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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018 - 22:24Fusca & cia., Museus & coleções

O ÚLTIMO FUSCA

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RIO (que presente…) – Esta é uma das histórias mais lindas sobre um carro que já vi, e não tem como não dividir com vocês. Quem mandou foi o nobre Dom Pedro Von Wartburg, hoje proprietário de um castelo em Viena — apesar disso, deixa seu Trabant na rua; um dia ele não vai mais encontrá-lo lá e saberá imediatamente onde estará.

Vou resumir bem, porque é preciso mergulhar na leitura do texto postado pelo Alexander Gromow no “AUTOentusiastas” para se deliciar com os detalhes. Trata-se do último Fusca fabricado no Brasil, alguns meses depois de egresso da linha de montagem o último Série Ouro, ou “Itamar” — como ficaram conhecidos os Fuscas que voltaram a ser produzidos nos anos 90 sob o clamor do então presidente Itamar Franco.

Esse carro não era um Série Ouro. Era um Fusca normal, montado por obra e graça do então vice-presidente de Vendas da VW, Miguel Barone — que, por sua vez, atendeu ao pedido de um colega da empresa, cujo sogro, já bem idoso, expressara o desejo de ter um Fusquinha novo.

O fato é que a VW fez um carro avulso, depois de encerrar a produção em série do Fusca, e ele ganhou o número de chassi terminado em 6619. Depois dele, mais nenhum foi feito.

O 6619 foi entregue em agosto de 1996 pela Sabrico ao comprador, que morreu alguns anos depois, e então ele passou por mais dois donos até chegar a André Chun, que hoje mora na Alemanha — e que foi o responsável, de forma obsessiva, por levantar a história toda do carro. O Fusquinha branco faz parte de sua coleção, mantida no Brasil.

É uma descoberta de valor enorme, acima de tudo porque era um episódio desconhecido que só foi revelado graças ao esforço comovente de André para entender o por que da numeração daquele chassi pós-Série Ouro num Fusca “normal”.

O último Fusca brasileiro existe, foi identificado e passa muitíssimo bem.

Merecia um museu só para ele.

29 comentários

  1. Arthur Bomfim disse:

    Linda notícia. Esse pode ser o último Fusca, mas, se não estiver muito equivocado, o primeiro (na verdade o mais antigo no país, não necessariamente feito aqui) está aqui em Salvador, de propriedade de um colecionador muitíssimo criterioso

  2. murilo medeiros disse:

    Que história! Fantástica! Parei o que estava fazendo (no meio do expediente do escritório) para ler na íntegra o texto Autoentusiastas.

    Agora fico na expectativa da segunda parte, sobre com mais informações dos 4 chassis posteriores. Isso dava um filme.

  3. Eduardo_SC disse:

    As publicações do Alexander são muito boas mesmo. Aprendi muito ali. Alguém sabe o que aconteceu com o canal do Alexandre Badolato no You Tube?

  4. perna quebrada disse:

    Belissima história!!!

    Nesse link, tem um Fusca mexicano 2003 0km em Jundiaí!
    https://www.youtube.com/watch?v=VZJf7qrT7Nc

  5. Estimado Herr Flavio Gomes,
    Grato por mais este apoio ao meu trabalho, deste vez divulgando o trabalho do André Chun na história do último Fusca brasileiro.
    Fico à sua disposição
    Alexander Gromow
    “O Inoxidável” segundo você…

  6. Evandro disse:

    Interessante você citar o AE aqui, achei que você não lia devido a certas linhas editoriais deles, se for te citar lá, vou passar raiva.

  7. andre disse:

    ola Flavio. Sou o Andre Chun e fiquei envaidecido com vossa publicacao (já tinha ficado feliz pela procura do nobre Alexander). Qualquer coisa, o link da amteria é o de abaixo:
    http://www.autoentusiastas.com.br/2018/01/o-ultimo-fusca-brasileiro/

  8. História deliciosa, dessas que falam da essência do antigomobilismo. Parabéns ao André pela busca incessante.

  9. zempa disse:

    Que história incrível!

    O dono do carro é um Indiana Jones de Fusca! Que dedicação em descobrir a história desse carro!

    O mais interessante é que a esposa do Sr. Itagiba se chamava Brasília!!!

    Quando ele faleceu ela assumiu o carro.

    Uma Brasília dirigindo um Fusca!!!

    Que história!

  10. Peter von Wartburg disse:

    Danke, Kameraden.

  11. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!
    LINDA MATÉRIA!!
    EU RECOMENDO O ARTIGO NO AUTOentusiastas

  12. Detalhe bem curioso: Não fosse o “erro” de ter vendido o Fusca da família, muito bem repreendido pelo filho do André, talvez essa história não aparecesse. Erro redimido e muito bem recompensado.

  13. Um carro como o Fusca só poderia ter um fim especial como esse. Sensacional. E até a numeração 6619 tem o charme de ”codificar” o ano do carro, 1996. Parabéns ao André.

  14. askjao disse:

    Com certeza esse merece estar em um museu. Me lembro do fusca amarelo ovo que minha falecida mãe teve. Apelidamos carinhosamente de Bananamóvel. Ou ainda “O Fusca, ofusca”, depois de um polimento.

  15. Ricardo Bigliazzi disse:

    Bem legal é bom saber que o “bichinho” está bem guardado para a posteridade.

    Já a SABRICO merece um outro post, não tão honroso assim..

    A trajetória vai de um começo desbravador, passando por um apogeu maravilhoso e um final pavoroso (muito antes da crise que se instalou no Brasil em 2013/2014 que arruinou dezenas de milhares de emprego no setor).

    Tem muito ex-funcionário ainda pelejando por suas indenizações.

  16. Marcos Ferreira disse:

    É o último do mundo dos equipados com motor a ar? Por que os refrigerados a água não são Fuscas, são fuscas….

  17. Marcos Ferreira disse:

    É o último do mundo?

  18. diego zomer disse:

    Boa noite, Flavinho… vi no Nitro você comentando sobre um francês que comprou uma 250 simples e se mandou pro Dakar na cara e na coragem… por favor, fale mais a respeito: é uma história motivadora

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