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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018 - 1:10F-1

BERNIE ELÉTRICO

0SÃO PAULO (quem diria…) – Bernie Ecclestone tem 87 anos, está fora da F-1 desde o começo do ano passado, mas ainda é figura a ser ouvida, claro. No mínimo, para saber o que ele acha de algumas coisas, ainda que não tenha mais poder sobre a categoria.

E o ex-chefão acha que a F-1 deve começar a pensar seriamente em se tornar totalmente elétrica. Ele até usou a expressão “super Fórmula E” para explicar o que imagina para um futuro não muito distante.

Essa é uma pergunta que todos no mundo do automobilismo se fazem. A indústria automobilística, mais cedo do que tarde, será 100% elétrica — digo “cedo” pensando em coisa de umas duas décadas, não mais; e pensando, também, nos mercados mais importantes como EUA, Europa e Japão, já que o dito Terceiro Mundo ainda vai levar um bom tempo para migrar dos combustíveis fósseis para a eletricidade a mover seus veículos.

Considerando que a F-1 é a expressão máxima da tecnologia em automóveis, fará algum sentido, quando todas as principais fábricas estiverem produzindo carros elétricos, não acompanhar a indústria? Mas, se resolver fazê-lo, não estará atrasada em relação à já estabelecida Fórmula E?

Pensei aqui numa analogia com o iatismo para tentar justificar a possibilidade de a F-1 não se dobrar aos novos tempos da propulsão automotiva no futuro. Embarcações de uso não esportivo hoje em dia são, quase em sua totalidade, movidas por motores. Quando eles foram inventados, deixou de fazer sentido construir mastros e confeccionar velas para ir de um lugar a outro sobre as águas. A tecnologia das velas e a sabedoria dos ventos deixou de ser necessária nos rios, lagos e mares do planeta.

Mesmo assim, a secular energia eólica para mover barcos — e a humana, também, com os remos — não foi extinta pela humanidade. Migrou basicamente para competições e se manteve vigorosa para determinados tipos de embarcações e suas funções específicas.

Talvez esse seja o caminho do automobilismo como um todo, não apenas da F-1. Mesmo num mundo de carros elétricos, é possível que a já esgotada tecnologia de motores a combustão seja preservada, em escala muito menor, para atender a esses excêntricos terráqueos que gostam de ver automóveis correndo e fazendo barulho.

É um bom tema para refletir e discutir.

56 comentários

  1. CRSJ disse:

    Vai ser melhor não falar nada agora e ver o que acontece nesse Mundo virado de cabeça pra baixo.

  2. Filipe disse:

    Acontece que quando apareceu motor para barco, aumentou em larga escala a eficiência do meio de transporte, com ganho de velocidade e eficiência impossíveis com o vento a ponto de tornar a propulsão eólica injustificável do ponto de vista prático. Ir de combustão à eletricidade não faz nada disso, e ao menos no futuro próximo, não será algo realizado sem algum nível de perda: carros elétricos não emitem gás nocivo, mas precisam de baterias ridiculamente tóxicas feitas de terras raras – que não têm esse nome por acaso. Dependendo do avanço da tecnologia de baterias, é até provável que você perca alguma coisa em termos de autonomia.

    E se todo mundo andar de carro elétrico, de onde vem toda a energia elétrica? De carvão, gás natural? Nuclear?

    Enfim.

    Quanto à já “estabelecida” F-E, é só uma questão de, de um lado, você ter Ferrari, McLaren et caterva andando em Spa, Monza e o que mais for e, do outro, FE desfilando em pista de rua com carro mais lerdo que GP2. Quando a F1 resolver virar elétrica, e ela vai, vai engolir a FE simplesmente porque grandes corporações terão sempre interesse em detonar orçamentos enormes com a F1, e todo nome e história associado com esse compromisso, mas não tanto com uma novidade que, entre as premissas, nasceu para ser baratinha e oferecer basicamente o mesmo carro para todo mundo.

    • Antonio Augusto Braga disse:

      Leia um pouco mais sobre energias limpas. O avanço da energia eolica e solar está em ritmo acelerado e com o custo muito menor que os combustíveis fósseis. Afinal, se levarmos em conta os mais de 100 anos de existência dos motores a combustão, eles pouco evoluiram em termos de desempenho, eficiência e cobsumo.

  3. Claudio Mourão disse:

    O automobilismo será elétrico. A analogia com o iatosmo servirá para manter os pilotos dentro e no controle dos carros, já que os de rua serão autónomos.

  4. John Player disse:

    F1 com motores com barulho de motor de F1, com pneu que não esfarela e tem que ser trocado após a décima volta, com grid girls, sem Halo, sem palhaçada marqueteira da FIA, sem volante de videogame cheio de botões, sem “unidade de potência” elétrica.
    Que saudades da VERDADEIRA F1!
    Que triste tanta gente ansiosa por uma F1 nutella, sem gosto, sem cheiro, sem cor, sem emoção, sem pistas de verdade, cheia de pilotos filhinhos de papai criados no laboratório dos simuladores video-game.
    Que decepção.

  5. D disse:

    Uma hora o mundo vai se ligar que, por enquanto, o carro elétrico é uma ilusão. No sentido ambiental é até mais nocivo que o motor à combustão. Relação à eficiência, acho que está um pouco atrás e performance não é apenas potência, as baterias são um gargalo que tornam os carros pesados. Carros elétricos são uma ilusão da massa que clama por eles com a pretensão de “salvar” o planeta. Palmas pra Mazda que está enxergando através desse jogo de espelhos e fumaça com sua tecnologia skyactive, é bem interessante.

    • D disse:

      E isso não é papo de viúva da gasolina não. Hoje se eu pudesse escolher um carro para uso diário, por razões de conforto, tecnologia e tudo mais, seria um Tesla ou outro carro elétrico. E não seria por motivos ambientais, to pouco me fodendo pro planeta, que vai bem, obrigado.

  6. Brabham-5 disse:

    O Bernie Ecclestone velho, calado é um poeta.
    Não precisamos de outra F-E.
    Que fixação que essa VELHARADA tem de tirar toda a graça da F1, meo deos!
    Esses decrépitos são acima de tudo egoístas. Viveram e presenciaram o automobilismo dos anos 60, 70 e 80, com carros COM BARULHO DE CARROS DE CORRIDA, com combustível com cheiro de combustível de verdade, com o grid repleto de mulheres bonitas, com pneus que duravam uma corrida inteira.
    Curtiram O MELHOR da F1 e do automobilismo por décadas. Agora, que estão á caminho da morte, querem mexer no que restou daqueles grandes tempos.
    Agora, é TIRANDO A GRAÇA, O SOM, O CHEIRO (E DAQUI A POUCO VÃO IMPLICAR COM AS CORES DOS CARROS), A BELEZA dos carros e do grid, que pensam que vão atrair NOVOS FÃS PARA A CATEGORIA? Não vão. E vão perder os “velhos fãs” que surgiram da década de 70 em diante.
    Muito me espanta o FG, que defende tanto o esporte (futebol, F1, automobilismo em geral) na sua forma mais “raiz”, concordar com toda essa “coxinhação” da F1, disfarçada com o discurso do ‘político e ecologicamente correto”, e “idéias para aproximar a F1 dos fãs”. Tudo balela.
    E mais: Só está na F-E quem não tem espaço na F1.
    Aquela conversa que preferem a F-E “pelo clima da categoria e bla bla bla” só faz lembrar da fábula da raposa e das uvas.
    Transformar a F1 numa “superformula-E”: Tomara que leve uns 30 anos pelo menos!!
    Querem matar a F1. Vão te catar!
    Cala a boca Bernie!!

  7. Marques Goron R.da Silva disse:

    Bernie Ecclestone, o Sarney da F-1…

  8. Giovanni disse:

    Assim como diserram que o rádio iria sumir, o telefone fixo, e dizem que o dinheiro em papel irá sumir, o motor a combustão, ou a F1′ não tendo o motor mais “atual” não vai fazer a categoria sumir. A F1 não se tornou a maior categoria por causa da tecnologia, mas sim por causa dos melhores pilotos. As brigas entre Lauda x Hunt, Senna x Prost, Piquet x Mansell foram muito mais relevantes para tornar a maior categoria do mundo do que a briga entre Renault x Honda, ou McLaren x Williams. Pelo contrário… atualmente a tecnologia está ATRAPALHANDO a F1. pois a categoria acredita que o que a fez grande foi a tecnologia, um erro grotesco, e o que se vê hoje? Uma categoria complexa, robotizada, artificial, previsível e sem graça, justamente por pecar pelo excesso de tecnologia.

    O que a F1 precisa buscar (e até agora não fizeram nada a respeito) é reduzir o nível de tecnologia permitido não só para a construção dos carros mas também para o ajuste (telemetria), para deixar a responsabilidade maior para o FEELING do ser humano. Feeling é improviso, e improviso é arte, talento, mágico. É a arte do Senna ganhar uma corrida tendo que improvisar na pilotagem quando o câmbio quebrou em Interlagos, assim como do Rubinho assumir a responsabilidade de não trocar pneus na Alemanha em 2000 (numa época em que já havia tecnologia pra prever chuva mas não com tanta precisão quanto agora), que fazem dessas corridas, momentos mágicos pra quem assiste.

  9. Roberto Borges disse:

    Seria uma benção!
    Não sei se rola, mas poderia ser, com desenvolvimento de materiais específicos.
    A grande diferença para a vela de competição é que veleiros de recreio continuam povoando os mares. Vai ter gente, fora colecionadores, andando de carro com motores convencionais? Construir um motor de competição não é nada barato.

  10. Levi disse:

    Primeiro precisariam fazer um carro elétrico capaz de atingir os 350 km/h com autonomia máxima de pouco mais que 300 km (distância percorrida em cada GP). Duvido que aconteça num futuro próximo.

    Podiam fazer carros como os dos anos 90 movidos a etanol. O impacto ambiental seria mínimo. Como o etanol rende menos do que a gasolina, daria ainda pra reintroduzir o reabastecimento nas corridas.

  11. Rodrigo disse:

    Não consigo encaixar essa analogia na F1 que, por característica, aponta pra frente.

    Tio Bernie, ingênuo que é, já vislumbra a possibilidade de puxada de tapete da F-E num futuro médio; provavelmente sua glândula foi excitada pelas recentes mudanças e declarações do presidente da categoria elétrica.

    Minha visão de futuro: o rol das categorias à combustão será enxugado e deslocado mais para o lado, com os elétricos – no plural – tomando o centro. Quanto á F1, se permanecer no petróleo mantém a tradição mas perde a identidade e se torna produto de nicho; se for para lado dos elétrons – a penny pelo que se passa pela cabeça de tio Bernie – bate o martelinho na cabeça da F-E (tipo a Indy de uns vinte anos atrás).

  12. Celio ferreira disse:

    Gente o futuro chegou…a F1 será eletrica , pois que banca a F1 , são as montadoras ,
    e na Europa em 10 anos será tudo eletrico…baterias serão muito mais eficientes,
    e nas corridas ouviremos apenas aquele assobio de um FE.
    As novas tecnologias virão . quer queiram ou não…..dinheiro é que move o mundo.
    SÓ DEIXO UMA PERGUNTA : o que a Europa vai fazer com a sucata dos carros a
    combustão …serão milhares a partir de 2030.

  13. Willian disse:

    ótima sacada… além do mais, é de se considerar o quanto as fábricas realmente usam a F1 como laboratório de inovações para as ruas…. Os novos motores (unidades de força) usados nas corridas estão sendo de alguma maneira aproveitados em veículos de rua, por exemplo?

  14. Samuel disse:

    Se pensar bem, vários os esportes olimpicos, atletismo basicamente, são baseados em atividades que tinham “importancia” antigamente. Um bom lançador de dardo ou de peso, alguém que pula alto, corre rápido ou corre longas distancias eram ferramentas úteis, vantagens em tempos de guerras, assim como o motor é hoje… talvez, no futuro, o motor a combustão seja o mesmo que um lançador de dardos….

    • Ricardo Bigliazzi disse:

      Espero por isso… mas duvido que aconteça.

      Já estou me vendo “velhinho e caquético” a contar historias para os netos dos tempos em que pilotos andavam com seus carros pelas pistas com motores que queimavam uma gasolina ultra cheirosa e que faziam um barulho adoravelmente ensurdecedor.

      • Levi disse:

        Uma vez vi um senhor dar a partida numa Vemaguet e aí entendi por que o Flavio Gomes gosta desses carros… O cheirinho da fumaça é muito gostoso.

        Enjoa depois de um tempo, mas eu gosto do cheiro de gasolina, que enjoa também.

  15. Luis Felipe disse:

    Em breve os motores elétricos serão muito mais eficientes que os de combustão. Se a F1 quiser se manter no topo do automobilismo, é obrigatório remar a favor da maré elétrica.

  16. Alex disse:

    Já imaginou uma Nascar de carros eletricos? Uma F-Indy?? Um campeonato de Super V-8 australiano? Seria o pesadelo para estas categorias RAIZ do automobilismo.. mas para F1 nutela não duvido de nada..

    Creio que o melhor caminho para o ESPORTE MOTOR seria mesmo este;

    “Mesmo num mundo de carros elétricos, é possível que a já esgotada tecnologia de motores a combustão seja preservada, em escala muito menor, para atender a esses excêntricos terráqueos que gostam de ver automóveis correndo e fazendo barulho.”

  17. FR disse:

    Gostei da referência ao iatismo! Desenvolvimento sim, “pogresso” não!

  18. Rafael Chinini disse:

    se tudo virar elétrico, vai sobrar espaço pra ter algo a combustão sem prejudicar meio ambiente etc…(ou prejudicar bem menos)

    • Murillo disse:

      A Questão é que a F1 sempre foi o TOP no que se refere a tecnologia e potência.
      Não estamos longe de um motor elétrico ter mais potencia que um motor a combustão, portanto acho que caso a F1 queira continuar a existir e continuar a ser o TOP do automobilismo ela terá que se tornar elétrica, senão corre o sério risco de começar a tomar pau da F-E (em um futuro).

  19. Tiago Oliveira disse:

    Ecclestone, Bernie – Troll mais velho do mundo

  20. Marcos Staskoviak disse:

    Concordo. Acho perfeitamente plausível. Seria como arco e flecha. Obviamente as cifras diminuiriam.

  21. Diogo disse:

    Concordo com a analogia. Só acredito que se esse for o caminho, o investimento na F1 tenderá a reduzir por parte das montadoras/equipes e a F1 não seria mais a categoria com tecnologia de ponta.

  22. Eduardo_SC disse:

    Acho essa história de carro elétrico a maior hipocrisia. A não ser que cada um tenha um telhado fotovoltaico para alimentar o próprio carro, a geração de energia fode com meio mundo em se tratando de hidrelétricas, termoelétricas e usinas nucleares. Sem contar que gostaria de saber se existe Lítio para todas as baterias sendo que, ainda por cima, são descartáveis e fode com outro meio mundo para descartá-las.

    • Danilo Candido disse:

      Abafa.
      Carro elétrico, “verde e sustentavel” está na moda.
      A maioria aceita isso sem questioner.

    • Marcos Gomes disse:

      Você pergunta se existe lítio para as baterias. Mas até quando haverá petróleo para os motores a combustão?
      Pensando bem, tudo que o ser humano faz fode com meio mundo. Hidrelétricas, termoelétricas, usinas nucleares, extração de petróleo, energia eólica, plantação de cana-de-açúcar (para a produção do etanol), tudo tem seus prós e contras, e os contras sempre fodem com meio mundo.. Até usando carroças o ser humano fodia com tudo.
      A substituição do motor a combustão por motor elétrico vai depender exclusivamente da vantagem financeira que a mudança pode trazer. Não tem nada de meio ambiente. Se for bom financeiramente, troca-se.

  23. Bruno Luna Ribeiro disse:

    Esse é um ponto muito pensado. Em tempos recentes tivemos motores congelados para que os custos não ficassem ainda maiores, porém, ainda era representativo pra uma montadora ter o motor campeão do mundo, mesmo sabendo que todos eram “quase iguais”. A questão é o investimento que uma montadora aceita fazer na F1 pensando pelo ponto de vista de negócio. Se os carros de rua não são a combustão, pq investir em um motor na F1? Poderia então acontecer um congelamento por tempo indeterminado. O que poderia ser bom esportivamente, uma vez que as montadoras colocariam menos dinheiro nisso e focariam em outras coisas. Poderíamos ter até uma melhora e a volta de garagistas da nova geração. O problema é que o negócio F1 precisa de dinheiro, mesmo que pudesse sobreviver com a metade do dinheiro que gera hoje. Só que como seria para a F1 lidar com uma concorrente F-E que iria receber muito mais injeção financeira? É difícil planejar o negócio sobre esse paralelo. Ah sim, acho que outra questão que seria importante é que os motores a combustão precisariam ainda ser mais fortes que os elétricos, uma vez que a F1 justificaria ainda ter os carros mais rápidos do mundo. No dia em que tivermos unidades elétricas mais potentes que um motor a combustão aí sim pode existir uma “necessidade” das montadoras em querer se gabar de ter o mais potente motor a combustão de novo. Afinal, existirão ricões aí pra comprar carros que valem milhões com um motor a combustão “retro” mais potente que os “tradicionais” carros elétricos de rua. É um debate que poderia durar meses!!!

  24. Leandro Batista disse:

    A graça da F1 e de outras categorias do esporte está justamente nas “velas”. Apesar de algumas inovações serem utilizadas na industria automobilistica, a F1 deve seguir seu caminho. Ninguem vai parar na frente da TV para assistir uma corrida de carros movidos a pilha. Queremos ouvir motores berrando, Praticamente sentir o cheiro de gasolina saindo da TV. Ja foi uma merda gigantesca quando nos forçaram a engolir esse motor de aspirador de pó…

  25. diego zomer disse:

    Sinceramente eu tenho cá minhas desconfianças em relação a à todo esse lobby em prol dos elétricos. Não questiono a busca de alternativas aos combustíveis fósseis e/ou emissores de CO2, mas essas resoluções na base de canetadas contra motores à combustão que alguns países estão se propondo ao meu ver matam a disputa entre tecnologias e limita o investimento em outras possibilidades, como motores à combustão de hidrogênio. Além da quebra de direito de possuir um antigo, por exemplo. Ter um carro a gasolina não pode ser um crime.

  26. Jonny'O disse:

    Eu não gosto muito de imposições tipo , “este é o novo rumo de ponta” , acho que o motor elétrico deve ser colocado na F1 como uma possibilidade viabilizada pelo regulamento. Lembro que nos anos 70 no regulamento previa motores aspirados de 3 litros e motor turbo de 1.5 litro, a MotoGP chegou a disputar 2002 com moto de 2 e 4 tempos no mesmo grid.

    Nas ruas os carros elétricos devem ser dominantes sem duvida, mas a F1 é alto desempenho e deveria esperar os esportivos serem dominantes nas ruas também , sem apostas ! Lembro da WEC , quiseram apostar no futuro e olha no que deu , mataram a LMP1 ,um estrondoso fracasso. A F1 não precisa arriscar, é só deixar uma porta aberta , que os elétricos venham naturalmente .

  27. Daniel Titis disse:

    Bela analogia e acho que seria exatamente o caso. Ora pois, a Formula 1 já viveu diferentes realidades e essa coisa de grandes marcas usando como plataforma de desenvolvimento tecnológico é uma que nem sempre foi assim. Assim como a visão romântica do passado não justifica um desenvolvimento sem freios, insustentável e perigoso, olhar prum futuro elétrico pode descaracterizar demais. Vejo que quem vai decidir mesmo é o mercado, sendo o tal automobilismo uma coisa peculiar, pois atende anseios de velhos e novos (por quanto tempo?), esse estica e puxa acho que ainda se estende num formato híbrido por um tempo até que uns velhos partirão e outros novos começarão a deixar mais claras suas preferências e audiências. Acho difícil um purismo vencer, até porque já perde, que se atinem pras vontades dos mais jovens enquanto respeitam o passado, é o caminho que gostaria de ver.

  28. jaimewc disse:

    Acho que há uma boa diferença nessa sua analogia. O vento esta ai, toda hora , facil e de graça. Já a gasolina……

  29. David Santos disse:

    Se eu gosto de barulho? Gosto! Assisto corridas por causa dela? Absolutamente não e nunca foi o motivo de me “prender” por várias horas em frente a uma tela! O motivo (mesmo que um dia não tenha zoada) é a competição. É a guerra é a disputa entre pilotos e equipes. Isso sim é que a Liberty e a FIA devem estudar pra aumentar o espetáculo a médio prazo. E segue o enterro!

  30. Lemon S disse:

    Num mundo onde grande parte dos jovens (e alguns nem tão jovens) andam o dia inteiro com fones no ouvido, e segundo estudos, no futuro a humanidade estará surda, que venha o silêncio dos elétricos.
    O som de um antigo, politicamente incorreto e poluidor V10, será passado… alias, já é!!
    Azar de quem não viu! (e não ouviu).

  31. Wilian Esteves disse:

    Faz sentido, Flávio. Posso estar enormemente enganado, mas quem banca as competições de vela mundo afora não são os fabricantes desses barcos. Na verdade, salvo engano, são itens “de nicho”, confeccionados unica e exclusivamente para essas competições ou lazer de seus proprietários. Não é a mesma coisa que um automóvel ou mesmo o combustível que os impulsiona. Num mundo elétrico, acho que a gasolina ou veículos movidos por ela, terão preço proibitivo para uma competição de alto rendimento como é a fórmula 1. Acho que não me expressei direito, mas enfim… rs

  32. Rafael Mafra disse:

    Como é bom ler um texto sobre automobilismo escrito por quem realmente gosta e entende de automobilismo. É essa a mesma sensação que tenho quando eu vejo o Fox Nitro e Paddock Gp e me divirto UM MONTE.

    Eu “não sei” bem o que dizer sobre isso, pois a tecnololia anda de mão dadas com a surpresa. Dito isto, talvez não será surpresa no futuro a existência de uma bateria do tamanho de uma garrafona(bombona) de água de vinte litros ser capaz de gerar 2000 hp sim, dois mil.

  33. Rui disse:

    Concordo plenamente Flávio!

  34. Alexandre Grazziotin disse:

    Até acho que num futuro proximo, poderiam descartar os combustiveis fósseis, mas se é para mudar que seja para outra tecnologia, elétrica já existe, tipo hidrogênio,

  35. Rodrigo Picolo disse:

    Flávio, bom dia.
    Você acredita que a NASCAR vai colocar um mortorzinho elétrico?????
    Abraço

  36. Ricardo Bigliazzi disse:

    É o futuro, sem duvida. Espero que com pneus de corrida de verdade e boa liberdade aerodinâmica para que o desempenho pelo menos não desanime, a falta de barulho já vai ser dura de aguentar.

  37. Evandro Oliveira de Souza disse:

    posto que a F1 e a FE hoje sao propriedade do mesmo grupo de negocios, é absurdo pensar em uma fusao de categorias em 10 anos? Acho que a Liberty tem a faca e o queijo disponiveis para contar um boa historia de integracao de tecnologia e manutencao da tradicao/legado.

  38. Gus disse:

    O problema é que os iatismo – usando o exemplo – está bem distante do cotidiano ou gosto do povo em geral, não faz parte da nossa paisagem. Já os carros sim, por mais que carros de F-1 e os que vemos e usamos nas ruas sejam tão similares quanto a Nau Santa Maria e um porta-aviões Classe Nimitz, eles – no contexto geral – fazem “parte” de nossa vida.
    Daqui há uns trinta anos, um F-1 movido a petróleo será uma coisa que não conversará com as novas gerações de entusiastas (sim, acredito que sempre existirão), e a categoria é grande demais para depender de um número cada vez menor de “adoradores de discos de vinil”…
    Bernie não perdeu a capacidade de ver longe, ou o óbvio nesse caso.

  39. Rodrigo Brim disse:

    Bom dia.

    Não tenho dúvidas de que haverá espaço para competições a combustão por muitas décadas ainda. Quem sabe até por alguns punhados de séculos. A F1 vai ter que decidir em algum momento se congela seu desenvolvimento de motores (pois não terão empresas dispostas a desenvolver algo que não tem aplicabilidade comercial), ou se migra para os motores elétricos, porém o automobilismo não é feito só de F1. Como resultado dessa desaceleração no desenvolvimento de motores a combustão, teremos campeonatos de apenas 1 motor (como já são a maioria das categorias de base e competições de menor expressão).

  40. Julio disse:

    É facil ser profeta do passado mas eu ja havia pensado nisso, não de forma analoga ao iatismo mas sim como uma nova categoria, uma categoria “vintage”. Eu acredito que não a espaço para FE e F1 Eletrica, as duas podem se fundir, sei la

  41. Emerson Vieira disse:

    Tenho 42 anos e acompanho a F1 desde 78, me chamo Emerson (com orgulho) graças ao “Rato” e sempre vi a categoria como algo de outro mundo, carros super potentes e barulhentos, pilotos insanos e geniais, circuitos perigosos e sem margem para erros, as Grid Girls… enfim para mim a categoria sempre foi a mais importante e prestigiada e a F1 deveria ser simplesmente a categoria mais desafiadora, com os carros mais potentes do mundo, os mais insanos e barulhentos que se possa ser e fode-se o futuro elétrico e o mundo sustentável… isso é coisa para os normais.
    Abs!

  42. Askjao disse:

    Bem, acho que haverá espaço para todos. Não vejo a F1 elétrica, mas acho que vai passar a utilizar outros combustíveis. Simples assim

  43. Macario disse:

    Discordo completamente e a comparação entre a manutenção da força eólica e a queima de combustíveis fósseis ficou um tanto estapafúrdia. Na minha visão de automobilismo, o que interessa é a velocidade, o barulho e a fumaça são consequências, não são os objetivos. O que interessa são os carros e a velocidade. O automobilismo se desenvolveu no auge da era dos combustíveis fósseis, por isso o rastro de fumaça e barulho. Os carros evoluem, os combustíveis mudam, assim como suas consequências. Não vejo como a F-1 pode se transformar em uma categoria saudosista de resistência aos avanços da tecnologia. Ela sempre foi exatamente o contrário, a categoria que antecipava tendências. Não faço a menor ideia se os carros serão elétrícos ou movidos a hidrogênio, por exemplo. Só acho que a F-1 vai trair seu DNA básico se estagnar no tempo. Pode ser que inventem uma categoria tipo F-1 Classic para isso, mas F-1 mesmo sempre tem de ser a vanguarda da tecnologia.

  44. ms disse:

    desapega bernie….isso não te pertence mais…..graças a deus e para o bem desse esporte vc não apita mais nada…. pq vc com uma política e atuação retrógrada foi o principal responsável por fomentar o atraso na f1 castrando e impedindo que esse esporte se desenvolvesse em seu pleno potencial criativo e inovador por conta das amarras que impôs ao mesmo nesses anos em que foi o principal mandatário desse esporte, influenciando e dirigindo com mãos de ferro seus destinos, que por esse motivo perdeu em todos esses anos muito de sua beleza, emoção e potencial em termos de seu desenvolvimento…. .bernie certamente é uma dessas figuras a ser esquecida e relegada ao limbo da história por ter cometido “o crime” de transformar aquilo que em sua essência é “…arte….” em um mero e pobre “….show business..”

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