OPALA, 50 | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sábado, 24 de novembro de 2018 - 15:12Antigos em geral

OPALA, 50

RIO (todo respeito) – Não é muito minha praia, mas como não registrar os 50 anos do Opala? Meu pai teve dois, um 1975 vermelhão-quase-laranja cupê, ainda com as lanternas redondas atrás; o outro, um quatro portas prata, câmbio na coluna, já com faróis quadrados — me ajudem, opaleiros, não sei em que ano essas mudanças estéticas foram feitas.

Por incrível que pareça, não tenho registrado na memória o primeiro carro que dirigi na vida. Por “dirigir”, entenda-se tirar do lugar sozinho, na garagem. Pode ter sido um Fusca bege, não sei por que lembro vagamente de um Fusca bege. Mas é bem provável que tenha sido esse Opala vermelho, mesmo. Foi com ele, também, que viajamos para o sul do Brasil em 1976 e foi nessa viagem que me apaixonei por DKWs. E foi com esse prateado quatro portas que saí de carro pela primeira vez com uma menina, em Campinas. Eu tinha 16 anos e aproveitei que meus pais estavam viajando. “Roubei” o carro e fui até um barzinho na Cidade Universitária com ela, onde bebi um Alexander, ou um Campari — um dos dois, certeza.

Naquela época, menor de idade dirigia em cidades do interior sem muitos problemas. Acho que em capitais, também. Era tão errado quanto sempre foi, não tenho desculpas.

De qualquer forma, não é minha praia mas, como se vê, Opala faz parte da minha vida. Todas as homenagens do mundo ao velho Opel, pois.

(Acabei de ligar para meu pai e pedi a ele para procurar fotos dos dois. Minha mãe fez a foto da foto aí embaixo. Aparece o dito cujo vermelho mencionado aí em cima com um bagageiro do quale não tinha lembrança e, no canto direito, o bico do outro, o prata. Atrás, o Corcel do meu irmão. Aproveitem e contem suas histórias com Opalas, são sempre vem-vindas.)

 

loswpalas

31 comentários

  1. César disse:

    Também não tenho muita clareza sobre qual o primeiro carro que efetivamente “tirei da garagem”, haja vista que meu pai possuía uma loja de carros usados e eles eram vários, de modo que o rodízio era uma constante. Devo acreditar que foi uma Parati Surf ano 88, naquele tom azul bem clarinho, que tinha os frisos finos em adesivo azul mais escuro. O primeiro que dirigi na rua, aos 16 anos, foi um Uno CSL, daquele modelo argentino.

  2. Marcos Aldred Ramacciotti disse:

    Em casa temos alguns Opalas, me lembro vagamente de um 1971 6cc vermelho que meu pai falou que era SS, Opala Grand Luxo 1974 6cc Automatico com alavanca de cambio na coluna falo dele depois, um 1975 verde 4 portas 4cc, beje 1975 duas portas 4cc e um diplomata 1984 4cc.
    O mais especial foi o 1974, meu pai comprou esse carro em 1977 ano em que nasci e ficou em casa até 2003 quando vendemos para um rapaz de Sp que iria reforma-lo.
    Com esse carro aconteceu de tudo, seria muito bacana escrever uma historia dele.
    Foram excelentes carros e um prazer ímpar acelerar os fortes motores 6cc em linha.
    Um abraço a todos.

  3. Macaúba disse:

    Meu Pai teve opalas. de vários anos e versões:Dos primeiros ainda na década de 60, passando por cupés, SS´s, Comodoros, Diplomatas, SilverStar e uma Caravan 80…
    Aprendi a dirigir num Comodoro 81/82. E dirigi muito um Diplomata 87 azul na minha adolescência. Era de um tio e de vez em quando conseguia dar umas voltas.
    Resultado, em 2013 comprei um cupé 75, meio detonado e estou reformando aos poucos.

  4. Ricardo Sandri disse:

    Meu pai, um apaixonado até hoje por opalas e caravans, tanto que tem até hoje a sua caravan comodoro 1987 preta em estado impecável de conservação.

    O primeiro carro que dirigi foi uma das 3 caravans que meu pai teve, foi uma 1976 marrom com cambio 3 marchas de coluna.

    Algum opaleiro aí pode me ajudar? Quero por placa preta na caravan do meu pai, alguém pode me tirar algumas dúvidas? Poderiam me mandar um email? rsandri@gmail.com

  5. Gus disse:

    Meu pai sempre teve Opalas e Caravans, o último – antes de falecer – foi um Comodoro 1988 Okm. Eu tinha treze anos e estava começando a dirigir, quando ele morreu, fiquei quase dois anos sem dirigir carros, cessei meu aprendizado…ao final desse período, com o carro dormindo no galpão, passei a ligar ele e dar voltinhas no campo gramado da nossa propriedade. De vez em quando eu me aventurava pela estrada (de interior) para voltas um pouco mais extensas. Um dia fui ao clube campestre com meu amigo me inticando a ir mais longe; saindo de lá, tinha um pessoal pedindo carona, me distrai com eles e acabei caindo na valeta, com a dianteira do carro suspensa, quase caindo para o fosso…meti uma ré nervosa, o pneu tracionava furiosamente e consegui sair da enrascada. Mais envergonhado que guri mijado, saí de lá a milhão para nunca mais voltar, ao menos de Opala…

  6. Leonardo Koerich disse:

    Meu avô paterno tinha um opala branco. Não foi o primeiro carro que dirigi, mas foi i primeiro que eu liguei sem a supervisão de um adulto. Eu tinha uns 10 anos e descobri que o opala do meu vô ligava sem precisar d chave. Era só girar a borboleta. Meu vô nunca descobriu que eu sabia ligar o opala dele.
    Mas a melhor memoria que tenho do opala foi uma viagem que fizemos de Floripa até Porto Alegre. Meu avô emprestou o opala para meu pai por um domingo inteiro. Saimos cedinho e eu sentei no banco da frente entre meu pai e minha avó materna, a dona Neda. Como o banco da frente era um sofazão, eu ficava colado no meu pai, vendo como ele dirigia e passava a marcha na alavanca ao lado da direção. Depois de horas de viagem chegamos num ponto em que dava para ver Porto Alegre de longe. Meu pai parou o carro, olhamos a silhueta da cidade e então voltamos a floripa. Meu pai tinha que devolver o carro antes das oito horas. Acho que passamos umas 12 horas dentro do carro só para ver a cidade de longe. 12h dentro do opalão do meu vô.

  7. Roberto Borges disse:

    Pela grade dá pinta de ser um 1978 ou 1979, logo antes da mudança.
    Tive um 4 portas 1980, com ar condicionado e sem direção hidráulica. Era musculação todo dia, pois pesava uma barbaridade! Qualquer carro pequeno que dirigisse na época parecia ter direção hidráulica, de tão leve que eu achava.
    Rodei muito tempo com ele, até casar. Deu bastante manutenção, mas era bem legal aquela barca.

  8. Alfredinho disse:

    Não sei se alguém já citou aqui, mas existe uma música em homenagem a esse carro: “Opala Vermelho”.

  9. Lellis Vieira disse:

    O primeiro carro que dirigi foi DKV Candango, o pé de boi da Vemaguete. Tinha 14 anos e sai para rodar pelo Sumaré, onde havíamos morado e meu pai tinha amigos e parentes.
    No primeiro dia sem ele, na Rua Duartina, quebra a cruzeta. Não tinha ideia do que tinha acontecido. Desço no embalo até a Rua Guaçu, e entro onde meu pai estava com a maior cara de bunda. Isso foi em 1966.
    Só fui tirar carta com mais de 19 anos, pois realmente não precisava. Deixava meu pai no escritório dele na praça da Sé depois do almoço, e ia busca lo no fim do dia.
    Outros tempos, mas ensinei meus filhos a dirigir quando fizeram 14 anos.
    A idade de 14 anos é importante pois foi a que meu pai tirou carta, oficial, em 1928, após o prefeito de São Paulo aprovar como ele dirigia.
    Outros tempos, ainda melhores.

  10. luis felipe disse:

    Quais eram os motores dos respectivos FG?

  11. EDMILSON LEMGRUBER disse:

    Vamos lá tentando lembrar as mudanças

    1975 – primeiro grande face loft, mudanças na dianteira, capô e grade. Mudanças na traseira, as famosas lanternas redondas. Lançamento da Caravan. Este modelo e o da foto

    1980 – outro face lift radical com faróis retangulares e mudanças na traseira

    1985 – mudanças no para choque e surgimento do diplomata. A versão quatro portas passa a ser mais vendida

    1991 – último face lift com para choques de plástico integrados ( arghh)

  12. Samuel disse:

    Minha história com os Opalas e Caravans é uma coisa que remonta minha infância,pois praticamente nasci andando de Opala : sou de outubro de 1974 e nessa época meu avô era o feliz proprietário de um SS-1973 na rara cor Laranja Fogo,mas o carro que marcou esse período mesmo foi o SS-4 1976 branco que ele adquiriu zero km em abril de 1976 na concessionária Pompéia Veículos.Por essa época,meu pai teve três Caravans : uma 1977 Bege Ipanema,uma 1975 Amarelo Trigo ( imagina esse carro nos dias de hoje…) e uma 1979 Prata Diamantina muito bonita, e na qual fizemos algumas viagens inesquecíveis.
    Então cresci com o vírus Chevrolet incubado kkkk, e em 1997 consegui comprar meu primeiro Opala : um Comodoro 1982 Coupé Branco Everest,depois tive um Coupé 1977,uma Caravan 4100 1977,dois Diplomatas (um 86 outro 87)…e atualmente possuo uma Caravan Comodoro 1981 Azul Médio,com a qual acabei de fazer uma viagem até a cidade da Lapa no Paraná,onde participei do evento de 50 anos do Opala.

  13. Paulo disse:

    Não tive Opala, ainda, nem meu pai teve, apesar de amar, só tinha condições de ter Fuscas e Brasílias. Mas dois vizinhos tinham Opalas 72, um vinho metálico e um azul, comprados zero e com eles ainda na década de 80 e tinindo. Amava esses carros.
    Não me lembrava dessa cor em 75, aliás, carro de boyzinho, com rodas esportivas da própria Chevrolet, piscas brancos, grades dos piscas pintadas na cor do carro e retrovisores esportivos, já que o 75 ainda tinha o retrovisor redondo e de metal. E os faróis de milha. Quem deu esse toque no carro, vc e seus irmãos ou seu pai? Estava top.

  14. guest disse:

    FG, o “bico do outro” na foto, na verdade, é o bico de um Corcel II.

  15. Askjao disse:

    Reconheço o valor de um opala, mas me liguei mesmo foi no corcel.de trás.

  16. tevez disse:

    Tive 14 opalas
    Nada mal para um argentino que migrou ar o Brasil

    O primeiro foi um comodoro 78 que os pais tiraram do filho e me deram assumindo apenas o carne, 3 meses mais tarde apareceu a tal de deflação, saiu quase de graça

    Outro que me marcou foi um comodoro 84 a alcool que o Alemao tirou o motor e colocou o do carro dele pra mim poder ir a argentina, onde fez um imenso sucesso…era lindo…Vermelho Cordoba acho

    O ultimo uma Caravao Comodoro que comprei num feirao em SP Impecavel e usei para puxar um Karman ghia 330 uma reliquia original que achamos num galpão em Rio Negrinho. quando vendi o conjunto arrumei os caralhos por essas duas joias

  17. tevez disse:

    Tive 14 opalas nada mal para um argentino que mora no Brasil
    O Primeiro era um comodoro 78 lindo que me deram,, deram mesmo, foi so assumir o financiamento e peguei a tal de deflação saiu quase de graça
    Tive um comodoro 84 e fui na argentina com ele, a galera parava para olhar la nos finais dos 80
    Ultimo foi uma caravan comodoro pra puxar meu Karman ghia 330 eram duas reliquias juntas.
    Nunca tive um 250s porem vou armar um um dia desses
    esse roncooooooooo

  18. Edu Zeiro disse:

    Minha família teve três Opalas (um 1970, branco, sedâ; um 1974, vinho, cupê, destruído em um acidente no início de 1975; e um 1975, também cupê, mesma cor vermelhão-quase-laranja do de mesmo ano do pai do FG) e uma Caravan (1979, verde metálico). Todos quatro cilindros (250-0 ou quatro sem força), com banco dianteiro inteiriço e alavanca de câmbio na coluna de direção. Dirigi bastante a Caravan, que ficou conosco de 1980 até 1993. Gostava muito dela, principalmente dos espaços no banco dianteiro e porta-malas, que tiveram, para mim, serventias mais nobres e prazerosas do que simplesmente levar passageiros e carregar bagagens. Mas ela tinha uma característica bastante peculiar: seu câmbio “engripava” muitas vezes, quando da mudança de primeira para segunda marchas. Daí, era enfiar a mão no cofre do motor e puxar uma alavanca muito próxima ao bloco para liberar as trocas. Nessas, nem sempre consegui efetuar as manobras sem encostar a mão no bloco, geralmente muito quente. Sofri queimaduras por causa disso, mas nada que atrapalhasse o bom uso que sempre fiz dela. Saudades…

  19. Ricardo disse:

    O Opala com as lanternas traseiras redondas começou em 1975 mesmo. Já o de faróis retangulares foi lançado em 1980. O SS era um sonho para todo menino que gostava de carro. Quantas saudades.

  20. Mateus Fernandes disse:

    Meu primeiro carro.
    Diplomata 1987

  21. Cenzi disse:

    Meu falecido avô tinha um Opala marrom metálico lindo, que ele vendeu para uma equipe de Stock Car de Curitiba, lá por 1987. Não me lembro o nome da equipe, o cara era japonês e a “sede” deles era uma oficina mecânica perto de onde morávamos, no bairro Santa Quitéria.
    Meu pai teve um Comodoro 1990, que minha namorada, na época com uns 16 anos de idade, bateu quando eu tentava ensiná-la a dirigir.
    Meu irmão teve um Diplomata 1992 lindo, preto, que roubaram dele. Morávamos em Indaial/SC (que na época tinha uns 40 mil habitantes) e um sujeito armado abordou meu irmão na garagem do prédio, chamou-o pelo nome, trancou meu irmão e sua esposa no banheiro do apartamento e fugiu com o carro.
    Em 2003 eu comprei um Diplomata 1992 também, prata, mas estava em um estado muito ruim. Fiquei pouco tempo com ele. Alguns dias depois de vendê-lo, o motor foi pro pau.

  22. rafaelle disse:

    Opala marrom 76 modelo 77, estuprado a gás (tempos difíceis). Me escondia nele e ficava trocando de marchas com ele parado, o barulho do cambio inconfundível. Com o tempo o velho tentava me ensinar, mas foi roubando ele quase todos os dias que fui pegando o jeito, o velho coloca trancas mas eu sempre dava meu jeito (puxava o pedal, empurrava o volante, desrosquiava o ajuste da altura e amarrava o cadeado ao volante) os vizinhos sempre caguetavam, ele então começou a tirar também o rotor do distribuidor (levou uma tarde para descobrir e outra para comprar um no ferro-velho). Em um desses roubos (tirava o carro desligado e só ligava no quarteirão debaixo) o Opalão não ligava fiz de tudo e nada, nessa hora borrando de medo de tomar a costumeira surra, parei em frente a uma casa desconhecida e fui pedir ajuda (só de calção de futebol sem camiseta e sem calçado) relutante um senhor veio ao meu socorro e quando ele saiu fui até o carro e estava trancado com a chave dentro, ele me olhou, falou que iria buscar algo para abrir e não voltou mais, nessa espera eu olhei para o céu e vi uma estrela cadente, pensei logo (se eu sair dessa eu acredito em estrelas cadentes (eu era cético desde muito cedo)) e me veio a ideia de correr em casa e buscar a sobressalente e sai correndo, no caminho vi o delegado e seu “abacatão” (Fusca verde acho que 75, há uma delegacia quase em frente de casa)
    e gritei seu Valter, me ajuda, expliquei que tinha pegado o carro escondido e que não ligava de jeito nenhum e ele escutando com calma esperou eu terminar e me perguntou: – Mas qual é o combustível? Naquele momento eu sorri, é a gás, eu esqueci de abrir o registro, agradeci como um louco e fui correndo buscar a chave reserva, eu fiquei muito feliz deu tudo certo, dei minhas voltas e voltei feliz para casa. Não apanhei e nunca esqueci essas duas estrelas o Opalão e a Cadente.

  23. Eduardo_SC disse:

    Posso estar enganado, mas é a primeira menção ao Gomes Sênior neste blog. Que venham as fotos com ele também!

  24. MarcioD disse:

    Tenho ótimas lembranças do Opala também. No meio dos anos 70 meu pai comprou um Comodoro 4100 coupé com teto las vegas. . Eu no principio dos anos 80 tive um coupé 250 S que andava demais, era rebaixado, com escapamento 6×2 e nem direção hidráulica tinha para tirar potencia. No meio dos anos 80 comprei um Diplomata coupé 250-S completo, mas nesse dava medo de correr, acima de 140 passarinhava muito. Vivia “fuçando” nestes bichos. Viva o Opala!!

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