Prestação de contas do #96

P

SÃO PAULO (se não pode convencê-los, confunda-os) – Quarta-feira levei o #96 a um dinamômetro. Era importante saber o que tínhamos na mão para, com o motor novo, ter parâmetros de comparação.

Os resultados foram mais ou menos os esperados. O carrinho estava com 50,3 hp (41,7 hp nas rodas), mas com uma relação de marchas muito urbana. Resultado: velocidade máxima final de 131 km/h. Para um carro que só anda isso, fazer uma volta na média de quase 100 km/h até que não é tão ruim.

O contagiros está meio descalibrado, esse negócio de dois tempos é complicado, mas vamos tentar melhorar isso. Aproveitamos esta semana para tirar uns 10 kg de lata do assoalho. O motor novo já virou em bancada e está sendo colocado hoje no carro. Semana que vem, dinamômetro de novo. Estamos estudando um câmbio diferente, também.

Abaixo, imagens raras: um DKW num dinamômetro de rolo! Chique demais…

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37 Comentários

  • Não concordo Pedro, um Palio de safra provavelmente antiga do leitor, em hipótese alguma toca nos 170 reais a não ser em forte (mas forte mesmo) declive. Os valores apurados pela Quatro Rodas (155 a 158km/h) dos populares são realizados com modelos no auge de suas capacidades evolutivas (aspirados). Raros na verdade, são os 1000 que passam dos 160 reais no plano, basta uma consulta nos testes realizados tanto pela Qr como na Carro….Na verdade nunca vi um velôcimetro que “mente” para menos, salvo em caso de picapes com pneus alterados….fica aberta a discussão!

  • Gustavo, é muito raro um velocímetro moderno ter margem de erro tão grande. Pelos testes que eu i em quatro rodas, por exemplo, nunca vi o erro ser maior que 5%. E as vezes o erro é para baixo, indicando velocidade inferior ao que o carro está andando.

    Eu cheguei e ter um golzin special, com pneus 145, e bastava pisar fundo em 5ª lá pelos 100 km/h que o bichinho chegava nos 140!!

    Hoje em dia um carro 1.0 passar do 160, não a nível do mar, mas na pista plana da 4 rodas, com pouco espaço para aceleração, é comum. Raro os que não chegam.

  • Prezados srs.
    por onde anda o Decão, aquele mané mal educado que diz saber tudo sobre DKW’s, tenho um pequeno recuerdo para a mãe dele, uma camiseta com a estampa do clebe dos lambreteiros fundado em 1957.

  • Com 50 cavalos, realmente não dá para fazer muito na pista, e creio que a adoção de um veneno muito pesado vai acabar com o motor em breve….boa sorte nos detalhes Flávio, mas lutar contra os ap’s é injustiça! P.s: Um palio a 180 Km/h, descontando o erro padrão de 10%no velôcimetro (que aumenta a medida que a velocidade chega a final), não deve estar a mais de 160 Km reais, velocidade que nem os carros otimizados de fábrica conseguem à nível do mar.

  • Pois é, o motor do carcará, que era um 2T igual, chegou a mais de 100 hp, mas até empenou um dos cilidros antes do teste de máxima, senão não teria atingido 212, mas sim uns 230 km/h!!

    Fica difícil ter um motor assim e não terminar as corridas direito, ou ter que gastar uma fortuna.
    Se o motor novo é todo igual, mas com montagem de melhor qualidade, deve melhorar bastante, principalmente a potência em alta, com acréscimo de giros.

    E Gomes, se a grana tá curta para gastar com câmbio novo, coloque rodas de menor diâmetro. Como eu falei, umas 165 aro 13… tem 165 R13 de perfil 65, se não me engano…

  • valeu Pedro Jungbluth.
    realmente não era exatamente uma descida, era um daqueles lançantes com declive suave..asfalto 100%, noite clara e ninguém na estrada..um tesão pra apertar o pé…
    e curiosidade pra saber até onde ia. O impressionante era sentir o carrinho grudado no chão. Os pneus são 155 sim… êta adrenalina gostosa sô!…

  • bem, você disse que não calibraram corretamente o contagiros para o 2T… então esses 4500 rpm estão errados? Seria mais?
    O problema é ser 2T ou o fato de ter 3 cilindros??
    Pois pelas minhas contas isso significaria uns 6 mil giros… Estou errado?

  • Eu fiz esses comentarios abaixo; porque eu conheço o Paulinho da frota TL,aqui do Tatuapé, essa frota de taxi foi a maior dona de DKV, talves, do Brasil, eles mantes 2 Kandangos, e já quebraram 1000Xs
    esse motor , sempre o amarelo rd. aro 13 gauchas é lindo mas não presta,o branco é 4/4 é fio origuinal não quebra,eu sou amigo do DELFIM,lembra LEões de FABULOZA!!! SOU SEU FAN!!! Juizo!!!

  • Na moral, voce tem 2 problemas .
    1º cambio tem que ser do 67 sem discusão ponto!
    2º os pneus dianteiros , tem que ser os origuinais aro 15 igual do fusca,voce sabe muito bem! sorte!!!

  • reginaldo:

    Olha, creio que o Palio, com ajuda de uma pequena descida, pode bater nos 180, que seria uns 170 de velocidade real.
    Graças ao que? Pneus 155, teve uns golzin que tinham pneu 145 original!!

  • Gomes,

    Voce realmente e automobilista, parabens, mantenha esta vontade,

    Valeu

    Fitti, carro #63, Equipe Speedrj.com.br, Campeonato Carioca, Marcas, se o Autodromo ainda existir!!!!!

  • Gomes, fico feliz em perceber que finalmente vc começou a fazer as coisas direito !!! Dinamômetro, alijamento de peso, novo cambio…, muito bem, é isso aí, esta é a filosofia correta, desenvolvimento técnico. Gostaria de lhe fazer uma sugestão: Motores 2 tempos são muito suscetiveis a alterações bem estudadas nos diagramas de alimentação e ignição, portanto, sugiro uma longa conversa com bons preparadores de motores 2 T de Kart. Vc certamente deve conhecer alguns mas, se precisar, posso apresenta-lo a alguns dos melhordes de SP. De qqr maneira parabéns e boa sorte !!!

  • Blz aé Gomes???
    Existem empresas que fazem componentes internos customizados para motores.
    Assim (se vc vender muitas camisetas…) vc poderia mandar fazer bielas e pistões mais leves… Derrepente de material forjado.
    Com um carburador mais potente e balanceando tudo direitinho, vc poderia usar um giro máximo maior, melhorando com certeza o desempenho final…
    A idéia dos pneus mais finos derrepente vale a pena…
    Outra coisa q faz diferença são as rodas. Rodas de liga leve fazem uma enorme diferença, se vc abrir um pouquinho a mão dos purismos saudisistas, e vc pode pinta-las de preto por exemplo….
    É isso aé… Boa sorte na usina de força nova…
    T+

  • Ô Gomes;
    não lembro quem, lá pelos idos de 68/69, comentou que a “margarida” melhorava o performance com uma alteração no cambio.Ele conseguia de final, no retão uns 144/145 (fora o vento), porque mudou a relação das marchas. Só que o grande problema era a largada, porque a primeira (na verdade a segunda) era compriiiiiiiiiiida e se facilitasse muito, queimava o disco da embreagem. Será que não tem nenhum mandrake por aí, pra dar uma dica?…Penso que uma quinta marcha (já não teria a primeira né?, talvez melhorasse em uns 10km na final…)Agora a frustação é saber que fui, no retão da Dutra a quase 165 no velocimetro…e fiquei todo pimpão…putz…não passa de 131 de final?….(É..eu tb tive uma deka66 preta..codinome Margarida). Pra comprar, DKW, mas pra vender…DEGA….rsrsrs. No Palio da minha mulher (1 litro) o velocímetro foi a 180 na Bandeirantes, perto de Campinas . Afinal, até onde vai esse carrinho? e qual o erro no velocimetro? alguém sabe dizer?..abç a todos…

  • Adorei ver um DKW no dino!

    Originalmente, o bicho tinha 50cv (SAE, lembre…), a 4.500rpm e alcançava pouquinho mais que 120km/h de máxima. Ou seja: o teu motor atual é só um pouquinho melhor que o de fábrica – e que servia para puxar táxis…

    Não esqueça de pôr as fotos mostrando os resultados do novo motor.

  • Faz o seguinte: procure informações na net sobre o pneus europeu Bridgestone B250 165/65 R15.
    Pneu bem moderno, ia funcionar bem numa corrida e não teria um consumo desgraçado. Ima melhorar a aceleração e reduzir um pouquinho as marchas.

    Outra opção, mais barata, seria trocar as rodas (e colocar umas pratas) para aro 13, também com pneus 165/65. Sei que não foi perguntado, mas é minha opinião.

    Um motor 2T com 40 hp não pode usarcoisa muito larga. Melhora um pouquinho na curva mas atrapalha um monte nas retas. Só aumenta o arrasto. É o mesmo que colocar asas enormes no carrinho, só vai atrapalhar.

  • Mas ah galo cinza…. agora falta pouco para fazer esta máquina voar.. só colocar uns 2 kg de TNT um pávio e pronto vai tudo pelos ares…quero ver aquele miúra meia boca chegar perto.. hehehehehe..

  • 40 h nas rodas é bem pouco. Você falou certa vez que queria 40 hp a mais, ia dobrar!

    Usa pneus 185mm??
    Só isso que queria saber… Ainda acho que devia colocar 165mm.

  • Flavio, você tem que estufar o peito e dizer como os Italianos:

    “Che bella la mia machina!”

    Não dê bola para os detratores invejosos.

    Abraços e boa sorte na preparação da lata ve…..ops, da machina.

    Marcelo Borges.

  • Deu na matéria sobre o Jim Glark neste site: “Em 1956, disputou sua primeira corrida pra valer. A bordo de um DKW, obteve a última colocação. Mas não desistiu. No ano seguinte, lá estava ele conseguindo sua primeira vitória – relevante – nas pistas. Desta feita, pilotando um Porsche 1600 Super.”

    Pois é, se considerarmos o começo da carreira, até que esse Gomes tem futuro!!!

  • Tu é chique, hein, Gomes? Agora, eu nao morro de inveja, nao, sinceramente sou competitivo demais pra ficar satisfeito em pilotar contra um Miúra meia-boca, nao sei como vc suporta! Tomara que vc consiga melhorar esta porcar…dia, esta DKW, assim tenho certeza que vai dar pra divertir mais. Só nao entendo uma coisa: como é isso de neguinho ter motor AP em carro vel..digo, antigo? Qual é a graça? Mais fácil seria correr com Santana, Gol, etc…

    Abçs

  • A vantagem de ter-se um motor fraquinho como esse é que freios são desnecessários. Pode-se fazer o carro ainda mais leve retirando-se os discos ou tambores, pinças, platinas e etc. Brincadeirinha, torço para que fique um avião! E obrigado por partilhar essa experiência conosco.

Por

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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