HOT HOT HOT (2) | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sexta-feira, 27 de julho de 2018 - 13:03F-1

HOT HOT HOT (2)

MOGYORÓD (sim, também estava) – Faz 15 anos que Alonso ganhou seu primeiro GP. Ou quase isso. Vai fazer em 24 de agosto, porque antigamente, muito antigamente, o GP da Hungria acontecia em agosto. Aí inventaram as férias, e tal, e agora acontece mais cedo.

Ele era um moleque. Tinha 22 anos e 26 dias, e se tornou o mais jovem piloto a vencer uma corrida na história. Esse recorde cairia em 2008 para Vettel e, em 2016, para Verstappinho — atual detentor da marca que jamais será batida, a não ser quando seres humanos abaixo de 17 anos puderem dirigir esses carros.

Depois daquela, Alonsito ganhou mais 31 corridas. Tem dois títulos mundiais e 97 pódios, com mais de 300 GPs no lombo. Só que não vence uma prova desde maio de 2013 — com a Ferrari em Barcelona. E não leva um troféu para casa desde o GP da Hungria de 2014 — de novo com o time vermelho. Não fosse a vitória nas 24 Horas de Le Mans este ano, sua estante estaria tomando poeira.

Os detalhes dessa prova de 2003 estão aqui, para quem não se lembra. Parece que foi em outra vida. O GP era patrocinado pela Marlboro e a Renault, pela Mild Seven. Os pneus tinham sulcos e eram duas as fornecedoras da F-1: Michelin e Bridgestone. Dos 20 pilotos que estavam naquele grid, só Alonso e Raikkonen seguem em atividade na categoria. Um deles, Justin Wilson, morreu. Verstappen, o pai, corria pela Minardi. Foi 12º. Um húngaro, Zsolt Baumgartner, correu pela Jordan. Ainda não existia a Red Bull, mas sua antecessora, a Jaguar, estava firme e forte na parada — com o carro verde da equipe, Mark Webber terminou em sexto.

Além da Jaguar, que acabaria sendo rebatizada com a marca dos energéticos, outros três times daquela época mudaram de dono: a Minardi foi comprada pela mesma Red Bull e hoje é a Toro Rosso; a Jordan, depois de passar pelas mãos de russos e holandeses, é atualmente a Force India; e a BAR virou Honda, que depois virou Brawn, que depois virou Mercedes. Das dez equipes que participavam do Mundial em 2003, quem saiu mesmo de vez foi a Toyota — que tinha Cristiano da Matta como um de seus pilotos.

Sim, o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa.

10 comentários

  1. Paulo Pinto disse:

    Tudo levava a crer que estava surgindo aquele que substituiria Schumacher. Mas a carreira de Alonso brecou de vez nos anos dourados de Vettel na Red Bull.

  2. Anderson Patricio disse:

    Lembrar da propaganda do antigo (falecido, falido) banco Bamerindus foi boa, na verdade foi excelente

  3. Rafael Rego BH disse:

    E aqueles troféus em formato de volante que a Marlboro distribuia nas corridas em que era patrocinadora era a coisa mais linda.

  4. Nick B disse:

    Fla, escrevo no 2 mas ainda englobando o Hot Hot Hot 1.

    A Hungria parece ter-lhe feito bem.
    O post citado é memorável. Daqueles que vira e mexe a gente lembra e dá vontade de reler.

    Quando eu insisto para que você não abandone o blog em favor dessas mídias sociais é por textos como esse que estou batalhando.

    Não dá mais pra escrever um monte como você escrevia antes , eu sei. A vida mudou e o seu tempo encurtou. Mas não nos prive dessas pérolas, por favor.

    Eu ainda desconfio que essa avacalhação que estão diariamente promovendo com feice, insta, tuiter ainda vai dar um mierda geral e essas mídias vão voltar ao patamar que realmente merecem (que é bem reles). E os blogs continuarão sua caminhada.

    Sem puxasaquismo, apesar de a gente ser brodinhos, mas não há um só blog que tenha um escriba do seu quilate. Eu sinceramente desconheço.

    Eu voltei. Ainda não cheguei no nível de comentários que acho que posso chegar e isso vem me incomodando. Será que o Nick dos áureos tempos se foi pra nunca mais voltar? Não sei. Mas estou aqui tentando reviver aqueles dias memoráveis do blog, sempre com os indefectíveis matuzas.

    É difícil porque os tempos são outros. Os matuzas sumiram e os mais novos não dão muita pelota pro Nickinho, fazer o quê?!

    E também estou com uma ideia (projeto, diria Luxemburgo) pra internet que vou falar com você por e-mail.

    Mas vamos seguindo, meu bom.
    Vida longa ao seu blog. Com Nick, claro.

    Nick B
    (UFO, Rock Bottom. Detalhe: quem detona na guitarra é Michael Schenker. E aí o incauto me pergunta: quem é catzo esse Michael? E a biba roqueira responde. Michael é irmão de Rudolf Schenker. Eles, mais um tal de Klaus Meine, só fundaram uma bandinha de rock chamada Scorpions. E mais um detalhe: quando Michael gravou esse petardo com o UFO ele tinha 17 anos! E já tinha gravado um álbum com o Scorpions. Gênio ou não?).

  5. Paulo F. disse:

    Gomes , o Bamerindus não existe mais, bem como o Nacional, patrocinador de Ayrton Senna desde sempre, e finalmente como estamos falando em bancos, do grande Banco Português do Brasil , que era visível no capacete de ninguém menos que José Carlos Pace.
    Outra época e outra F1.
    Agora piloto de F1 com menos de 18 é osso!

  6. Pablo disse:

    Você falando da Mild Seven que na época patrocinava a Renault me fez lembrar que essa marca não existe mais, já que em 2012 a Japan Tobacco resolveu rebatizar a Mild Seven de Mevius…

  7. Albert Ferreira Rosa disse:

    Flavio, tirando o óbvio ululante (instalações físicas e funcionários [odeio o termo "capital humano"]), qual a influência da ex-equipe no sucesso de uma nova equipe? A Honda entregou um carro muito bem feito para a Brawn, que espetou o motor Mercedes e todos sabemos o resultado. Mas e nos outros casos, em que o sucesso levou um tempo, podemos dar algum mérito à antiga equipe? Por exemplo, até que ponto a Jaguar foi responsável pelo sucesso da Red Bull?

    Ademais, gosto de lembrar quais equipes foram compradas e quais equipes se tornaram.

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