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sexta-feira, 29 de junho de 2018 - 21:43Antigos em geral

CORCEL, 50

corcel-1968

MOSCOU (parabéns, lindos) – A Ford envia press-release para avisar que o Corcel está completando 50 anos. Não menciona nenhuma data precisa do lançamento do carro, mas não tem tanta importância assim. O melhor Ford de todos os tempos merece nossa reverência no ano de seu cinquentenário.

Tive um 1970 vermelho, duas portas, que acabei vendendo para um grande amigo e está vivendo momentos deliciosos. Mas mantenho na pequena coleção o Corcel II 1979 LDO branco com interior marrom que é uma das coisas mais gostosas do mundo de andar e que tem a maior porta da história da indústria automobilística mundial.

Segue o texto com as informações da montadora. São dados oficiais, então sempre é legal ter como referência.

O Ford Corcel, lançado há 50 anos, é um daqueles carros que marcaram época e entrou para a história como um dos maiores sucessos da marca no Brasil. Durante seus 18 anos de vida (de 1968 a 1986), ele somou 1,4 milhão de unidades produzidas e criou um novo padrão no segmento de carros médios, dando origem a uma família completa que incluiu a perua Belina, a picape Pampa, o sedã de luxo Del Rey e a perua Del Rey Scala.
O Corcel teve como base o chamado projeto “M”, que a Willys-Overland do Brasil desenvolvia em parceria com a Renault quando foi adquirida pela Ford em 1967. A versão final incluiu várias adaptações no motor, câmbio e suspensão para atender o mercado brasileiro e cumpriu a missão de ser o carro de volume da marca, emplacando 4.500 unidades logo no primeiro mês de vendas.
O nome Corcel, escolhido entre 400 opções, foi inspirado no sucesso do Mustang. Com linhas simples e equilibradas, o sedã familiar de quatro portas e tração dianteira surpreendia pelo espaço interno, pela visibilidade e pelo conforto dos bancos. A direção, mesmo sem ter assistência hidráulica, era leve de manobrar. Seu motor 1.3 foi o primeiro a trazer radiador selado, que dispensava a reposição de água.
Em 1969, a linha ganhou a versão de duas portas e a esportiva GT com teto de vinil, rodas especiais, faixas pretas no capô e nas laterais. No ano seguinte, foi lançada a perua Belina. A linha passou por duas reestilizações, em 1973 e 1975, e passou a oferecer a versão de luxo LDO, com teto de vinil.
Após 10 anos de sucesso, a grande remodelação da linha veio no final de 1977, com o Corcel II, trazendo uma carroceria totalmente nova de duas portas – a preferência na época –, nas versões L básica, LDO de luxo e esportiva GT. Por ser mais larga e mais baixa ela fazia o carro parecer maior, apesar de ter praticamente o mesmo comprimento.
A suspensão macia e resistente, a estabilidade, o nível de ruído e o interior confortável e elegante eram destaques. Suas inovações incluiam a ventilação dinâmica de grande vazão e o primeiro para-brisa laminado de série. Já nos primeiros dez meses de lançamento, o novo modelo atingiu o recorde de 100.000 unidades.
Lançado com motor 1.4, o Corcel II passou a ser equipado em 1979 com um propulsor 1.6, mais potente. Em 1980, ele introduziu o 1.6 a álcool, considerado por muitos o melhor da indústria e um marco no desenvolvimento de motores com esse combustível no Brasil.
A versão Corcel II Hobby, com acabamento despojado e apelo jovem, foi lançada em 1980. No mesmo ano, a linha atingiu a marca de um milhão de unidades produzidas, inédita no Brasil para um carro médio. No ano seguinte, trouxe cintos dianteiros de três pontos e a opção de teto solar. Nessa época, foi oferecida também uma versão furgão da Belina, o Corcel II Van.
O Del Rey, sedã de luxo com quatro portas, foi outro membro de sucesso da família Corcel. Lançado em 1981, marcou época pelos itens de conforto e teve depois uma versão de duas portas. Em 1982 a linha gerou a picape Pampa, que também teve o nome inspirado em cavalos e fez muito sucesso. No ano seguinte, surgiu outra perua derivada da família: a Del Rey Scala.
Em 1984, o Corcel II passou a contar com o motor 1.6 CHT, nas versões a gasolina e a álcool. Outra grande inovação era a garantia de três anos contra corrosão, então a maior do mercado. Toda a linha foi reestilizada em 1985 e perdeu o “II” do nome, até o encerramento da produção em 1986.

26 comentários

  1. Antonio disse:

    No final da década de 70, o campeonato de Fórmula Ford tinha como preliminar o campeonato de Corcel II. Grids com mais de 30 carros e corridas divertidíssimas. Assisti algumas em Cascavel.

  2. Luciano Hansen disse:

    Valeu a lembrança Flávio. Aprendi a dirigir do Corcel II 83 série 5 estrelas. Depois dirigi muito o Corcel II 80 do querido Vô Adão. Tive a oportunidade e adquiri meu Corcel II 82 standard 4M 1.6 Álcool. que é uma delícia de andar. Minha filha adora e vamos comemorar os 50 anos. Felicidades, Luciano

  3. mario aquino disse:

    Tive um igualzinho este da foto, quebrava demais, deu para notar o capô meio aberto na foto, me lembrou dos problemas mecânicos que enfrentei, sem contar a velha história da quebra de homocinética.

  4. Marcelo mpgArte disse:

    Fiz esta foto na semana passada, a pátina na casa foi inspiradora para edição da imagem. A cor dese Corcel é ….
    https://www.flickr.com/photos/mpgarte/42354315904/

  5. Sergio Luis dos Santos disse:

    Não há dúvidas para mim de que a primeira geração do Corcel foi a mais simpática de todas.

  6. Eduardo disse:

    E está devidamente eternizado por Raul Seixas, que mesmo com um, não se sentia consolado mesmo tendo comprado o seu: “Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73…”

  7. Alowlt disse:

    Meu pai teve uma Belina L 82, que ficou conosco de 88 até 96. Adorava aquele carro pelo conforto e economia. E sempre fiquei intrigado porque aquela Belina era tão diferente: rodas do Corcel Hobby, apoios de cabeça (e vazados!), conta giros, piscas âmbar, volante de Landau… Nunca via outra igual. Só em 2018 descobri que era uma série especial, chamada 5 estrelas… Infelizmente devem estar todas destruídas. Que falta fez a internet!

  8. Fernando Carvalho disse:

    Quando jovem e fazia “cursinho pré-vestibular ” tinha um amigo que possuía um GT 1976 bege..Lindo carro……. Ô inveja danada …
    Vejam mais da história do Corcel aqui..http://carrosnacionaisantigos.blogspot.com/2015/10/dinastia-corcel-parte-2.html

  9. Almir Angelo disse:

    Saudades do Corcel 1970 branco, duas portas que meu pai teve. Coloquei rodas dianteiras com tala larga saindo para fora dos paralamas, com pneus originais. Ficou a coisa mais linda para aquela época. Bons tempos, ótimo carro.

  10. moisesimoes disse:

    - Obrigado, Ford e Flavio, por lembrarem da data. A Ford Belina marrom do meu tio, aquela de um farol quadrado somente vermelho atrás, e frente parecida com essa com cara de mal aí da foto, marcou a minha infância e adolescência. O ronco que saia do escapamento, com aquele moral todo, ainda está na minha memória. O grande volante e a enorme porta que, com o defeito por causa do desgaste, tínhamos que levanta-la com as mãos e apertar com o corpo pra fechar, tinha aquela luzinha vermelha, que acendia quando abria a porta, sendo o meu passatempo favorito. Eu com a molecada fomos diversas vezes à praia lá no porta-malas com a porta aberta, de perna de fora e tudo mais, rs – com choro… Eu adorava ser aquela câmera traseira.
    Praia do futuro – Fortaleza -Brasil. Década de oitenta até 1994.

  11. Daniel Granja disse:

    Vou comemorar, pois, com o meu 70 beginho com teto de vinil. DKW e Corcel são minhas paixões.

  12. Samuel disse:

    Esse corcel vc mantém na coleção, é o mesmo q apareceu em um episódio do “indiana Gomes”?

  13. Victor Serrão disse:

    Tenho um Logan II e gosto de pensar que por caminhos tortuosos que passaram pela Romênia, e sua paixão pelo R12 e derivados, ele é o sucessor espiritual do Corcel.

  14. Léo Moretto disse:

    Na família tivemos um Corcel II LDO branco 81, o primeiro movido a álcool que compramos. Na sequência uma Belina LDO 80 azul marinho, uma Belina L 81 verde varejeira e pra fechar um Del Rey Ghia 88 champanhe. Bons tempos.
    De lá pra cá nem eu nem meu pai tivemos mais interesse pelos carros da marca.

  15. Luiz AG disse:

    O que eu acho mais engraçado que o melhor Ford de todos os tempos era basicamente um Renault. E muitos dos que amavam o modelo pela sua durabilidade e conforto hojem torcem no nariz pela marca.

  16. Mansell disse:

    Quantas saudades . Meu pai teve um branco 75 e minha mãe uma Belina 80 cor de pinhão, a Belina eu emprestava escondido da minha mãe kkkkk . Era um carrão na epoca.

  17. Cenzi disse:

    Alguns dos melhores momentos da minha infância foram dentro da Belina Del Rey GLX 1988 azul marinho do meu pai. Uma filha do Corcel. No final dos anos 1990 meu pai teve um Corcel 1974 marrom, que eu dirigia quase todos os dias, mesmo sendo menor de idade. Era uma delícia de carrinho.

  18. Danir disse:

    Um dos meus preferidos, daqueles produzidos pela industria nacional em seus tempos mais românticos. Corcel, Berlineta Interlagos, Karman Ghia e Sinca Chambord. Sonhos de consumo com desenhos que permanecem padrão de beleza até hoje. Naquela época os carros tinham personalidade e mesmo aqueles que não tinham desempenhos especiais podiam despertar o entusiasmo dos apreciadores. Nesta linha podemos citar o Aero Willys, o Passat II, o “Zé do Caixão” , o DKW Sedã e o inefável Fusquinha 1.200. Dignos de figurar em qualquer coleção de respeito. Tomei a liberdade de salvar a foto do Corcelzinho em meu arquivo. Saudações.

  19. JOÃO PEDRO MARCHINA disse:

    O 68′ é uma coisa linda assim como o VW 1600 4 portas, que fará 50 anos em 2019. fazem parte dos meus sonhos.

  20. JOÃO PEDRO MARCHINA disse:

    Uma observação: o Del Rey tem a versão 2 portas, até no mais luxuoso, o Ghia. Pelo texto dá a entender que era somente versão com 4 portas.

  21. Jota disse:

    Meu primeiro carro, um 78 LDO verde primavera com o interior marrom. Quantas historias boas e momentos bons. Carro delicioso!

    O apelido do meu era barão, onde você estiver, parabéns!

  22. Jonatas disse:

    O Corcel II compete com o Camaro no quesito maior porta da história… rs.

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