA (E DO ANO)

Carro ArtesanalRIO (não, não tem verão) – Recebi a mensagem e a foto do Martinho Franco, blogueiro de Belo Horizonte, e reproduzo na íntegra. Se a gente conseguir a façanha de ajudar o amigo, este blog merece um Nobel. Leiam:

Prezado Flavio, já que ultimamente tem dado especial atenção aos mineiros, tomo a liberdade de contar uma breve história, na esperança de que possa, através dos seus leitores me ajudar.

Meu avô construiu esse carrinho aqui em Belo Horizonte, na década de 1960. Tinha chassis tubular e motor de motocicleta Java 250 cc. A carroceria era em aço e foi toda feita à mão. As rodas, com pneus faixa branca e que davam um toque luxuoso, eram de Vespa (ou Lambretta, nunca sei ao certo). O motor era traseiro, não tinha porta-malas. O pedal de partida ficava logo abaixo do para-choque traseiro. As trocas de marcha eram feitas por uma alavanca que saía entre os bancos, que acomodavam perfeitamente duas crianças de dez e oito anos… O porta-luvas ficava entre os bancos, na parte superior do encosto.

Tudo nele funcionava perfeitamente, acho que só não tinha os limpadores do para-brisa. E tinha capota removível, de lona preta. A pintura estava sendo restaurada, por isso as manchas. Na frente do capô, as letras DJS, inicias do nome do meu avô, Djalma José de Souza.

Na minha infância, na década de 1970, ele já não funcionava, mas isso não me impediu de brincar muito dentro dele, fingindo estar dirigindo-o pela cidade. Na década de 80, com o falecimento do meu avô, a “frota” dele, composta por dois Morris, um Austin e um Karmann-Ghia, (este último na cor branca, rodas vermelhas e para-choque roxo, pintado por ele mesmo!) foi vendida, e o pequeno DJS foi junto.

Desde então tento localizá-lo. A única pista que tenho é que na época ele foi para a região de Venda Nova, em Belo Horizonte mesmo, mas depois não sei de mais nada. Na foto, tirada em 1965, minha prima, com uns 5 ou 6 meses de vida, e a mãe dela. E uma curiosidade, Flavio. Ela hoje é pediatra e sua vizinha de bairro.

Tenho o sonho de resgatar e restaurar esse saudoso carrinho, talvez algum leitor possa me ajudar a encontrá-lo.

Muito bem. Se alguém o viu por aí, em alguma garagem, galpão, jogado num quintal qualquer, talvez numa loja de antiguidades, num ferro-velho, num terreno baldio, é só avisar aqui. O Martinho agradece, e eu acharia o máximo!

3 comentários

  1. Leo Sattre Santos disse:

    Vou divulgar, fui criado em Venda Nova.

    Quem sabe achamos alguma pista.

    abraços

  2. Askjao disse:

    Não invoque o verão. Deixa que está muito bom desse jeito. Depois não diga que eu não avisei…

    E sobre o carro, tomara que ainda exista.

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